quarta-feira, 21 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010

A nossa insegurança de cada dia
A insegurança no Estado de Alagoas saiu completamente do controle das autoridades. E não me venha dizer que isto é coisa que acontece em todo o país, pois é balela pura essa conversa fiada. Podemos não ser o único, mas somos sim líderes no quesito de falta de segurança e violência crescente. Não adianta viaturas novas, armamentos sofisticados e outros anúncios eleitoreiros. O que nos falta mesmo é preparo dos que nos deveriam dar segurança e incapacidade de gerenciamento dos que comandam o setor. O cidadão e sua família já não podem mais sair às ruas ao anoitecer e muitas vezes são vitimas dessa violência desenfreada a qualquer hora do dia. A droga invade as escolas, os lares dos alagoanos e não se vê nenhuma ação efetiva para combater esse terrível mal. Tudo tende a se agravar a partir de agora com o período eleitoral. Como sempre vão aumentar os assaltos, a violência urbana e os crimes políticos que já começam a acontecer. Enquanto isso os que deveriam nos dar segurança ficam de lero-lero, achando sempre uma pífia justificativa para suas incompetências.
Agora o placar está zerado
Como diz o sábio companheiro Carlos Chagas, “as pesquisas são inconfiáveis pela simples razão de consultarem no máximo três mil pessoas num eleitorado de 180 milhões. Por mais sofisticadas que sejam as metodologias, não dá para aferir sequer as tendências, quanto mais o resultado das urnas de outubro”. Talvez mais tarde, provavelmente só no dia da eleição como aconteceu aqui em Alagoas em 2008, teremos a confirmação dos números, com velhas e novas surpresas. Melhor fariam os candidatos, como também os eleitores, se passassem ao largo das pesquisas, considerando-as mera atividade comercial de empresas interessadas no faturamento ou na publicidade para seus veículos de comunicação. Pautar-se pelos números contraditórios será, para os candidatos, um exercício diário de autoflagelação. Os principais atores: Teotônio Vilela, Ronaldo Lessa e Fernando Collor, largam empatados tecnicamente. Ganhará aquele que “tiver mais farinha no saco”. Que se faça uma campanha, limpa, com propostas acreditadas pelos alagoanos tão desencantados. E que vença o melhor para Alagoas!
Competência atestada
“Apesar das tragédias, o governo de Alagoas continua num trabalho intenso para atrair empresas. O dinamismo do governador e a determinação do secretário Luiz Otavio Gomes [Desenvolvimento Econômico] (foto) foram decisivos para a permanência e ampliação da fábrica de Alagoas, pois estávamos analisando outras opções”. Estas palavras eu ouvi do empresário Amarilio Macedo, diretor do Grupo Empresarial J. Macedo, na solenidade que marcava a ampliação da industria que Alagoas esteve prestes a perder.
Faltam profissionais
É uma pena que as coisas em Alagoas sejam sempre tratadas na base do amadorismo e da improvisação. O lamentável “equívoco” da Defesa Civil Estadual em cancelar o recebimento de donativos para as vítimas da tragédia e depois voltar atrás condenando sua assessoria de Comunicação, mostra que a coisa ou não tem comando ou a sua comunicação não presta para nada. São por estas e outras que os desastres aqui ocorridos tomam proporções maiores ou saem totalmente do controle das autoridades. Pura falta de profissionalismo e preparo para lidar com as tragédias.
Palavra de quem sabe
Segundo o advogado Adriano Soares, especialista em Direito Eleitoral “A lei “Ficha Limpa” terá a mesma eficácia da lei da compra dos votos: fragilizar a nossa democracia. Pergunto: a lei da compra dos votos diminuiu a corrupção eleitoral? Respondo: não! Ao contrário, agora compram eleitores e, também, testemunhas para instruir processos judiciais. Aumentaram, pois, a insegurança jurídica e a deslegitimação dos mandatos eletivos.
Na verdade, essas leis são resultado de uma crise política que vivemos, em que a classe política perdeu o respeito e a legitimidade.
A gente limpa, eles sujam
O Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu decisões que suspenderam os efeitos da Lei da Ficha Limpa em relação a candidatos que possuem em suas fichas criminais condenação por colegiado (mais de um juiz). Um dos beneficiados é o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que já foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Piauí por “conduta lesiva ao patrimônio público” quando era prefeito de Teresina (1989-1993).
O senador temia ser enquadrado, mas adivinha quem o salvou? O ministro Gilmar Mendes que certamente salvará outros “fichas sujas”. É a justiça que temos, mas não é a que merecemos.
Cala a boca, Serra
O candidato José Serra em sua visita eleitoreira a Alagoas criticou o tempo-resposta do socorro prestado pelo governo federal, que não teria conseguido chegar de forma rápida. “O país não está preparado para o enfrentamento de catástrofes. É preciso uma intervenção federal muito mais orgânica, pois estamos vivendo muitas tragédias. Nós temos que criar defesa civil nacional, com tropa própria, para poder ter intervenção rápida. Falou sem conhecer nada da história que o próprio governador (seu correligionário) contou: “O presidente Lula deu uma resposta imediata à tragédia que se abateu sobre Alagoas. Mandou na mesma tarde dois ministros para ver a situação e disponibilizou todo o apoio técnico e humano. O presidente foi solidário e o governo federal agiu imediatamente”.
Um hospital trapalhão
Recentemente um lamentável episódio ocorrido no Hospital Geral expôs Alagoas ao Brasil ao ser noticiado que uma mulher morreu e “ressuscitou”. Até hoje ninguém justificou tamanha aberração e o estado está sendo processado. Agora um paciente “desapareceu” no mesmo hospital. A família está desesperada e ninguém mais uma vez sabe informar absolutamente nada. Fecha esta merda e manda todo mundo pra casa. Pelo menos morre com a família.
Sementes democráticas
Alguns políticos ainda não aprenderam que se constrói uma campanha em cima de propostas e critérios éticos de disputa. A mentira, o histerismo eleitoral, a imoral prática de apenas criticar, está sendo condenada pelo eleitor consciente. Agora mesmo o secretário Jorge Dantas da Agricultura mostra e prova que a distribuição de sementes aconteceu de forma democrática e atendeu milhares de agricultores. Está lá no papel e nas fotos. Um grupo político que visitou o município de Inhapi, não tendo o que apresentar ou falar, saiu-se com a história mentirosa de que naquela região as sementes não haviam sido distribuídas. Mentiram de maneira condenável. São uns criminosos.
PÉ DE PÁGINA
Caro Jornalista Pedro Oliveira.
Infelizmente o político alagoano (com raríssimas e honrosas exceções) tem tara por desonestidade, tem psicose pelo roubo, é detentor da “síndrome do escorpião”… fere, magoa, mata apenas por ser de sua maldita “natureza”.(Hélio Luiz Lima de Moraes).
A insegurança no Estado de Alagoas saiu completamente do controle das autoridades. E não me venha dizer que isto é coisa que acontece em todo o país, pois é balela pura essa conversa fiada. Podemos não ser o único, mas somos sim líderes no quesito de falta de segurança e violência crescente. Não adianta viaturas novas, armamentos sofisticados e outros anúncios eleitoreiros. O que nos falta mesmo é preparo dos que nos deveriam dar segurança e incapacidade de gerenciamento dos que comandam o setor. O cidadão e sua família já não podem mais sair às ruas ao anoitecer e muitas vezes são vitimas dessa violência desenfreada a qualquer hora do dia. A droga invade as escolas, os lares dos alagoanos e não se vê nenhuma ação efetiva para combater esse terrível mal. Tudo tende a se agravar a partir de agora com o período eleitoral. Como sempre vão aumentar os assaltos, a violência urbana e os crimes políticos que já começam a acontecer. Enquanto isso os que deveriam nos dar segurança ficam de lero-lero, achando sempre uma pífia justificativa para suas incompetências.
Agora o placar está zerado
Como diz o sábio companheiro Carlos Chagas, “as pesquisas são inconfiáveis pela simples razão de consultarem no máximo três mil pessoas num eleitorado de 180 milhões. Por mais sofisticadas que sejam as metodologias, não dá para aferir sequer as tendências, quanto mais o resultado das urnas de outubro”. Talvez mais tarde, provavelmente só no dia da eleição como aconteceu aqui em Alagoas em 2008, teremos a confirmação dos números, com velhas e novas surpresas. Melhor fariam os candidatos, como também os eleitores, se passassem ao largo das pesquisas, considerando-as mera atividade comercial de empresas interessadas no faturamento ou na publicidade para seus veículos de comunicação. Pautar-se pelos números contraditórios será, para os candidatos, um exercício diário de autoflagelação. Os principais atores: Teotônio Vilela, Ronaldo Lessa e Fernando Collor, largam empatados tecnicamente. Ganhará aquele que “tiver mais farinha no saco”. Que se faça uma campanha, limpa, com propostas acreditadas pelos alagoanos tão desencantados. E que vença o melhor para Alagoas!
Competência atestada
“Apesar das tragédias, o governo de Alagoas continua num trabalho intenso para atrair empresas. O dinamismo do governador e a determinação do secretário Luiz Otavio Gomes [Desenvolvimento Econômico] (foto) foram decisivos para a permanência e ampliação da fábrica de Alagoas, pois estávamos analisando outras opções”. Estas palavras eu ouvi do empresário Amarilio Macedo, diretor do Grupo Empresarial J. Macedo, na solenidade que marcava a ampliação da industria que Alagoas esteve prestes a perder.
Faltam profissionais
É uma pena que as coisas em Alagoas sejam sempre tratadas na base do amadorismo e da improvisação. O lamentável “equívoco” da Defesa Civil Estadual em cancelar o recebimento de donativos para as vítimas da tragédia e depois voltar atrás condenando sua assessoria de Comunicação, mostra que a coisa ou não tem comando ou a sua comunicação não presta para nada. São por estas e outras que os desastres aqui ocorridos tomam proporções maiores ou saem totalmente do controle das autoridades. Pura falta de profissionalismo e preparo para lidar com as tragédias.
Palavra de quem sabe
Segundo o advogado Adriano Soares, especialista em Direito Eleitoral “A lei “Ficha Limpa” terá a mesma eficácia da lei da compra dos votos: fragilizar a nossa democracia. Pergunto: a lei da compra dos votos diminuiu a corrupção eleitoral? Respondo: não! Ao contrário, agora compram eleitores e, também, testemunhas para instruir processos judiciais. Aumentaram, pois, a insegurança jurídica e a deslegitimação dos mandatos eletivos.
Na verdade, essas leis são resultado de uma crise política que vivemos, em que a classe política perdeu o respeito e a legitimidade.
A gente limpa, eles sujam
O Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu decisões que suspenderam os efeitos da Lei da Ficha Limpa em relação a candidatos que possuem em suas fichas criminais condenação por colegiado (mais de um juiz). Um dos beneficiados é o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que já foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Piauí por “conduta lesiva ao patrimônio público” quando era prefeito de Teresina (1989-1993).
O senador temia ser enquadrado, mas adivinha quem o salvou? O ministro Gilmar Mendes que certamente salvará outros “fichas sujas”. É a justiça que temos, mas não é a que merecemos.
Cala a boca, Serra
O candidato José Serra em sua visita eleitoreira a Alagoas criticou o tempo-resposta do socorro prestado pelo governo federal, que não teria conseguido chegar de forma rápida. “O país não está preparado para o enfrentamento de catástrofes. É preciso uma intervenção federal muito mais orgânica, pois estamos vivendo muitas tragédias. Nós temos que criar defesa civil nacional, com tropa própria, para poder ter intervenção rápida. Falou sem conhecer nada da história que o próprio governador (seu correligionário) contou: “O presidente Lula deu uma resposta imediata à tragédia que se abateu sobre Alagoas. Mandou na mesma tarde dois ministros para ver a situação e disponibilizou todo o apoio técnico e humano. O presidente foi solidário e o governo federal agiu imediatamente”.
Um hospital trapalhão
Recentemente um lamentável episódio ocorrido no Hospital Geral expôs Alagoas ao Brasil ao ser noticiado que uma mulher morreu e “ressuscitou”. Até hoje ninguém justificou tamanha aberração e o estado está sendo processado. Agora um paciente “desapareceu” no mesmo hospital. A família está desesperada e ninguém mais uma vez sabe informar absolutamente nada. Fecha esta merda e manda todo mundo pra casa. Pelo menos morre com a família.
Sementes democráticas
Alguns políticos ainda não aprenderam que se constrói uma campanha em cima de propostas e critérios éticos de disputa. A mentira, o histerismo eleitoral, a imoral prática de apenas criticar, está sendo condenada pelo eleitor consciente. Agora mesmo o secretário Jorge Dantas da Agricultura mostra e prova que a distribuição de sementes aconteceu de forma democrática e atendeu milhares de agricultores. Está lá no papel e nas fotos. Um grupo político que visitou o município de Inhapi, não tendo o que apresentar ou falar, saiu-se com a história mentirosa de que naquela região as sementes não haviam sido distribuídas. Mentiram de maneira condenável. São uns criminosos.
PÉ DE PÁGINA
Caro Jornalista Pedro Oliveira.
Infelizmente o político alagoano (com raríssimas e honrosas exceções) tem tara por desonestidade, tem psicose pelo roubo, é detentor da “síndrome do escorpião”… fere, magoa, mata apenas por ser de sua maldita “natureza”.(Hélio Luiz Lima de Moraes).
sexta-feira, 2 de julho de 2010

Fiscalizar para não roubar
Não apenas o Ministério Público, mas também o Tribunal de Contas da União, Polícia Federal e a Controladoria Geral da União precisam montar “Forças Tarefas” para acompanhar “in loco” o desembolso de verbas federais e estaduais no programa de reconstrução das cidades atingidas pela tragédia das águas.
A imprensa local e nacional tem noticiado fatos suspeitos e o próprio MP já vê indícios de manipulação política no interior. Prefeitos que após um ano de mandato já mostravam sinais de riqueza e padrão de vida incompatível com seus rendimentos, têm que ser fiscalizados com rigor para que não levem para seus bolsos o dinheiro da miséria de muitos.
Uma senhora Convenção
Estive lá na condição de jornalista assistindo a convenção que homologou a candidatura do governador Teotônio Vilela, como fui à de Mário Agra e também a de Ronaldo Lessa. Não fui à de Collor, pois não sabia onde era. Só depois tomei conhecimento. Na convenção do governador me impressionou o número de participantes. Sem aquelas fileiras de ônibus fretados nas ruas, sem bandas para animar a chamar público, diferente do que insinua o jornal do adversário. Confirmei uma representatividade de grande proporção e o número de lideranças políticas, sindicais, comunitárias, empresariais e o povo que também foi participar. Tudo isto terminou transformando o evento em um magnífico espetáculo. Não era para ser uma festa, mas o sentimento de empolgação e o grande número de presentes fizeram do episódio uma verdadeira apoteose política. Estavam lá 68 prefeitos e a representação política de seus municípios. Muitos deles que se esperava estar com esse ou aquele candidato, foram levar seus apoios à candidatura do governador. O prefeito Cícero Almeida surpreendeu a todos com a sua presença e chegou a arrancar lágrimas de alguns. Disse que o seu candidato ao Senado era o deputado Benedito de Lira. Declarou que o seu candidato a vice-governador seria o ex-deputado José Thomaz Nôno e fechou o seu discurso: “Deus saberá nos indicar o melhor para Alagoas” e desejou ao governador Teotônio Vilela que tivesse “as bênçãos de Deus”. Não precisava dizer mais nada.
Escolheu o melhor
O candidato Teotônio Vilela começou com o pé direito. Ao contrário dos seus dois principais adversários que fizeram escolhas equivocadas, escolheu para seu companheiro de chapa o ex-deputado José Thomaz Nôno. Disparado o melhor parlamentar de Alagoas nas últimas legislaturas, homem íntegro, preparado e com conceito na política nacional, excelente orador e de muita coragem cívica. Não será votado, pois o voto é no governador, mas vai ajudar bastante.
Sem hora e lugar
O ex-governador Ronaldo Lessa parece que não aprende mesmo. Foram exatamente seus rompantes, seu destempero e sua inconseqüência que o deixaram em péssimas situações diante da Justiça e contribuíram para sua derrota política. No momento em que todos se juntavam para ir em socorro dos milhares de alagoanos atingidos por uma tragédia sem proporções, ele sai na contramão da sensatez, do equilíbrio e da ética, para se valer do momento político, criticar injustamente e fazer declarações levianas.
Collor chega atrasado
No afã de suas declarações mirabolantes o candidato Fernando Collor disse em sua convenção que uma de suas prioridades – ao lado da candidata Dilma Rousseff “será a reconstrução das cidades atingidas pela enchente no interior de Alagoas”. No mesmo dia o chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, reunido com secretários e técnicos no Palácio do Governo para cuidar do projeto de recuperação das cidades afirmava: “É determinação do presidente Lula. A burocracia não será empecilho para a reconstrução dos municípios devastados. Com a conclusão dos relatórios o trabalho será imediatamente iniciado”. É um compromisso do presidente com o governador Teotônio Vilela e principalmente com o povo de Alagoas. Não precisará intermediário.
Conta mal feita
Estão erradas as contas que disseram que Alagoas possui quinze municípios com Coordenação de Defesa Civil funcionando regularmente e dentro das legalidades e exigências previstas. São apenas cinco, pois os outros dez receberam apenas uma “meia sola” o que não vale para o Sistema Nacional de Defesa Civil. Faltam-lhes a legislação adequada, os cursos e capacitação previstos e treinamento para o enfrentamento de situações de emergência. A falta dessas coordenadorias municipais tem atrapalhado muito o trabalho após a tragédia. Até quando este estado de negligência vai continuar?
São irresponsáveis
Com ares de deboche dos miseráveis que perderam tudo e parte da vida na tragédia das águas, um tresloucado assessor do ex-governador e candidato Ronaldo Lessa me sai com esta: “Em oito anos de mandato, a natureza teve o maior respeito ao governador Ronaldo Lessa” - lembrou. “Agora, ninguém sabe por qual motivo a tragédia tomou conta de Alagoas”. Isto é coisa de marginal de quinta categoria. São esses e outros que levaram Lessa a uma derrota nas últimas eleições e continuam atrapalhando sua vida política.
Índio da Costa rima com que?
Empurraram no candidato José Serra, como seu companheiro de chapa, a figura inexpressiva, desconhecida e apática do deputado Índio da Costa (DEM/RJ), 39 anos, numa imposição de Cesar Maia e seu filho o presidente nacional do partido. Fizeram um péssimo negócio ao trocá-lo pelo experiente e respeitado Álvaro Dias. Não vai ajudar em nada e as pesquisas vão mostrar uma queda acentuada para o candidato tucano. Em política burrice tem preço.
Palanque vazio
Se os correligionários não o conhecessem e também suas bravatas, o palanque do senador Fernando Collor ia ficar praticamente vazio nestas eleições.
Em sua convenção, usando como sempre suas manjadas falas de efeito declarou: ”Mando um recado a esses bandidecos de m.... que aterrorizam nosso estado. A partir de primeiro de janeiro saiam de nosso estado, cruzem suas fronteiras.Caso contrário sentirão o peso da minha mão”. Foi um constrangimento só, pois muita gente presente vestiu a carapuça. Mas este não é um problema apenas do lado collorido. Em todos eles se gritar “pega o bandido”, vão restar poucos em cima dos palanques.
PÉ DE PÁGINA
Ricardo Mota – Meu irrestrito e solidário apoio ao companheiro Ricardo Mota pelo brilhante artigo “Os Surfistas das Enchentes”, sobre fatos ocorridos em São José da Laje e região. Verdadeiro e preciso. Os destinatários não gostaram e se sentiram ofendidos. Deveriam não fazer.
**********************
“Os prefeitos de Alagoas comemoram, com copos de uísque na mão, a liberação de milhões de reais, pelo Governo Federal, para as áreas afetadas pelas enchentes”. (Odilon Rios/Blog do Odilon).
Não apenas o Ministério Público, mas também o Tribunal de Contas da União, Polícia Federal e a Controladoria Geral da União precisam montar “Forças Tarefas” para acompanhar “in loco” o desembolso de verbas federais e estaduais no programa de reconstrução das cidades atingidas pela tragédia das águas.
A imprensa local e nacional tem noticiado fatos suspeitos e o próprio MP já vê indícios de manipulação política no interior. Prefeitos que após um ano de mandato já mostravam sinais de riqueza e padrão de vida incompatível com seus rendimentos, têm que ser fiscalizados com rigor para que não levem para seus bolsos o dinheiro da miséria de muitos.
Uma senhora Convenção
Estive lá na condição de jornalista assistindo a convenção que homologou a candidatura do governador Teotônio Vilela, como fui à de Mário Agra e também a de Ronaldo Lessa. Não fui à de Collor, pois não sabia onde era. Só depois tomei conhecimento. Na convenção do governador me impressionou o número de participantes. Sem aquelas fileiras de ônibus fretados nas ruas, sem bandas para animar a chamar público, diferente do que insinua o jornal do adversário. Confirmei uma representatividade de grande proporção e o número de lideranças políticas, sindicais, comunitárias, empresariais e o povo que também foi participar. Tudo isto terminou transformando o evento em um magnífico espetáculo. Não era para ser uma festa, mas o sentimento de empolgação e o grande número de presentes fizeram do episódio uma verdadeira apoteose política. Estavam lá 68 prefeitos e a representação política de seus municípios. Muitos deles que se esperava estar com esse ou aquele candidato, foram levar seus apoios à candidatura do governador. O prefeito Cícero Almeida surpreendeu a todos com a sua presença e chegou a arrancar lágrimas de alguns. Disse que o seu candidato ao Senado era o deputado Benedito de Lira. Declarou que o seu candidato a vice-governador seria o ex-deputado José Thomaz Nôno e fechou o seu discurso: “Deus saberá nos indicar o melhor para Alagoas” e desejou ao governador Teotônio Vilela que tivesse “as bênçãos de Deus”. Não precisava dizer mais nada.
Escolheu o melhor
O candidato Teotônio Vilela começou com o pé direito. Ao contrário dos seus dois principais adversários que fizeram escolhas equivocadas, escolheu para seu companheiro de chapa o ex-deputado José Thomaz Nôno. Disparado o melhor parlamentar de Alagoas nas últimas legislaturas, homem íntegro, preparado e com conceito na política nacional, excelente orador e de muita coragem cívica. Não será votado, pois o voto é no governador, mas vai ajudar bastante.
Sem hora e lugar
O ex-governador Ronaldo Lessa parece que não aprende mesmo. Foram exatamente seus rompantes, seu destempero e sua inconseqüência que o deixaram em péssimas situações diante da Justiça e contribuíram para sua derrota política. No momento em que todos se juntavam para ir em socorro dos milhares de alagoanos atingidos por uma tragédia sem proporções, ele sai na contramão da sensatez, do equilíbrio e da ética, para se valer do momento político, criticar injustamente e fazer declarações levianas.
Collor chega atrasado
No afã de suas declarações mirabolantes o candidato Fernando Collor disse em sua convenção que uma de suas prioridades – ao lado da candidata Dilma Rousseff “será a reconstrução das cidades atingidas pela enchente no interior de Alagoas”. No mesmo dia o chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, reunido com secretários e técnicos no Palácio do Governo para cuidar do projeto de recuperação das cidades afirmava: “É determinação do presidente Lula. A burocracia não será empecilho para a reconstrução dos municípios devastados. Com a conclusão dos relatórios o trabalho será imediatamente iniciado”. É um compromisso do presidente com o governador Teotônio Vilela e principalmente com o povo de Alagoas. Não precisará intermediário.
Conta mal feita
Estão erradas as contas que disseram que Alagoas possui quinze municípios com Coordenação de Defesa Civil funcionando regularmente e dentro das legalidades e exigências previstas. São apenas cinco, pois os outros dez receberam apenas uma “meia sola” o que não vale para o Sistema Nacional de Defesa Civil. Faltam-lhes a legislação adequada, os cursos e capacitação previstos e treinamento para o enfrentamento de situações de emergência. A falta dessas coordenadorias municipais tem atrapalhado muito o trabalho após a tragédia. Até quando este estado de negligência vai continuar?
São irresponsáveis
Com ares de deboche dos miseráveis que perderam tudo e parte da vida na tragédia das águas, um tresloucado assessor do ex-governador e candidato Ronaldo Lessa me sai com esta: “Em oito anos de mandato, a natureza teve o maior respeito ao governador Ronaldo Lessa” - lembrou. “Agora, ninguém sabe por qual motivo a tragédia tomou conta de Alagoas”. Isto é coisa de marginal de quinta categoria. São esses e outros que levaram Lessa a uma derrota nas últimas eleições e continuam atrapalhando sua vida política.
Índio da Costa rima com que?
Empurraram no candidato José Serra, como seu companheiro de chapa, a figura inexpressiva, desconhecida e apática do deputado Índio da Costa (DEM/RJ), 39 anos, numa imposição de Cesar Maia e seu filho o presidente nacional do partido. Fizeram um péssimo negócio ao trocá-lo pelo experiente e respeitado Álvaro Dias. Não vai ajudar em nada e as pesquisas vão mostrar uma queda acentuada para o candidato tucano. Em política burrice tem preço.
Palanque vazio
Se os correligionários não o conhecessem e também suas bravatas, o palanque do senador Fernando Collor ia ficar praticamente vazio nestas eleições.
Em sua convenção, usando como sempre suas manjadas falas de efeito declarou: ”Mando um recado a esses bandidecos de m.... que aterrorizam nosso estado. A partir de primeiro de janeiro saiam de nosso estado, cruzem suas fronteiras.Caso contrário sentirão o peso da minha mão”. Foi um constrangimento só, pois muita gente presente vestiu a carapuça. Mas este não é um problema apenas do lado collorido. Em todos eles se gritar “pega o bandido”, vão restar poucos em cima dos palanques.
PÉ DE PÁGINA
Ricardo Mota – Meu irrestrito e solidário apoio ao companheiro Ricardo Mota pelo brilhante artigo “Os Surfistas das Enchentes”, sobre fatos ocorridos em São José da Laje e região. Verdadeiro e preciso. Os destinatários não gostaram e se sentiram ofendidos. Deveriam não fazer.
**********************
“Os prefeitos de Alagoas comemoram, com copos de uísque na mão, a liberação de milhões de reais, pelo Governo Federal, para as áreas afetadas pelas enchentes”. (Odilon Rios/Blog do Odilon).
sábado, 26 de junho de 2010

Lessa fora da disputa
O site Congresso em Foco (Brasília) ouviu um grande número de juristas especialistas em Direito Eleitoral, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, magistrados em vários estados e até ministros com assento nos Tribunais superiores e chegou a uma lista de 42 políticos brasileiros que não poderão ser candidatos nas próximas eleições. Nomes famosos como Paulo Maluf, Jader Barbalho, Anthony Garotinho, Severino Cavalcante, os ex-governadores Cássio Cunha Lima (PB), Jackson Lago (MA), José Roberto Arruda (DF) e Marcelo Miranda (TO). Em Alagoas o único político apontado como impedido de ser candidato pela Lei Ficha Limpa é o ex-governador Ronaldo Lessa.
A data limite para o julgamento de todos os recursos apresentados nos Tribunais Regionais Eleitorais, transitado em julgado, é 19 de agosto. Até lá, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá ter uma lista preliminar com as candidaturas impugnadas pela Justiça eleitoral nos estados. Algumas das contestações das assessorias jurídicas dos pré-candidatos já estão sendo encaminhadas para evitar problemas no momento da homologação das candidaturas.
Ronaldo Lessa naturalmente irá entrar com recurso para tentar manter sua candidatura ao governo do Estado.
Os atores da tragédia
Fomos surpreendidos com uma catástrofe que deixou milhares de desabrigados, desalojados e desassistidos. A situação comoveu a todos e o estado se transformou em um mutirão de solidariedade. O acontecimento revelou a fragilidade da nossa estrutura de Defesa Civil nos municípios, o despreparo para o enfrentamento de tragédias naturais e desordenamento das cidades que teimam ao não dar importância ao cumprimento de um Plano Diretor o que evitaria ou pelo menos diminuiria os riscos aos quais ficam expostas as populações.
Aconteceu o natural envolvimento de autoridades, lideranças classistas, políticos e o papel relevante da imprensa, informando e conclamando para engajamento ao apoio de irmãos atingidos no corpo e na alma pelo imponderável e trágico destino.
Chamou-me a atenção a atuação de três atores neste cenário de dor dos alagoanos: o governador Teotônio Vilela Filho e os senadores Fernando Collor e Renan Calheiros. Distantes politicamente souberam unir suas forças na busca de minorar o sofrimento dos milhares de atingidos pela tragédia. Deram uma demonstração de grandeza e quem ganhou com isto foi a causa maior: o interesse público.
Se agissem sempre assim ajudariam muito mais as causas de Alagoas e teriam muito mais o respeito dos alagoanos.
Festejando a morte
O gesto desumano de prefeitos irresponsáveis chocou a todos e deu uma mostra do quanto são perversos e insensíveis à dor do próximo. Não importa que o seu município não tenha sido atingido pela tragédia, não importa que bandas tenham sido contratadas e despesas tenham sido efetuadas. Nada justifica manter festas juninas quando milhares de alagoanos choram a perda de seus entes queridos ou dos poucos bens que possuíam. Os que agiram assim o fizeram como se estivessem “festejando a morte” e isto é repugnante. E alguns ainda são hipócritas ao declararem na imprensa que “estão solidários” com os atingidos pela tragédia.
Arapiraca na lista
A lista negra do Tribunal de Contas da União que relacionou 200 pessoas de Alagoas consideradas inelegíveis por uso irregular de dinheiro público não atingiu o prefeito Luciano Barbosa, mas chegou bem pertinho dele. Sua secretária de Administração e pessoa de sua extrema confiança, Maria Ariluce Cerqueira, está lá, citada em Acórdão do TCU como beneficiária de verba do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Ainda bem que não é candidata, mas tem a “ficha suja”.
Aloprados recebem o “chefe”
Foi uma festa a presença do “chefe do núcleo central da organização criminosa, o incontestável chefe de quadrilha José Dirceu” (as expressões não são minhas, mas do procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza) que veio a Maceió, em nome da candidata Dilma Rousseff e do presidente Lula para conversar com seus companheiros aloprados sobre o palanque para as próximas eleições. Aqui não conversou muito. Deu as suas ordens, disse o que era para ser feito e seguiu sua peregrinação Brasil afora como legítimo representante do comando petista. Trabalha intensamente para tornar realidade o sonho dos “mensaleiros”.
Vi e não gostei
Tive que ir a Palmeira dos Índios no final de semana participar de dois eventos: o Congresso Estadual de Jornalistas e o aniversário da Academia Palmeirense de Letras, da qual faço parte. Festas à parte, não gostei nada do que vi: uma cidade suja, praças jogadas ao abandono, estradas vicinais acabadas e nenhum investimento público. Ouvi uma população descontente e arrependida pelos equívocos eleitorais cometidos. A cada visita sinto que minha terra está regredindo. O que é uma pena.
Vai dar trabalho
Foi a ação diligente do procurador Rodrigo Tenório que levou o Tribunal Regional Eleitoral a condenar uma penca de engraçadinhos que pensam que podem tudo. Foram punidos os pré-candidatos Pinto de Luna, Augusto Farias, Sergio Toledo, Maurício Tavares, Alberto Sextafeira e Galba Novaes e cada um vai pagar uma multa de 5 mil reais. O motivo da punição :os adesivos de propaganda eleitoral espalhados por eles e seus cabos eleitorais.
A decisão do procurador que contraria até o Tribunal Superior Eleitoral, dá uma mostra evidente do trabalho que dará àqueles que imaginam que podem transformar a eleição em “balcão de negócios”. Os corruptos que se cuidem!
O grito dos inocentes
O Movimento de Combate à Corrupção ( MCCE) deu entrada na Assembléia Legislativa de uma solicitação para que seja instalada uma CPI com o objetivo de apurar responsabilidade de deputados envolvidos na Operação Taturana, da Polícia Federal, ocorrida em 2007, quando se denuncia um rombo de 300 milhões de reais.
Das duas uma: ou esse pessoal é de uma inocência total ou de uma burrice na mesma proporção.
Você mandaria uma raposa tomar conta de um galinheiro? Pois bem, sabe quando essa CPI vai sair? Nunca!
PÉ DE PÁGINA
“Alguns prefeitos cancelaram as festas juninas em solidariedade às vitimas das inundações. Outros, a exemplo do prefeito de Maceió, preferiram manter as imorais festas e “saracotear” em cima dos cadáveres das vitimas e da dor de suas famílias”. (Frase enviada por um internauta)
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“Depois de ter Geraldo Sampaio e Luis Abílio como vice-governador, Ronaldo Lessa deve se sentir profundamente incomodado ser obrigado a aceitar como companheiro de chapa o petista Joaquim Brito. Sem comparação”. (Frase de uma velha e experiente raposa política).
O site Congresso em Foco (Brasília) ouviu um grande número de juristas especialistas em Direito Eleitoral, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, magistrados em vários estados e até ministros com assento nos Tribunais superiores e chegou a uma lista de 42 políticos brasileiros que não poderão ser candidatos nas próximas eleições. Nomes famosos como Paulo Maluf, Jader Barbalho, Anthony Garotinho, Severino Cavalcante, os ex-governadores Cássio Cunha Lima (PB), Jackson Lago (MA), José Roberto Arruda (DF) e Marcelo Miranda (TO). Em Alagoas o único político apontado como impedido de ser candidato pela Lei Ficha Limpa é o ex-governador Ronaldo Lessa.
A data limite para o julgamento de todos os recursos apresentados nos Tribunais Regionais Eleitorais, transitado em julgado, é 19 de agosto. Até lá, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá ter uma lista preliminar com as candidaturas impugnadas pela Justiça eleitoral nos estados. Algumas das contestações das assessorias jurídicas dos pré-candidatos já estão sendo encaminhadas para evitar problemas no momento da homologação das candidaturas.
Ronaldo Lessa naturalmente irá entrar com recurso para tentar manter sua candidatura ao governo do Estado.
Os atores da tragédia
Fomos surpreendidos com uma catástrofe que deixou milhares de desabrigados, desalojados e desassistidos. A situação comoveu a todos e o estado se transformou em um mutirão de solidariedade. O acontecimento revelou a fragilidade da nossa estrutura de Defesa Civil nos municípios, o despreparo para o enfrentamento de tragédias naturais e desordenamento das cidades que teimam ao não dar importância ao cumprimento de um Plano Diretor o que evitaria ou pelo menos diminuiria os riscos aos quais ficam expostas as populações.
Aconteceu o natural envolvimento de autoridades, lideranças classistas, políticos e o papel relevante da imprensa, informando e conclamando para engajamento ao apoio de irmãos atingidos no corpo e na alma pelo imponderável e trágico destino.
Chamou-me a atenção a atuação de três atores neste cenário de dor dos alagoanos: o governador Teotônio Vilela Filho e os senadores Fernando Collor e Renan Calheiros. Distantes politicamente souberam unir suas forças na busca de minorar o sofrimento dos milhares de atingidos pela tragédia. Deram uma demonstração de grandeza e quem ganhou com isto foi a causa maior: o interesse público.
Se agissem sempre assim ajudariam muito mais as causas de Alagoas e teriam muito mais o respeito dos alagoanos.
Festejando a morte
O gesto desumano de prefeitos irresponsáveis chocou a todos e deu uma mostra do quanto são perversos e insensíveis à dor do próximo. Não importa que o seu município não tenha sido atingido pela tragédia, não importa que bandas tenham sido contratadas e despesas tenham sido efetuadas. Nada justifica manter festas juninas quando milhares de alagoanos choram a perda de seus entes queridos ou dos poucos bens que possuíam. Os que agiram assim o fizeram como se estivessem “festejando a morte” e isto é repugnante. E alguns ainda são hipócritas ao declararem na imprensa que “estão solidários” com os atingidos pela tragédia.
Arapiraca na lista
A lista negra do Tribunal de Contas da União que relacionou 200 pessoas de Alagoas consideradas inelegíveis por uso irregular de dinheiro público não atingiu o prefeito Luciano Barbosa, mas chegou bem pertinho dele. Sua secretária de Administração e pessoa de sua extrema confiança, Maria Ariluce Cerqueira, está lá, citada em Acórdão do TCU como beneficiária de verba do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Ainda bem que não é candidata, mas tem a “ficha suja”.
Aloprados recebem o “chefe”
Foi uma festa a presença do “chefe do núcleo central da organização criminosa, o incontestável chefe de quadrilha José Dirceu” (as expressões não são minhas, mas do procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza) que veio a Maceió, em nome da candidata Dilma Rousseff e do presidente Lula para conversar com seus companheiros aloprados sobre o palanque para as próximas eleições. Aqui não conversou muito. Deu as suas ordens, disse o que era para ser feito e seguiu sua peregrinação Brasil afora como legítimo representante do comando petista. Trabalha intensamente para tornar realidade o sonho dos “mensaleiros”.
Vi e não gostei
Tive que ir a Palmeira dos Índios no final de semana participar de dois eventos: o Congresso Estadual de Jornalistas e o aniversário da Academia Palmeirense de Letras, da qual faço parte. Festas à parte, não gostei nada do que vi: uma cidade suja, praças jogadas ao abandono, estradas vicinais acabadas e nenhum investimento público. Ouvi uma população descontente e arrependida pelos equívocos eleitorais cometidos. A cada visita sinto que minha terra está regredindo. O que é uma pena.
Vai dar trabalho
Foi a ação diligente do procurador Rodrigo Tenório que levou o Tribunal Regional Eleitoral a condenar uma penca de engraçadinhos que pensam que podem tudo. Foram punidos os pré-candidatos Pinto de Luna, Augusto Farias, Sergio Toledo, Maurício Tavares, Alberto Sextafeira e Galba Novaes e cada um vai pagar uma multa de 5 mil reais. O motivo da punição :os adesivos de propaganda eleitoral espalhados por eles e seus cabos eleitorais.
A decisão do procurador que contraria até o Tribunal Superior Eleitoral, dá uma mostra evidente do trabalho que dará àqueles que imaginam que podem transformar a eleição em “balcão de negócios”. Os corruptos que se cuidem!
O grito dos inocentes
O Movimento de Combate à Corrupção ( MCCE) deu entrada na Assembléia Legislativa de uma solicitação para que seja instalada uma CPI com o objetivo de apurar responsabilidade de deputados envolvidos na Operação Taturana, da Polícia Federal, ocorrida em 2007, quando se denuncia um rombo de 300 milhões de reais.
Das duas uma: ou esse pessoal é de uma inocência total ou de uma burrice na mesma proporção.
Você mandaria uma raposa tomar conta de um galinheiro? Pois bem, sabe quando essa CPI vai sair? Nunca!
PÉ DE PÁGINA
“Alguns prefeitos cancelaram as festas juninas em solidariedade às vitimas das inundações. Outros, a exemplo do prefeito de Maceió, preferiram manter as imorais festas e “saracotear” em cima dos cadáveres das vitimas e da dor de suas famílias”. (Frase enviada por um internauta)
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“Depois de ter Geraldo Sampaio e Luis Abílio como vice-governador, Ronaldo Lessa deve se sentir profundamente incomodado ser obrigado a aceitar como companheiro de chapa o petista Joaquim Brito. Sem comparação”. (Frase de uma velha e experiente raposa política).
As manchetes dos principais jornais neste sábadoFolha de São Paulo
Acordo nos EUA limita especulação bancária
Acordo nos EUA limita especulação bancária
Álvaro Dias é escolhido vice de Serra e irrita DEM
Jornal do Brasil
Chuvas atingem 158 mil
O Globo
Obama consegue apoio para reforma financeira
Correio Braziliense
Horário de servidor fica mais flexível
Estado de Minas
Descaso assassino
Jornal do Commercio
Chile não assusta
Diário do Nordeste
Agora são os chilenos
A Tarde
Que venha o Chile!
Correio do Povo
Agora é o Chile
Zero Hora
PSDB escolhe tucano para vice de Serra e DEM reage
Jornais internacionais
The New York Times
Em semana de testes, Obama reafirma sua autoridade
The Times
Número de trabalhadores imigrantes será reduzido
China Daily
China e Canadá buscam dobrar o comércio entre os países
Le Monde
Mundial: que os jogos sérios comecem!
El País
UE lança a maior reforma financeira dos últimos 80 anos
Clarín
De Vido reconheceu o funcionamento de uma embaixada paralela
terça-feira, 22 de junho de 2010

De olho nos corruptos
Conversei muito com um integrante do Tribunal Regional Eleitoral por estes dias e confesso que como cidadão fiquei com um otimismo danado com relação às eleições de outubro. Ao que me disse a disposição do colegiado é mostrar Alagoas como exemplo de combate à corrupção eleitoral, à bandidagem de compra de votos e às ilegalidades nas campanhas dos candidatos. “O pau vai comer e quem tiver coragem que tente testar a nossa capacidade de tornar limpas as eleições deste ano”, me disse na conversa. Outra coisa: quem tem pendências com a Justiça, e dentro da lei, vai perder seu tempo tentando ser candidato a qualquer cargo eletivo. Com certeza terá sua candidatura impugnada e se conseguir ser eleito não assume. Ainda no mesmo tema as palavras do presidente do TRE, desembargador Estácio de Lima em texto publicado no jornal Extra, dão uma mostra de sua preocupação com a lisura das eleições e a disposição de não deixar passar nada em branco, com apuração rigorosa e ágil. Por sua vez o Ministério Público Eleitoral, contando com procuradores preparados e dispostos e não permitir nenhum ato de corrupção sem a adequada resposta a sociedade, nos faz crer que nem tudo está perdido. Os pilantras das eleições, aqueles que sempre acreditaram na impunidade, os que pensam que podem enganar todo mundo o tempo todo, que se preparem: desta vez a coisa será diferente. Espero!
Aguardando resposta
A sociedade alagoana e os movimentos sociais de combate à corrupção aguardam e cobram do Ministério Público Eleitoral e do TRE uma resposta sobre o escândalo provocado pelo presidente do PT, Joaquim Brito, que numa afronta à Justiça Eleitoral distribuía tabelas da Copa do Mundo com foto sua e da candidata Dilma Rousseff. Não vai querer dizer, como é costume, que “isso foi coisa de inimigo” ou que não sabia de nada, feito os seguidores de Lula. Acredita-se que os que o julgarão não são cegos nem burros. Mas é esperar para ver e crer.
Com festas e bolos
Diz o dito no popular: “com festas e bolos se engana os tolos”. É assim que fazem alguns prefeitos que não dispõem de nada substancial e politicamente correto para oferecer aos seus munícipes. Muitos estão promovendo milionárias festas juninas tudo no campo de demagogia e do nada ligar para o real interesse da comunidade. E o pior: o que deixam de positivo estas festanças bancadas com o dinheiro público? Muitas vezes o saldo são mortes e ferimentos graves, resultados de brigas e muita cachaça na cabeça. Administrador que assim se comporta, não pode bancar de honesto.
Na escola falta tudo
Pais e alunos da escola municipal Petrônio Viana, em Maceió, fizeram um protesto esta semana que chamou a atenção. Os manifestantes foram cobrar do secretário Thomaz Beltrão a cobertura do pátio e medidas de segurança para proteger a unidade do vandalismo.
Na escola estudam em situações precaríssimas cerca de 600 alunos do ensino fundamental e, no noturno, estudantes do Ensino de Jovens e Adultos (Eja). O teto da escola foi retirado há quase dois anos e nada foi feito para repará-lo, faltam professores, os funcionários são insuficientes para a demanda e o transporte escolar não existe. É crime de responsabilidade, desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente e descaso com o interesse público. Ai reclamam quando o Ministério Público entra em ação.
Petistas indóceis
A possibilidade de uma decisão do prefeito Cícero Almeida em apoiar outro candidato e não o da Frente de Oposição está tirando o sono de muitos integrantes do Partido dos Trabalhadores. Por conseqüência ficarão sem os cargos que ocupam na Prefeitura de Maceió e essa gente não pode mesmo viver sem o poder. Temendo o pior têm feito a corte e oferecido de tudo para que Almeida não tome outro rumo. Ele por sua vez permanece calado e não revela nada de suas intenções.
Luna federal?
O delegado Pinto de Luna, que levou um chute na bunda dos petistas que lhe prometeram uma candidatura ao Senado, agora já se contenta com a disputa para deputado federal. Também não vai emplacar, pois os “chefetes” que são donos de sua coligação não o toleram e farão de tudo para atropelar seu tortuoso destino político. Pode até ser candidato, mas que vai levar outra rasteira, isso vai.
Tábua de pirulito
Não bastassem os graves problemas enfrentados pelos que transitam pela infernal Avenida Fernandes Lima graças a incompetência e irresponsabilidade dos que comandam o Trânsito na capital, agora o prefeito Cícero Almeida resolveu também dar a sua colaboração para que o caos seja instaurado de vez. É impossível se contar os inúmeros buracos no leito da principal avenida, chegando alguns muito próximos de verdadeiras crateras. Alguns acidentes têm ocorrido e a situação vai piorar com as chuvas. E o cara ainda diz que “ama Maceió”.
Assim pode
Teve gente na imprensa local que mordeu a língua ao se referir ao ato do Conselho do Ministério Público que autorizou a promotora Marluce Caldas a se afastar de suas funções para ocupar o cargo de Secretária Estadual da Mulher. Apressados e ávidos por fofocas compararam logo com a situação da promotora Cecília Carnaúba que não recebeu do mesmo conselho a autorização para ser secretária municipal. Esqueceram de ouvir o procurador Geral de Justiça que diz: “Não agimos com dois pesos e duas medidas. Somente os promotores que ingressaram na carreira antes da Constituição de 1988 e optaram pelo regime anterior podem se afastar para assumir esses cargos. Além disso o cargo de promotor equivale à carreira de Estado, por isso o promotor não pode assumir um cargo em nível municipal”. Aprendam.
Tal qual Narciso
Na mitologia grega Narciso era um jovem e vaidoso mancebo que “por maldição” apaixonou-se pela própria imagem refletida na água de um rio.Incapaz de levar a termos sua paixão, Narciso suicidou-se por afogamento.Em psicologia e psiquiatria, o narcisismo muito excessivo é o que dificulta o individuo a ter uma vida satisfatória, é reconhecido como um estado patológico e recebe o nome de Transtorno de personalidade narcisista. Indivíduos com o transtorno julgam-se grandiosos e possuem necessidades de admiração e aprovação de outras pessoas em excesso.Em nosso meio político de vez em quando encontramos figuras que se acham “o cara”. Se dizem os mais sábios, os mais populares, se julgam tão importantes que são capazes de ter “linha direta com deus”. Pobres coitados. Só o futuro os ensinará que não chegam nem perto do que imaginam ser.Em tempo: qualquer semelhança. É mera coincidência.
Conversei muito com um integrante do Tribunal Regional Eleitoral por estes dias e confesso que como cidadão fiquei com um otimismo danado com relação às eleições de outubro. Ao que me disse a disposição do colegiado é mostrar Alagoas como exemplo de combate à corrupção eleitoral, à bandidagem de compra de votos e às ilegalidades nas campanhas dos candidatos. “O pau vai comer e quem tiver coragem que tente testar a nossa capacidade de tornar limpas as eleições deste ano”, me disse na conversa. Outra coisa: quem tem pendências com a Justiça, e dentro da lei, vai perder seu tempo tentando ser candidato a qualquer cargo eletivo. Com certeza terá sua candidatura impugnada e se conseguir ser eleito não assume. Ainda no mesmo tema as palavras do presidente do TRE, desembargador Estácio de Lima em texto publicado no jornal Extra, dão uma mostra de sua preocupação com a lisura das eleições e a disposição de não deixar passar nada em branco, com apuração rigorosa e ágil. Por sua vez o Ministério Público Eleitoral, contando com procuradores preparados e dispostos e não permitir nenhum ato de corrupção sem a adequada resposta a sociedade, nos faz crer que nem tudo está perdido. Os pilantras das eleições, aqueles que sempre acreditaram na impunidade, os que pensam que podem enganar todo mundo o tempo todo, que se preparem: desta vez a coisa será diferente. Espero!
Aguardando resposta
A sociedade alagoana e os movimentos sociais de combate à corrupção aguardam e cobram do Ministério Público Eleitoral e do TRE uma resposta sobre o escândalo provocado pelo presidente do PT, Joaquim Brito, que numa afronta à Justiça Eleitoral distribuía tabelas da Copa do Mundo com foto sua e da candidata Dilma Rousseff. Não vai querer dizer, como é costume, que “isso foi coisa de inimigo” ou que não sabia de nada, feito os seguidores de Lula. Acredita-se que os que o julgarão não são cegos nem burros. Mas é esperar para ver e crer.
Com festas e bolos
Diz o dito no popular: “com festas e bolos se engana os tolos”. É assim que fazem alguns prefeitos que não dispõem de nada substancial e politicamente correto para oferecer aos seus munícipes. Muitos estão promovendo milionárias festas juninas tudo no campo de demagogia e do nada ligar para o real interesse da comunidade. E o pior: o que deixam de positivo estas festanças bancadas com o dinheiro público? Muitas vezes o saldo são mortes e ferimentos graves, resultados de brigas e muita cachaça na cabeça. Administrador que assim se comporta, não pode bancar de honesto.
Na escola falta tudo
Pais e alunos da escola municipal Petrônio Viana, em Maceió, fizeram um protesto esta semana que chamou a atenção. Os manifestantes foram cobrar do secretário Thomaz Beltrão a cobertura do pátio e medidas de segurança para proteger a unidade do vandalismo.
Na escola estudam em situações precaríssimas cerca de 600 alunos do ensino fundamental e, no noturno, estudantes do Ensino de Jovens e Adultos (Eja). O teto da escola foi retirado há quase dois anos e nada foi feito para repará-lo, faltam professores, os funcionários são insuficientes para a demanda e o transporte escolar não existe. É crime de responsabilidade, desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente e descaso com o interesse público. Ai reclamam quando o Ministério Público entra em ação.
Petistas indóceis
A possibilidade de uma decisão do prefeito Cícero Almeida em apoiar outro candidato e não o da Frente de Oposição está tirando o sono de muitos integrantes do Partido dos Trabalhadores. Por conseqüência ficarão sem os cargos que ocupam na Prefeitura de Maceió e essa gente não pode mesmo viver sem o poder. Temendo o pior têm feito a corte e oferecido de tudo para que Almeida não tome outro rumo. Ele por sua vez permanece calado e não revela nada de suas intenções.
Luna federal?
O delegado Pinto de Luna, que levou um chute na bunda dos petistas que lhe prometeram uma candidatura ao Senado, agora já se contenta com a disputa para deputado federal. Também não vai emplacar, pois os “chefetes” que são donos de sua coligação não o toleram e farão de tudo para atropelar seu tortuoso destino político. Pode até ser candidato, mas que vai levar outra rasteira, isso vai.
Tábua de pirulito
Não bastassem os graves problemas enfrentados pelos que transitam pela infernal Avenida Fernandes Lima graças a incompetência e irresponsabilidade dos que comandam o Trânsito na capital, agora o prefeito Cícero Almeida resolveu também dar a sua colaboração para que o caos seja instaurado de vez. É impossível se contar os inúmeros buracos no leito da principal avenida, chegando alguns muito próximos de verdadeiras crateras. Alguns acidentes têm ocorrido e a situação vai piorar com as chuvas. E o cara ainda diz que “ama Maceió”.
Assim pode
Teve gente na imprensa local que mordeu a língua ao se referir ao ato do Conselho do Ministério Público que autorizou a promotora Marluce Caldas a se afastar de suas funções para ocupar o cargo de Secretária Estadual da Mulher. Apressados e ávidos por fofocas compararam logo com a situação da promotora Cecília Carnaúba que não recebeu do mesmo conselho a autorização para ser secretária municipal. Esqueceram de ouvir o procurador Geral de Justiça que diz: “Não agimos com dois pesos e duas medidas. Somente os promotores que ingressaram na carreira antes da Constituição de 1988 e optaram pelo regime anterior podem se afastar para assumir esses cargos. Além disso o cargo de promotor equivale à carreira de Estado, por isso o promotor não pode assumir um cargo em nível municipal”. Aprendam.
Tal qual Narciso
Na mitologia grega Narciso era um jovem e vaidoso mancebo que “por maldição” apaixonou-se pela própria imagem refletida na água de um rio.Incapaz de levar a termos sua paixão, Narciso suicidou-se por afogamento.Em psicologia e psiquiatria, o narcisismo muito excessivo é o que dificulta o individuo a ter uma vida satisfatória, é reconhecido como um estado patológico e recebe o nome de Transtorno de personalidade narcisista. Indivíduos com o transtorno julgam-se grandiosos e possuem necessidades de admiração e aprovação de outras pessoas em excesso.Em nosso meio político de vez em quando encontramos figuras que se acham “o cara”. Se dizem os mais sábios, os mais populares, se julgam tão importantes que são capazes de ter “linha direta com deus”. Pobres coitados. Só o futuro os ensinará que não chegam nem perto do que imaginam ser.Em tempo: qualquer semelhança. É mera coincidência.
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