sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Para refletir: “Os bons advogados conhecem a Lei; os grandes advogados conhecem os juízes”.

O ministro petista e a “piriguete”

O ministro petista do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli tem uma história de vida não muito recomendável para contar. Nunca foi um advogado brilhante, reprovado duas vezes em concurso para juiz e sua atividade profissional mais destacada foi advogar para o Partido dos Trabalhadores. Possui um fraco currículo acadêmico. Foi condenado pela Justiça em dois processos e obrigado a devolver aos cofres públicos a quantia de 700 mil reais “dinheiro recebido indevidamente e imoralmente por contratos absolutamente ilegais celebrados entre seu escritório e o governo do Amapá”. Não é incomum que juízes se tornem réus de ações cíveis e até criminais. Mas convenhamos que foi extremamente novo um réu se tornar não apenas juiz – mas ministro da corte constitucional brasileira. Os processos contra o ministro tiveram origem no Tribunal de Justiça do Amapá. Ambos resultam de ações populares, um instrumento jurídico que, segundo a Constituição que Toffoli tem a obrigação de defender, pode ser utilizado por qualquer cidadão que pretenda anular um “ato lesivo ao patrimônio público ou à moralidade”.

Esta semana a revista Veja escancara na capa e em ampla reportagem mais um episódio nebuloso na vida do ministro Toffoli. As declarações da advogada pilantra Christiane Araújo de Oliveira, alagoana, que narra os bastidores de histórias corrupção, encontros secretos, tráfico de influência e ações de mafiosos nos quais estaria envolvido o ministro do STF.

Ela contou ao Ministério Público e Polícia Federal que mantinha encontros secretos e suspeitos com Dias Toffoli. O local dos encontros: um apartamento cujo dono é o delegado aposentado e corrupto que ficou famoso ao denunciar o ex-governador do DF, Roberto Arruda, preso após as acusações. Neste apartamento Durval armazenava caixas de dinheiro para fazer pagamentos a políticos. “É lamentável que um ministro do STF esteja refém de mafiosos e corruptos”. Diz a reportagem de Veja.

Hay que endurecerse pero...

O promotor Marcus Rômulo é um dos mais qualificados quadros do Ministério Público Estadual. Zeloso com o seu mister é conhecido por sua intransigência com atos que venham a ferir os princípios da moralidade e da legalidade na atividade pública. Não polemiza com denunciados, nunca buscou “holofotes”, fala pouco e age com rigor, mas embasado em vastos conhecimentos e apuração diligente. Ao contrário dele infelizmente alguns promotores vivem à caça de um microfone ou o flash, estudam pouco e falam demais. Se metem em política e partidarizam suas atividades institucionais e por isso deixam de lado a isenção e o equilíbrio o que é muito ruim.

Uma dupla e tanto

Durante esta semana na pauta política e nos corredores tucanos correu com muita força a formação de uma chapa considerada imbatível para a Prefeitura de Maceió. As negociações caminham objetivamente para o lançamento das candidaturas do deputado Rui Palmeira para prefeito e o vereador/secretário Marcelo Palmeira como vice. Um tucano de bico grande me dizia: “Com uma chapa dessa não vai sobrar pra ninguém”. Muita água ainda vai correr, muita sola de sapato vai ser gasta, mas os acertos estão afunilando.

A panela de Almeida

Tem sido incrível a quantidade de gente querendo mexer na panela do prefeito Cícero Almeida. Mesmo com índices de aprovação lá em cima, popularidade testada e aprovada poderá se repetir a mesma armação da qual foi alvo em 2010: manda e ninguém obedece. Fingem uma composição sob seu comando, mas ninguém quer na verdade vê-lo crescer politicamente e ameaçá-los mais adiante. Vão tentar lhe empurrar uma candidatura de goela abaixo, prometer-lhe o “paraíso” e sua vida pode se transformar num inferno terrestre. Ou o prefeito peita e indica um candidato inteiramente seu, do contrário jamais vai mandar na casa dos outros.

De olho na sacanagem

As operadoras de telefonia usaram e abusaram dos consumidores alagoanos. Venderam o que não podiam oferecer e hoje a comunicação via celular é algo perto de uma tragédia em todas elas. Os órgãos de Defesa do Consumidor são inoperantes e incapazes de conter os abusos e nada até então tinha acontecido até que uma CPI trouxe os primeiros resultados concretos. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Omar Coelho, resolveu comprar a briga e partiu para o ataque. Fez entrega esta semana de denúncia formal contra a TIM, protocolada pessoalmente junto ao procurador de Justiça Eduardo Tavares, que prometeu se incorporar à luta e até se disse vitima dos maus serviços. Acho que agora a coisa vai.

O meio ambiente agradece

O governo estadual e representantes do setor privado, de entidades de mobilização ambiental e órgãos ligados a cooperativas de catadores se reuniram para discutir a minuta do projeto de lei que torna obrigatória a coleta seletiva de lixo em toda Maceió. O projeto é de autoria da vereadora Heloísa Helena. Na lei, a coleta seletiva visa incentivar a pré-seleção domiciliar em pelo menos dois grupos de materiais regulares: materiais secos e resíduos orgânicos, além da eventual separação do óleo de cozinha. Com isso, apóia o trabalho dos catadores, que recolherão o material separado para as chamadas organizações autogestionárias. Bom começo em defesa do meio ambiente.


PÉ DE PÁGINA

“Desataram parte das minhas mãos. Vou continuar fazendo as correições, fazendo as inspeções nos tribunais e vou continuar vigilante e atuante. Ainda mais agora que sei que não estou sozinha na luta para fortalecer o Judiciário”. (Ministra Eliana Calmon)

“A advogada Christiane participava de festas de embalo, viajava em aviões oficiais, aproveitava-se dos amigos e amantes influentes para obter favores em benefício de criminosos”. (Trecho da reportagem da revista Veja sobre a “piriguete” alagoana e suas façanhas em Brasília.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Bonitinha, mas …

Adriana Vandoni

Conversando ontem com meu amigo Pedro Oliveira, jornalista e escritor de Maceió, sobre as denúncias publicadas pela revista Veja da advogada Christiane Araújo de Oliveira que colocou Alagoas na mídia nacional em grande estilo, Pedro comentou: “com certeza tem algum político alagoano nessa onda da “fulaninha“. Você vai ver! Vai aparecer.”
Pois não deu outra. Hoje saiu nos jornais que para o MPF-AL, advogada Christiane combinava licitações com prefeitos de Alagoas. Ela é na Justiça Federal em Arapiraca (AL), desde 2008, em processo que apura supostos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e fraude em licitações no caso sanguessuga.
Leia abaixo a reportagem publicada no site Cada Minuto.

Para MPF, advogada Cristiane combinava licitações com prefeitos de Alagoas
A advogada alagoana Christiane Araújo de Oliveira, que foi capa da revista Veja desta semana acusada de fazer parte de uma organização criminosa que desviou milhões de reais dos cofres públicas responde a duas ações de improbidade em tramitação na Justiça Federal em Alagoas.

Christiane é ré na Justiça Federal em Arapiraca (AL), desde 2008, em processo que apura supostos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e fraude em licitações no caso sanguessuga.
Na época, Christiane era assessora do então deputado federal João Caldas (AL), do antigo PL (hoje PR), também indiciado na Operação Sanguessuga, esquema descoberto pela Polícia Federal que incluía o desvio de verba federal destinada à saúde. O escândalo foi chamado de “máfia das ambulâncias”. O outro assessor – James Sampaio Calado Monteiro -, também indiciado, é hoje prefeito de Palmeira dos Índios (AL).
A denúncia, assinada pelo procurador da República Daniel Ricken, cita trecho de depoimento do empresário Darci Vedoin, pivô do esquema. O procurador justificou a denúncia dizendo que Christiane era quem fazia contato com os prefeitos no interior de Alagoas “para acertar os detalhes sobre o direcionamento de licitações”
Christiane é filha de Elói Correia de Oliveira, pastor da Igreja do Tabernáculo do Deus Vivo (chamada também de Igreja Nova), uma segmentação dos evangélicos. Entre evangélicos de Alagoas, o pastor não é bem visto, e alguns o consideram como uma espécie de curandeiro.
Ele tem um templo no bairro de Cruz das Almas. Lá, faria “curas”.
O pastor é bem conhecido entre políticos alagoanos e ajudou a presidente Dilma Roussef a obter os votos do segmento, tanto que foi recompensado ao indicar sua filha para a equipe de transição da presidente, logo após o envolvimento de Cristiane com a Máfia das Sanguessugas ter sido apontada em uma matéria da Folha de São Paulo, a advogada acabou sendo demitida.

Municípios alagoanos

Municípios – A chamada Operação Sanguessuga foi deflagrada em 2006, após investigações iniciadas no MPF no Mato Grosso e conduzidas em um trabalho conjunto com a PF e a Receita Federal, revelando ao país a existência de um esquema milionário de desvios de recursos provenientes de emendas parlamentares direcionadas para a área de saúde, mais especificamente a programas relacionados à compra de ambulâncias e de equipamentos hospitalares.
Mas as investigações a respeito dos ilícitos criminais e administrativos praticados pela organização criminosa foram iniciadas na região Norte do País, em 2002. Os crimes de fraude a licitações, contra a Administração Pública e de lavagem de dinheiro foram praticados em quase todas as unidades da federação, possivelmente com a exceção apenas do estado do Amazonas.
Durante cerca de cinco anos, o esquema funcionou obedecendo quatro etapas: a primeira era o direcionamento das emendas orçamentárias a municípios ou entidades de interesse da quadrilha. Em seguida, o grupo tratava da execução orçamentária, participando diretamente da elaboração dos projetos necessários para execução dos convênios. A fase seguinte era a manipulação dos processos licitatórios para beneficiar as empresas participantes do esquema, através de um “kit licitação” disponibilizado pela quadrilha. A última fase era a repartição dos recursos públicos desviados entre agentes públicos, lobistas e empresários, quando suas “comissões” não haviam sido pagas antecipadamente.
Em depoimentos prestados, os empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin – líderes do núcleo empresarial da organização criminosa, por meio da Planam e de outras empresas de fachada – afirmaram que em Alagoas o comando político do esquema era operado através do então deputado federal João Caldas. Ele apresentou diversas emendas orçamentárias contemplando municípios do estado de Alagoas, o que não seria nada demais, se essas emendas não tivessem inseridas no contexto das atividades da quadrilha.

Os empresários revelaram que tinham um acordo com João Caldas, segundo o qual, o então deputado recebia 10% do valor das emendas destinadas à compra de ambulâncias. Pelo que foi apurado, pelos menos nos anos de 2002 e 2003, Caldas apresentou emendas no valor de 3,8 milhões de reais, o que equivale ao recebimento de 390 mil reais em comissões recebidas indevidamente. Ainda segundo os empresários Vedoin, em Alagoas o esquema ocorreu nos municípios de Arapiraca, Canapi, Lagoa da Canoa, Paulo Jacinto, Piranhas, Porto de Pedras, Santana do Ipanema e Traipu, no exercício de 2002, e Colônia, Leopoldina, Coqueiro Seco, Igreja Nova, Joaquim Gomes, Mar Vermelho, Marimbondo, Novo Lino, Paripueira, Penedo, Santana do Mundaú, São José da Laje, São Luiz do Quitunde, São Sebastião e Viçosa, no exercício de 2003.
O MPF/AL pediu a condenação do ex-deputado federal João Caldas e da assessora Christiane Araújo pelos crimes de fraude à licitação e na execução de obra ou serviço, formação de quadrilha, corrupção passiva e desvio de recursos públicos. Os empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin foram denunciados pelos crimes de fraude à licitação e na execução de obra ou serviço. Eles já respondem por formação de quadrilha em processo semelhante que tramita na Justiça Federal Mato Grosso

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Para meditar: "Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas; hoje em dia pedem votos". (Autor Desconhecido)

Somos o nosso destino

Infelizmente no Brasil é assim:predomina o clientelismo,os currais eleitorais,o voto comprado, para manter a farsa da democracia. Significativa parte da imprensa fica ao lado dos poderosos que mantém os veiculos de comunicação com verbas publicitárias. Este ano tem eleição. O eleitor quando for exercer o seu o voto,necessário se faz verificar o passado e o presente do seu candidato, sua origem e os caminhos por onde andou.

Estamos ai abarrotados de administradores desonestos, sicários da coisa pública que matam e aumentam a miséria por suas ações marginais contra a merenda escolar, o dinheiro da saúde, da educação , obras superfaturadas, licitações dirigidas.

Desencantados os homens de bem correm da política como o diabo da cruz ,por julgá-la corrupta e não querer sujar as mãos e os imorais,os prevaricadores e oportunistas tomam conta.Temos que levar em consideração que um país é o reflexo do seu povo.”A pátria é a família amplificada” dizia Ruy Barbosa,patrono do Senado e que hoje algumas pessoas têm percebido no seu retrato pendurado naquela Casa ,um certo rubor incomodativo no seu rosto .

A posição do governo é manter o Poder; a oposição quer tomá-lo para si;neste duelo entre o mar e o rochedo, a ostra,ou seja,o povo,é massacrado. O povo perdoa certos deslizes do governo porque a economia vai bem,há crédito,há abundancia,os programas sociais funcionam e a classe operária está feliz.E como ensinava Maquiavel,no “Príncipe”,”é mais fácil para um sujeito esquecer a sentença de morte do pai do que a perda do seu patrimônio.

Por estes dias ouvia de um amigo “ o Brasil é um país sem destino”. Não concordo pois temos o poder de mudar o rumo e dar o destino que queremos ao nosso país. Temos em nossas mãos a arma e a munição para enfrentar as feras da corrupção, da marginalidade e fazer-mos uma assepcia ética na política banindo dela as “ervas daninhas” que destroem e aviltam a nossa dignidade.

Esta semana apareceu mais um político alagoano na midia negativa nacional. Velho conhecido nosso, mas só agora descoberto por Brasília. Na próxima semana qual será o nome a envergonhar Alagoas?

Temos produzido muito pouco de positivo entre nossos parlamentares, com rarissimas excessões. Só nós podemos fazer com que eficiência, honestidade e compromisso com o interesse público sejam regras. Mas se continuarmos elegendo os mesmos, votando por conveniência, acomodação ou vendendo nossos votos, ai sim, estaremos sepultando o nosso destino. Reflita sobre isto!

Solidariedade a um pai

Colhido por cruel fatalidade o jovem Nivaldo Albuquerque Neto, 24 anos, estudante de Direito, foi friamente atingido por balas de pistoleiros profissionais e quase perdeu a vida. Foi um ato covarde praticado contra quem não teve chances de se defender. Espera-se que a polícia não demore a desvendar a atentado e prender os responsáveis. Na segunda feira falei com o pai do jovem, o deputado Antonio Albuquerque. O vi um homem ainda perplexo diante de tamanha brutalidade contra um pedaço grande de sua vida: o filho primogênito. Mas também constatei um homem confiante nos médicos, nas orações pela saúde de Nivaldo e grato à grande solidariedade recebida de amigos e até de desconhecidos.

Méritos para quem merece

Resolução publicada no Diário Oficial pelo procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares, confere ao secretário Chefe do Gabinete Civil, Álvaro Machado, a honrosa Medalha Mérito do Ministério Público do Estado de Alagoas. “Considerando o magistral desempenho, dinâmica atuação e parceria na consecução dos objetivos ministeriais, que são os mesmos do povo alagoano” Diz a publicação. Álvaro Machado é esteio sólido dos resultados positivos do governo estadual. Faz por merecer esta e outras honrarias.

Não é bem assim

O presidente do Conselho de Segurança Pública, Paulo Breda, peca ao falar talvez motivado por sua inocência no quesito “segurança”. Não é do ramo e tentou se mostrar entendido da questão. Dizer que “a atuação da Polícia Comunitária é o caminho para acabar com a violência” é no mínimo desconhecer dos fatores geradores da epidemia que assola o país pelas drogas, situação sócio-econômica, educação, políticas públicas equivocadas e falta de investimento em programas macros e abrangentes. Se assim fosse bastaria instalar uma base comunitária em cada bairro e tudo estaria resolvido.

Dom Helder esquecido

No dia 7 (terça feira) se estivesse vivo Dom Hélder Câmara teria completado 103 anos. Foi a figura mais emblemática da Igreja Católica brasileira nos últimos tempos com reconhecimento internacional. Nem a sua própria igreja lembrou a data. Em Alagoas apenas o jornalista Bernardino Souto Maior em seu Blog e o Instituto Cidadão que o homenageou como seu patrono.

O prefeito de Maceió, Cícero Almeida, a quem cobrei e já me prometeu duas vezes dar o nome de Dom Hélder a uma obra também desconhece o valor deste grande brasileiro. Aqui os bons não merecem homenagem!

Envergonhando Alagoas

BRASÍLIA - Parlamentares do PP ficaram surpresos com o volume e a gravidade dos processos a que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) o novo líder do partido na Câmara, Arthur Lira (AL), filho do senador Benedito de Lira (PP-AL). O novo líder, escolhido na segunda-feira pelo voto na bancada, responde a oito processos por esquema de fraudes e desvio de R$ 302 milhões da folha de pagamento da Assembléia Legislativa de Alagoas e a outros dois processos criminais penais por coação e ameaça. Arthur Lira era primeiro secretário da Mesa Diretora e teria manipulado a folha de pagamento, fazendo descontos indevidos de cheques da Assembléia e obtendo, de forma fraudulenta, os empréstimos embutidos em sua conta bancária e de laranjas. O clima está pesado na Câmara dos Deputados e a votação poderá ser desfeita. São esses políticos que sujam de lama o nome de Alagoas. (Com informação de O Globo).

Desenvolvimento ameaçado

È preocupante a situação vivida pelos empresários do Polo de Confecções em Murici. Com alto investimento em infraestrutura, máquinas e matéria prima se vêem ameaçados pela presença incomoda e arbitrária com invasão do MST justamente no local para ampliação dos empreendimentos. E o pior é que ninguém faz nada para solucionar o problema. Ou se joga duro do contrário esses baderneiros vão invadir nossas casas em pouco tempo. É esse o Brasil dos marginais!



PÉ DE PÁGINA

As mocinhas de Maceió morreram de ciúme no Show do Padre Fábio. O cara fez a maior "declaração de amor" à vereadora Heloisa Helena. Uma mulher abençoada por Deus



O presidente do IBAMA, gaucho Curt Trennepohl, também tem um pé em Alagoas. Aqui participou de campanhas políticas e teve atuação efetiva no governo estadual. Sei da história toda. Contarei depois.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O LEGADO DE DOM HÉLDER CÂMARA

FREI BETTO

O arcebispo Dom Helder Câmara (1909-1999) é figura singular na história da Igreja Católica no Brasil. Diminuto, magérrimo, poucos o superavam em oratória: adornava as idéias com gestos efusivos e um senso de humor incomum ao se tratar de bispos. Por onde andasse, lotava auditórios: Paris, Nova York, Roma... Entre os anos de 1960-80, apenas dois brasileiros gozavam de ampla popularidade no exterior: Pelé e Dom Helder.

Tamanho o carisma dele que, em 1971, em Paris, convidado a falar num salão capaz de comportar 2 mil pessoas, tiveram que transferi-lo para o Palácio de Esportes, que abriga 12 mil.

Hábitos simples

Conheci-o em 1962, ao chegar ao Rio, vindo de Minas, para integrar a direção nacional da JEC (Juventude Estudantil Católica). Dom Helder era bispo-auxiliar da arquidiocese carioca e responsável pela Ação Católica. Vivia de seu salário como assessor técnico (aprovado em concurso público) do Ministério da Educação, morava modestamente, almoçava em botequim – ou melhor, beliscava, pois a vida toda comeu como passarinho – e subia as favelas como quem se sente em casa, sempre trajando batina, hábito mantido por toda a vida, mesmo quando o Concílio Vaticano II (1962-1965) permitiu aos clérigos saírem à rua em trajes civis.

Desde seus tempos de seminarista em Fortaleza – nascera em Messejana, hoje bairro da capital cearense – Dom Helder cultivava hábitos incomuns: deitava-se por volta das dez ou onze da noite, levantava-se às duas da madrugada, trocava a cama por uma cadeira de balanço, na qual orava, meditava, lia e escrevia cartas e poemas. Todos os seus livros foram concebidos naquele momento de “vigília”, como dizia. Às quatro retornava ao leito, dormia por mais uma hora para, em seguida, celebrar missa e iniciar seu dia de trabalho.

Com frequência Dom Helder visitava a “república” das Laranjeiras, onde se amontoavam os estudantes dirigentes da JEC e da JUC (Juventude Universitária Católica). Betinho (Herbert Jose de Souza) e José Serra, líderes estudantis, encontravam ali hospedagem garantida ao vir de Minas ou São Paulo.

Era Dom Helder quem nos assegurava, graças a seus relacionamentos em todas as camadas sociais, passagens aéreas pelo Brasil, bolsas de estudos, e até alimentação. Na época, o governo dos EUA, preocupado com a ameaça comunista na América Latina (sobretudo após a vitória da Revolução Cubana), lançara a campanha “Aliança para o Progresso”, que consistia, basicamente, em remeter alimentos às famílias miseráveis.

Para socorrer-nos da penúria na “república”, Dom Helder, responsável pela distribuição dos donativos, nos enviava caixas de papelão contendo o que denominávamos “leite da Jaqueline” e “queijo do Kennedy”. Como os produtos ficavam meses no porto, sujeitos ao calor carioca, vários de nós tivemos problemas de saúde por ingeri-los.

Senso de oportunidade

O maior sonho de Dom Helder era a erradicação da miséria no mundo. Sonhava com o ano 2000 sem fome. Ainda no Rio, criou o Banco da Providência e a Cruzada São Sebastião, no intuito de pôr fim às favelas. Graças a doações, edificou no Leblon um conjunto de prédios, para cujos apartamentos transferiu famílias de uma favela próxima. Não deu certo. Sem recursos para pagar os impostos (luz, água, telefone...), os moradores passaram a sublocar os domicílios e a obter renda graças à venda de torneiras, pias e outras peças do imóvel.

Para angariar recursos a suas obras, Dom Helder não titubeava em comparecer a programas de auditório de grande audiência televisiva. Certa ocasião, foi convidado por um apresentador para sortear prendas expostas no palco e vistas por todos, exceto pela pessoa trancada numa cabine opaca. Calhou de ser um desempregado. “Seu Joaquim, o senhor troca isto por aquilo?” E sem nomear o objeto, Dom Helder apontava um liquidificador e, em seguida, um carro. Seu Joaquim respondia “sim” e toda a platéia vibrava. Em seguida, Dom Helder indagou se trocava o carro por um abridor de latas. O homem topou. E não mais arredou pé, cismou que escolhera a melhor prenda. Ao sair da cabine, recebeu dos patrocinadores, decepcionado, o abridor. E Dom Helder mereceu um polpudo cheque. O arcebispo não teve dúvidas: “Seu Joaquim, o senhor troca este cheque pelo abridor?”

No dia seguinte, no Palácio São Joaquim, onde funcionava a cúria do Rio, criticamos Dom Helder por ter aberto mão de um recurso que poderia reforçar suas obras sociais. Ele justificou-se: “Perdi o cheque, ganhei em publicidade. Esperem para ver quanto dinheiro vou angariar.”

Visão empreendedora

Homem carismático, dotado de forte espírito gregário, era difícil alguém – incluído quem o criticava – não se deixar envolver pela energia que dele emanava no contato pessoal. JK quis que se candidatasse a prefeito do Rio. Dom Helder jamais aceitou meter-se em política partidária; bastava-lhe, como lição, o erro de juventude, quando demonstrou simpatia pelos integralistas.

Por sua iniciativa, foram fundados, em 1955, o CELAM – Conselho Episcopal Latino-Americano -, que congrega e representa os bispos do nosso Continente, e a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, pólo articulador dos prelados de nosso país, do qual ele foi o primeiro secretário-geral.

Bispo vermelho

Numa época em que não havia Igreja progressista nem Teologia da Libertação, Dom Helder, graças à sua sensibilidade social e sua opção pelos pobres, era tido por comunista, difamação acentuada após a implantação da ditadura militar no Brasil, em 1964. Costumava comentar: “Se defendo os pobres, me chamam de cristão; se denuncio as causas da pobreza, me acusam de comunista”.

Nomeado arcebispo de São Luís (MA) no mesmo mês do golpe, antes de tomar posse o papa Paulo VI o transferiu para Olinda e Recife, onde permaneceu até morrer.

Em 1972 o nome de Dom Helder despontou como forte candidato ao Prêmio Nobel da Paz. Há fortes indícios de que não foi laureado por duas razões: primeiro, pressão do governo Médici. A ditadura se veria fortemente abalada em sua imagem exterior caso ele fosse premiado. Mesmo dentro do Brasil Dom Helder era considerado persona non grata. Censurado, nada do que o “arcebispo vermelho” falava era reproduzido ou noticiado pela mídia de nosso país.

A outra razão: ciúmes da Cúria Romana. Esta considerava uma indelicadeza, por parte da comissão norueguesa do Nobel da Paz, conceder a um bispo do Terceiro Mundo um prêmio que deveria, primeiro, ser dado ao papa...

No Recife, Dom Helder lançou a Operação Esperança: promoveu reforma agrária nas terras da arquidiocese; passou a visitar favelas, mocambos e bairros pobres; estreitou laços com artistas, universitários e intelectuais.

Graças ao seu poder de articulação e carisma profético, em 1973 bispos e superiores religiosos do Nordeste fizeram ecoar a primeira denúncia cabal à ditadura feita por católicos: o manifesto “Ouvi os clamores de meu povo”. O documento, recolhido pela repressão, foi divulgado através de edições clandestinas mimeografadas.

Homem de fé

Um dia, o governo militar, preocupado com a segurança do arcebispo de Olinda e Recife, temendo que algo acontecesse a ele – um atentado ou “acidente” - e a culpa recaísse sobre o Planalto, enviou delegados da Polícia Federal para lhe oferecer um mínimo de proteção. Disseram-lhe: “Dom Helder, o governo teme que algum maluco o ameace e a culpa recaia sobre o regime militar. Estamos aqui para lhe oferecer segurança”.

Dom Helder reagiu: “Não preciso de vocês, já tenho quem cuide de minha segurança”. “Mas, Dom Helder, o senhor não pode ter um esquema privado. Todos que dispõem de serviço de segurança precisam registrá-lo na Polícia Federal. Esta equipe precisa ser de nosso conhecimento, inclusive devido ao porte de armas. O senhor precisa nos dizer quem são as pessoas que cuidam da sua segurança.”

Dom Helder retrucou: “Podem anotar os nomes: são três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.”

Dom Helder morava numa casa modesta ao lado da igreja das Fronteiras, no Recife. Frequentemente, as pessoas que tocavam a campainha eram atendidas pelo próprio arcebispo. Certa noite, a polícia fez batida numa favela da capital pernambucana, em busca do chefe do tráfico de drogas. Confundiu um operário com o homem procurado. Levou-o para a delegacia e passou a torturá-lo.

Pela lógica policial, se o preso apanha e não fala é porque é importante, treinado para guardar segredos. Vizinhos e a família, desesperados, ficaram em volta da delegacia ouvindo os gritos do homem. Até que alguém sugeriu à esposa do operário recorrer a Dom Helder.

A mulher bateu na igreja das Fronteiras: “Dom Helder, pelo amor de Deus, vem comigo, lá na delegacia do bairro estão matando meu marido a pancadas.” O prelado a acompanhou. Ao chegar lá, o delegado ficou assustadíssimo: “Eminência, a que devo a honra de sua visita a esta hora da noite?”

Dom Helder explicou: “Doutor, vim aqui porque há um equívoco. Os senhores prenderam meu irmão por engano.” “Seu irmão?!” “É, fulano de tal – deu o nome – é meu irmão”. “Mas, Dom Helder – reagiu o delegado perplexo -, o senhor me desculpe, mas como podia adivinhar que é seu irmão. Os senhores são tão diferentes!”

Dom Helder se aproximou do ouvido do policial e sussurrou: “É que somos irmãos só por parte de Pai”. “Ah, entendi, entendi.” E liberou o homem.

De fato, irmãos no mesmo Pai.

Perseguições e direitos humanos

Durante o regime militar, Dom Helder moveu intensa campanha no exterior de denúncia de violações dos direitos humanos. O governador de São Paulo, Abreu Sodré, tentou criminalizá-lo. Alegava ter provas de que Dom Helder era financiado por Cuba e Moscou. Alguns bispos ficavam sem saber como agir, como foi o caso do cardeal de São Paulo, Dom Agnelo Rossi, amigo do governador e de Dom Helder. Não foi capaz de tomar uma posição firme na contenda. Mais tarde a denúncia caiu no vazio, não havia provas, apenas recortes de jornais.

Incomodava ao governo ver desmoralizada, pelo discurso de Dom Helder, a imagem que ele queria projetar do Brasil no exterior, negando torturas e assassinatos. Dom Helder ressaltava que, se o governo brasileiro quisesse provar que ele mentia, então abrisse as portas do país para que comissões internacionais de direitos humanos viessem investigar, como havia feito a ditadura da Grécia.

Se hoje, na Igreja, se fala de direitos humanos, especificamente na Igreja do Brasil, que tem uma pauta exemplar de defesa desses direitos, apesar de todas as contradições, isso se deve ao trabalho de Dom Helder. Nenhum episcopado do mundo tem agenda semelhante à da CNBB na defesa dos direitos humanos. A começar pelos temas anuais da Campanha da Fraternidade: idoso, deficiente, criança, índio, vida, segurança etc. Neste ano de 2010, economia. Isso é realmente um marco, algo já sedimentado. Também as Semanas Sociais, que as dioceses, todos os anos, promovem pelo Brasil afora, favorecem a articulação entre fé e política, sem ceder ao fundamentalismo.

A Igreja Católica e o Brasil devem muito a Dom Helder Câmara, que desclandestinizou a pobreza existente em nosso país e induziu poder público e cristãos a encarar com seriedade os direitos dos pobres à vida digna e feliz. O profeta nascido em Messejana foi, sim, um autêntico discípulo de Jesus Cristo.



Frei Betto é Frade Dominicano, escritor de conceito internacional , autor de mais de 50 livros traduzidos em vários idiomas. Foi perseguido, preso e torturado pelo regime Militar. Seu livro “Batismo de Sangue” contando sua prisão e de companheiros virou filme.

Foi agraciado com a Medalha do Mérito Dom Hélder Câmara pelo Instituto Cidadão.

                  Foto de Dom Hélder sendo beijado carinhosamente pelo Papa João Paulo II

Novo líder do PP na Câmara, Arthur Lira, acumula processos
Com informação de O Globo

BRASÍLIA - Parlamentares do PP ficaram surpresos com o volume e a gravidade dos processos a que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) o novo líder do partido na Câmara, Arthur Lira (AL), filho do senador Benedito de Lira (PP-AL) e substituto do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PB). O novo líder, escolhido nesta segunda-feira pelo voto na bancada, responde a oito processos por esquema de fraudes e desvio de R$ 302 milhões da folha de pagamento da Assembleia Legislativa de Alagoas, desbaratado em 2007 pela Polícia Federal, e a outros dois processos criminais penais por coação e ameaça. A operação resultou no indiciamento de nove pessoas.Então juiz da 17ª Vara da Fazenda Estadual, Helestron Costa determinou o afastamento de Arthur e outros deputados do cargo, mas a decisão foi derrubada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. Com a eleição para deputado federal em 2010, as ações foram para o Supremo. Arthur Lira era ex-primeiro secretário da Mesa Diretora e teria manipulado a folha de pagamento, fazendo descontos indevidos de cheques da Assembleia e obtendo, de forma fraudulenta, os empréstimos embutidos em sua conta bancária e de laranjas. Entre 2001 e 2006, o desvio teria atingido mais de R$ 13 milhões.

A operação da PF, em 6 de dezembro de 2007, prendeu deputados, ex-deputados, funcionários de bancos e um agiota, acusados de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional. Na época, responsável pela denúncia, o então procurador-geral do Ministério Público de Alagoas, Coaracy Fonseca, denunciou ameaça de morte - o que gerou outra acusação a Arthur Lira. Procurado nesta segunda-feira pelo GLOBO, o novo líder do PP não quis responder.

Decepcionados com as revelações "surpreendentes" os deputados do PP já falam em destituição de Arthur Lira da liderança do para preservar a integridade moral do partido.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Para meditar: Avante, racionalistas em pânico, honestos humilhados, esperançosos ofendidos! Esta depressão pode ser boa para nos despertar da letargia de 400 anos. O que há de bom nesta bosta toda? (Arnaldo Jabor)

Existe moral na política?

O homem público e a vida política, segundo Maquiavel, não deveriam buscar nunca a própria moralidade, seja em imperativos, seja em livros sagrados ou em tábuas de mandamentos. A política é autonormativa, justificando seus meios em prol de um bem maior, que é a estabilidade do Estado. E o príncipe, não sendo indiferente ao bem e ao mal, e ainda que valorize os princípios morais cristãos, compreende que o que para o indivíduo particular é ruim (como a mentira, por exemplo), é fundamental para o funcionamento da política. Afinal, a relação entre a moral e a política só se sustenta a partir do que é efetivo, e não a partir do que é afetivo.

Daí a pergunta: existe moral na política? Na nossa com certeza nem de longe. Os princípios morais passam longe não apenas da política, mas de todas as instituições que deveriam primar pelo interesse público, os princípios morais e a prática legal: Executivo, Legislativo e Judiciário, saídos da teoria do Barão de Montesquieu com vistas ao bom funcionamento do Estado e hoje mergulhados em escândalos de corrupção, bandalheira e falcatruas.

Memoravel artigo escrito esta semana pelo Jornalista Arnaldo Jabor nos mostra uma radiografia da política e dos políticos brasileiros. Nos dá uma aula de cidadania e convoca a todos para uma reação:

“Nunca vimos uma coisa assim. Ao menos, eu nunca vi. A herança maldita da política de sujas alianças que Lula nos deixou criou uma maré vermelha de horrores. Qualquer gaveta que se abra, qualquer tampa de lata de lixo levantada faz saltar um novo escândalo da pesada. Parece não haver mais inocentes em Brasília e nos currais do País todo. As roubalheiras não são mais segredos de gabinetes ou de cafezinhos. As chantagens são abertas, na cara, na marra, chegando ao insulto machista contra a presidente, desafiada em público. Um diz que é forte como uma pirâmide, outro que só sai a tiro, outro diz que ela não tem coragem de demiti-lo, outro que a ama, outro que a odeia. Canalhas se escandalizam se um técnico for indicado para um cargo técnico. Chego a ver nos corruptos um leve sorriso de prazer, a volúpia do mal assumido, uma ponta de orgulho por seus crimes seculares, como se zelassem por uma tradição brasileira.

Temos a impressão de que está em marcha uma clara “revolução dentro da corrupção”, um deslavado processo com o fito explícito de nos acostumar ao horror, como um fato inevitável. Parece que querem nos convencer de que nosso destino histórico é a maçaroca informe de um grande maranhão eterno. A mentira virou verdade? Diante dos vídeos e telefonemas gravados, os acusados batem no peito e berram: “É mentira!” Mas, o que é a mentira? A verdade são os crimes evidentes que a PF e a mídia descobrem ou os desmentidos dos que os cometeram? Não há mais respeito, não digo pela verdade; não há respeito nem mesmo pela mentira”.O artigo é longo e precioso. Merece ser lido. (Artigo na íntegra no resumopolitico.blogspot.com).



Moeda falsa

O presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, foi demitido esta semana por suspeita de receber propina de fornecedores do órgão via duas empresas no exterior em nome dele e da filha, informa reportagem de José Ernesto Credendio, Andreza Matais e Natuza Nery, publicada na Folha de São Paulo. A exoneração do servidor, indicado para o cargo pelo PTB em 2008. Existem outras denúncias contra o “guardião” do nosso dinheiro e familiares que estão sendo apuradas. Desde que a indicação para o cargo deixou de ser técnica (governo Lula) começaram a aparecer as falcatruas. Se os caras sempre são um jeitinho de roubar, imaginem aquele que “faz dinheiro”.

Consumidor às favas

Acho que Alagoas também detém o titulo de campeão em desrespeito ao consumidor para se juntar aos tantos que possuímos. Supermercados, Shoppings e outros estabelecimentos tratam o consumidor de maneira vil e totalmente imprópria. Ar condicionados desligados “para economizar” (um funcionário me revelou), falta de caixas, deficiência no atendimento, produtos com defeito ( e muita dificuldade para trocar), estacionamentos sujos, precários e sem vigilância. O povo reclama mas ninguém parece ouvir e eles seguem fazendo como querem. Existem por aqui órgãos de defesa do consumidor? Se existem não parece.

O CNJ é dos brasileiros

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, encerrou o ato público promovido pela entidade em defesa dos poderes do Conselho Nacional de Justiça, salientando que o evento “ foi a cidadania dizendo para o Supremo Tribunal Federal que Justiça ela almeja, que Justiça ela busca”. Para a OAB o Conselho Nacional de Justiça é um valor republicano e, como tal não pode. Em momento algum ter sua competência amesquinhada ou reduzida. O ato de grande repercussão contou com a participação de cerca de 500 pessoas, entre advogados, parlamentares, juristas e dirigentes de entidades da sociedade civil. No plenário uma faixa que chamava a atenção dizia: “O CNJ é dos brasileiros”.

Turismo incomunicável

Aqui é assim: As operadoras de telefonia e eletricidade deitam e rolam e nada lhes acontece, além de reuniões infrutíferas, CPIs inócuas e muito jogo de cena. Conheci um empresário de Brasília que interrompeu as férias de sua família no litoral Norte alagoano e rumou para Natal onde com certeza deve ter desfrutado seus dias de lazer. Segundo sua opinião “estão acabando com o turismo de Alagoas. A interrupção de energia é uma coisa absurda e para falar no celular tinha que sair da cidade e ir para um alto, assim mesmo havia hora em que nada conseguia. Certo momento fui a Pernambuco para poder me comunicar com minha empresa”. Daqui há pouco o destino Alagoas será evitado por falta de comunicação. Pode?

O PSOL é apenas Heloisa

Esta semana o diretório regional do PSTU tomou a iniciativa de por sua conta lançar a candidatura da vereadora Heloisa Helena (PSOL) à Prefeitura de Maceió (coisa inconcebível na cabeça sensata de HH).

Disse em nota o PSTU: ”Para as eleições municipais de 2012 precisamos apresentar uma alternativa da classe trabalhadora, construída e financiada pelos maceioenses que enfrentam os ônibus lotados, as filas no SUS e a insegurança em seus locais de moradia”. O diretório do PSOL em Maceió se apressou para contestar a idéia e dizer que “já tem candidato”. São tolos e burros. O partido não existe a não ser por Heloisa Helena, ninguém tem votos e o pretenso candidato ninguém conhece, não tem destino nem vocação política.

PÉ DE PÁGINA

Após deixar a delegacia, Rita Lee usou a rede para agradecer à alagoana: “Solta graças à vereadora Heloisa Helena, q estava na platéia e prestou idêntica versão”. (Gazeta de Alagoas sobre a solidariedade da vereadora HH à cantora Rita Lee vítima da truculência da Polícia de Sergipe).

Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...