quarta-feira, 22 de agosto de 2012


Penedo recebe projeto de capacitação de servidores

Secretaria de Estado da Gestão Pública e Escola de Governo de Alagoas levam projeto de capacitação para servidores públicos

A Secretaria de Estado da Gestão Pública, através da Escola de Governo com a participação do Instituto Cidadão está realizando desde segunda feira mais uma etapa do Projeto Escola de Administração Pública com participação de servidores da rede estadual, que deverá se estender até a próxima quinta feira.Os módulos acontecem no Colégio Estadual Alcides Andrade e participam representantes de vários municípios da região e reúne funcionários públicos estaduais representantes de diversos órgãos da Administração Pública.

 Os participantes do Projeto Escola de Administração Pública estão tendo capacitações e treinamentos nas áreas de Atualização Ortográfica da Língua Portuguesa e Redação Oficial, Referencial Pessoal e Técnico, Comunicação Eficaz e Equipes de Alto Desempenho e a Trilogia do  Atendimento Excelente , com aulas presenciais que contam com a participação de especialistas e facilitadores que procuram oferecer um programa dinâmico e eficiente buscando o aperfeiçoamento dos servidores públicos em apoio às suas atividades profissionais e melhoria dos serviços públicos oferecidos à população.

O Projeto Escola de Administração Pública busca desenvolver ações de forma integral e abrangente e tem como objetivos primordiais, promover o desenvolvimento institucional, a política de gestão de pessoas e o aperfeiçoamento dos serviços prestados a comunidade.
Também visa garantir o desenvolvimento do servidor, propiciando ampla reflexão acerca da missão da Instituição e do seu papel enquanto profissional, da sociedade em que vive e atua e sobre os caminhos de construção da cidadania; a capacitação do servidor para o exercício das atividades de forma convergente com a missão da Instituição; o aprimoramento e inovação dos processos de trabalho e assimilação de novas linguagens e tecnologia e o desenvolvimento dos servidores visando a melhoria dos serviços prestados e ao cumprimento de seus compromissos sociais, fundamentados em sólidos valores morais e democráticos.

Novas etapas Maragogi, Arapiraca e Maceió

Nos próximos meses o  Projeto Escola de Administração Pública estará sendo realizado nas cidades de Maragogi, Arapiraca e voltando a Maceió com novos módulos de capacitação . De acordo com a superintendente da Escola de Governo, professora Síria Libânia,  diante dos resultados positivos alcançados e buscando atender a diversas solicitações  a programação até o final do ano poderá contemplar mais dois municípios do interior que serão definidos oportunamente.

Os alunos que participam das capacitações em Penedo ressaltaram o excelente aproveitamento das turmas e a oportunidade para que os servidores públicos estaduais  possam se reciclar e receber novas e modernas técnicas de muita utilidade para suas atividades profissionais.

sábado, 18 de agosto de 2012

Para refletir: Tem comitê que a coisa está pegando fogo. O histerismo do candidato está afastando até seus mais fiéis seguidores. Ninguém agüenta as insanidades.




Além de queda coice

O candidato a prefeito Ronaldo Lessa ao que parece começou o seu “rosário de amarguras” repetindo o carma que o persegue em duas derrotas eleitorais e ao que tudo indica com reprise na atual.

Somente esta semana dois acreditados institutos de pesquisas com números idênticos mostram o início de um pequeno declínio nas intenções de voto a seu favor. Não seria nada preocupante o “empate técnico” com o seu principal adversário Rui Palmeira. O perigo está no alarmante índice de rejeição que carrega o candidato do Chapão (38%) fato que poderá contribuir para sua terceira derrota eleitoral. Na análise científica dos números diz um especialista: “Como aconteceu em eleições anteriores não é surpreendente a rejeição do eleitorado alagoano ao nome do ex-governador. Pesa contra sua candidatura denúncias robustas de improbidade administrativa, fraude em licitações e até formação de quadrilha. Não são simples boatos ou histórias de adversários, mas denúncias formais e bem elaboradas pelo Ministério Público e acatadas pela Justiça que bloqueou os seus bens na previsibilidade concreta de sua culpa”.

Ronaldo Lessa tem contas pendentes a acertar com o Judiciário e se condenado perderá o mandato que porventura venha a conquistar. Tem a sua candidatura impugnada pela Procuradoria Eleitoral e aceita também pelo Judiciário em razão de deixar de cumprir obrigações no pagamento de dívidas com a própria Justiça Eleitoral.

Pesa-lhe a questão de uma condenação que tem grandes chances de incluí-lo no rol dos “Fichas Sujas” ficando assim impedido de concorrer ao pleito.

Diante desse quadro desfavorável ao candidato Ronaldo Lessa uma das mais destacadas “chefias” do Chapão me dizia: “Temos sim que pensar em um nome para substituir e o fato gera desconforto, mas não produz trauma irreversível. A coligação possui excelentes nomes que em caso de impedimento do Lessa poderá ser convocado para substituí-lo e até ganhar a eleição”.

Em casa de enforcado

Na maior cara de pau alguns vereadores levaram para o plenário da Câmara a discussão sobre a desenfreada compra de votos em Maceió. Alguns mais afoitos chegaram a dizer que “ estavam surpresos com a quantidade abusiva de pessoas que estão comprando votos em alguns bairros da cidade”. Outros assustados reclamavam: “Está um verdadeiro absurdo a compra de votos está desenfreada. É compromisso de boca e não tem mais o cadastro” (naturalmente a afirmação parte dos senhores dos cadastros).

Na verdade isto é uma luta de iguais com alguns incomodados pela esperteza de outros que estão lhes roubando os votos que eles queriam comprar. Um bando de malandros acostumados a eleição fácil pela compra imoral de votos que a Justiça e a Polícia Federal fingem não ver.

Alguém que assistia a discussão na Câmara afirmava: “ Em casa de enforcado não se deve falar em corda”.

Corra que a polícia vem ai

No exato momento em que Alagoas começa a sentir a diminuição da violência mostrados por números do Ministério da Justiça fruto de ações do Plano Nacional de Segurança a sociedade está alarmada e chocada com a truculência e despreparo policial.

Entre muitos relatos de casos recentes há o emblemático trauma sofrido pelo professor e sociólogo Carlos Martins que teve sua residência invadida por policiais que o fizeram deitar no chão e o algemaram para depois constatar que tudo foi um equívoco.

O professor que é fundador do Núcleo de Estudos sobre a Violência em Alagoas afirmou ter se identificado como sociólogo mas os violentos policiais não lhe deram ouvidos.

Assisti abismado uma despreparada delegada de Polícia defender a ação truculenta e tentar justificar o ato de covardia e despreparo.

Recebi várias ligações de professores da Universidade sociólogos e muita gente expressando revolta. Como resposta publico uma declaração do professor Carlos Martins que deve ser também a de todos os alagoanos: “Alagoas está vivendo um estado de milícia que invade as casas e desmoraliza o cidadão que não praticou crime. Não me sinto impotente, porque não me permito. Não vou me calar para que outras pessoas não passem por isso”.

Cotas criando racismo

Concordo integralmente com a opinião do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quando critica a política de cotas raciais para alunos do ensino superior. Ele defende “mecanismos compensatórios para a população de baixa renda ter acesso à Universidade”

Fico a me perguntar: por que valorizar o conceito de raça com o risco real de incentivar o racismo no Brasil? Tem que aumentar o número de vagas destinados a alunos de baixa renda. O Supremo Tribunal Federal decidiu equivocadamente pala constitucionalidade do sistema de cotas raciais.

Só espero que eles não se equivoquem assim no julgamento do Mensalão.

Candidato perde o prumo

O candidato a prefeito Jeferson Morais (DEM) é um inconformado com o resultado das pesquisas divulgadas esta semana. Com os dez por cento que lhe cabe e ninguém de sã consciência imaginaria diferente, critica a metodologia ( que não conhece) e diz asneiras ao afirmar: “ Querem vender a idéia de uma polarização entre dois candidatos e é bom deixar bem claro que isso não existe”. Disse desde o começo que o candidato não disputaria a eleição pois não tem consistência eleitoral para tal. Imaginaram para ele que seria um segundo Cícero Almeida mas “não é assim que banda toca”. Esqueceram de combinar com os eleitores que tendem pontualmente a optar pela polarização entre dois candidatos. E com certeza ele está fora.

Quem é o cara?

Outro inconformado com as pesquisas é o candidato que tem nome de escritor de livro policial Alexandre Fleming ( PSOL) . Não foi pontuado em nenhuma das duas pesquisas como não poderia deixar de ser. Não tem destino nem vocação política, um ilustre desconhecido e numa forçada de barra emplaca uma candidatura aventureira em um partido que tem apenas um nome com expressão eleitoral a vereadora Heloisa Helena. O partido é apenas e exclusivamente Heloisa. Suas palavras: “Os institutos que são contratados por empresas de comunicação ligados a certos candidatos seguem forjando e manipulando”. Um conselho para o candidato: contrata uma pesquisa “séria”, lê de cabeça para baixo ai pode ser que apareça com dois votos.

Lula sabia e mandou fazer

Mudança de estratégia. Lula decidiu nada dizer sobre a acusação do advogado Luiz Fernando Corrêa Barbosa, que representa Roberto Jefferson no caso do mensalão. Como se sabe, Barbosa afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o mandante e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abra processo contra ele.

“Ele (Lula) não só sabia como ordenou o desencadeamento de tudo isso que essa ação penal discute aqui. Ele ordenou. Aqueles ministros (José Dirceu, Luiz Gushiken e Anderson Adauto) eram só auxiliares”, disse o advogado, que citou a exposição de Roberto Gurgel, procurador geral da República, de que o esquema ocorria no Palácio do Planalto.

Para o advogado, dizer que Lula não sabia é uma ofensa ao ex-presidente. “Claro que sua excelência (Gurgel) não pode afirmar que o presidente da República fosse um pateta, um deficiente, que, sob suas barbas estivessem acontecendo tenebrosas transações e ele não soubesse nada”.

Segundo Barbosa, Gurgel quer jogar “o povo contra o tribunal”. “E por que quer fazer isso? Porque não cumpriu seu papel”, disse, referindo-se ao fato de que o ex-presidente Lula não foi denunciado como responsável por envolvimento no escândalo.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Os ataques dos desesperados

Pesquisas mostram que o povo aposta na esperança de mudança e condena os que destruíram Maceió.

Emissários do candidato impugnado desesperados com a anunciada derrota começam a postar provocações contra o candidato vitorioso nas pesquisas, Rui Palmeira, nas redes sociais.

Hoje um desses serviçais usou do espaço livre do Facebook para postar sandices e provocações gratuitas certamente por ordem do desequilíbrio daqueles que não estão acostumados e uma disputa limpa, leal e respeitosa.

Cita por burrice o honrado ministro Guilherme Palmeira que não disputa a eleição, pois o candidato é o seu filho.

Mas diferente do candidato impugnado o político Guilherme Palmeira tem uma história digna para contar e servir de exemplo. É um homem de reputação ilibada, nunca foi acusado de ser chefe de quadrilha, improbidade administrativa, fraude em licitações ou corrupção. Ainda hoje, afastado da política e aos 74 anos de idade é amado por seu povo, respeitado pela Justiça que sempre respeitou e admirado até por seus adversários.

Rui Palmeira tem berço e seu DNA é forjado em um lar onde a palavra caráter é levada em conta.

Deu sinais de maturidade desde que ocupou o primeiro cargo político como Deputado Estadual. Assumiu posições contrárias aos que queriam saquear a Assembléia e colocou em primeiro lugar o interesse público.

Eleito Deputado Federal com esmagadora votação pela vontade do povo que reconheceu seus valores éticos e morais tem tido uma atuação destacada na Câmara dos Deputados honrando Alagoas e o mandato que os alagoanos lhe conferiram.

Ao pleitear sua eleição para a Prefeitura de Maceió Rui Palmeira tem encontrado grande receptividade em todas as camadas sociais que querem operar mudanças na Administração Municipal. O descalabro implantado em Maceió nos últimos anos, as denúncias de corrupção contra o atual prefeito processado pelo Ministério Público Estadual são cenários muito parecidos com perfil político do seu candidato quando exerceu o cargo de governador. Pode-se dizer que “são farinha do mesmo saco”. Vejamos quem os acompanha. Os seus maiores apoiadores praticamente todos já sofrerem acusações muito parecidas: corrupção, peculato, formação de quadrilha e outras tantas que envergonham Alagoas e maculam os votos recebidos dos alagoanos.

O eleitor chegou ao seu limite de enganação, conhece cada um dos candidatos e faz a opção pelo melhor. O político que perde duas eleições seguidas, tem uma rejeição do eleitorado em 38% e tem sobre sua cabeça o peso de denúncias gravíssimas, não inventadas pelos seus adversários ou criadas pela imprensa, mas de autoria do Ministério Público , como grande guardião dos princípios da moralidade e da legalidade na Administração Pública, não pode ser levado a sério e não merece voto digno e honrado do povo de Maceió.

Ai está Rui Palmeira que por sua postura ética não responderá aos ataques gratuitos, infames e provocativos contra ele ou seu honrado pai. A resposta será dada nas urnas pelo povo consciente que saberá distinguir entre o bem e o mal. Entre um passado condenado pela irresponsabilidade de alguns e um futuro de esperança para todos.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


Lula não só sabia como ordenou o mensalão

"Entre quatro paredes do Palácio do Planalto estavam sendo celebradas tenebrosas transações. É claro que a excelência não pode afirmar que o presidente é um pateta, um deficiente, que sob sua barba estivesse acontecendo isso e ele não soubesse de nada”


O advogado Luiz Francisco Barbosa, que defende o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia da existência do mensalão e inclusive ordenou ações ilícitas presentes na denúncia da Procuradoria Geral da República.

A afirmação foi feita durante sessão do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), na tarde desta segunda-feira (13), no momento em que o defensor questionava a ausência de Lula na denúncia. "Eu digo: o presidente Lula não só sabia, como ordenou o encadeamento de tudo isso que essa ação penal escrutina", afirmou. “Deixaram o patrão fora. Deixaram não, o procurador-geral da República [Roberto Gurgel] deixou”, disse Barbosa.

Segundo o advogado, a denúncia do Ministério Público Federal trata o ex-presidente como um “pateta”. “A denúncia disse que entre quatro paredes do Palácio do Planalto estavam sendo celebradas tenebrosas transações. É claro que a excelência não pode afirmar que o presidente é um pateta, um deficiente, que sob sua barba estivesse acontecendo isso e ele não soubesse de nada”, afirmou.

"Ele [Roberto Gurgel] usou uma expressão carioca para dizer que o presidente é safo. Ele [o Lula] não é só safo, como doutor honoris causas. Mas é um pateta. Tudo isso acontecendo nas suas barbas e nada”, disse o defensor O advogado citou uma medida provisória do presidente Lula, em 2003, que incluiu o banco BMG no mercado de crédito consignado. “Em dois meses, o BMG entrou no mercado e, em seguida, o PT obteve empréstimos do Rural e do BMG.”

Em seguida, Barbosa voltou a dizer que Lula ordenou o mensalão. “Se o Presidente da República só pode ser julgado pelo STF, peço que esse tribunal cumpra a lei e que o procurador chame o presidente Lula para esta Corte, porque ele é o mandante de todo esse crime.”

O advogado afirma que, ao tomar conhecimento de que integrantes do governo estavam pagando uma mensalidade para obter apoio no Congresso, Jefferson alertou o ex-presidente Lula no início de 2003, mas que nada foi feito para combater a prática.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012


Junta Comercial realiza projeto de capacitação de servidores

A Junta Comercial de Alagoas está concluindo o primeiro módulo de um programa de capacitação de seus servidores com o objetivo de promover os conhecimentos do quadro de colaboradores internos como também melhorar a qualidade dos serviços prestados ao público externo.

Com a denominação de Projeto de Capacitação Continuada os servidores da Junta Comercial estão participando de um curso de “Atualização Ortográfica da Língua Portuguesa e Redação Oficial”, com duração de 40 horas/aula que acontecerá até esta sexta feira, ministrado por instrutores do Instituto Brasileiro de Municipalismo, Cidadania e Gestão – Instituo Cidadão, no Centro de Treinamento do SEBRAE .

Nos próximos meses estarão sendo realizados cursos com os seguintes temas: “Ética e Etiqueta Social e Profissional no Serviço Público”, “Excelência no Atendimento ao Público” e “ Profissionalismo e Qualidade no Serviço Público”, todos voltados para as atividades da Junta Comercial.

O Projeto de Capacitação Continuada busca desenvolver ações de forma integral e abrangente e tem como objetivos primordiais promover o desenvolvimento institucional, a política de gestão de pessoas e o aperfeiçoamento dos serviços prestados a comunidade e garantir: o desenvolvimento do servidor, propiciando ampla reflexão acerca da missão da Instituição e do seu papel enquanto profissional, da sociedade em que vive e atua e sobre os caminhos de construção da cidadania; a capacitação do servidor para o exercício das atividades de forma convergente com a missão da Instituição; o aprimoramento e inovação dos processos de trabalho e assimilação de novas linguagens e tecnologia e o desenvolvimento dos servidores visando a melhoria dos serviços prestados e ao cumprimento de seus compromissos sociais, fundamentados em sólidos valores morais e democráticos.

Para o presidente da Junta Comercial, José Lages, a realização deste projeto é de suma importância para as atividades institucionais do órgão e proporciona a oportunidade de aperfeiçoamento e crescimento profissional dos servidores, além de dar qualidade aos serviços prestados à comunidade. O programa é uma parceria da Junta Comercial de Alagoas com o Instituto Cidadão.

domingo, 5 de agosto de 2012

Lessa defende réus do Mensalão e os compara a Tiradentes

Enquanto toda a sociedade brasileira torce e até exige do Supremo Tribunal Federal a condenação dos integrantes da quadrilha do Mensalão o candidato a prefeito de Maceió Ronaldo Lessa (PDT) embarca na contramão da história da ética política e faz a defesa dos envolvidos no maior escândalo de corrupção da história política brasileira chegando ao absurdo de compará-los com Tiradentes.

A matéria está na edição deste domingo (5) de O Globo e tem como autor o competente jornalista Odilon Rios.

Veja a matéria:

“Com o registro eleitoral negado e recorrendo ao Tribunal Regional Eleitoral o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) aposta na força dos senadores Fernando Collor (PTB) e Renan Calheiros (PMDB) para afastar o fantasma da inelegibilidade e vencer a eleição na capital alagoana. Desde 1992, quando romperam durante o processo de impeachment de Collor os senadores não se alinhavam.

Na última sexta feira a campanha de Lessa à prefeitura mudou os rumos: mais caminhadas, mais presença dos dois senadores, mais citações ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma Rousseff – e aos programas sociais Bolsa Família e Rede Cegonha – e mais ataques ao governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) e ao candidato dele na disputa, o deputado federal Rui Palmeira (PSDB).

- Esse governador que está ai é um cara de jaca. E o Rui Palmeira é um mentiroso, como o mentor dele – disse Lessa.

Nos discursos Lessa comparou os 36 réus que estão sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal, no caso do mensalão, a Tiradentes – o herói da Inconfidência Mineira.

Esse caso não é o julgamento do século. Vejam Tiradentes: foi condenado como traidor, depois virou herói – disse Lessa.

As declarações foram dadas no Conjunto Virgem dos Pobres, no bairro do Vergel do Lago, uma das áreas mais miseráveis de Maceió.

- As pessoas me perguntam se eu tenho vergonha de receber o apoio de Collor e de Renan. Não tenho. Collor apanhou para cacete, o Renan apanhou para cacete e estão aqui. Eu chamei o Lula de despreparado no começo do governo dele. Lula peço desculpas. Seu governo foi muito bom – afirmou o candidato do PDT.

Os heróis de Lessa e as “tenebrosas transações”

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a condenação e a prisão de José Dirceu, ministro da Casa Civil do governo Lula, e de mais 35 réus acusados de envolvimento na compra de votos de parlamentares no primeiro mandato do ex-presidente. Gurgel acusou o ex-ministro de chefiar sofisticada organização criminosa para arrecadação e distribuição de dinheiro de origem ilegal em troca de apoio político. Num tom ainda mais inflamado que nas alegações finais apresentadas no fim do ano passado, Gurgel reforçou as acusações sobre o crime de formação de quadrilha, classificou o mensalão como o mais atrevido escândalo de corrupção da História do país, citou Chico Buarque e disse que não tem "medo de arreganhos". O procurador-geral pediu ainda a perda de cargos públicos e da aposentadoria dos acusados.

A podridão aconteceu entre as paredes do Palácio do Planalto

Segundo ele, os negócios escusos, comandados por Dirceu, são ainda mais graves porque aconteceram entre as paredes do Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, e não num prédio qualquer. Gurgel pediu a prisão de Dirceu e dos demais acusados após discorrer por mais de cinco horas sobre empréstimos fictícios e distribuição de dinheiro, entre outras transações suspeitas que teriam sido conduzidas por Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o lobista Marcos Valério, entre outros. - Confiante no juízo condenatório desta Corte Suprema e tendo em vista a inadmissibilidade de qualquer recurso com efeito modificativo da decisão plenária que deve ter pronta e máxima efetividade, a Procuradoria Geral da República requer, desde já, a expedição dos mandados de prisão cabíveis imediatamente após a conclusão do julgamento - declarou Gurgel, provocando surpresa na platéia. "Tenebrosas transações" Pouco antes de concluir a explanação, recorreu a uma metáfora de Chico Buarque para ilustrar as negociatas batizadas de mensalão. - "A nossa pátria mãe tão distraída/ Sem perceber que era subtraída /Em tenebrosas transações" - disse Gurgel, citando um dos versos de "Vai passar", de Chico Buarque e Francis Hime. Aparentemente emocionado, o procurador reclamou dos ataques que sofreu desde que decidiu endossar as denúncias contra o grupo de Dirceu, formulada por seu antecessor, Antônio Fernando de Souza. Gurgel disse que nunca viu tamanha pressão sobre o Ministério Público, mas que não arredaria pé de suas convicções. - Em 30 anos de carreira no Ministério Público Federal, completados no dia 12 de julho último, jamais enfrentei, e acredito que nenhum procurador-geral anterior, nada sequer comparável à onda de ataques grosseiros e mentirosos de caudalosas diatribes e verrinas, arreganhos de toda espécie, por variados meios, por notórios magarefes da honra que não possuem. Gurgel admitiu que umas das dificuldades de se obter provas materiais contra Dirceu foi o fato de as negociações terem sido feitas no Planalto: - Muitas situações se passavam entre quatro paredes, mas não entre quatro paredes comuns. Mas entre quatro paredes de um palácio presidencial. Toda, absolutamente toda prova possível, transbordantemente suficiente para a condenação dos réus, foi produzida. Jamais um delírio foi tão solidamente, tão concretamente, tão materialmente documentado e provado. O procurador-geral centrou as acusações em Dirceu, para ele o mentor e chefe do mensalão: - Foi José Dirceu quem idealizou o sistema ilícito de formação da base parlamentar de apoio ao governo mediante o pagamento de vantagens indevidas aos seus integrantes e comandou a ação dos demais acusados para a consecução desse objetivo. O nome do ex-ministro não aparece nos documentos periciados pela Polícia Federal ao longo da investigação. Mas, segundo o procurador, se faltam provas documentais, sobram provas testemunhais. Os depoimentos dos ex-deputados Roberto Jefferson (PTB-RJ), da ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello e do lobista Marcos Valério, entre outros, deixam claro que Dirceu não só sabia dos repasses, como comandava todas as ações da organização. - A prova em relação a José Dirceu é contundente. Jamais se pode exigir da prova em relação ao chefe da quadrilha o mesmo tipo de prova das pessoas em estágios inferiores que deixam rastros. A atuação de quem está no nível superior da quadrilha é feita reservadamente, em conversas em ambientes fechados, o que se tinham eram conversas travadas inclusive no palácio da Presidência da República - disse Gurgel, em entrevista, ao final da sessão. Como prova da atuação da quadrilha, Gurgel citou pagamentos a parlamentares em datas que coincidiam com votações importantes no Congresso, como reforma tributária e da Previdência. - O que interessa, e isso está provado nos autos, é que houve um acordo político associado a um acordo financeiro. Parlamentares dos partidos integrariam a base parlamentar do governo e receberiam em troca um determinado valor, que foi pago - disse. Pedida A absolvição de Gushiken e Lamas Ele ainda sustentou que o crime de corrupção não exige um ato de ofício. Gurgel começou a explanação com análises dos pensadores Raimundo Faoro, Max Weber, Norberto Bobbio e Maquiavel, entre outros, para mostrar que o grupo, supostamente chefiado por Dirceu, adotou a "ética de resultados" para financiar projetos políticos e pessoais com recursos públicos. O procurador descreveu a participação de cada um dos 38 acusados de envolvimento do mensalão, conforme a denúncia original. Pediu a absolvição de Luiz Gushiken e Antônio Lamas, por falta de provas. O procurador sustenta ainda que, logo depois da ajuda financeira, Dirceu abriu as portas da Casa Civil para a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello. O banco estava de olho na liquidação extrajudicial do Banco Mercantil de Pernambuco. Em nota, o banco disse que as acusações do procurador são infundadas. Pelas acusações do procurador-geral, José Genoino e Delúbio Soares fizeram acordos políticos com o PTB, de Roberto Jefferson, e o PL, de Valdemar Costa Neto, entre outros partidos, com a supervisão de Dirceu. Em depoimentos durante a investigação, Jefferson, Emerson Palmiere, ex-dirigente do PTB, Genoino e Delúbio sempre ligavam para Dirceu para avisar ao chefe sobre os resultados das reuniões do grupo com aliados políticos.




 

Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...