sábado, 13 de julho de 2013


Para refletir: “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Artimanhas de um Senado putrefato

(Terça Feira 09/07) Ao que parece os senhores senadores não ouviram como deveriam o “grito das ruas”. Encenaram uma farsa programada na primeira semana após os protestos e aprovaram algumas matérias inócuas, porém de efeito midiático e entenderam, em  suas cabeças desvairadas, que estava tudo bem e o povo se contentaria com uma armação escabrosa e condenável bem própria dos que habitam aquela Casa purulenta.

Com o claro propósito de debochar da indignação do povo com o comportamento político dos parlamentares em uma “armação” explícita o Senado rejeitou a proposta de emenda à Constituição que reduzia o número de suplentes de senador (PEC 37/2011). Com 46 votos a favor, 17 contrários e uma abstenção, a PEC não alcançou o número mínimo para aprovação, de 49 senadores. Não alcançou o número mínimo porque Renan  Calheiros e seus pares assim combinaram .

A proposta rejeitada ainda proibia a eleição para suplente de cônjuge ou parente consanguíneo ou afim do titular do mandato, até o segundo grau ou por adoção.

Os suplentes que abarrotam o plenário do Senado sem que tenham tido um único voto protestaram contra a PEC. O substituto de Marcelo Crivella, Eduardo Lopes (PRB-RJ) observou que, nos recentes protestos de rua, nenhuma faixa de manifestantes pedia o fim da suplência de senadores. Um argumento imbecil, fisiológico e hipócrita.

Por sua vez, Ataídes Oliveira (PSDB-TO), suplente de João Ribeiro, criticou os que chamam o suplente de "biônico" e argumentou que as prioridades do Legislativo deveriam ser outras. É biônico sim e além de tudo despreparado para o cargo que ocupa sem ser votado. Um impostor.

O Senado saiu desgastado mais uma vez de um episódio que teve a chance de se resgatar, o senador Rena Calheiros joga mais lama na sua trajetória conturbada e nada exemplar para um político de expressão. E certamente o “grito das ruas” inconformado e indignado voltará e ecoar, cobrando dos senhores senadores o mínimo de respeito aos interesses da sociedade.

(Quarta feira 10/07) Da malandragem à hipocrisia - Diante de repercussão negativa e com medo do “grito das ruas” o Senado voltou atrás e aprovou um dia após rejeitar a proposta de emenda à Constituição (PEC 11/2003) que proíbe que candidatos para senador escolham como seus suplentes parentes de sangue de até segundo grau - como pais, filhos, irmãos, além de cônjuges e adotivos. A proposta também reduz de dois para um o número de suplentes aos candidatos no Senado.

A aprovação se deu um dia após PEC de conteúdo praticamente igual ter sido rejeitada no plenário.

A nova proposta foi aprovada em dois turnos: no primeiro, 64 votos favoráveis, 1 contrário, e 1 abstenção; e no segundo, com 60 a favor e 1 contra, com 1 abstenção.

Este é o Senado que temos. Mas, com certeza, não é o que merecemos.

Os desvarios de “Dona Doida”

Dona doida está à beira de um colapso nervoso e os médicos que a assistem estão muito preocupados. Há dias ela já não é mais a mesma e os que a circundam têm sentido na pele a bipolaridade, seu transtorno maníaco depressivo. Manda e ninguém obedece e seus seguidores já não a cortejam como antes, sua avaliação é decadente.  Ouviu maus conselhos, fez tudo errado e agora corre sério risco de ver seu reinado desmoronar tão surpreendente quanto como começou. Os aliados se rebelam e contrariam suas  ordens  tresloucadas , os que dependem dela a suportam mais por medo do que por respeito. Seu  “tutor” já se confessa na intimidade um decepcionado e dá sinais de conspiração em andamento. É difícil se fazer uma previsão, mas pode estar pintando um infeliz final para Dona Doida. Só o tempo dirá.

Brasil Corrupto

Pesquisa divulgada pela Transparência Internacional revela que 81% dos brasileiros acreditam que partidos políticos são "corruptos ou muito corruptos". O Congresso Nacional aparece em seguida entre as instituições mais desacreditadas pela população, com 72%. O estudo faz parte do Barômetro Global da Corrupção 2013. Além dos partidos e do Congresso, o levantamento indica ainda que 70% dos entrevistados creem que a polícia é corrupta. O sistema de Saúde aparece logo em seguida, com a percepção de que é corrupto ou muito corrupto entre 55% dos entrevistados.

No levantamento, o setor público brasileiro atingiu nota de 4,6 no grau de corrupção, numa escala de 1 a 5, na qual 5 representa o mais corrupto.

Defesa dos animais

Bem que os legisladores alagoanos poderiam se espelhar em Pernambuco e criar um Código de Defesa Animal que prevê responsabilidade criminal para o autor de maus-tratos.  No Recife a violência será coibida por meio de multas de até R$ 50 mil. além de responder criminalmente, com a aprovação da lei que está em tramitação. Aqui a sociedade bem que poderia agir e pressionar para aprovação de uma lei semelhante a exemplo do que ocorre em grande número de capitais. No estado vizinho, caminhando á frente, os movimentos envolvidos com o tema já trabalham a criação de uma delegacia especializada em crimes contra animais. Fica a boa  sugestão.

Cala a boca, Ciço

O ex-prefeito Cicero Almeida que delapidou o patrimônio público irresponsavelmente e contrariou, segundo o Ministério Público, as regras da moralidade e da legalidade deveria permanecer calado e aguardar o resultado das inúmeras ações que certamente o tornarão inelegível ou mesmo o levarão para cadeia. Como sempre o fez, fala demais e não sabe o que diz.

O prefeito Rui Palmeira encontrou uma prefeitura literalmente destruída pelo seu antecessor e sua turma de vândalos do erário. Com muito trabalho tem conseguido colocar a coisa em ordem o que não tem sido fácil pela amplitude do estrago praticado por Almeida.

Cumprindo pauta de seus “senhores” o ex-prefeito critica levianamente ao tempo em que vai se afundando politicamente. Vai ter o que merece.

O grito do governo, dos petistas e dos pelegos

Tive a curiosidade de ler convocação da Central Única dos Trabalhadores sobre a manifestação realizada nesta quinta feira no Brasil e em especial em Maceió. O governo petista conseguiu cooptar toda a “pelegada” de várias centrais sindicais, entidades estudantis (leia-se UNE) e alguns movimentos sociais com verbas gordas e imorais. O farsante Lula é um especialista nesse tipo de relação promiscua com o dinheiro público e Dona Dilma aprendeu direitinho as suas lições.

Observei detalhadamente a pauta de reivindicações: “Redução da Jornada de Trabalho sem diminuição dos salários”- coisa de quem não gosta de trabalhar – “Aplicação de 10% do PIB para Educação”- “10% do Orçamento da União para a Saúde”, “Reforma Agrária e Urbana” e “Luta contra o Projeto de Lei que trata das Privatizações”. Pautas caducas, requentadas carcomidas pela saturação de suas inviabilidades em vários governos.

Não percebi no texto a pauta nacional que ganhou as ruas e saiu da garganta de brasileiros indignados, subindo a rampa do Palácio do Planalto e do podre Congresso Nacional.

Não constou da pauta “peleguista” nem um sussurro protestando contra a corrupção do governo petista, o roubo descarado e a improbidade de Administradores Públicos, a lama que assola gabinetes e plenários do Congresso Nacional. Foi essa pauta que foi gritada nas ruas do Brasil e que chocou o governo e os políticos. É essa pauta que a sociedade brasileira exige ser cumprida, abominando “afagos” e adesões aos malandros que comandam e executam o maior roubo da história aos cofres públicos.

A população clama por escolas de qualidade, hospitais nos quais as pessoas não morram por falta de atendimento, de medicamentos e de condições de trabalho para os profissionais da saúde, atacados violentamente em suas dignidades por atos insanos da Dona Dilma e sua camarilha incompetente.

O grito da manifestação foi do próprio governo, dos petistas, de Lula, de Dona Dilma. Uma grande enganação.
 
Também publicado no JORNAL EXTRA , CORREIO DO SERTÃO , SITE TRIBUNA DO AGRESTE



quarta-feira, 10 de julho de 2013

O GRITO DE HOJE NÃO É O GRITO DOS BRASILEIROS

A pauta é dos petistas, dos pelegos e do governo


Tive a curiosidade de ler a matéria da Central Única dos Trabalhadores sobre a manifestação marcada para hoje no Brasil e em especial em Maceió. Nada me surpreendeu inclusive os devaneios, pois a CUT desde que foi “comprada” pelo governo perdeu a representatividade, a credibilidade a também a vergonha. O governo petista conseguiu cooptar toda a “pelegada” de várias centrais sindicais, entidades estudantis (leia-se UNE) e alguns movimentos sociais com verbas gordas e imorais. O farsante Lula é um especialista nesse tipo de relação promiscua com o dinheiro público e Dona Dilma aprendeu direitinho as suas lições.

Anunciam uma manifestação com mais de 30 mil participantes. Pura balela, mesmo trazendo grande quantidade de ônibus lotados de baderneiros do MST que chegam a Maceió desde segunda feira.

Observei detalhadamente a pauta de reivindicações: “Redução da Jornada de Trabalho sem diminuição dos salários”- coisa de quem não gosta de trabalhar – “Aplicação de 10% do PIB para Educação”- “10% do Orçamento da União para a Saúde”, “Reforma Agrária e Urbana” e “Luta contra o Projeto de Lei que trata das Privatizações”. Pautas caducas, requentadas carcomidas pela saturação de suas inviabilidades em vários governos.

Não percebi no texto a pauta nacional que ganhou as ruas e saiu da garganta de brasileiros indignados, subindo a rampa do Palácio do Planalto e do podre Congresso Nacional.

Não consta da pauta “peleguista” nem um sussurro protestando contra a corrupção do governo petista, o roubo descarado e a improbidade de Administradores Públicos, a lama que assola gabinetes e plenários do Congresso Nacional. Foi essa pauta que foi gritada nas ruas do Brasil e que chocou o governo e os políticos. É essa pauta que a sociedade brasileira exige ser cumprida, abominando “afagos” e  adesões aos malandros que comandam e executam o maior roubo da história aos cofres públicos.

A população clama por escolas de qualidade, hospitais nos quais as pessoas não morram por falta de atendimento, de medicamentos e de condições de trabalho para os profissionais da saúde, atacados violentamente em suas dignidades por atos insanos da Dona Dilma e sua camarilha  incompetente.

A Frente pelo Passe Livre em Maceió também garantiu presença no ato nacional que acontece na tarde desta quinta-feira em Maceió.

 
Estranho...muito estranho esta adesão, quando ouvi em uma rádio local uma “liderança sindical” declarar que  “ as centrais de trabalhadores iriam mostrar sua força diante das manifestações da Frente pelo Passe Livre na quinta feira”.

O que ganham esses jovens se misturando aos que defendem um governo marcado pela fraude, pela corrupção e pela falta de identidade com as bandeiras defendidas pela sociedade e há poucos dias por eles nas ruas do país? Fico a imaginar: inocência ou “sabedoria”? Deixam dúvidas, com certeza.

Amanhã ouviremos o grito rouco e abafado nas ruas. Não é o nosso grito. Não gritarão nossa indignação, nossa revolta, nossa vergonha.

Amanhã o grito é do próprio governo, dos petistas, de Lula , de Dona Dilma. Uma grande enganação.

sábado, 6 de julho de 2013

Para refletir:

Dona doida está apavorada. Nada está dando certo, a popularidade cai vertiginosamente, os aliados começam a se rebelar e o pior: o “criador” conspira sua derrocada.

O grito das ruas e os ouvidos do Congresso

Os brasileiros de paciências  esgotadas com  a corrupção, o crescimento da inflação,  o sucateamento dos serviços de saúde, o degradante sistema de educação e a falta de políticas públicas para o país, saiu da letargia, deixou o “berço esplêndido”  e ganhou as ruas em uma onda de protestos que  assustou o desastroso governo de dona Dilma e  aterrorizou a  classe política, principalmente os ocupantes do Congresso Nacional. 

Pressionado pelo grito que ecoou das ruas e invadiu os palácios de Brasília o Congresso Nacional decidiu colocar em votação, às pressas e sem muita discussão, um calhamaço de projetos que “dormia” nas gavetas suspeitas e comprometidas para tentar acalmar os milhões de manifestantes. Uma das medidas da pauta foi a Proposta de Ementa Constitucional nº 37 (PEC 37), que proibia o Ministério Público de promover investigações criminais. Os deputados e senadores admitiam que era necessário dar uma resposta às ruas rapidamente. Muito dos políticos temiam que, sem uma agenda positiva para apresentar à sociedade poderia resultar numa invasão do Congresso, como quase ocorreu na semana anterior. A bem da verdade, é que, numa reviravolta fantástica (com a pressão do povo), fez com que a tendência de voto dos deputados federais, acabou por derrubar a Emenda Constitucional nº 37, projeto que proibia o Ministério Público de promover realizações criminais, delegando essa atribuição exclusivamente às policias Civil e Federal. Foram 430 votos contra a PEC, 9 a favor e duas abstenções. A proposta foi um dos principais alvos dos protestos de rua, sendo certo que ao limitar a ação do Ministério Público, o entendimento da maioria da população era de que casos de corrupção deixariam de ser investigados. 

Um Senado amedrontado também se apressou em aprovar a matéria que considera a corrupção como Crime Hediondo, além da exigência de Ficha Limpa para servidores públicos, mudanças na destinação dos royalties do petróleo para a Educação e Saúde. Na Comissão de Constituição e Justiça foi aprovado por unanimidade (pasmem) o fim do voto secreto em todas as votações em plenário. 

O senador Álvaro Dias cobrou do presidente Renan Calheiros a colocação na pauta das discussões da matéria que acaba com o Foro Privilegiado para deputados e senadores, um anseio da sociedade brasileira há muito reclamado, acabando com o privilégio de políticos marginais. 

Um plebiscito “meia sola” 

Senadores e deputados têm reagido contrários ao plebiscito enganatório proposto por dona Dilma que terá muita dificuldade em ser aprovado no Congresso. Pelo que se tem ouvido em plenário e principalmente fora dele até grande número da base do governo vai votar contra. 

O próprio presidente do Senado, aliado fiel do Palácio do Planalto, senador Renan Calheiros já declarou se justificando que defende a realização do plebiscito, mas destacou que a consulta popular poderá não ser aprovada pelo Congresso. “O que o Tribunal Superior Eleitoral, através da ministra Carmen Lúcia, colocou foi que aprovado o decreto legislativo eles precisariam de um prazo mínimo de 70 dias, mas é uma hipótese a partir da aprovação do decreto legislativo. Eu defendo o plebiscito, mas sinceramente nós não sabemos se ele será aprovado”, disse Calheiros. 

Corrupção e encenação 

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que a proposta de plebiscito apresentada pela presidente Dilma Rousseff "é irresponsável” e não constitui a forma “mais plausível e adequada” para tratar da reforma política. Ele disse que é favorável a um referendo para que a população julgue o modelo político adotado pelo Congresso Nacional. 

Álvaro Dias afirmou que a reforma política é um tema complexo, que não pode ser respondido pelo “simples sim ou não” de um plebiscito. O senador disse ainda que essa proposta busca encobrir a incompetência do governo no atendimento às demandas da sociedade, expressas por meio de manifestações populares realizadas em todo o país. 

- Nossa posição é a de evitar a encenação, a manobra diversionista, o desvio de foco, a tentativa de aplacar consciências, de escamotear a realidade dos fatos. Nós podemos ler nas mensagens das ruas essas preocupações do povo brasileiro, a corrupção em primeiro plano – afirmou. 

Álvaro Dias também classificou de “encenação” o convite feito por Dilma à oposição para discutir a crise política atual, visto que o PSDB sempre ocupou a tribuna do Senado “para dizer o que o país precisa”. 

O “fora Dilma” de Lula 

Com apoio total do ex-presidente Lula, que se reuniu com as lideranças há duas semanas e deu sinal verdade, as Centrais Sindicais já iniciaram os preparativos da megamanifestação nacional, em 11 de julho. A data foi escolhida por CUT, Força, UGT, Nova Central, CTB, CGTB, CSP-Conlutas e CSB, a pretexto de impulsionar a Pauta Trabalhista, que está travada junto ao governo e ao Congresso Nacional. 

Não há, por enquanto, uma forma definida: se greve, protesto, ocupação de espaços públicos ou tudo isso junto. 

A maior Central brasileira já está conclamando a militância. Diz a nota: “a Direção Nacional da CUT, reunida em São Paulo, dias 26 e 27 de junho de 2013, convoca os trabalhadores e trabalhadoras e suas organizações à mobilização em torno da Pauta da Classe Trabalhadora”. 

A turma “lulista” do PT vai fazer de tudo para desestabilizar o governo de dona Dilma e tornar o “chefete” candidato à presidência. Ora se vai! 

A nossa mediocridade 

O Brasil inteiro é sacudido por uma onda de protestos sem precedentes, o povo ganha as ruas aos milhões gritando contra a corrupção e encarando de frente a bandalheira desenfreada dos políticos e exigindo um BASTA! 

A movimentação é intensa nos plenários da Câmara e Senado Federal, com pronunciamentos contundentes da bancada do governo e da oposição. Há medo e pressa em atender o clamor das ruas. 

De Alagoas, em todo esse furacão que assolou Brasília, apenas duas vozes são ouvidas: senadores Renan Calheiros e Fernando Collor. Os demais até parece que estão em outro país. Também não era de se esperar mais. Somos o que somos. 

A nossa mediocridade II 

Desnecessárias a até ridículas as declarações do senador Benedito de Lira que foge do necessário foco de brasilidade neste momento delicado para a democracia e para a própria sobrevivência moral do parlamento nacional. Não precisava dizer que “eu vou com Dilma até o fim” e declarar seu amor pelo PT “desde 1989”. Suas palavras soam falsas e impróprias para alguém que deveria ter independência e deixar de lado suas conveniências pessoais  na contramão do interesse público. Pode até ser bom de dança, mas em ações cívicas tem nota vermelha.
A ordem é economizar 

O governador Teotônio Vilela Filho lançou esta semana o Programa Economize Alagoas, com foco no melhor aproveitamento dos recursos tendo uma espécie de fiscal, o chamado guardião, em cada Secretaria. Defendeu o controle dos gastos como forma de evitar desperdícios e otimizar o dinheiro público. O governador lembrou que a iniciativa de reduzir custos existe desde o começo da gestão. “Somente em telefonia houve uma redução de R$ 11 milhões mensais para R$ 7 milhões. Reduzimos também o número de secretaria de Estado, gastos com locação de automóveis e energia. Esse Programa é importante e gera resultados. Nosso Estado é pobre e tem três milhões de alagoanos que dependem da nossa gestão, por isso não podemos desperdiçar nada, nem uma gota de suor”.  

O programa que é coordenado pelo competente e zeloso secretário chefe da Casa Civil, Álvaro Machado, com certeza terá bons resultados. 

Inovação da Gestão Pública 

O País vive atualmente um momento histórico de manifestações populares, que têm como ponto em comum a exigência de mudanças na Administração Pública brasileira. Este cenário marcou as discussões do 90º Fórum Nacional de Secretários de Estado da Administração – 90º Fórum Consad, que começou na quarta feira e se encerra hoje em Palmas (TO). Promovida pelo Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad), a reunião tem como objetivo principal discutir ações que promovem melhorias e inovação na gestão pública nacional, com propostas que buscam solucionar as demandas estaduais e o serviço prestado à população. 

Alexandre Lages, nosso secretário de Gestão Pública, representa Alagoas no importante encontro nacional.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Para refletir:


Para dizer absolutamente nada aos brasileiros em seu desastroso discurso o governo gastou em maquiagem e cabelo para a presidente Dilma, R$ 3.125,00. Este é o pais dos petralhas.
Uma vitória do grito das ruas

Para quem assistiu a votação da PEC 37 ficou a nítida certeza de que a decisão da Câmara dos Deputados foi pautada pelo grito das ruas, muito mais do que por qualquer tipo de convicção política, ideológica ou de interesse corporativo. Vou além: o plenário por uma maioria esmagadora dobrou-se ao medo da força do povo que parece ter acordado de um  sono acomodado, pelo desconforto que chegou ao limite da tolerância com relação à deplorável e ignóbil classe política brasileira.

A cada pronunciamento, a cada ridícula manifestação dos líderes de partidos tanto do governo como da oposição  tudo era o eco das  manifestações de rua que obrigou a Câmara a rejeitar  a proposta de emenda constitucional que restringia o poder de investigação do Ministério Público. Numa reviravolta do cenário político, em que partidos até então favoráveis à medida mudaram de posição, 430 deputados votaram contra a PEC 37. Apenas nove foram a favor, e dois se abstiveram.

Antes de os protestos começarem, nem a comissão especial criada para discutir o tema conseguira chegar a um acordo entre promotores e policiais. A votação foi antecipada depois de o presidente da Câmara negociar com os líderes dos partidos. Em meio a gritos da galeria, cheia de promotores e procuradores, o deputado Henrique Alves deu o tom de como a Câmara deveria votar.

“Quero dizer que todo o país está acompanhando esta votação. E seria muito importante, neste momento, um ato de unanimidade para derrotar essa PEC”. Anunciou o patético condutor do “circo” armado combinado a acertado previamente.

Para acelerar a apreciação do tema, o presidente da Câmara inverteu a ordem de votação. Às 20h, abriu sessão extraordinária apenas para votar a PEC. Um a um, os líderes dos partidos iam ao microfone dizer que estavam contra a PEC. A bancada do PSD, dividida, havia decidido liberar seus parlamentares para votar como desejassem. Na hora, o partido anunciou que tinha fechado questão contra a PEC. O PTB fez o mesmo e assim o fizeram todos os partidos. Governo e oposição na mesma vala submissos ao que vinha das manifestações de brasileiros esgotados da falta de ética, da corrupção e da bandalheira praticada pela maioria desses parlamentares.

Houve quem ironizasse os próprios colegas como fez o deputado  Ivan Valente (PSOL-SP) na tribuna: “ Quando a Comissão de Constituição e Justiça votou isso, a maioria era a favor. Agora, com a pressão das ruas, mudaram de opinião”.

Confira os deputados que votaram a favor da PEC:

Abelardo Lupion (DEM-PR), Mendonça Prado (DEM-SE) , Bernardo Santana (PR-MG), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Eliene Lima (PSD-MT), João Lyra (PSD-AL) João Campos (PSDB-GO), Sérgio Guerra (PSDB-PE)  e Lourival Mendes (PTdoB-MA).

A mídia essa vilã

Deixaram péssima impressão as declarações do representante da Associação dos Delegados da Polícia Federal (regional de Alagoas) Felipe Coreia. Ao estilo petista culpou a mídia pela derrota da classe no embate da PEC 37, numa atitude grosseira e provocativa. “Era peixe e foi vendido como tubarão. Houve muita coisa dita pela mídia e não era bem assim. A mídia é um trator e nesse caso, foi isso o que aconteceu. Houve uma campanha pesada tanto da mídia quanto do Ministério Público”, disse o equivocado líder dos policiais federais.

É bom que o delegado saiba duas coisas pelo menos: tubarão é peixe até prova em contrário e a mídia não pode ser responsabilizada por derrotas fruto de incompetência no agir.

Anomalia da natureza

Setores que defendem a criação do Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e “afins” não gostaram nada das declarações do deputado Antônio Albuquerque na Assembleia Legislativa que considerou a homossexualidade  como uma “anomalia da natureza” . Disse Albuquerque que “O natural é ser homem e mulher, e eu quero continuar fazendo jus a minha consciência”, acrescentando que “a criação de um órgão com estes objetivos para determinado grupo de pessoas acaba discriminando as pessoas normais”.

No calor do debate sobrou para o deputado Judson Cabral (PT) acusado por Albuquerque de “em off ressaltar que sua religião ( Cabral pertence a movimentos sociais católicos) o impedia de votar com a matéria e que também era contra a união de homossexuais  e faz exatamente ao contrário quando está na tribuna”. O petista tentou responder, mas não convenceu.

Nem tudo é ruim

Há evidente muita coisa de ruim na Câmara Municipal de Maceió, aliás, naquele “serpentário” como bem denomina a vereadora Heloisa Helena há muito mais coisa imprestável do que se imagina.

Porém de vez em quando se pode detectar exceções para o lado bom, além da própria HH. O vereador Marcelo Gouveia é uma dessas exceções que espero não se “contamine”. Preocupado com o combate às drogas, a defesa da criança e do adolescente sabe com inteligência trabalhar e propagar o resgate desses jovens do mundo do crime. Tem cobrado com veemência políticas públicas e uma maior atenção para práticas saudáveis de esportes e lazer com o objetivo de afastar jovens do vício. Crítico de setores de Direitos Humanos que na maioria das vazes se preocupam mais com pessoas que estão presas por terem praticado crimes do que com suas vítimas e familiares. Está em sintonia com o interesse público e faz a sua parte. Pena que a maioria não faça assim.

O despreparo de dona Dilma

Jovens saíram frustrados com o despreparo da presidente durante a reunião e prometem ganhar as ruas com protestos por uma pauta positiva para o país.

Após mais de duas horas de reunião com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, representantes do Movimento Passe Livre (MPL) tiveram frustrada a intenção de discutir mudanças no transporte público e outras pautas para o país. Para Marcelo Hotimsky, que esteve na reunião, Dilma é despreparada para discutir o tema e o governo “demonstrou uma incapacidade muito grande” de entender o momento atual do país.

“Não foi mostrada nenhuma pauta concreta, de fato, para modificar o transporte no país, que é muito precário”, criticou Hotimsky, após o encontro com a presidente. Na conversa, conta o representante, Dilma ressaltou que essa foi a primeira vez que um presidente do país se reúne com movimentos sociais que discutem a melhoria do transporte. “O despreparo ficou evidente quando nos falaram que precisam estudar o assunto e, por isso, abriram esse canal de diálogo”, afirmou. O povo está na rua e esse canal de diálogo não anula a continuidade dos protestos. A gente está se somando aos protestos da agenda da esquerda essa semana e nas próximas, avisou a jovem  Mayara Vivian.

“Se tem dinheiro para construir estádio para a Copa do Mundo, tem sim dinheiro para a tarifa zero e outras políticas públicas. Mayara ressaltou ainda que Dilma apresentou proposições de desonerar e aumentar o subsídio para a tarifa do transporte público, e que em breve ela deve fazer algum anúncio sobre o assunto. “Mas a presidente estava totalmente despreparada”.

Na próxima semana os jovens prometem ganhar de novo as ruas nas principais cidades. Ao que parece a coisa vai esquentar.

O grito das ruas II

Ao que parece não é apenas a Câmara dos deputados que “acorda” para o grito das ruas. O Senado aprovou na quarta-feira (26), em votação simbólica, um projeto de lei que transforma a corrupção ativa e passiva em crime hediondo. Com isso, esse delito passa a ser considerado tão grave quanto homicídio qualificado e estupro, por exemplo. Na prática, as penas serão mais severas: de 2 a 12 anos passarão a ser de 4 a 12 anos de prisão. O projeto também enquadra a prática de concussão (recebimento de dinheiro indevido e obtenção de vantagens por servidor público) como crime hediondo. A pena de 2 a 8 anos de prisão para este delito passará a ser de 4 a 8 anos. A matéria “dormia” há mais de dois anos nas gavetas do Senado Federal e de repente é aprovada em caráter de urgência. Muito pouco para o que a sociedade indignada ainda tem a cobrar dos senhores senadores e deputados.

sábado, 22 de junho de 2013


Para refletir: O grito das ruas começou a ecoar. A sociedade dá sinais que esgotou a  sua paciência e o governo petista, em frangalhos, começa a descer ladeira abaixo de volta ao seu lugar.

O perigo não é só nas ruas

Pode e vai se juntar ao grito  de insatisfação das ruas mais um grave problema a ser enfrentado pelo governo petista que vive a buscar inconsequências.

Muito oportuna abordagem de Daniel Carvalho, na Folha, quando exibe uma realidade que a maioria dos brasileiros insiste em desconhecer. O país já tem 476 reservas indígenas, que perfazem um espantoso território de 105,1 milhões de hectares, o equivalente a um oitavo do território brasileiro.

É como se os 896 mil índios que vivem no Brasil tivessem, incluindo as reservas indígenas, quatro Estados de São Paulo para viver. Na média, são 117 hectares para cada índio. O que daria cerca de 600 hectares para cada família indígena.

E esse território vai aumentar muito, porque ainda há ao menos 196 terras indígenas a serem demarcadas pelo governo federal no país. Segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio), 81 dessas áreas, que precisam apenas ser homologadas pela presidente Dilma Rousseff, juntas equivalem a área de dois Estados de Sergipe. E ainda há outras 115 áreas em estudo, e a Funai ainda nem sabe a dimensão final que terão. Não seria terra demais para tão poucos índios e muitas vezes “não índios”? Esse negócio ainda vai feder e muito. Só esse governo desmiolado não vê.

Outro problema, que está se alastrando, é o reconhecimento de falsos índios. Expressiva parte do crescimento da população indígena se deve a esse fato. Como não há um critério rígido para definir quem pode ser considerado indígena, muitos descendentes têm se apresentado como tal, embora já sejam miscigenados e aculturados há gerações.

O mais grave, porém, é a almejada transformação das reservas indígenas em nações independentes política, econômica, cultural e socialmente, nos termos da Declaração Universal dos Direitos do Povos Indígenas, que o Brasil assinou na ONU, em 2007. Mas isso é um sonho/pesadelo, porque as Forças Armadas jamais permitirão. O recado já foi transmitido ao governo por comandantes militares.

O que a Globo quis esconder

O Brasil de hoje é incomparavelmente diferente daquele dos anos 90 quando a rede Globo tinha o poder de manipular massas, conduzir a maioria da opinião dos brasileiros e até eleger e depor presidentes. Hoje no Brasil das redes sociais, da internet e da comunicação instantânea  a coisa é outra. Por razões que todos conhecem o noticiário da TV Globo bem que tentou levar ao país a impressão que todo o tumulto nas ruas das principais cidades brasileiras tinha como único foco o aumento das tarifas de ônibus. Houve uma reação imediata e a emissora teve que se justificar, seus repórteres impedidos de cobrir os protestos e expulsos pelos manifestantes e até a cogitação da invasão de sua sede em São Paulo.

Enquanto o Brasil inteiro entendia e aprovava a moçada nas ruas protestava contra a corrupção, os imorais gastos com a Copa do Mundo, o custo de vida a cada dia mais alto para o brasileiro e os desmandos do governo petista.

Está ai o grito sufocado das ruas quando a população começou a chegar ao seu limite de tolerância.

Mesmo que a Globo tente esconder vem muito mais por ai e são imprevisíveis as consequências desse furacão com o poder devastador  nas mãos: o povo

A inquietação nos quartéis é real

O governo já foi alertado e não apenas uma vez que  há descontentamento das tropas com relação ao modo petista de governar. Um comandante militar de Brasília chegou a afirmar: “No Brasil de hoje não há cenário para golpes ou tomada de poder, somos uma democracia consolidada e isto é coisa de republiqueta chavista. Mas as Forças Armadas são formadas por brasileiros  que também estão em seus limites  com relação a corrupção dos políticos de um modo geral, a maneira equivocada dos que estão governando o pais e ao esmagamento da situação salarial por uma inflação que está ai e o governo faz que não vê. Com essa realidade os militares se unem à indignação da maioria dos brasileiros e certamente não se prestarão ao desserviço de combater manifestantes nas ruas. Acredito que muitos de nós tirarão as suas fardas e irão para as ruas também protestar”. E fez uma ressalva: “ Se precisarmos agir agiremos, mas dentro dos princípios democráticos e institucionais”.

Pra bom entendedor poucas palavras bastam.

Para que a Justiça reflita

De Anás a Herodes o julgamento de Cristo é o espelho de todas as deserções da justiça, corrompida pelas facções, pelos demagogos e pelos governos. A sua fraqueza, a sua inconsciência, a sua perversão moral crucificaram o Salvador, e continuam a crucificá-lo, ainda hoje, nos impérios e nas repúblicas, de cada vez que um tribunal sofisma, tergiversa, recua, abdica. Foi como agitador do povo e subversor das instituições que se imolou Jesus. E, de cada vez que há precisão de sacrificar um amigo do direito, um advogado da verdade, um protetor dos indefesos, um apóstolo de idéias generosas, um confessor da lei, um educador do povo, é esse, a ordem pública, o pretexto, que renasce, para exculpar as transações dos juízes tíbios com os interesses do poder. Todos esses acreditam, como Pôncio, salvar-se, lavando as mãos do sangue, que vão derramar, do atentado, que vão cometer. Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde” – Rui Barbosa, em “A Imprensa, 31 de março de 1899.

Não é bem assim

Nada justificaria o ato irresponsável do autor dos disparos na manifestação quando um destes atingiu o estudante M.A.S.M de 16 anos. O autor terá que responder por sua ação. Porém o fato não serve para inocentar o jovem que segundo informações tentava danificar o veículo oficial juntamente com outros colegas quando este tentava “furar” o bloqueio da manifestação. Quanto ao atendimento prestado no HGE tem merecido toda atenção dos abnegados profissionais da medicina e auxiliares. Seu estado de saúde nunca foi grave, com o hospital superlotado, está sendo atendido dentro dos padrões que o caso requer. Não há necessidade de privilégios ou atendimento diferenciado e ter “preferência de herói”.

Por outro lado a ação do prefeito Rui Palmeira foi dura e imediata mandando apurar os fatos e afastando o funcionário infrator. A Polícia rapidamente identificou o autor e cumpriu todos os ritos  processuais que a ação exige.

A fome insaciável dos vereadores

A Câmara Municipal de Maceió, com raríssimas exceções, continua a mesma de sempre com os mesmos vícios e mazelas do passado. A gestão da atual Mesa Diretora segue os mesmos métodos que no inicio criticou. Não há nenhum interesse em tornar ações transparentes, há um afastamento deplorável dos interesses da sociedade, não sabem nem querem saber de ações de interesse coletivo.  Pensam em seus próprios benefícios e de seus familiares.

Alguns começam a se mostrar insatisfeitos com a maneira austera do prefeito Rui Palmeira, pois se confrontam com seus interesses nada convencionais ou morais. Contrariados fazem ameaças veladas usando a barganha do processo legislativo como “ arma de combate”. A atitude é desonesta e traz séria ameaça para os próprios vereadores que poderão ter suas ações contestadas pela  população que vai tomando conhecimento dos fatos e se indignando. Tenho o nome de alguns desses picaretas da política, mas aguardarei o momento oportuno para divulga-los. Essa é a Câmara de Vereadores que Maceió tem, mas certamente não é a que merece.

Eles vão, mas voltam

O governo petista ontem já comemorava o fim  das manifestações nas ruas das principais cidades com a decisão do “congelamento” ou redução das tarifas de ônibus. Acham esses “ aloprados”, talvez informados pela Globo,  que tudo das manifestações se  resume na questão das tarifas. Acontece que a garotada, os “caras pintadas” e alguns movimentos livres gostaram da experiência e prometem voltar em breve, mais organizados e em número bem maior, com pauta definida cujo foco principal será a corrupção no governo e no Congresso Nacional. A indignação vai ganhar as ruas muito breve e os corruptos que se preparem, pois a coisa vai pegar. O Brasil torce e espera por  este momento.

Os dois juntos de novo

O governador Teotônio Vilela, permanece calado e nada diz sobre o próximo ano. Só vai falar na hora certa como sempre foi o seu estilo. O senador Renan Calheiros não avança o sinal, não discute candidaturas e também ao seu estilo vai administrando suas bases (as maiores) e se dividindo entre Brasília e Alagoas cumprindo com competência de mestre suas missões políticas.

Uma coisa a certa: os dois estão cada vez mais próximos  o que para mim não é novidade alguma. Ambos caminhando a passos medidos e contados para uma convergência que só será anunciada no próximo ano. Outra coisa certa: esses dois juntos não sobra pra ninguém.


sábado, 15 de junho de 2013


Para refletir: "Infelizmente grande parte da mídia tem nome e sobrenome. Apostam no quanto pior melhor". (Palavras do secretário Dário Cesar em referencia aos veículos de imprensa do senador Fernando Collor)



 Prêmio de Gestão Pública mais forte

Nesta edição o Jornal Extra publica matéria na qual repercute um assunto que me diz respeito e que teve repercussão nacional a partir de reportagem que saiu na Folha de São Paulo sobre o “Prêmio José Aprígio Vilela de Gestão Pública Responsável e Empreendedora”. Não tive nenhuma intenção de polemizar quando externei as dificuldades encontradas pela comissão de julgamento para selecionar cinco municípios anualmente para receber a cobiçada a respeitada homenagem. Fiz um desabafo diante do absurdo número de prefeitos alagoanos processados e alguns já condenados por crime de improbidade administrativa. Disse da nossa decepção ao entregar o prêmio, após minuciosa pesquisa nos órgãos de controle externo e ver um agraciado ser denunciado por conduta não compatível com os princípios da moralidade e da legalidade.

Publiquei minha opinião em meus espaços nas redes sociais e esta chegou ao conhecimento do repórter Reynaldo Turollo Jr  do jornal Folha de São Paulo que me procurou interessado em publicar o assunto. Concedi uma entrevista ressaltando o meu pensamento e a minha decepção com a possibilidade de não poder continuar com o já consagrado evento, uma vez que estava se tornando cada vez mais difícil a escolha pela escassez de administradores honestos em Alagoas, como acontece em praticamente todo o país. Em nenhum momento generalizei nem poderia fazê-lo, pois seria leviano. Existem prefeitos honestos sim, mas não podemos negar que são poucos.

Recebi logo após a publicação inúmeras mensagens de solidariedade, telefonemas de amigos, colegas de imprensa e várias destacadas autoridades, a maioria apelando para que não deixasse o prêmio acabar, alguns sugerindo alterações no regulamento com novos critérios e preservando o nome do Instituto Cidadão.

Assim foi feito e o prêmio vai continuar com essas alterações. O número de agraciados aumenta, mas  a outorga selecionará ou não prefeitos, alcançando gestores públicos, servidores, profissionais de várias categorias e instituições que em seus princípios estejam aqueles propostos pelo Instituto Cidadão e voltados para o interesse público.

Neste episódio que dou por encerrado fica a afirmação equivocada do presidente da AMA, prefeito Marcelo Beltrão que não agiu como um líder de classe, mas como um apressado e destemperado figurante de um episodio que deveria ter o seu apoio já que se diz defensor da transparência e do combate à corrupção nas prefeituras. Parece ser, mas não é.

De resto o prêmio continua mais fortificado. Os prefeitos honestos, empreendedores e responsáveis continuarão ser agraciados e são dignos de minha mais profunda admiração e respeito. O resto é resto.

 Eleições 2014: Arapiraca dá o tom

Estive esta semana em Arapiraca e me senti no ano de 2014. A cidade já respira o ar de disputa eleitoral e as conversas nos mais diversos setores dão o tom do que será o cenário político na segunda maior convergência eleitoral do estado. Os candidatos já têm nome e sobrenome e as tendências estão bem divididas. Mas de uma coisa tive certeza: Arapiraca vai dar o tom das próximas eleições alagoanas.

A disputa para prefeito foi acirradíssima e por pouco não leva o candidato Rogério Teófilo à vitória, fato que teria acontecido se a campanha durasse mais 15 dias. Perdeu a eleição, mas mostrou a clara divisão de forças na política local.

O governador Teotônio Vilela é o “queridinho de Arapiraca”, antes com Célia Rocha e hoje sem Célia Rocha que se debandou para os braços de Fernando Collor. Vilela tem um eleitorado fiel, reconhecido e sabe como poucos administrar uma campanha vitoriosa. Tem planos guardados a sete chaves para usar daqui pra frente e vai acelerar a marcha em busca de uma consagradora vitória, levando a tiracolo o seu secretário Rogério Teófilo, um nome respeitado e com história de vida para ser conferida na terra de Manoel André. Vamos aguardar.

Com prazo de validade

Não foi uma nem duas vezes que o secretário Luiz Otávio “pediu o boné”, mas esbarrou na resistência  do governador de que ele precisaria ficar um pouco mais. Ficou, trabalhou e trouxe resultados altamente positivos para Alagoas. Conhecendo-o há pelo menos 40 anos sei que ficou para atender ao apelo do amigo, mas contrariou seu desejo e também o de sua família. LO é um vencedor na iniciativa privada, com conceito e respeito nacional. Trouxe para o serviço público métodos e políticas diferenciados. Dois itens que transformaram a qualidade e a agilidade na consecução de metas e resultaram em desenvolvimento nunca visto e credibilidade interna e principalmente externa. Implantou políticas inovadoras e conquistou grandes investidores que se encantaram não com nossas belas praias, mas com as oportunidades de negócios criadas no estado.

Porém o secretário de Planejamento e Desenvolvimento tem “prazo de validade” no cargo. Tem metas a cumprir e uma delas é colocar nas mãos o processo final e a licença ambiental para instalação do Estaleiro Eisa o que ocorrerá dentro de poucos dias. Mais duas metas que me foram reveladas, mas não posso contar. Ai sua missão estará completada e nada o fará permanecer no governo. Uma coisa já é definitiva: sairá antes do afastamento do governador Teotônio Vilela para se desincompatibilizar. Vai cuidar de seus negócios e ter mais tempo para de dedicar à família que o espera há quase  sete anos.

Sairá como um dos mais competentes gestores da administração pública alagoana.

Guerra aos sujismundos

Agentes da Prefeitura e Polícia Militar vão entrar em ação a partir de julho com a missão de coibir  quem suja as ruas da cidade. Com o uso de palmtops, que estarão diretamente conectados à Receita Federal, os fiscais poderão identificar os infratores pelo CPF, mesmo que o documento não esteja em mãos. Confirmada a identidade, os agentes vão imprimir no ato o auto de constatação da multa. A pessoa terá 30 dias para recorrer, mas o não pagamento da multa pode deixá-la com nome sujo em órgãos como a Serasa.

Os agentes estarão atentos a tudo, das pontas de cigarros descartadas à sujeira de cães não recolhida pelos donos. Papéis de lanche, biscoitos ou latas descartadas perto de lanchonetes e restaurantes também estarão na mira dos fiscais, assim como extratos retirados em agências bancárias e outros dejetos que as pessoas se acostumaram a abandonar pelo caminho. A multa para quem jogar lixo na rua vai variar de acordo com o volume abandonado, começando em R$ 157, para itens como guimbas de cigarro a uma lata de cerveja.

A ideia é muito boa, mas infelizmente é no Rio de Janeiro. Bem que poderia ser aqui em Maceió. Já que não vai pela educação pode ir pela coerção.

Pressões imorais

Uma corja formada por vereadores que nada entendem de interesse público ou de administração responsável têm se mostrado “insatisfeitos” com a maneira de administrar do secretário municipal de saúde João Marcelo Lyra. Após o caos absoluto finalmente apareceu alguém para implantar seriedade e resultados em um dos mais precários serviços prestados pela Prefeitura de Maceió. É um conceituado profissional da medicina e tem se revelado um competente gestor  tendo em seu entorno o que há de melhor em técnicos em políticas públicas e administração de resultados.

Isto não é bom para os vereadores que preferem a bagunça generalizada, a população prejudicada, os serviços desqualificados, desde eles se saiam bem em suas putrefatas ações politiqueiras.

Não imaginem o prefeito Rui Palmeira cedendo a pressões espúrias e se dobrando a canalhice. É bom lembrar que esse tempo passou.

Medicina enganosa

Vejamos o caso de brasileiros que vão cursar Medicina em Cuba. São alunos que, ante o purgatório do vestibular, preferem botar fé no paraíso cubano. Ao retornarem, são reprovados em exames de revalidação, mesmo tendo freqüentado o que há de bom – assim dizem – em Medicina e Saúde Pública no mundo. Pura balela. O fato de médicos cubanos se apresentarem às portas dos hotéis de Havana  como guias de turismo deve ser boa confirmação dessa excelência toda.

Já a proposta de importar de Castro&Castro milhares de profissionais, a troco de ouro para os cofres da exportadora e de tostões para os médicos, ofende os direitos humanos das comunidades pobres e isoladas, escolhidas para recebê-los. Tem solução  socialmente, muito mais justa. Destaquem esses profissionais para cuidar dos membros do governo federal e seus agentes, bem como de todos os que, no meio social, político e partidário, acharam a iniciativa o maior barato. ( Percival Puggina/Tribuna da Imprensa).

Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...