
Termina a luta de um valente guerreiro
Conheci Mendonça Neto logo quando ele chegou a Maceió na década de 70, vindo do Rio de Janeiro. Convidou-me para fazer parte do seu jornal semanário “O Estado de Alagoas”. Acompanhei de perto sua corajosa campanha para a Assembléia Legislativa em 1974. Pena afiada, orador brilhante, com o carisma do seu grande ídolo Carlos Lacerda, conquistou os alagoanos e obteve a maior votação até então para deputado estadual ( mais de 15 mil votos). Honrou o mandato que recebeu das urnas. Sua atuação parlamentar se distanciava dos demais. A tribuna era seu mais constante local na Assembléia. A galeria lotava de curiosos para ouvir “a voz que não se cala”. O poder o temia e não tinha armas nem argumentos para enfrentá-lo. Quatro anos depois foi eleito deputado federal, sendo reconhecido nacionalmente como um dos melhores parlamentares daquela legislatura. Voltou a Assembléia Legislativa em 1982, mais uma vez com a maior votação naquela eleição. Após ser derrotado numa campanha adversa para o Senado, retornou em 1990 à Câmara Federal sendo um competente e implacável adversário do presidente deposto, Fernando Collor. Desencantou-se com a política e dela afastou-se voluntariamente. Homem de uma coragem cívica incomparável, nada temia. No jornal Extra como o principal articulista enfrentou o crime organizado, os políticos corruptos e o podre poder. Deu-nos lições de destemor e intransigência quando se tratava do interesse público. Desde o ano passado travou uma nova trincheira de luta contra um câncer. Como era de seu espírito lutou bravamente. Saiu de um leito de hospital no Rio de Janeiro e veio participar das eleições em Alagoas, mesmo debilitado e com “a voz” já fraca, mas não calada. Dizia-me no sepultamento o seu grande amigo e fiel escudeiro Zé Romariz que lhe deu o conforto do ombro e o carinho de irmão nos últimos tempos: ”Não ouvia dele uma reclamação, um lamento. Pelo contrário, até os últimos dias fazia planos e falava sobre o futuro”. Os heróis morrem assim: íntegros, fieis às suas convicções, com a certeza do dever cumprido e de ter combatido o bom combate. Calou-se a voz de Mendonça Neto, mas suas lições foram aprendidas e serão pautas de luta. Esta será a nossa homenagem ao querido companheiro.
Um tiro no pé
O PDT e seu imperador deram literalmente um “tiro no pé”. Ainda sob o abalo de uma derrota irreparável e irreversível, com os corações carregados de ódio e rancor pensaram fazer um estrago na administração de Cícero Almeida determinando que “os lessistas e pedetistas largassem seus cargos na Prefeitura ou deixassem o partido. O prefeito agiu rápido e demitiu sumariamente todos os “aspones” que haviam sido indicados para mamar nas tetas oficiais. E o mais grave: as duas principais figuras visadas pela ira de Lessa (Pedro Alves e Arnóbio Cavalcante), secretários competentes e prestigiados, deram-lhe as costas e mandaram o PDT às favas (ou a outras paragens mais adequadas). Agiram na medida certa e vão seguir em frente.
Para orgulhar Alagoas
O jovem e brilhante advogado Adriano Avelino por seus méritos está com o nome na mesa do presidente Lula formando a lista tríplice de onde sairá o futuro ministro do Tribunal Superior do Trabalho. A escolha agora é pessoal e política, e se os nossos políticos tiverem um mínimo de sentimento de ética e respeito a esta terra se unirão em torno do nome de Adriano para a conquista do cargo que dignificará Alagoas. A face negativa que carregamos não pode ser acentuada com indicações de profissionais marcados por falta de caráter, comprometidos com atos escusos e afeitos ao ilícito, para qualquer Corte em Brasília. Com a escolha do nome do advogado Adriano Avelino Alagoas cresce, para o lado do bem.
Nelson & Eliane
A comunicação oficial de Alagoas ganhou outra cara e comprovação de eficiência nas mãos da dupla Nelson Ferreira e Eliane Aquino. Profissionais extremamente respeitados conseguem unir a classe formadora de opinião pela capacidade de fazer acontecer e no trato respeitoso com todos indistintamente. Sem ferir a legislação eleitoral e cumprindo rigorosamente a regra do jogo salvaram a imagem do governo e preencheram a lacuna da pobre comunicação política da campanha de Teotônio, que se usar o juízo vai não apenas manter, mas sobretudo dar o maior apoio as futuras ações de comunicação.
Caixinhas milionárias
A Polícia Federal e o Ministério Público já estão com as informações prestadas em um depoimento de um importante empresário da construção. Disse que “em governos passados as propinas chegavam em caixas de sapato recheadas de dólares para pagar os gestores da época”. No depoimento estão lá: nome, sobrenome e valores repassados pela corrupção aos que facilitavam suas vidas e seus sujos negócios. O teor do depoimento é estarrecedor e quando explodir e nitroglicerina pura. E o outro é que é desonesto?
A escolha pela eficiência
O procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares Mendes, mudou a cara e o corpo do Ministério Público de Alagoas. Ao assumir o cargo implantou um novo paradigma de ética, celeridade nas ações e respeito profissional à respeitável classe que dirige. Diferente da gestão que o antecedeu angariou o respeito e a admiração da sociedade para as atividades da instituição. O MP avançou na defesa intransigente da preservação do meio ambiente, do direito à cidadania e acima de tudo fez valer o interesse público. Por justiça e por mérito deverá ser reconduzido ao cargo, para fazer ainda melhor.
PT também saindo
Esta semana por ocasião do sepultamento de Mendonça Neto me vi cercado por um grupo de influentes petistas. Não me bateram, são meus amigos. Deram-me a informação de que o PT estará fora da Administração Cícero Almeida na próxima semana. Deixaram claro um detalhe: “Não têm nada a ver com o PDT, mas apenas uma decisão de que chegou a hora de sair, pelos rumos do governo municipal”.
O Extra é o culpado
O candidato perdedor Ronaldo Lessa é hoje um homem rancoroso, cheio de ódios e passa estes sintomas aos que lhe cercam. Pasmem: sua assessoria jurídica entrou com uma ação contra o vencedor Teotônio Vilela na qual assegura que o jornal Extra contribuiu para o resultado das eleições ao publicar matérias com denúncias e várias capas com acusações a ele. Vilela não tem culpa e tampouco o jornal se Lessa carrega nas costas um “caminhão” de denúncias de crime de responsabilidade, formação de quadrilha, fraudes em licitações e outros crimes cometidos contra a Administração Pública. O jornal vai continuar cumprindo a sua missão e quanto a Vilela assume o seu segundo mandato o qual foi negado pelas urnas ao reclamante.
PÉ DE PÁGINA
O líder do prefeito Cícero Almeida, vereador Galba Novaes, entrega o cargo nos próximos dias. Vai para a oposição e assume a presidência da Câmara no próximo ano. A barra vai pesar para o alcaide.
*********
Passados dois anos agora é que o promotor de Palmeira dos Índios descobre indícios de irregularidades na Administração Municipal. Ou nunca quis ver, do contrário teria agido há muito tempo.
Conheci Mendonça Neto logo quando ele chegou a Maceió na década de 70, vindo do Rio de Janeiro. Convidou-me para fazer parte do seu jornal semanário “O Estado de Alagoas”. Acompanhei de perto sua corajosa campanha para a Assembléia Legislativa em 1974. Pena afiada, orador brilhante, com o carisma do seu grande ídolo Carlos Lacerda, conquistou os alagoanos e obteve a maior votação até então para deputado estadual ( mais de 15 mil votos). Honrou o mandato que recebeu das urnas. Sua atuação parlamentar se distanciava dos demais. A tribuna era seu mais constante local na Assembléia. A galeria lotava de curiosos para ouvir “a voz que não se cala”. O poder o temia e não tinha armas nem argumentos para enfrentá-lo. Quatro anos depois foi eleito deputado federal, sendo reconhecido nacionalmente como um dos melhores parlamentares daquela legislatura. Voltou a Assembléia Legislativa em 1982, mais uma vez com a maior votação naquela eleição. Após ser derrotado numa campanha adversa para o Senado, retornou em 1990 à Câmara Federal sendo um competente e implacável adversário do presidente deposto, Fernando Collor. Desencantou-se com a política e dela afastou-se voluntariamente. Homem de uma coragem cívica incomparável, nada temia. No jornal Extra como o principal articulista enfrentou o crime organizado, os políticos corruptos e o podre poder. Deu-nos lições de destemor e intransigência quando se tratava do interesse público. Desde o ano passado travou uma nova trincheira de luta contra um câncer. Como era de seu espírito lutou bravamente. Saiu de um leito de hospital no Rio de Janeiro e veio participar das eleições em Alagoas, mesmo debilitado e com “a voz” já fraca, mas não calada. Dizia-me no sepultamento o seu grande amigo e fiel escudeiro Zé Romariz que lhe deu o conforto do ombro e o carinho de irmão nos últimos tempos: ”Não ouvia dele uma reclamação, um lamento. Pelo contrário, até os últimos dias fazia planos e falava sobre o futuro”. Os heróis morrem assim: íntegros, fieis às suas convicções, com a certeza do dever cumprido e de ter combatido o bom combate. Calou-se a voz de Mendonça Neto, mas suas lições foram aprendidas e serão pautas de luta. Esta será a nossa homenagem ao querido companheiro.
Um tiro no pé
O PDT e seu imperador deram literalmente um “tiro no pé”. Ainda sob o abalo de uma derrota irreparável e irreversível, com os corações carregados de ódio e rancor pensaram fazer um estrago na administração de Cícero Almeida determinando que “os lessistas e pedetistas largassem seus cargos na Prefeitura ou deixassem o partido. O prefeito agiu rápido e demitiu sumariamente todos os “aspones” que haviam sido indicados para mamar nas tetas oficiais. E o mais grave: as duas principais figuras visadas pela ira de Lessa (Pedro Alves e Arnóbio Cavalcante), secretários competentes e prestigiados, deram-lhe as costas e mandaram o PDT às favas (ou a outras paragens mais adequadas). Agiram na medida certa e vão seguir em frente.
Para orgulhar Alagoas
O jovem e brilhante advogado Adriano Avelino por seus méritos está com o nome na mesa do presidente Lula formando a lista tríplice de onde sairá o futuro ministro do Tribunal Superior do Trabalho. A escolha agora é pessoal e política, e se os nossos políticos tiverem um mínimo de sentimento de ética e respeito a esta terra se unirão em torno do nome de Adriano para a conquista do cargo que dignificará Alagoas. A face negativa que carregamos não pode ser acentuada com indicações de profissionais marcados por falta de caráter, comprometidos com atos escusos e afeitos ao ilícito, para qualquer Corte em Brasília. Com a escolha do nome do advogado Adriano Avelino Alagoas cresce, para o lado do bem.
Nelson & Eliane
A comunicação oficial de Alagoas ganhou outra cara e comprovação de eficiência nas mãos da dupla Nelson Ferreira e Eliane Aquino. Profissionais extremamente respeitados conseguem unir a classe formadora de opinião pela capacidade de fazer acontecer e no trato respeitoso com todos indistintamente. Sem ferir a legislação eleitoral e cumprindo rigorosamente a regra do jogo salvaram a imagem do governo e preencheram a lacuna da pobre comunicação política da campanha de Teotônio, que se usar o juízo vai não apenas manter, mas sobretudo dar o maior apoio as futuras ações de comunicação.
Caixinhas milionárias
A Polícia Federal e o Ministério Público já estão com as informações prestadas em um depoimento de um importante empresário da construção. Disse que “em governos passados as propinas chegavam em caixas de sapato recheadas de dólares para pagar os gestores da época”. No depoimento estão lá: nome, sobrenome e valores repassados pela corrupção aos que facilitavam suas vidas e seus sujos negócios. O teor do depoimento é estarrecedor e quando explodir e nitroglicerina pura. E o outro é que é desonesto?
A escolha pela eficiência
O procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares Mendes, mudou a cara e o corpo do Ministério Público de Alagoas. Ao assumir o cargo implantou um novo paradigma de ética, celeridade nas ações e respeito profissional à respeitável classe que dirige. Diferente da gestão que o antecedeu angariou o respeito e a admiração da sociedade para as atividades da instituição. O MP avançou na defesa intransigente da preservação do meio ambiente, do direito à cidadania e acima de tudo fez valer o interesse público. Por justiça e por mérito deverá ser reconduzido ao cargo, para fazer ainda melhor.
PT também saindo
Esta semana por ocasião do sepultamento de Mendonça Neto me vi cercado por um grupo de influentes petistas. Não me bateram, são meus amigos. Deram-me a informação de que o PT estará fora da Administração Cícero Almeida na próxima semana. Deixaram claro um detalhe: “Não têm nada a ver com o PDT, mas apenas uma decisão de que chegou a hora de sair, pelos rumos do governo municipal”.
O Extra é o culpado
O candidato perdedor Ronaldo Lessa é hoje um homem rancoroso, cheio de ódios e passa estes sintomas aos que lhe cercam. Pasmem: sua assessoria jurídica entrou com uma ação contra o vencedor Teotônio Vilela na qual assegura que o jornal Extra contribuiu para o resultado das eleições ao publicar matérias com denúncias e várias capas com acusações a ele. Vilela não tem culpa e tampouco o jornal se Lessa carrega nas costas um “caminhão” de denúncias de crime de responsabilidade, formação de quadrilha, fraudes em licitações e outros crimes cometidos contra a Administração Pública. O jornal vai continuar cumprindo a sua missão e quanto a Vilela assume o seu segundo mandato o qual foi negado pelas urnas ao reclamante.
PÉ DE PÁGINA
O líder do prefeito Cícero Almeida, vereador Galba Novaes, entrega o cargo nos próximos dias. Vai para a oposição e assume a presidência da Câmara no próximo ano. A barra vai pesar para o alcaide.
*********
Passados dois anos agora é que o promotor de Palmeira dos Índios descobre indícios de irregularidades na Administração Municipal. Ou nunca quis ver, do contrário teria agido há muito tempo.
*********
Tem desembargadores no Tribunal de Justiça ansiosos esperando alguns processos contra o ex-governador Ronaldo Lessa. “Nada de perseguição, apenas faremos cumprir a lei com relação a um cidadão comum”. Revelava-me um desses magistrados.
Tem desembargadores no Tribunal de Justiça ansiosos esperando alguns processos contra o ex-governador Ronaldo Lessa. “Nada de perseguição, apenas faremos cumprir a lei com relação a um cidadão comum”. Revelava-me um desses magistrados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário