sábado, 26 de fevereiro de 2011


Para refletir: “Sou uma mulher de muita esperança, então não compactuo deste ‘mundo’. A política é o local adequado para os bandidos se refugiarem”. (Vereadora Heloísa Helena).

Com terras e sem vergonha
Com uma brilhante e competente reportagem investigativa o jornalista Maurício Gonçalves desvendou um criminoso esquema de vendas de lotes em assentamentos ocupados por integrantes do MST fruto do processo de reforma agrária, sob a supervisão e controle do INCRA. Um esquema envolvendo, segundo a matéria, membros do Ministério Público, juízes de direito e políticos alagoanos. Nada foi inventado, pois as imagens comprovam todas as denúncias que estarreceram e causaram indignação. Os crimes foram cometidos com o conhecimento e participação de agentes do INCRA que “oficializavam” as aquisições ilegais. Os fatos foram expostos de maneira irrefutável, mas que providências serão tomadas? Com a palavra a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário para exemplarmente colocar na cadeia esse bando de marginais. Quem vendeu e quem comprou não poderá ficar impune. Exige-se uma apuração rigorosa e que se mostre a cara sem vergonha dos personagens desta podre e indecente história. Na quarta feira Movimentos sociais do campo entregaram ao Tribunal de Justiça um relatório denunciando a suposta venda ilegal de lotes destinados à reforma agrária no Estado. O texto foi elaborado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL). Tudo jogo de cena, pois são esses movimentos que apóiam atos de marginalidade, sabiam de tudo e estavam calados. São iguais.

Porque o PT agiu certo
Alguns tentaram, mas não pegou essa história de culpar os deputados do PT pelo atraso na aprovação da Lei Orçamentária estadual. O processo foi postergado porque era preciso sentar à mesa de negociação política, era indispensável barganhar e receber um “troco”. Os deputados petistas agiram certo, na defesa do interesse público, enquanto os aliados do governo ficaram a provocar um arquitetado adiamento para tirar maiores proveitos na condição da aprovação. Os deputados Judson Cabral e Ronaldo Medeiros atuaram com uma oposição responsável, mas não atrapalharam o processo. Apenas pensavam na coletividade, o que deveria ser uma prática de todos.

Os patrícios chegando
O governador Teotônio Vilela Filho viajou a Portugal, acompanhado do secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, para conhecer as fábricas do grupo Prébuild, o mais novo investidor estrangeiro em Alagoas. A comitiva alagoana passa três dias no país a convite do presidente do grupo que investirá cerca de R$ 900 milhões em empreendimentos no Estado. Neste final de semana Teotônio e Luiz Otávio retornam a Alagoas. Diferente da “fábrica de aviões” do passado estes são empreendimentos reais. Esta é Alagoas do bem.


Um hospital com coração
Não poderia deixar de fazer um registro especial na coluna até porque fui o protagonista da história. Necessitando de atendimento médico de urgência fui parar no Hospital do Coração, que eu não conhecia. Confesso que me surpreendi com a excepcional qualidade da atenção recebida, coisa rara no setor hoje em dia. Dotado de equipamentos de ponta e dos mais capacitados profissionais da cardiologia de Maceió. Cada setor foi preparado para cuidar bem e com eficiência dos pacientes. É exemplo para ser seguido.

Parabéns aos outros
Como não poderia deixar de ser, até mesmo por nossa tradição de perder, o Estado de Alagoas ficou fora da lista dos candidatos para receber a construção de uma usina nuclear, que será instalada no Nordeste. Foram estudados 10 sítios primários em quatro estados (Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas). O governo federal já determinou que a obra será construída no Sertão de Pernambuco, na cidade de Itacuruba. O empreendimento terá um custo de R$ 10 bilhões e vai gerar milhares de empregos. E nós perdemos mais uma. Falta uma bancada federal capaz pensar nos interesses sociais e econômicos do Estado e esquecer pelo menos por instantes os interesses pessoais , muitas vezes escusos.


AMA em uma nova fase
O prefeito Abrahão Moura começa a imprimir sua marca na administração da Associação dos Municípios Alagoanos. Austeridade no comando e planejamento estratégico em busca de fortalecer a entidade e aprimorar os serviços em apoio a gestões públicas responsáveis e empreendedoras. De tacada fez um necessário “enxugamento” da máquina e quer realizar programa permanente de capacitação visando melhorar os serviços públicos municipais. Tem tudo para tirar a apatia impregnada pela administração que o antecedeu. O governador Teotônio Vilela garante todo o seu apoio à instituição dos prefeitos.


Pinto calado e parado
O superintendente do Trânsito em Maceió, Pinto de Luna, sempre foi chegado a falar demais. Ao assumir o cargo abriu a boca mais do que devia e o prefeito Cícero Almeida viu-se forçado a dar-lhe um puxão de orelhas ou de penas?. Calou-se, mas também parou e não fez mais nada. O setor na capital continua a mesma porcaria de antes, a Avenida Fernandes Lima a cada dia é um inferno, as adjacências também e nenhuma providência é tomada. Será que nem saber cumprir a lei ele é capaz? Troca prefeito, troca!

PÉ DE PÁGINA
Tudo ocorreu logo no Assentamento Dom Hélder Câmara que deve ter se revirado de vergonha em seu tumulo sagrado. Um bando de integrantes de movimentos “sociais” criminosamente vendendo as terras da Reforma Agrária para políticos, juízes e promotores. Cadeia neles!

“Meio século depois, um partido que se diz dos trabalhadores, sem manifesto militar nenhum, impôs um “salário mínimo” mínimo, apenas corrompendo partidos e comprando deputados. E o PTB e o PDT se dizem herdeiros de Vargas. Os dois não valem uma cuia do chimarrão de Getulio”. (Da coluna de Sebastião Nery)

“Quando recebi pensei que era uma ”pegadinha”, pois nunca vi coisa nem parecida antes. Meus filhos receberam mochilas, livros, cadernos, canetas, lápis e borrachas como doação do governo. Vai sobrar dinheiro para outras despesas. Dei graças a Deus”. (Declaração de um pai de alunos ao ser surpreendido com a entrega de kits escolares pela Secretaria Estadual de Educação).

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