sexta-feira, 18 de março de 2011




Para refletir: “O homem público deve ter a sua vida profissional e política analisada, comentada e criticada pela imprensa, já que isso é papel central dessa instituição numa sociedade livre e democrática”. (Palavras do juiz Raimundo Alves de Campos Junior, dando lições a Ronaldo Lessa e seus advogados).


Lessa: As agruras de um derrotado
O ex-governador derrotado e desesperado, Ronaldo Lessa, perdeu mais uma na Justiça Eleitoral e esta deve entrar para a “Antologia do Folclore Político”. Tentou impugnar a candidatura do governador Teotônio Vilela responsabilizando o Jornal Extra e os jornalistas Fernando Araújo e Pedro Oliveira por sua derrota. Nós do Extra até que ficaríamos lisonjeados com a dimensão de poder que nos foi incutido, se não se tratasse de uma aleivosia destemperada e totalmente fora do contexto de sanidade mental. O Tribunal Regional Eleitoral por unanimidade deu a devida resposta ao desequilíbrio de Lessa e seus advogados: mandou arquivar a Ação.



Não é para misturar
No imbróglio do lixo cuja Ação do Ministério Público estão envolvidos o prefeito de Maceió, altos funcionários da Administração e empresários, a Empresa Limpel, uma das responsáveis pela limpeza urbana da capital, em nenhum momento entrou no rol de denunciados. É uma empresa alagoana nascida em 1992 e consolidada ultrapassando nossas fronteiras e com serviços no Amazonas e no Maranhão. Setores locais até que tentaram misturá-la com a suspeitíssima Viva Ambiental, que tem certidão de nascimento e antecedentes nada recomendáveis. Por estas e outras a Limpel inclusive já pensa em deixar de lado o lixo urbano para cuidar apenas de resíduos industriais e de caráter perigosos. Projetos já estão em andamento.



Bombeiro não é laico
A presidente Dilma Rousseff cumpriu integralmente a Constituição Federal quando ao ocupar seu gabinete de trabalho mandou retirar todos os símbolos religiosos do local. Recebeu críticas descabidas, mas agiu como manda a liturgia do cargo. Já o comandante do Corpo de Bombeiros de Alagoas, coronel Neitônio não segue a mesma regra de obediência às leis do país. Não somente difunde a sua religião internamente entre seus subordinados como ainda comete o absurdo de usar frases e “louvações” pintadas nos veículos do Corpo de Bombeiros professando a sua fé evangélica. Seu ato fere princípios éticos e legais. Ninguém vê isso?



Juizes enquadrados
Todo mundo está acostumado a saber que a maioria dos juizes de direito não mora em suas Comarcas e sim na capital. Também não é segredo que algumas prefeituras arcam com as despesas de hotel e alimentação de juizes, promotores e delegados de Polícia do interior. O desembargador corregedor James Magalhães de Medeiros decidiu acabar com essa “farra” dos magistrados, muito embora a proibição seja antiga e conste de Lei. – “O juiz não pode ser um hóspede em sua Comarca. É preciso que haja um vínculo, que ele faça parte da sociedade em que desempenha suas funções”. Ressaltou o corregedor que também quer saber quantos e quais juizes exercem funções de magistério em cursos superiores – “A lei garante o direito do exercício do magistério, mas este não pode prejudicar sua atividade jurisdicional”. Este é o Judiciário que a sociedade aplaude.



Deixa o cara trabalhar
O secretário Luiz Otávio Gomes, coordenador do Programa de Reconstrução é um homem super ocupado. Acorda muito cedo e pega no batente o dia inteiro até tarde, quando não está em viagem buscando desenvolvimento para Alagoas, captando empresas que virão gerar empregos e aquecer nossa economia. Não carrega com ele os vícios do serviço público. É um vencedor na iniciativa privada. Diferente de muitos “inquilinos” da Assembléia Legislativa que nada produzem, trabalham algumas horas três dias da semana e nada rendem de positivo ao interesse público. Esta semana o secretário foi convidado a comparecer a uma inócua, inodora e insípida Comissão Especial das Enchentes. Por se encontrar trabalhando não atendeu ao convite fato que deixou alguns parlamentares insatisfeitos. Já que não fazem nada, deixa pelo menos o cara trabalhar!



Fazendo acontecer
Da atual safra de prefeitos alagoanos dois têm se destacado especialmente por ações de resultados positivos e voltadas para o interesse público. Trata-se de Abrahão Moura em Paripueira e da jovem prefeita Mellina Freitas de Piranhas, que tem surpreendido não apenas por sua administração dinâmica, mas também por uma capacidade inteligente e eficaz de divulgar o seu município no alto Sertão. Dão exemplos como gestões públicas responsáveis e empreendedoras.

Os descaminhos de Alagoas
Graciliano Ramos, conversando com Joel Silveira:
- Olha Joel, descobri o mal do Brasil. O mal do Brasil é não ter Golfo.
O Golfo é o nosso problema. Todo país do mundo que se respeita tem Golfo.
Os Estados Unidos têm o Golfo do Alaska, a União Soviética tem os Golfos do
Polo Norte. Até o Vietnã tem o Golfo Tomkim. No mundo antigo a Pérsia só foi
importante porque tinha o Golfo Pérsico. O Brasil não. Não temos Golfo nenhum.
- E não podemos fazer nada.
- Podemos sim. Poderemos arranjar um Golfo. É só cavar Alagoas e Sergipe e jogar tudo no mar e teremos um Golfo espetacular. Daí em diante estarão solucionadas todas as nossas angústias de país subdesenvolvido. (Dos clássicos de Sebastião Nery)

PÉ DE PÁGINA
"Alagoas apresenta as maiores taxas de homicídios do país e isso nos envergonha e entristece. São 180 homicídios mensais. É como se caísse um Boeing todos os meses no Estado”. (Palavras de preocupação do governador Teotônio Vilela).



.“A mera crítica jornalística, mesmo que contundente, não é suficiente para comprovar a utilização indevida de veículo de comunicação social em benefício de candidatura, ainda mais porque não se provou qualquer vinculação política, econômica e profissional entre o periódico e os representados”. (Trecho do Acórdão do Tribunal Regional Eleitoral em mais uma resposta aos equívocos de Ronaldo Lessa e seus advogados).



“Se foi encontrado um problema na administração dele eu não teria porque avisar, já que estava investigando. O prefeito é que deve saber quem nomeou. A ação teve ampla divulgação e não tenho porque prestar esclarecimentos. O prazo para concluir um inquérito civil é de cinco anos e não tinha como eu terminar antes disso, já que preferi aprofundar os fatos”. (Resposta do promotor Marcus Rômulo ao prefeito que reclamou não ter sido avisado da investigação).

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