domingo, 3 de julho de 2011







MAIS UM CORRUPTO EM BRASÍLIA


Pedro Oliveira

Segundo o Jornal O GLOBO edição deste domingo o suplente do digno senador Itamar Franco que faleceu ontem ( sábado) tem um passado cheio de trapalhadas e já é figura conhecida da Polícia Federal e do Ministério Público, com graves acusações de enriquecimento ilícito,lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes mais. Seu nome: ZEZÉ PERRELLA.
É lamentável que vai preencher o lugar de um homem probo, ex-presidente do Brasil e que sempre pautou sua vida nos princípios da moralidade e da legalidade.
Por outro lado não vai fazer muita diferença diante dos demais que habitam o plenário e os gabinetes do Congresso Nacional. Será mais um a sentar os gordos glúteos nas confortáveis cadeiras do Senado com acusações de corrupção, mas que agora passa a ter prerrogativas que o irá “blindar” dos tentáculos da Justiça. Este é o Brasil que temos mais com certeza não é o que merecemos.
Eis aqui a matéria do Jornal O GLOBO

BRASÍLIA - Deverá provocar barulho a chegada ao Senado do suplente do ex-presidente Itamar Franco, Zezé Perrella (PDT-MG). Com a morte do senador mineiro, o presidente do Cruzeiro herda um mandato quase inteiro no Senado e, de quebra, ganha refresco em investigações por enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Na condição de parlamentar, terá foro privilegiado, o que significa que as investigações agora dependem de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Um colecionador de títulos na Raposa, pelo Cruzeiro, Perrella se notabilizou pelas complicações com o Ministério Público e a Polícia Federal. Há pouco mais de um mês, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Minas abriu investigação para apurar como o cartola, que exerceu mandato de deputado estadual entre 2007 e 2011, adquiriu a Fazenda Guará, em Morada Nova de Minas, produtora de grãos e gado. A propriedade valeria mais de R$ 50 milhões, apesar de Perrella ter declarado à Justiça Eleitoral, no ano passado, patrimônio de R$ 490 mil, numa denúncia feita inicialmente pelo jornal "Hoje em Dia".
A Guará está em nome da Limeira Agropecuária e Participações Ltda., empresa em nome dos filhos de Perrella, Carolina Perrella Amaral, e o deputado estadual mineiro Gustavo Henrique Perrella, eleito no ano passado, graças ao apoio do pai. O cartola alega que "doou" seus bens aos filhos. A Polícia Federal apura indícios de lavagem de dinheiro na aquisição da fazenda e pesados investimentos feitos na propriedade, posteriormente.
No ano passado, a PF já havia indiciado o futuro senador Zezé Perrella por lavagem de dinheiro e evasão de divisas na venda do jogador Luisão, em 2003. O inquérito foi remetido ao Ministério Público Federal. O zagueiro foi negociado por US$ 2,5 milhões com o empresário Juan Figger, que teria usado o Central Espanhol Futebol Clube, time uruguaio de pouca expressão, como "laranja" na operação. Em seguida, o jogador foi vendido por US$ 1 milhão a menos ao Benfica. Segundo a PF, o esquema teria sido usado para ocultar dinheiro não declarado ao Fisco. Perrella nega as acusações.

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