terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os que apostam no pior

PEDRO OLIVEIRA
pedrojornalista@terra.com.br

O governo do estado de Alagoas anunciou a construção no município de Coruripe do maior estaleiro das Américas, cujo investimento está orçado em R$ 1,5 bilhão e que possibilitará a construção de navios de grande porte, além de gerar, já no primeiro ano de funcionamento, pelo menos 4.500 empregos diretos. O anúncio foi feito pelo governador Teotonio Vilela Filho e pelo presidente do Synergy Group, German Efromovich, na última sexta feira, na sede da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística.
As obras do estaleiro terão início em janeiro do próximo ano, no Pontal de Coruripe, ocupando uma área de 2 milhões de metros quadrados, sem trazer nenhum impacto negativo ao meio ambiente, além de possibilitar que, em janeiro de 2011, o primeiro navio comece a ser construído.O governador visivelmente emocionado declaroo: “este será o maior empreendimento privado de Alagoas, possibilitando que o Estado vire uma página da sua história, já que significará um avanço incomensurável”.
Na oportunidade, com muita propriedade, governador afirmou que os alagoanos estão cansados de ver obras anunciadas que não se concretizam, mas, garantiu, que o Estaleiro Eisa Alagoas já é uma realidade, já que o terreno já está escolhido, a planta está pronta, o estudo de impacto ambiental foi realizado, os trâmites burocráticos estão sendo finalizados e toda a infra-estrutura do Governo do Estado está sendo assegurada, além de incentivos fiscais. “Acreditei que a Mineradora de Craíbas seria a maior obra da história de Alagoas, mas tenho que retificar esta informação, pois o anúncio desta sexta-feira, 09 de outubro de 2009, marcará definitivamente o desenvolvimento econômico do Estado”, evidenciou.
Uma conquista alagoana
Em princípio o estaleiro deveria ser construído na cidade de Campos, no Rio de Janeiro, que oferece as mesmas condições do local em Alagoas. Mas ai é que entra a vontade de fazer acontecer e o compromisso com o fortalecimento do estado e a visão daqueles que desejam tornar Alagoas um lugar cada vez melhor para trabalhar, investir e viver. Foram incontáveis as viagens do governador Teotônio Vilela Filho e do secretário de Desenvolvimento Econômico Energia e Logística, Luiz Otávio Gomes, um gestor que serve de modelo para muitos no país, na busca do convencimento dos empresários donos do empreendimento para que viesse para Alagoas. Uma luta silenciosa, sem alardes, sem anúncios precipitados. Na verdade todos estamos cansados desses anúncios fantasiosos e muitas vezes eleitoreiros e que no final frustram por nada acontecer. Agora sim, a coisa é pra valer.
Trouxeram para Alagoas o grupo empreendedor que após longas e repetidas reuniões técnicas se convenceram os diretores que aqui era o melhor local para a instalação do estaleiro. Ouviram e foram ouvidos. Testaram e atestaram a seriedade de propósito do governo e obtiveram a segurança suficiente para lhes garantir a viabilidade empresarial do empreendimento.
A surpresa dos que querem o pior
A notícia que alegrou todos os alagoanos e trouxe esperanças para aqueles que acreditam em melhores dias não foi bem recebida por aqueles que apostam no caos e no quanto pior melhor. São os que já saquearam o estado, nos expuseram diante do país e continuam a nos envergonhar por suas posturas e seus comportamentos.
O jornal Gazeta, de propriedade do senador Fernando Collor, destila em sua edição de hoje todo o ódio e desprezo pelo povo alagoano. Trazer como manchete principal fatos já rebuscados e retorcidos da vida do empresário German Efromovich, apenas com o intuito de atrapalhar o processo de implantação do empreendimento em Alagoas é a evidência de que em nada estão eles comprometidos com o passado, presente ou futuro desta terra que têm colaborado para destruir.
Por que tanto ódio afinal? Tudo porque “deus” não foi ouvido nem consultado sobre a situação? Apenas para mostrar que a campanha eleitoral começou, ou pura maldade mesmo? Aposto nas três alternativas e numa quarta se houver.
Telefonei para o governador Teotônio Vilela para obter informações. Não percebi maior preocupação com o desdobramento da impactante e descabida reportagem.Estava sereno, aparentou tranqüilidade e não quis entrar em detalhes, apenas disse: “Alagoas é maior que todos nós e começa a trilhar caminhos que ainda vão trazer muitas surpresas. Este é apenas mais um dos empreendimentos que chegarão para mudar o corpo e a alma do nosso estado”.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009


Na assinatura do Rio 2016, Lula chora compulsivamente


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou compulsivamente depois da assinatura o contrato que confirma oficialmente os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. As lágrimas não pararam durante o discurso de Carlos Arthur Nuzmann, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).
"Eu pensava que não tinha mais motivo para ter tanta emoção. Porque já participei de tanto evento, encontrei tantas personalidades. De repente eu era o mais chorão de todos que estavam ali", brincou Lula.
Lula lembrou que o Brasil precisa começar a trabalhar desde já para fazer os melhores Jogos Olímpicos que o mundo já viu. "O Brasil precisava dessas Olimpíada. O Brasil é um País grande, importante. Não tem povo mais criativo e alegre do que o nosso. É um povo de uma índole extraordinária", disse.
Lula disse que os chefes de Estado dos países que tiveram as candidaturas superadas pelo Rio de Janeiro valorizaram a disputa. "Peço desculpas ao Obama (EUA), ao Zapatero (Espanha) e ao Hatoyama (Japão) por eu estar feliz e eles tristes. Mas eu já fiquei triste muitas vezes. Eles valorizaram muito a nossa disputa", disse.
Lula disse que nesta sexta-feira sentiu um orgulho muito grande de ser brasileiro. "Espero que em 2016 estejamos todos vivos para fazer os melhores Jogos Olímpicos de toda a história e possamos comemorar os 100 anos do João Havelange na abertura da disputa".
Lula disse que não foi ele quem derrubou Obama e a candidatura de Chicago e que o Rio de Janeiro aprendeu muito com as derrotas anteriores. "A derrota ensinou ao Rio de Janeiro, ensinou ao Brasil. Foi isso que derrubou Chicago. Nem Lula ganhou, nem Obama perdeu.
Mídia internacional destaca escolha do Rio para sediar Olimpíadas em 2016

'New York Times' descreve festa após anúncio em Copacabana.Espanhol 'El País' diz que Madri 'ficou a um passo do sonho".
Jornais do mundo inteiro destacam, na tarde desta sexta-feira (2), a vitória do Rio de Janeiro na disputa para sedir as Olimpíadas em 2016.


Sob o título “Rio ganha disputa pelos Jogos Olímpicos de 2016”, o site do “New York Times” destaca a escolha da cidade como a primeira da América do Sul a sediar uma edição das Olimpíadas.
“O anúncio foi transmitido ao vivo na praia de Copacabana, no Rio, onde dezenas de milhares de pessoas já haviam começada a festejar cedo em frente a telões montados em um palco”, descreve o texto.
O site da rede americana de TV CNN também destacou a escolha da cidade brasileira e chamou a atenção para o investimento do governo na campanha para o Rio sediar os Jogos Olímpicos.
“O Rio desbancou Chicago, Madri e Tóquio. É a primeira vez que a América do Sul sediará Olimpíadas. A cidade gastou US$ 14,4 bilhões na campanha, cifra maior que qualquer uma das quatro finalistas.
Já o jornal “El País”, o maior da Espanha, lamentou o fato de Madri ter ficado em segundo na disputa para sediar as Olimpíadas de 2016. “Madri ficou a um passo do sonho. O esforço diplomático dos últimos dias não deu frutos e o Rio se impôs na última curva."

Rio tem comemoração de Copa do Mundo para escolha olímpica

O anúncio de que o Rio de Janeiro será a sede dos Jogos Olímpicos de 2016 gerou um misto de Carnaval fora de época e comemoração de vitória em Copa do Mundo na praia de Copacabana e seus arredores.


O clima foi de festa geral após a confirmação da cidade brasileira. Com direito a confetes e samba, a empolgação foi tanta que houve até erro no anúncio das atrações para a festa. Ao chamar a bateria do Salgueiro (prevista para entrar no palco armado na praia de Copacabana às 15h20) quem entrou em cena foi o grupo de pagode Revelação.
Mas quem estava comemorando a escolha do Rio de Janeiro pouco se importou.
"Desde o início achava que ia ganhar, mas se não ganhasse, o sonho iria continuar", disse o professor de geografia de rede pública de ensino Gustavo Vieira que aproveitou com a mulher Margarida Anselmo, professora de educação física, o ponto facultativo na cidade. "É importante porque a realização de uma Olimpíada ajuda muito na educação", disse Margarida.
A festa para aguardar o resultado desta sexta-feira juntou todo o tipo de gente no local da festa. Muitos cariocas saíram para a rua para beber e comemorar a escolha do Comitê Olímpico Internacional a milhares de quilômetros de distância.
"Torcia pelo Rio mas estava preocupada com Tóquio e Madrid por causa dos problemas de violência e transporte. Não sou de multidão mas essa eu fiz questão de ver de perto. Meus filhos devem estar me achando louca. Mas a energia é outra", disse a aposentada Rosangela Nunes.
Quem não estava na praia e escolheu um restaurante para acompanhar, por exemplo, ficou de pé, como se estivesse na torcida por um gol em final de Copa, para acompanhar o momento da abertura do envelope que trazia o nome do Rio de Janeiro.
"Eu tinha certeza que o Rio ia ganhar porque com a crise internacional nem os Estados Unidos ou a Europa iriam querer esta responsabilidade. Brasil é porta de entrada da América Latina e isso será importante porque muitas cidades que já receberam a Olimpíada foram melhoradas. Esse projeto vai ser importante para o Brasil neste processo de evolução", disse o comerciário Vânio Correa, todo vestido com motivos brasileiros para vibrar com a escolha da ex-capital brasileira.
E já tem gente vibrando com a possibilidade de aumentar os ganhos em 2016, como o vendedor ambulante Afonso Eduardo: "hoje já está uma maravilha. Depois então vai ficar melhor ainda, as vendas vão melhorar muito", torceu.

O dever de eficiência
Está lá, na Constituição Federal, não fui eu que inventei. Além do cumprimento dos princípios da legalidade, da impessoalidade, da publicidade e da moralidade, o administrador público também está obrigado ao da EFICIÊNCIA. Prefeito que gasta irresponsavelmente com festas, que emprega a família como se a administração fosse sua propriedade e que na primeira dificuldade, por incompetência e descaso com a coisa pública, manda “fechar” a prefeitura mostra claramente o seu despreparo para o exercício do cargo para o qual nunca deveria ter sido eleito.

Pode haver intervenção
Consultava um renomado magistrado sobre a possibilidade de intervenção em Município cujo prefeito determine o “fechamento” da prefeitura e suspensão das atividades administrativas por conta da falta de recursos. Recebi esta resposta: “A intervenção deve ser decretada imediatamente após representação, pois o administrador está afrontando artigos da Constituição Federal, em especial o art. 37. A possibilidade de intervenção está no artigo 35 e deve ser decretada pelo Poder Judiciário, dispensada a apreciação pelo Poder Legislativo”.

Prevaleceu a responsabilidade
Ainda bem que os prefeitos alagoanos reunidos na AMA entenderam que não poderiam ser tão irresponsáveis quanto aquele ou aqueles que optaram pela ação leviana de fechar a prefeitura e privar a população dos serviços aos quais tem direito, principalmente saúde, educação e condição de vida digna. Se não tem competência para enfrentar crises e para administrar dificuldades entrega as chaves da Prefeitura, renuncia o mandato e deixa que alguém competente dirija os municípios com eficiência.

Pode contaminar
A situação adversa para o senador Renan Calheiros é tão forte nas próximas eleições que poderá até contaminar quem estiver por perto. Uma dessas vítimas é o vice-governador José Wanderley. Homem correto, leal, responsável com o interesse público se vê ameaçado de não conquistar um merecido mandato em 2010 por sua proximidade com Calheiros, que é um poço de rejeição e um vale de lágrimas de crocodilo. Quer se queimar? Fica junto!

Divaldo Suruagy
Nunca trabalhamos juntos, não fiz parte de nenhum dos seus governos e nunca lhe pedi um favor pessoal. Simplesmente somos amigos há mais de trinta anos. Votei nele em todas as eleições que disputou a partir de 1978 e votaria quantas vezes fosse candidato. Por conta de nossa proximidade muitos até me viam como integrante de seu governo. Vi de perto sua generosidade, sua honestidade e sua competência para transformar e projetar Alagoas a nível nacional. Vi também ajudar milhares de pessoas, com o poder da sua caneta e seu espírito de fazer o bem. Assisti, muitas vezes, a fila de bajuladores a beijar-lhes as mãos e jurar-lhe lealdade. Deixou o poder, ficou praticamente só, amargou a dor da ingratidão, foi incompreendido, mas não perdeu sua grandeza. Este sim é um homem público que deve orgulhar os alagoanos.

Não quer, não vai
É pura tolice especular o nome do ex-governador Luis Abílio como candidato nas próximas eleições pelo PDT. Ronaldo Lessa sabe disso, mas insiste em brincar anunciando o nome de Abílio como um dos candidatos a deputado federal. Muito magoado e injustiçado no desempenho de seu mandato que deu continuidade ao de Lessa, tem uma vida pessoal e familiar calcada na honradez, na honestidade e na ética. A herança deixada por seu pai, um magistrado modelo de homem público, não cabe no mesmo espaço putrefato da política alagoana de hoje. Segundo Abílio, mandato eletivo, nem por aclamação.

Traído ou traidor?
Renan Calheiros que compareceu a Convenção do PDT na busca desesperada de encontrar nos braços de Ronaldo Lessa a salvação para sua ameaçada reeleição, não deixou passar a oportunidade de agradar o anfitrião ao afirmar que ambos foram traídos pelo governador Teotônio Vilela. É muita cara de pau do boiadeiro de Murici. Teve o governo nas mãos, indicou quem quis, interferiu em todos os setores e achou pouco. Queria mandar mais que o titular e não conseguindo fugiu e se ferrou.

Serviço de terceira
Tempos atrás um jornalista de conceito nacional me revelava sua decepção com a qualidade dos serviços do hotel Ritz Lagoa da Anta. Agora recentemente ao hospedar uma pessoa de minha relação no mesmo hotel foi uma tragédia. Um péssimo serviço, o despreparo do pessoal e a má qualidade em todos os sentidos. E o pior: não se tem a quem reclamar, pois como o piloto do conhecido filme, o gerente sumiu. É assim que querem incrementar o turismo?

Sem utilidade
Caro eleitor alagoano me responda com toda sinceridade: que utilidade tem o deputado Olavo Calheiros na Câmara Federal? Recordista nacional em faltas, sem nenhuma expressão dentro do Congresso, omisso no que se refere a investimentos e benefícios para o estado. Uma figura que bem poderia ser dispensada nas próximas eleições e dar lugar a alguém que possa ser útil e exerça o mandato com eficiência.

PÉ DE PÁGINA
Suruagy governador não dormia em paz, porque, na porta, até de madrugada, fila para saber quem dava bom-dia primeiro. Sem mandato, agora, anda só, sem a tropa de choque que o protegia, mesmo não tendo inimigos. Lessa chegou ao fundo do poço fora do poder, mas hoje, no alto das pesquisas, os “amigos” retornaram à base.
Tolo ou imbecil àquele que pensa ser às “gentilezas” recebidas no exercício do cargo manifestações verdadeiras. (
Da sabedoria do jornalista José Elias em sua coluna no jornal Gazeta)

Rio supera potências e vira sede dos Jogos Olímpicos de 2016

O Rio será a sede da Olimpíada de 2016. Em acirrada eleição realizada nesta sexta-feira, em Copenhague, na Dinamarca, a cidade brasileira derrotou Chicago, Tóquio e Madri, ganhando o direito de organizar os Jogos Olímpicos pela primeira vez na história da América do Sul. Assim, o Brasil receberá os dois maiores eventos do esporte mundial num período de dois anos, porque também será palco da Copa de 2014.
Apontada como forte concorrente, a norte-americana Chicago foi eliminada logo na primeira rodada da eleição desta sexta-feira, por ter sido a menos votada entre as quatro candidatas. Depois, foi a vez da japonesa Tóquio sair da disputa. Assim, Rio e Madri se enfrentaram na grande final, quando a cidade brasileira levou a melhor sobre a rival espanhola e conquistou o direito de receber a Olimpíada.
Essa foi a quarta ocasião em que o Brasil entrou na disputa para receber uma Olimpíada, depois de duas tentativas frustradas com o próprio Rio e outra com Brasília. Dessa vez, porém, veio a sonhada vitória. Com um projeto consistente, que teve amplo apoio governamental e popular, a candidatura brasileira apostou no ineditismo do evento na América do Sul e conseguiu ganhar o voto de confiança dos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Apesar da forte concorrência de Chicago, Madri e Tóquio, a candidatura brasileira fez uma intensa campanha, principalmente nos últimos dias, já em Copenhague, onde aconteceu a eleição do COI. Comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a comitiva do Brasil tinha ministros, políticos, esportistas e celebridades. O trabalho foi convencer os eleitores da importância que a Olimpíada terá para o Rio e comprovar que a cidade tem condições de cumprir o prometido.
O orçamento do Rio prevê investimentos de cerca de US$ 14 bilhões, divididos entre a organização do próprio evento, a construção de instalações esportivas e as obras de infraestrutura na cidade - dinheiro que virá em grande parte dos cofres públicos. Mas o legado que a Olimpíada deixará foi um dos maiores argumentos da candidatura brasileira, principalmente diante de rivais como Chicago, Madri e Tóquio, potências que não precisam de tantas melhorias quanto o Rio.

Fonte : Agência Estado

Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...