sexta-feira, 21 de setembro de 2012




Para refletir. Está provado que falta de votos causa depressão, insônia, histerismo e até enxaqueca. E o pior é que não tem doutor que dê jeito.

O equilíbrio e o histerismo

Reta final da campanha para prefeito de Maceió (faltando apenas 15 dias para o veredicto das urnas)  era previsível o acirramento dos  ânimos entre os concorrentes, principalmente aqueles que estão na disputa pra valer. Com arsenais repletos de munição e também de muita “invenção” as equipes que se confrontam passam a esquecer as propostas positivas e entram no jogo sujo do denuncismo, do ataque covarde e caluniador, da maior falta de respeito ao eleitor e às famílias. O horário Eleitoral passa a ser impróprio para menores de idade de tanta  verborragia substituída por marqueteiros de quinta categoria e candidatos acostumados a chafurdar na imundice que eles próprios construíram.

Vê-se, no entanto nesta eleição algo diferente da prática marginal da nossa política. O antagonismo de comportamento entre os dois principais  opositores  que buscam conquistar a Prefeitura de Maceió. Enquanto o candidato Ronaldo Lessa esbraveja, agride com histeria não apenas o seu adversário, mas a toda sociedade como é do seu caráter pigmeu, segue o deputado Rui Palmeira em sua campanha propositiva, respondendo aos impropérios do outro com a serenidade que lhe é peculiar, com a humildade dos grandes vencedores e tendo como respostas os votos que certamente lhe darão a vitória no primeiro turno, pois assim indicam as pesquisas e os  sintomas das ruas que a cada dia mostra sua ojeriza ao farsante prepotente.

Por não ter os defeitos dos outros, por possuir um passado honrado e uma vida política integra, por se apresentar não apenas como o novo, mas também o melhor para Maceió seu adversário, talvez pautado por palpiteiros profissionais da lama que os cerca,  envereda para o ataque peçonhento e vulgar na burra intenção de atingir Rui Palmeira pelos possíveis defeitos de pessoas que o apóiam.

E se Rui Palmeira decidisse jogar no mesmo nível que a camarilha de Ronaldo Lessa? Se começasse a apresentar o currículo de cada um dos seus apoiadores? Se no Guia Eleitoral deixasse exibir cada um de seus comparsas com os respectivos crimes pelos quais respondem ou responderam? Repetisse para a memória do alagoano os atos podres de cada um? E vamos em frente: Seria covardia ou agressão mostrar e insistir que o próprio Ronaldo Lessa é acusado de ser Ficha Suja, está denunciado pelo Ministério Público por ato de corrupção, fraudes em licitações, formação de quadrilha? Que está com os  seus bens bloqueados para ressarcir ao erário o que supostamente levou dos cofres públicos e que é um condenado pela Justiça?

Mas Rui Palmeira sabe que não é assim que se ganha eleição e seu caráter jamais o permitiria faltar com respeito às famílias de Maceió. Vai sim continuar com sua serenidade, com seu equilíbrio emocional mostrando ao eleitor o que será capaz de fazer para mudar o corpo e a alma desta cidade maltratada por marginais travestidos de administradores públicos.

Enquanto isto ai está a resposta sábia e ponderada de Rui: “ Vou continuar tratando com respeito todos os meus adversários e estarei focado em propostas e diálogo com a população. Não estranhamos os ataques pois sabemos como é a forma de alguns fazerem política. Focamos um trabalho na discussão sobre projetos e temas positivos”.

E com certeza o equilíbrio vencerá o histerismo.

Gestão e corrupção

Para a candidata do PPS Nadja Maia – “A Administração do prefeito Cícero Almeida foi montada no populismo grotesco, que serviu para encobrir uma gestão pouco preocupada em alavancar o desenvolvimento da cidade. Pavimentar ruas aleatoriamente, sem infra-estrutura  e saneamento é malhar em ferro frio e concorrer para essa epidemia  monstruosa de dengue que assola o município e pouca gente reclama e outros se omitem criminosamente.A gestão do prefeito, em minha opinião, foi marcada pela corrupção a exemplo do escândalo da Máfia do Lixo”. Uma análise para se considerar.

Luiz Eustáquio

Não tem sido fácil para o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Luiz Eustáquio manter as coisas nos trilhos depois de tantos acontecimentos negativos envolvendo a instituição. A “operação  rodoleiro” que aponta desvios de verbas públicas na gestão que o antecedeu ainda vai render  e promete um desfecho para os próximos dias, segundo informações do Ministério Público. Mesmo com todos os percalços a experiência e a capacidade de superar crises certamente continuarão dando a pauta para que o atual presidente faça superar essa fase e  investir  na credibilidade do tribunal.

 Mais um coice, mais uma queda

O candidato Ronaldo Lessa acaba de ser “laureado” com uma nova condenação por improbidade administrativa. Desta vez trata-se de desvio de  50 milhões do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Focoep). Lessa foi condenado  à perda de função pública que eventualmente esteja em posse, suspensão dos direitos políticos por três anos, a proibição de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais ou creditícios, além de multa civil no valor de duas o valor da remuneração do governador do estado.

.O episódio deveria envergonhar qualquer cidadão honrado, mas com certeza não abalará um político sem caráter ser responsabilizado pelo desvio de dinheiro público que serviria  para  ações de  erradicação da pobreza que tanto assola o estado de Alagoas. Com certeza não lhe provoca qualquer sentimento de culpa tirar o pão da boda de milhares de miseráveis e privá-los da assistência social e da saúde a que teriam direito. É esta a experiência alardeada pelo candidato Ronaldo Lessa?

Combinou com russos?

O grande Mané Garrincha detestava duas coisas: educação física e as preleções dos técnicos. Esquemas táticos? Soavam-lhe como palavrões! Jogadas criativas e dribles  eram suas características.

Na Copa de 1958, véspera do jogo contra a Rússia. O técnico Vicente Feola se esmerava junto ao nosso craque: "Quando o Tsarev vier em disparada, passe a bola. Quando o outro beque vier pela direita, drible pela esquerda...". Mil recomendações.
Na sua simplicidade, Mané Garrincha lançou a pergunta demolidora:

- O senhor já combinou tudo isso com os russos?

Tal qual o famoso técnico da Seleção Brasileira, o prefeito Cícero Almeida em mais um de seus devaneios tem afirmado estar convencido de que é a única pessoa capaz de virar a eleição em Maceió.  Acha inclusive que pode “repetir o presidente Lula que elegeu para sua sucessão a ex-ministra Dilma Rousseff desde que o candidato a prefeito seja o “doutor Mozart”, segundo o jornalista Ricardo Mota em seu Blog.

Os já desgastados neurônios do prefeito devem ter pirado de vez. Sua tresloucada opinião tem trazido muito constrangimento aos líderes do Chapão, principalmente aos neuróticos lessistas que não abrem mão do “suicídio”.

Dado a “falar com Deus” o prefeito que pensa que é muito mais do que realmente é esqueceu-se de um detalhe tal qual a história de Garrincha: combinar com os eleitores.

É rejeição ou ojeriza?

O candidato Ronaldo Lessa e boa parte dos que o apóiam carregam em seus costados os índices mais elevados de rejeição da história política de Alagoas. Alguns desses  chefetes do Chapão têm inclusive preferido não aparecer em público com muita freqüência  para evitar constrangimentos. Cada um sabe a história podre que carrega em sua alma e prefere não correr riscos. Os mais ousados como o próprio candidato e o prefeito Cícero Almeida já foram expulsos de algumas comunidades  e tiveram que suspender alguns eventos de campanha. Se a coisa aumenta terão que se limitar ao Guia Eleitoral. Há quem diga que isto já não é mais rejeição, é ojeriza.

terça-feira, 18 de setembro de 2012



Situação de Lula pode se complicar

Procurador diz que vai analisar declarações de Valério contra o ex-presidente

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que analisará as declarações de Marcos Valério Fernandes de Souza contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A partir daí, decidirá se abre uma investigação específica sobre o caso. Para Gurgel, as acusações, se consistentes, poderiam ser usadas em inquéritos já em curso na primeira instância da Justiça. Gurgel disse que Valério é um jogador, e é preciso examinar com cautela as novas denúncias contra o ex-presidente atribuídas a ele: -Vamos aguardar a investigação deste julgamento e avaliar com cuidado. O ex-presidente não tem mais prerrogativa de foro. Já temos diversos procedimentos no 1º grau, e pode ser examinado lá. Mas, neste momento, o fundamental é a conclusão do julgamento. Claro que são declarações importantes e devem ser avaliadas - disse Gurgel, pouco antes do início da sessão do julgamento de ontem. Segundo a revista "Veja" desta semana, Valério disse que Lula sabia do mensalão e que só foi poupado das investigações por causa de um pacto de silêncio entre ele, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Disse também que o mensalão movimentou cerca de R$ 350 milhões. "valério é um jogador" Para Gurgel, as acusações são importantes, mas devem ser vistas com reserva. A prioridade, disse, é concluir o julgamento: - As declarações dele têm que ser sempre tomadas com muita cautela. Não se sabe exatamente que tipo de jogo está sendo feito neste momento. Marcos Valério deixou muito claro que ele é um jogador. É preciso ver, então, que tipo de jogo ele está tramando. A grande prioridade, pelo menos do Ministério Público, é a conclusão deste julgamento. Concluído, a gente vai examinar os outros aspectos. Acho que não é bom misturar as duas coisas. O procurador-geral argumenta que as denúncias de Valério não podem interferir no julgamento. Disse que Valério pode fazer acordo de delação premiada, mas não para o caso em curso. Afirmou que, em caso de condenação, insistirá na prisão imediata dos réus, entre eles Dirceu. Gurgel não disse se pedirá a retenção dos passaportes dos réus: - Nada justifica, numa eventual decisão condenatória, nada impede que ela seja aplicada imediatamente.
Com informações de O GLOBO  18/09

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


A PODRIDÃO NAS ENTRANHAS DO PT

O “pagador” de Lula tinha uma missão especial: Acalmar Marcos Valério

Há menos de dois meses, VEJA revelou a existência de encontros secretos entre Marcos Valério e Paulo Okamotto, petista estrelado que desempenha a tarefa de assessor financeiro, ou tesoureiro, de Lula. Procurado para explicar por que se reunia com o principal operador do mensalão. Okamotto disse que os encontros serviam apenas para discutir política. Não, não era bem assim. Marcos Valério tinha um pacto com o PT, e Paulo Okamotto era o fiador desse pacto. “Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o era o Paulo Okamotto”, disse Valério em uma conversa reservada dias atrás. É o próprio Valério quem explica a missão de Okamotto: “O papel dele era tentar me acalmar“.

O empresário conta que conheceu o Japonês, como o petista é chamado, no ápice do escândalo. Valério diz que, na véspera de seu primeiro depoimento à CPI que investigava o mensalão, Okamotto o procurou. “A conversa foi na casa de uma funcionária minha. Era para dizer o que eu não devia falar na CPI”, relembra. O pedido era óbvio.

Okamotto queria evitar que Valério implicasse Lula no escândalo. Deu certo durante muito tempo. Em troca do silêncio de Valério, o PT, por intermédio de Okamotto, prometia dinheiro e proteção. A relação se tomaria duradoura, mas nunca foi pacífica. Em momentos de dificuldade, Okamotto era sempre procurado. Quando Valério foi preso pela primeira vez, sua mulher viajou a São Paulo com a filha para falar com Okamotto. Renilda Santiago queria que o assessor de Lula desse um jeito de tirar seu marido da cadeia. Disse que ele estava preso injustamente e que o PT precisava resolver a situação. A reação de Okamotto causa revolta em Valério até hoje. “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.” O empresário jura que nunca recebeu nada do PT, Já a promessa de proteção, segundo Valério, girava em tomo de um esforço que o partido faria para retardar o julgamento do mensalão no Supremo e, em último caso, tentar amenizar a sua pena. “Prometeram não exatamente absolver, mas diziam: ‘Vamos segurar, vamos isso. vamos aquilo’… Amenizar”, conta. Por muito tempo, Marcos Valério acreditou que daria certo.

Com informações do Prosa & Política


 

A ordem é “bater” em Rui. Mas o troco virá das ruas

 Atenção: a ordem no comitê do desesperado candidato Ronaldo Lessa já foi dada. E é para ser cumprida: “Bater no campeão das pesquisas, Rui Palmeira da cabeça aos pés. Não tem limite”. Alguém com acesso aos intestinos lessistas me confidenciava: “Os últimos dias na produtora estão  voltados para ações de beligerância radical. É porrada no candidato na busca de desconstruir sua candidatura, misturá-lo com o governador e com os erros do governo estadual. Com um  adendo: ninguém está livre inclusive pai e mãe”. Já que as propostas mentirosas não surtiram efeitos o “surto” do segundo colocado e sua equipe de “mequetrefes” os fazem imaginar que pela via do ataque poderão conseguir algo de positivo.

São ações desesperadas diante da derrota iminente mas os próprios autores da baixaria  devem saber que agora nada mais adianta pois o eleitor de Maceió já fez sua opção pelo melhor.

Rui Palmeira tem uma história indestrutível, construída com ações dignas de um político exemplar, mostra-se como um candidato que se diferencia do outro em todos os aspectos de moralidade. Lessa, por sua vez, todos sabem que é o antagonismo de Rui. Teve uma vida pública desconstruída por ele mesmo e por seus atos que o leva a ser processado e denunciado por improbidade administrativa, formação de quadrilha, fraude em licitações e enriquecimento ilícito e outros crimes com o dinheiro público que poderia ter sido usado para matar a fome de milhares de miseráveis, na educação de crianças e jovens e no cuidar da saúde do alagoano.

A candidatura de Rui Palmeira recebe sim o apoio do governador Teotônio Vilela e do seu partido o PSDB, mas este fato não significa nenhum compromisso com erros ou maneira de governar. Rui chegará á Prefeitura de Maceió sem amarras de qualquer espécie e saberá adotar seu estilo austero, eficiente e voltado para o interesse público  que é  seu principal foco.

Suas promessas de campanha podem e devem ser anotadas pelos eleitores para que sejam conferidas no futuro. Eu mesmo estou fazendo isto, pois por questão de princípio não tenho nenhum compromisso com o erro e a palavra não cumprida. Sei que não corro este risco em se tratando do Rui que eu conheço, mas como tenho memória fraca vou anotar para não esquecer.

Envolver a família nesse jogo sujo da política será um  pecado mortal para os aliados de Lessa. Rui Palmeira tem história familiar exemplar, os políticos de sai família nunca se envolveram  escândalos, nenhum membro foi processado ou denunciado por ato de corrupção ou improbidade administrativa . O seu pai, o honrado ministro Guilherme Palmeira, passou por todos os cargos políticos e se aposentou no Tribunal de Contas da União, Nunca se ouviu qualquer insinuação que o comprometesse.  O filho fez a diferença no exercício de deputado estadual combatendo sistematicamente a própria Assembléia Legislativa nos desvios de conduta. Recebeu elogios da cúpula da  Polícia Federal por sua condição de parlamentar integro quando praticamente todos os demais estavam envolvidos no rumoroso  caso de desvio de dinheiro público conhecido como “Operação Taturana”.

 O candidato Jeferson Morais (DEM) incentivado por alguma mente atrofiada decidiu “bater” em Rui Palmeira em seus programas de televisão na ilusão de que poderia crescer eleitoralmente. Pagou caro pelo equívoco. Desceu de 12 para 5  em todas as pesquisas de intenção de votos. Se continua chega a zero.

Com certeza ao enveredar por esse caminho Ronaldo Lessa terá o mesmo troco. E o mais grave: com a alarmante rejeição que carrega nas costas  poderá ter uma reação em cadeia da população  revoltada com seus ataques histéricos.

Ainda por estes dias em um comício  no Conjunto residencial José Tenório o candidato Ronaldo Lessa, o prefeito Cícero Almeida  e suas equipes foram  agredidos pela população local, fato que se repetiu no Bom Parto onde chegaram a lhes jogar ovos podres, segundo matéria publicada no site Cada Minuto pelo jornalista Bernardino Souto Maior, que comentou:

“Na história das eleições municipais em Maceió ninguém nunca experimentou uma rejeição popular tão grande e forte. O prefeito Cícero Almeida – o que afundou de vez a campanha de Ronaldo Lessa (PDT) para prefeito de Maceió  de microfone na mão,pediu a polícia para prender os manifestantes no meio da multidão. Resultado: ninguém foi preso e os comícios foram interrompidos”

Este é o preço de ser ruim.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Para refletir: Enquanto Ronaldo Lessa apresenta o chefe dos mensaleiros (Lula) no horário eleitoral de televisão Rui Palmeira mostra o ético desembargador Antônio Sapucaia.

SOBRE O DESEJO

Ontem assisti a apresentação da peça "SOBRE O DESEJO" no auditório do Colégio Marista.

Fiquei impressionado com o nível da peça e a capacidade dos jovens atores e a competente direção de André Corrêa.

A peça tem como base uma obra do escrit...or e revolucionário francês Denis Diderot e textos dos integrantes do elenco.

No papel principal uma talentosa alagoana hoje radicada em São Paulo e integrante da Companhia de Teatro VANILLA, - RENATA SARMENTO (foto) , que dá um show de interpretação.

Mesmo sem nenhum a ajuda oficial , pois cultura nesta terra é assunto secundário, o teatro estava lotado e a peça aplaudida de pé.


O jogo sujo dos derrotados

Os democratas anunciaram saltitantes, como se um grande feito tivesse acontecido, a presença em Maceió do ex-jogador de futebol Romário com o propósito de “ajudar” na campanha do candidato Jeferson Morais que nas pesquisas recentes dá sinais de que sua candidatura morreu no nascedouro como era previsível e anunciado. Mas também queria mais o que? Para uma candidatura sem visibilidade um “apoiador” na mesma proporção. Quem é afinal Romário de Souza Faria? Um deputado medíocre e despreparado, parido da ignorância do eleitorado carioca que equivocadamente manda para Brasília o que aparece de pior nas eleições, como se quisesse através desses votos protestar contra a podridão do Congresso Nacional. Rio e São Paulo são os campeões na eleição dessas “celebridades” que nada contribuem para o Parlamento ou para o país.

Sobre essas excrescências tipo Romário o meu mestre em minha pós graduação no Departamento de Ciências Políticas da UnB, Octaciano Nogueira afirma;

“O eleitor brasileiro não sabe discernir as qualidades necessárias para que um candidato seja um bom político. O eleitor não tem critério. A falta de interesse e participação dos cidadãos na política e na vida pública explica o fenômeno, que não é recente. “Nos anos 1950, São Paulo elegeu um rinoceronte como vereador, o Cacareco. “Acredito que o maior desafio cívico do Brasil hoje é justamente criar esta consciência de participação na vida política. O eleitor, quando quer desmoraliza as eleições com este tipo de voto inusitado, consegue. Só que isto não é bom para o país”.

Entra eleição, sai eleição, jogadores de futebol, pagodeiros, funkeiras e músicos de todas as vertentes, dançarinas, atores, comediantes, apresentadores de programas policiais de televisão, ex-BBBs e qualquer um que se enquadre na definição moderna de “celebridade” ou “famoso” engordam a lista dos candidatos que tentam a sorte nas urnas.

Ainda bem que o eleitor de Maceió demonstra saber a diferença entre um candidato com proposta, com história digna e plenamente confiável e um aventureiro qualquer a querer forçar um destino e uma vocação política inexistentes.

E o pior são esses despreparados que por não possuírem propostas honestas imaginam desconstruir candidaturas solidificadas em anos de histórias de exemplo positivo e que são acolhidas pelo eleitorado consciente que não se deixa enganar por falácias.

Pegou pesado e merecido

A desembargadora Elizabeth Carvalho no Tribunal Regional Eleitoral pegou pesado contra o Prefeito de Palmeira dos Índios James Ribeiro, durante a votação do indeferimento de registro de candidatura do candidato Petrúcio Barbosa. Disse em seu voto que “o atual prefeito destruiu a cidade. Estou falando de lugares que conheço”. Pode até ter descontentado alguém no plenário, mas falou pela voz dos palmeirenses decepcionados com a tragédia administrativa que se abateu sobre a cidade na atual administração.

Aproveitou e cutucou a má ( e abrangente) influência do senador Renan Calheiros na política alagoana ao afirmar:” Quando o senador Renan Calheiros quer uma coisa não tem TCU ou TRE que impeça”. Concordo com a desembargadora e as declarações finais são muito comprometedoras.

Da mortadela ao caviar

Na sua última viagem a Nova York, a presidenta Dilma Rousseff reclamou da comida do Hotel Waldorf Astoria, um dos mais luxuosos do Mundo. Volta agora aos Estados Unidos e já ordenou ao cerimonial que a hospede em outro local. Coisa de petista deslumbrada e rico emergente: ao trocar a mortadela pelo caviar (que a gente paga) tem sempre uma reação idiota.

Ele votaria em Rui

A efervescência política destas eleições me fez lembrar uma figura emblemática no contexto do processo eleitoral alagoano. Um conciliador, um estrategista,.um homem de ampla alma e coração . Um crédulo nas pessoas e por isso enganado muitas vezes. Admirador do senador Rui Palmeira me contou muitas historias da dignidade deste político que honrou Alagoas. Tinha imensa mágoa de Ronaldo Lessa de quem foi Vice- governador e só recebeu ingratidão e patadas. Ninguém me contou eu mesmo ouvi do desequilibrado governador palavras grosseiras e até impublicáveis contra Geraldo Sampaio, um homem digno diante do qual Lessa é um pigmeu. Por uma questão de lealdade contei tudo a ele que era um irmão para mim. Não foi fuxico, foi obrigação de amigo. Do alto de sua grandeza apenas sorriu, passou a mão na minha cabeça e disse: “É um mequetrefe" e me contou suas mágoas. A partir daí Lessa passou a não gostar de mim o que não me fez nenhuma falta, pois não gosto de más companhias.

O prefeito Cícero Almeida também traiu Geraldo Sampaio descaradamente. Não era nada, não tinha nada era um ninguém. Geraldo o fez na vida, deu-lhe guarida em sua emissora de televisão, projetou o seu nome e tentou dar-lhe lições de dignidade as quais ele nunca aprendeu. O fez vereador, deputado e prefeito e como Judas Iscariotes traiu quem o construiu. Estive com Geraldão muitas vezes e abordamos o tema. Nunca o vi com qualquer sintoma ódio ou vingança, mas apenas de tristeza e decepção.

Vendo hoje Lessa e Almeida juntos voltou a lembrança do teor de maldade de ambos e a cretinice que fizeram a Geraldo Sampaio. E me veio também a velha historia “Deus cria, o vento espalha e o Diabo junta". É isso aí velho amigo! Se você estivesse aqui iria ver os que se merecem juntos e certamente “Dois mequetrefes”. E daria aquela sua risada afirmando:

Geraldo Sampaio se estivesse vivo votaria em Rui Palmeira pela dignidade do voto.

Mequetrefe: Indivíduo sem importância, inútil, insignificante, desprezível, imprestável; borra-botas (Do Dicionário Digital).

Debate em União

Do radialista Silvio Sarmento, meu parceiro e gente boa recebo a seguinte comunicação: “A Rádio Zumbi FM cumprindo com os seus objetivos de democracia, imparcialidade e cidadania, realizará às 20 horas do dia 02 de Outubro um debate entre os candidatos a Prefeito de União dos Palmares Beto Baía e Manoel Gomes de Barros. O debate "Cara a cara com o Povo" será realizado da sacada da emissora num evento inédito e que poderá ser visto e participado pelos cidadãos palmarinos”. O programa que já é aguardado com grande interesse será comandado pelo próprio Silvio Sarmento, um excelente comunicador.

A onda é Rui

Diante do quadro absolutamente caótico dentro do Chapão, já não importando mais que desfecho terá, alguns candidatos a vereador estão cuidando de se desvincular do nome de Ronaldo Lessa para não perder votos. Essa eu ouvi de um candidato do próprio PDT (de Lessa): “Tenho 13 votos de uma família em um bairro que diante de minha insistência me condicionou -: olha a gente vota em você, mas todo mundo aqui só quer votar com o Rui Palmeira”- Para não perder os votos ainda tive que elogiar o adversário. Outro fato ouvi da vereadora Heloisa Helena (PSOL). Visitando os “grotões” da periferia onde muitas pessoas por desinformação não sabem do seu distanciamento de Lessa, ficou impressionada com a quantidade de abordagens tipo: “ Heloisa voto com você, mas para prefeito voto em Rui Palmeira”. Pelo que se pode sentir a “onda Rui” está pronta para enfrentar Lessa, Collor e o que de ruim vier por ai. É Maceió decidindo mudar para melhor, com toda certeza.


É bom preparar a cela

O Relator do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa complicou a situação de José Dirceu, ao afirmar que o publicitário Marcos Valério agiu como “intermediário” do então ministro da Casa Civil e da dona do Banco Rural, Kátia Rabello. E nem chegou ainda sua vez no julgamento. Sinal de que a cela já pode ser preparada na Penitenciária bem como a confecção do “uniforme listrado. Agora é só cuidado para ele não fazer nova plástica, mudar de nome e fugir para Cuba,

terça-feira, 11 de setembro de 2012

José Dirceu: Aberto o caminho para a condenação




O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão, votou ontem pela condenação de nove réus por lavagem de dinheiro. Segundo ele, "o grupo criminoso" cometeu o crime 46 vezes. Pela primeira vez desde o início do julgamento, no início de agosto, Barbosa vinculou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu ao esquema de repasse de recursos do chamado valerioduto, complicando a situação do ex-chefe da Casa Civil para as próximas fases do julgamento no Supremo Tribunal Federal. Ao justificar o voto pela condenação da ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello por lavagem de dinheiro, Barbosa citou as reuniões entre Dirceu e representantes do banco, intermediadas por Marcos Valério e realizadas em Brasília e Belo Horizonte. A defesa dos réus admitiu no processo a realização dos encontros, mas sempre negou que tivessem tratado dos empréstimos de R$ 32 milhões ao PT e a empresas de Valério. - Embora Kátia Rabello e José Dirceu, à evidência, não admitam ter tratado do esquema de lavagem de dinheiro operacionalizado pelo Banco Rural, é imprescindível atentar para o contexto em que tais reuniões se deram - disse Barbosa no voto. - Não se trata de um fato isolado, isto é, de meras reuniões entre dirigentes de um banco e o ministro-chefe da Casa Civil, mas de encontros ocorridos no mesmo contexto em que se verificaram as operações de lavagem de dinheiro levadas a efeito pelo grupo criminoso apontado na denúncia. Ontem, Barbosa leu trecho do depoimento do ex-ministro petista, em que ele confirma um jantar com Kátia Rabello em um hotel de Belo Horizonte, mas afirma apenas ter feito para ela "uma exposição da situação do Brasil e das coisas que acreditava importantes para o país naquele momento". A conduta individual de Dirceu será objeto de análise dos ministros após a votação a respeito dos crimes de lavagem de dinheiro. Ele é acusado do crime de corrupção ativa no item 6 da denúncia, que trata da distribuição de recursos a políticos aliados e seus interlocutores. Depois, a situação de Dirceu ainda voltará a ser objeto de análise no fim do julgamento, quando os ministros o julgarão por formação de quadrilha. O relator também adiantou seu entendimento a respeito da conduta dos réus acusados de corrupção ativa pelo oferecimento de vantagem indevida por meio do valerioduto. O objetivo de Barbosa foi demonstrar a existência dos crimes antecedentes ao crime de lavagem de dinheiro, atual objeto de análise dos ministros. - Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz incorreram em crimes contra a administração pública, descritos nos itens 3 e 6, assim como Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos e Geiza Dias participaram do delito de corrupção ativa constante no item 6 - disse Barbosa, adiantando o voto pela condenação dos réus nos próximos itens em julgamento. Ao antecipar o voto relacionado aos crimes de corrupção ativa, o relator também acabou comprometendo a situação dos políticos do PT e outros partidos da base aliada do governo que são acusados do crime de corrupção passiva. Barbosa votou pela condenação de Valério, seus ex-sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, e os ex-dirigentes do Rural Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinicius Samarane. Também entram na lista o advogado Rogério Tolentino, a ex-diretora da agência SMP&B Simone Vasconcelos e a secretária Geiza Dias. - Os réus integrantes do núcleo publicitário e do núcleo financeiro atuaram conjuntamente no esquema de lavagem de dinheiro por eles executado. Em tal esquema, havia uma divisão de tarefas, comum em grupos criminosos, ficando cada agente incumbido de determinadas funções, de cujo desempenho dependia o sucesso da associação criminosa - disse o relator. Barbosa só absolveu Ayanna Tenório, ex-vice-presidente do Banco Rural. Ele ressaltou crer na culpa dela. No entanto, rendeu-se à decisão de semana passada do plenário do STF, que considerou a ré inocente do crime de gestão fraudulenta. Sem um crime antecedente, não haveria como condená-la por lavagem de dinheiro. Os demais ministros devem seguir esse entendimento. Quarta-feira, o revisor, Ricardo Lewandowski, dará seu voto e, em seguida, os outros oito ministros se manifestarão. Segundo Barbosa, as empresas de Valério fraudaram contabilidades para dar a entender às autoridades que a situação financeira era melhor que a realidade. Perícias confirmaram que a SMP&B e a DNA emitiram 80 mil notas fiscais falsas para justificar vultosas quantias que sairiam das contas das empresas no Rural. Barbosa disse que as funcionárias de Valério teriam participado efetivamente do pagamento de propina a parlamentares e assessores: - Não há como considerar a tese de Simone e Geiza de que, por serem apenas empregadas, somente teriam agido por ordem dos sócios, sem qualquer conhecimento acerca da ilicitude das suas ações. Ademais, não se trata de uma ou outra conduta isolada. Segundo o ministro, o fato de as duas não serem "mentoras dos crimes" pode resultar em uma pena mais branda, mas não na inocência das duas. Ele refutou a tese da defesa de que elas estavam apenas cumprindo ordens.

Com informações de O GLOBO 11/09/2012

Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...