domingo, 9 de dezembro de 2012

Palavras de um senador “parlapatão”

O senador Fernando Collor foi eleito em 2006 e para isto não precisou mais do que alguns dias de campanha, um discurso falso (mas bem feito) e a debilidade eleitoral do seu adversário o ex-governador Ronaldo Lessa. Em seis anos de mandato não tem nenhum projeto que possa ser ressaltado em beneficio de qualquer setor de Alagoas, não colaborou em absolutamente nada para o desenvolvimento social ou econômico, não participou de nenhuma luta e não se envolveu na defesa de qualquer assunto de relevância para os alagoanos. Na busca ensandecida por holofotes tentou apenas promover a ele mesmo, com ataques histéricos a colegas senadores, jornalistas e a imprensa que não tolera suas fanfarronices e desequilibradas bravatas. Como era de se esperar decepcionou a todos os que insistiram em lhe dar um equivocado voto e por isto foi derrotado quando em 2010 tentou sem sucesso o mandato de governador. Sabe que sua candidatura a reeleição é completamente inviável tendo como adversário o governador Teotônio Vilela e por conta deste fato antecipa a disputa eleitoral usando a tribuna do Senado Federal e a mídia de sua propriedade para assacar aleivosias manjadas e muito conhecidas do velho retrógrada e desmoralizado “caçador de marajás” que os alagoanos conhecem e tanto se envergonham.

Sabemos que não vivemos em um “mar de rosas” quando se trata de nossa segurança, mas também ninguém pode desconhecer o esforço que tem sido feito pelo governo do estado, com a ajuda do governo federal, em busca de soluções para a violência atinge e todos nós. Acontece que entanto todos se juntaram em apoio ao plano “Brasil Mais Seguro” implantado em Alagoas, o senhor Fernando Collor estava em Brasília usufruindo da confortável mordomia bancada pelos cofres públicos e digerindo sua ira insana contra a imprensa brasileira que o tirou do poder putrefato e não teme a sua “beligerância “ despropositada com o intuito apenas de aparecer.

Foi grosseiro, despreparado e irresponsável quando criticou o governo de Alagoas e expôs ao Brasil uma mentira deslavada, como se achasse pouco o estrago que já causou à nossa imagem nos brindando com a deplorável marca de “República das Alagoas”, graças ao seu desastroso período na Presidência da República.

Troco ao coice

O secretário de Defesa Social, Cel. Dário Cesar que atuou como chefe da segurança pessoal quando Collor foi presidente da República e dirigiu o complexo de comunicação do senador que hoje grosseiramente agride a instituição que dirige respondeu à altura as descabidas acusações de Collor: “Tem gente que acha que com munhecaço resolve o problema da violência em Alagoas”.Dário Cesar chamou de “príncipes do apocalipse” os que apostam que quanto pior, melhor.

Já o Secretário-Chefe do Gabinete Civil do Estado, Álvaro Machado, um homem educado e ponderado, lamentou que o senador Fernando Collor não acompanhe as ações do governo estadual no combate à criminalidade em Alagoas, e use a tribuna do Senado da República para fazer um pronunciamento desinformado

“O senador Collor tem estado distante de Alagoas e dos problemas do nosso Estado. Se ele quiser vir somar, se ele acha que essa é a hora de discutir e trabalhar por Alagoas, será bem vindo”, acrescentou o secretário, lembrando que nem mesmo no lançamento do Plano Brasil Mais Seguro, que aconteceu em Alagoas, o senador Fernando Collor esteve presente. “O senador fecha os olhos para as ações e resultados, e usa o Senado para atacar quem, de fato, está trabalhando contra a violência e tentar confundir a opinião pública com falsas informações”, reforçou.

“O senador ignora, por exemplo, que o governo federal continua trabalhando em conjunto com o governo do Estado. Continuam conosco, policiais da Força Nacional, técnicos do Ministério da Justiça, a secretária Regina Miki que mensalmente vem a Alagoas avaliar as ações do Brasil Mais Seguro, as reuniões do GGI ocorrem regularmente e há uma interlocução permanente entre o governador Teotonio e o ministro José Eduardo Cardozo”, afirmou Álvaro Machado. “Seria importante o senador Collor participar da próxima reunião de avaliação do Brasil Mais Seguro e ver, inclusive, que todos estão convictos de que a violência se combate com Justiça eficaz, com Ministério Público atuante, com polícia capacitada e não com métodos medievais de justiçamento”.

Hoje, na segurança pública, não há nenhuma ingerência política e, agora, em Alagoas, quem mata ou manda matar vai preso. Livre da ingerência política, a forma de atuar da segurança pública em Alagoas incomoda a quem não tem compromisso com a paz, disse Álvaro Machado.

Ameaçado em sua reeleição improvável Collor antecipa pleito e com certeza fará outras tantas, pois esse é o seu caráter. Só que os alagoanos já o conhecem o suficiente para rejeitar suas mentiras e o seu marketing da maldade. Tal qual ele disse com o nobre senador Pedro Simon, todos sabemos que são palavras de um parlapatão.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012


Prêmio José Aprígio Vilela

Anunciados os cinco municípios vencedores

Solenidade de entrega será no dia 14 de Dezembro na cidade de Piranhas


O Instituto Cidadão anunciou na tarde desta terça feira os cinco vencedores do Prêmio José Aprígio Vilela de Gestão Pública Responsável e Empreendedora após a conclusão dos trabalhos das equipes técnicas encarregadas do julgamento. Este ano de 2012 os municípios agraciados com o disputado troféu e o “Diploma da Cidadania” são: Boca da Mata, Paripueira, Piranhas, Taquarana e Teotônio Vilela.

O “Prêmio José Aprígio Vilela de Gestão Pública Responsável e Empreendedora” foi criado no ano de 2006, e agora na sua quarta versão tem como objetivo selecionar cinco municípios com destaques positivos nas áreas de desenvolvimento social, geração de emprego e renda, participação comunitária, administração moral e legal, saúde, educação e apoio ao micro e pequeno empresário. Ao adotar o nome do empresário José Aprígio Vilela como patrono, o Instituto Brasileiro de Municipalismo, Cidadania e Gestão – Instituto Cidadão- presta uma homenagem a uma figura reconhecidamente admirável, com inestimáveis serviços prestados ao Estado de Alagoas.

Seriedade do prêmio é prioridade na escolha

Uma Comissão Especial de Atividades Institucionais durante vários meses levantou os dados de todos os municípios para análise técnica da escolha.

O prêmio é conferido anualmente a 05 (cinco) municípios que tenham obtido no exercício destaques positivos nos itens: Desenvolvimento Social;Geração de Emprego e Renda;Administração Moral e Legal;Programas de Saúde; Programas de Educação;Projetos de Apoio ao Micro e Pequeno Empresário; Administração Empreendedora; Gestão Participativa, Defesa e Preservação do Meio Ambiente.

Entrega do Prêmio será em Piranhas

Excepcionalmente este ano a solenidade de entrega do Prêmio José Aprígio será na cidade de Piranhas, que é agraciada pela segunda vez, homenageando a prefeita Mellina Freitas que realizou uma marcante administração em sua gestão à frente da Prefeitura Municipal.

A solenidade será realizada no Centro Cultural Miguel Arcanjo Medeiros, às 20 horas do próximo dia 14 Dezembro e deverá contar com a presença dos agraciados, delegações dos municípios, autoridades e convidados especiais.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Para refletir: “Lula se empenhava pessoalmente na coleta de dinheiro para essa engrenagem clandestina”, ( Marcos Valério o gerente financeiro do Mensalão).

Eu vi de perto a miséria da seca

PIRANHAS ((AL) - A coluna esta semana está sendo enviada da cidade de Piranhas onde me encontro desde segunda feira acompanhando mais uma etapa de capacitação de servidores públicos estaduais promovida pela Segesp/Escola de Governo, através do Instituto Cidadão. Na próxima semana será Mata Grande e ai vamos ultrapassar a previsão de 1000 treinados para este ano de 2012.

Na viagem pude ver de perto os estragos causados pela seca que se alastra desde o Agreste e invade com fúria o sofrido Sertão mostrando a cada quilometro percorrido um cenário de absoluta destruição. O chão rachado onde antes eram açudes e barreiros, animais mortos e largados nas terras ressacadas pela estiagem, casebres abandonados por famílias que fugiram em busca de sobreviver. Nas cidades próximas muitos pedintes a espera que alguém lhes dê alguns centavos ou um pão para matar a fome. Um quadro de cortar coração. Fiz algumas fotos que estarei postando em minha página na internet e nas redes sociais.

Salta aos nossos olhos a situação de abandono pela qual passam milhares de alagoanos diante deste prolongado período sem chuvas. Conversei com gente, sofrida, ouvi reclamos dos políticos que só aparecem em ano de eleição e sempre com promessas de soluções para a falta de água na região. Me comovi com a resignação de uma “velha” e sofrida senhora ( com apenas 43 anos de idade) ao afirmar: “ Maior é Deus e ele um dia vai trazer a chuva que a gente merece”.

Fico a imaginar: quantos problemas não seriam resolvidos e qual seria a situação se não existissem os assassinos “ralos da corrupção”? Se o governo federal parasse de dar esmolas e investisse com seriedade em um projeto eficiente para por fim a miséria nordestina.? Os políticos largassem, mesmo que por um momento, a ganância e os interesses pessoais e se unissem impondo políticas públicas para a solução definitiva e o fim da “indústria da seca” que tanto os beneficia na história vergonhosa de eleições?

A natureza tem sido implacável com a vida do nosso Sertão, mas alguns estão cometendo um crime hediondo ao dar as costas para esse verdadeiro genocídio .

A cidade “presépio”

A expressão não é nova com relação a Piranhas e a comparação é merecida. Uma pequena comunidade incrustrada próxima aos cânions do rio São Francisco com belezas naturais exuberantes e um aspecto de perfeita organização urbana. Nos últimos quatro anos a cidade ganhou contornos novos com investimento em cultura, turismo e hospitalidade. Sua jovem prefeita Mellina Freitas, com competência e responsabilidade pública deu dimensão na divulgação das potencialidades, instalou vários e importantes equipamentos de cultura e lazer e triplicou a visibilidade do município rompendo barreiras do turismo nacional. Uma pena a população não tenha compreendido e cometeu o equívoco de não renovar o seu mandato. Amanhã com certeza não poderá voltar ao passado e só Deus sabe o que acontecerá no futuro.

Há o que comemorar

Claro que estamos muito longe do ideal. A violência urbana ainda nos assusta e continuamos reféns da bandidagem, porém não é sem razão que o governo comemora a redução no número de homicídios por cinco meses consecutivos graças ao Plano de Segurança implantado no Estado com o apoio do Ministério da Justiça. O governador Teotônio Vilela disse à imprensa com satisfação: . “Aos poucos, estamos mudando uma triste cultura que se fazia presente em nossa realidade. A sociedade reage, com alegria, a cultura da paz que estamos disseminando em nosso estado. É um trabalho que requer tempo, paciência e investimentos. Os números são significativos e o horizonte é de bastante esperança”. Muito ainda tem que ser feito, mas parece que estamos no caminho certo.

A Rose de Lula

As noticias vão surgindo e mostram cada vez mais detalhes que a proximidade de Rosemary Noronha ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva era tamanha que a ex-chefe do escritório regional da Presidência em São Paulo, em apenas quatro anos, fez 23 viagens internacionais no AeroLula, visitando 32 países.

Matéria na Folha de São Paulo mostrou os percursos percorridos por Rose no período de 2007 a 2010, quando ela ostentava um passaporte diplomático, que previa tratamento especial em viagens internacionais, permitindo acesso a fila de entrada separada nos aeroportos e tornando dispensável o visto nos países que o exigem.

Rose, como é conhecida, foi indiciada na semana passada na Operação Porto Seguro da Polícia Federal. Ela é acusada de fazer parte de uma organização infiltrada no governo para obtenção de pareceres técnicos fraudulentos. No sábado, Rose foi exonerada do cargo de confiança que ocupava.

Lula: cada dia mais enrascado

Quando a Polícia Federal chegou até a residência de Rosemary, para cumprir um mandado de busca e apreensão, ela, segundo relato dos agentes federais, divulgado pela imprensa, ligou para o ministro da Justiça, que não atendeu. A seguir, ligou para José Dirceu, pedindo ajuda. Afinal o que significa essa relação promíscua?

Trata-se, como já foi divulgado pela própria Polícia Federal, de um sofisticado esquema para beneficiar empresas que faziam negócios com o governo federal, envolvendo, dentre outros, os crimes de corrupção ativa e tráfico de influência.

É importante relembrar, neste ponto, um resumo do que teria sido dito pelo empresário Marcos Valério, conforme foi divulgado pela Revista Veja, em setembro:

“O caixa real do mensalão era o triplo do que foi descoberto pela Polícia Federal, com dinheiro oriundo também de outras empresas para conseguirem obter facilidades junto ao governo”;

“Muitos empresários se reuniam com o presidente Lula, combinavam a contribuição e, em seguida, despejavam dinheiro no cofre secreto petista.

Desmascarando o chefe

Por outro lado, já estão vazando para a imprensa informações sobre a existência de gravações que foram realizadas, com autorização judicial, de várias conversas telefônicas de . Rosemary Noronha com o próprio ex-presidente Lula, o que poderia vir a revelar falas dele comprometedoras no aspecto criminal.

Portanto, além do julgamento do Mensalão, ainda teremos, pelos próximos dias e meses, muitas novidades sendo divulgadas sobre mais esse escândalo, e que podem apresentar diversas conexões com vários outros.

E eles ainda falam da existência da “imprensa mentirosa” e buscam apavorados o absurdo e antidemocrático controle institucional da comunicação. São realmente uns grandes pulhas chefiados por um farsante que começa a ser desmascarado.

domingo, 25 de novembro de 2012

O compromisso de Rui

O prefeito Rui Palmeira que toma posse em janeiro próximo tem um sagrado compromisso com a população de Maceió e em especial com os 230.129 eleitores que nele votaram acreditando em suas propostas por uma “nova cidade”, com novos métodos de administrar, novas posturas de zelo com a coisa pública, honestidade nas ações institucionais e trabalho... Muito trabalho. Poucos dias após sua eleição ouvia de Rui em sua primeira entrevista coletiva: “ O povo de Maceió entendeu a mensagem passada por nós durante todo o período eleitoral.Eu não vou decepcionar como prefeito, da mesma forma que não decepcionei como deputado”. Disse isto com toda sua naturalidade olhando nos olhos de cada jornalista presente e pelas câmeras olhando para cada maceioense.

Rui Palmeira chega a Prefeitura de Maceió com a marca do “novo”, com a característica das mudanças necessárias para tirar a cidade do charco fétido da corrupção, da administração desastrosa, da embromação. Chega para construir uma nova era de resultados positivos. Foi com essas propostas que se elegeu e certamente pelo seu histórico político vai fazer cumprir.

Ao seu estilo discreto faz uma transição sem estardalhaço e sua equipe procura conhecer o tamanho da “fera” com a consciência de que apenas quando chegar à cadeira de prefeito saberá realmente onde estão as barbaridades praticadas na atual administração, o tamanho do rombo e as providências a tomar.

Os primeiros momentos não serão fáceis e todos sabem disso, mas a espera tem prazo de validade e ele tem que ao chegar mostrar imediatamente que a partir do seu “marco zero” a coisa passa a ser outra bem diferente.

Nenhum membro de sua equipe foi anunciado. É segredo “guardado e sete chaves” no que está correto. Até as especulações da imprensa em torno de nomes está escassa.

Sabe-se, porém, que nos bastidores a situação é de efervescência e a formação da equipe tem sido um problema para Rui que vai resolvendo pacientemente diante do implacável assédio de alguns que esquecendo o interesse público pensam apenas em seus interesses que geralmente não são honestos. É bom que essas figuras acostumadas a conviver com a excrescência entendam que não lhes é dado o direito de exigir nada e que estão se deparando com um político diferente. Há um deles inclusive a se insinuar “dono” de metade das indicações e este não passa de um mequetrefe.

Rui Palmeira teve sua eleição consagrada porque representou mudanças de paradigmas que ele próprio construiu com sua credibilidade política. Muitos o ajudaram, é verdade, mas ele se elegeria sem a ajuda de qualquer um, Não deve sua cabeça a ninguém e assim deve agir na formação de sua equipe, pois isto não acontecendo seu governo vai começar parecendo com os outros e isto seria muito ruim.

O compromisso de Rui tem e deve ser apenas com o povo de Maceió. Que coloca em suas mãos a esperança de um amanhã prometido e que certamente será honrado.

A dosimetria petista

A notícia veiculada sobre a dosimetria a maior de Toffoli, em caso análogo julgado em 2010 pelo STF, demonstra que as frases de efeito e citações despropositadas ("julgamento à Torquemada" é dose!), típicas de defensores petistas, só têm um fim, o de mascaramento, e nos fazem lamentar que membros da maior Corte do país (e advirão outros), muitas vezes desqualificados, ficarão anos a fio a serviço de uma idéia partidária espúria de manutenção de poder a qualquer custo, pois em sua visão estará que desviar erário não atenta contra os princípios democráticos. Seria tragicômico se não fosse uma idéia com fim criminoso e depredatório de altos valores. No afã de livrar da cadeia os petistas condenados, o ministro do STF Dias Toffoli jogou no lixo a última desculpa pragmática do PT, de que os fins poderiam justificar os meios. Disse ele com todas as letras: eles eram só ladrões dos cofres públicos, só queriam o vil metal. Aqui eu pergunto: há diferença com assaltantes de banco?

Presídios mediáveis e em falta

As autoridades afirmam que nossos presídios são medievais e inexistem vagas suficientes para acolher o grande número de presos. Conclui-se, portanto, ser necessário estabelecer prioridade para ocupação dessas vagas, que sugiro ser a seguinte: prioridade zero (criminosos profissionais e psicopatas, insuscetíveis de regeneração), prioridade dois (criminosos do colarinho branco, até que devolvam o dinheiro desviado) e prioridade três (autores de crimes hediondos). Concomitantemente, seriam reservados presídios exclusivos para esses criminosos, separando-os dos chamados "ladrões de galinhas", para que não possam exercer sua liderança negativa. O governo federal bem que poderia solucionar a falta de presídios ao criar uma penitenciária para cada estado, num total de 27. Eliminaria boa parte desses 38/39 ministérios, cujos gastos de manutenção seriam mais que suficientes para a manutenção das 27 casas correcionais, de segurança máxima, as quais, certamente, seriam mais úteis e de mais valia para o país

Maceió mais bonita?

Citar a cidade de Maceió como uma das mais bonitas do país é no mínimo falta de conhecimento. Quem inventou essa idéia maluca certamente viu apenas nossas praias e lagoas e ficou de costas para a cidade. Temos aqui apenas o que natureza generosamente nos deu. O que dependeu dos “homens” foi destruído ou nunca foi cuidado. Nossos políticos em sua maioria conseguem ser os piores entre os piores. O lixo é sinônimo de paisagem permanente nas ruas e também nas praias. Praticamente todas as praças e monumentos em completo abandono. Não bastasse somos uma cidade desinteressante, sem atrativos culturais ou históricos. Com serviços turísticos precários e amadores. Alguns haverão de me “condenar” por esta minha posição e a estes faço uma pergunta: fora nossas belezas naturais o que há de bonito na cidade de Maceió? Ah! ia me esquecendo : nossa gente é linda e maravilhosa.

Vereadores ausentes

Durante os últimos quatro anos ouvi da vereadora Heloisa Helena a reclamação da falta de compromisso de seus colegas com a freqüência no plenário da Câmara. O fato poderia ser constatado pelo vazio nos dias de sessões. Ganham mais o que deveriam, trabalham pouco e não estão nem ai para os interesses da população. Mas o que parece o vereador Galba Novaes, que se despede do mandato e de sua presidência só agora descobriu isto dentro de hipocrisia que caracteriza as questões naquela casa legislativa. Será que eles não mudam nunca?

Alguém que honrou a Justiça

Em sua última sessão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Ayres Britto disse ao se despedir, que se considerava um homem feliz e que o tempo na Corte passou muito rápido.

“Eu sou um homem feliz, muito feliz. Estou chegando ao fim do meu mandato, com saúde, com ânimo, com entusiasmo. Os gregos diziam: ‘entusiasmo é deus dentro da gente’. (...) Não temos nem direito ao mau humor, tamanha a honra de servir ao nosso país nessa Casa”, afirmou Ayres Britto, emocionado.

Britto foi homenageado por colegas. O decano do Supremo, ministro Celso de Mello, elogiou as "inegáveis qualificações profissionais e intelectuais" de Britto e criticou a aposentadoria compulsória por conta da idade, a que chamou de "regra implacável". Mello disse ainda que Britto fez "julgamentos luminosos.

O crime compensa

A Justiça da ilha britânica de Jersey condenou Paulo Maluf por crime e a devolver R$ 22 milhões aos cofres da prefeitura de São Paulo. Maluf já fora condenado pela Justiça dos EUA e será preso se pisar no país, além de ostentar a condição de "procurado" pela Interpol. Mesmo assim, e apesar de tudo, Maluf segue impune no Brasil, é deputado federal e fez aliança com o prefeito recém-eleito pelo PT, em São Paulo. O Brasil é mesmo um país surreal, onde a corrupção e o crime compensam para ricos e poderosos.

sábado, 3 de novembro de 2012

Para refletir. Enquanto todo o país lembrou e comemorou os 120 anos de Graciliano Ramos sua terra praticamente o esqueceu. Onde está nossa cultura? Onde está nossa memória?

A imagem marginal de Lula

(ORLANDO/FLÓRIDA) - Conversando com um colega jornalista que morou oito anos no Brasil como correspondente da rede NBC e hoje aposentado, reside aqui em Orlando onde tem um restaurante, ele me dizia que “a imagem que a imprensa americana tem do governo petista de Lula é de altamente corrupto”.

Criticou a dificuldade dos petistas em conviver com a Democracia que tanto cobraram e a desconstrução do governo pela ação dos envolvidos com o mensalão. Foi claro em sua afirmação: “Eu estava de saída do Brasil, uma terra maravilhosa, para Espanha quando explodiu o mensalão. Só que todos nós da imprensa nacional e estrangeira sabíamos de sua existência e também  que o então ministro José Dirceu era o chefe sob as ordens do presidente da República”.

Para ele o episódio da expulsão do jornalista Larry Rohter , correspondente do New York Times, por criticar o hábito de Lula de beber demasiadamente foi entendido pela imprensa internacional como um cerceamento, censura e represália contra o profissional. “ Se um governo prega um estado  democrático de direito ele deve suportar tanto elogios como críticas aos seus atos”.

O jornalista expulso escreveu um livro já traduzido para grande número de países com o titulo “Deu no New York Times – O Brasil segundo a ótica de um repórter do jornal mais influente do Mundo”.  Oportunamente falarei sobre o livro.

A imprensa brasileira repercutiu  o que pensa a diplomacia americana sobre o governo do Partido dos Trabalhadores e seu grande líder Lula. Essa também é a opinião da imprensa e do povo americano com acesso à mídia independente e democrática. A farsa montada pela máquina estatal da corrupção que mostra o ex-presidente como figura “admirada e respeitada” fora do Brasil não tem sustentação alguma diante da realidade dos fatos constatados quando ouvimos e lemos opiniões de jornalistas de vários países.

A diplomacia americana considerou que a corrupção durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva era "generalizada e persistente" e atingia todos os Três Poderes. A avaliação foi revelada em uma carta enviada pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, ao procurador-geral americano, Eric Holder.

Essa não foi a primeira revelação sobre os comentários da diplomacia americana sobre a corrupção no Brasil. Documentos de 2004 e 2005 revelaram a mesma preocupação e mesmo o risco de os escândalos do mensalão acabarem imobilizando o governo.

Outra constatação da diplomacia americana foi sobre os problemas enfrentados pela Justiça no Brasil. "Apesar de muitos juristas serem de alto nível, o sistema judiciário brasileiro é frequentemente descrito como sendo disfuncional, permeado por jurisdições que se acumulam, falta de treinamento, burocracia e atrasos", escreveu o embaixador.

O diplomata aponta que a cooperação na área de Justiça com o Brasil é considerada no governo Obama como uma das prioridades para permitir que os Estados Unidos "atinjam seus objetivos na América do Sul". Para isso, sugere programas para o treinamento de juízes e policiais para lidar com o crime organizado.

Crise pode implodir o PSOL

Em processo de crise que poderá até provocar sua implosão o PSOL alagoano  abre suas entranhas e mostra que a prática política de suas lideranças se chocam  contra os princípios éticos daqueles que idealizaram e criaram um partido para ser diferente dois demais. O episódio do afastamento do vereador eleito Guilherme Soares e do presidente do diretório municipal Alexandre Fleming evidencia a falta de coerência e a irresponsabilidade dos dirigentes estaduais do partido. O senhor Mário Agra que nunca teve voo próprio e sempre viveu politicamente à sombra da vereadora Heloisa Helena agiu levianamente e por conta e risco de suas frustrações eleitorais o que poderá levar o PSOL a sucumbir de vez no estado diante da revolta de muitos de seus filiados pela atitude arbitrária.

O vereador eleito e afastado tem contra ele acusações de compra de votos mas onde estão as provas? O presidente municipal Alexandre Fleming fez o diferente na disputa para a prefeitura de Maceió, fez crescer o partido. Mostrou-se com propostas e presença elogiável nos programas de rádio e televisão e fez com que o PSOL fosse enxergado e comentado. Foi esse o seu pecado?

Não se pode culpar ninguém muito menos penalizar companheiros por conta de seu  próprio e previsível fracasso eleitoral.

Em tempo: A vereadora Heloisa Helena, o grande e único nome de peso dentro do partido, não foi em nenhum momento ouvida ou consultada sobre as tresloucadas ações do diretório regional. Está fora dessa podridão.

Os marginais ficam no PT

O presidente do PT, o deputado estadual por São Paulo Rui Falcão, disse que os membros do partido condenados pelo mensalão não serão expulsos da legenda, apesar de o estatuto prever essa punição em caso de “condenação por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado”. “Não houve nenhum desvio administrativo”, disse ele no lançamento de exposição para comemorar as 5 mil edições do informativo da liderança do PT na Câmara, na tarde desta terça-feira (30). “O Estatuto não se aplica a eles”, afirmou Rui Falcão durante o evento, que teve a presença dos ministros Aloizio Mercadante (Educação) e Míriam Belchior (Planejamento).

Entre os petistas condenados pelo Supremo Tribunal Federal pelo esquema de compra de votos de parlamentares com dinheiro público e privado operado pelo publicitário Marcos Valério, estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-deputado José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares. Foram absolvidos os ex-deputados Professor Luizinho e Paulo Rocha.

Genoino pode voltar à Câmara por ser suplente de Carlinhos Almeida (PT-SP), que foi eleito prefeito de São José dos Campos (SP). Rui Falcão e o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (PT-SP), defenderam a volta de Genoino ao Congresso. “Se ele quiser, é um direito dele. Imagino que ele queira”, afirmou o presidente da legenda.

Pela Constituição, nenhum parlamentar com sentença criminal pode exercer mandato político. Entretanto, é preciso esperar o fim do processo do STF até seu “trânsito em julgado”, aquele momento em que não cabem mais recursos. Além disso, depois desse prazo, a Câmara determina ainda um processo interno sobre o caso, o que pode dar uma sobrevida ao político. Rui Falcão lembrou que, tecnicamente, o julgamento sobre Genoino não terminou e, assim, ele poderia assumir o mandato até que todos esses procedimentos sejam concluídos.

Os marginais petistas independente de condenação ficarão no Partido dos Trabalhadores. Nada mais correto, pois estão no lugar adequado.

Zezeco do bem

Sebastião Nery noticiou e eu reproduzi nota equivocada sobre a eleição do jovem Zezeco para prefeito da Barra de São Miguel, que me reclamou e  lhe prometi o reparo. Faço hoje na coluna reproduzindo exatamente o reparo do amigo Nery:

“Zezeco, o fenômeno político de Alagoas, que, com uma ONG e ações sociais beneméritas na cidade, se elegeu prefeito de Barra de São Miguel com 72,01% dos votos e noticiei aqui, manda-me simpático e-mail:

– Não é neto do ex-juiz Nicolau, o “Lalau”, de São Paulo. É apenas uma coincidência. O ex-juiz é Nicolau dos Santos Neto, tem 84 anos. Zezeco é José Medeiros Nicolau, vai fazer 24 . E Lalau era do mal, Zezeco é do bem”.

sábado, 27 de outubro de 2012


Para refletir. “Nunca presenciei caso em que o crime de quadrilha se apresentasse, em meu juízo, tão nitidamente caracterizado”( Ministro Celso de Mello no julgamento da cúpula petista).

Aqui se faz...mas aqui se paga

ORLANDO (Flórida) Aqui também se pratica corrupção em larga escala entre os políticos, empresas privadas e administradores públicos igualmente no Brasil, mas com uma diferença: nestas bandas a cadeia é o lugar reservado para essa corja de ladrões do erário.

Condenado a catorze anos de prisão por transformar sua gestão num paiol de corrupção, o ex-governador de Illinois Rod Blagojevich (foto) virou o prisioneiro número 40.892.424 na prisão de sua preferência. Ele pediu para cumprir a pena no Complexo Penitenciário de Englewood, que fica perto de Denver, no Estado do Colorado.

Nos Estados Unidos, o preso tem direito a pedir para cumprir a pena em determinada penitenciária. O juiz pode aceitar o pedido, mas a palavra final é do Federal Bureau of Prisons, órgão que administra o sistema penitenciário federal. Em sua decisão, o FBP leva em conta se o grau de periculosidade do condenado combina com o nível de segurança da prisão.

Blagojevich escolheu Englewood porque é uma prisão razoável. É lá que Jeffrey Skilling, o ex-presidente da Enron, ex-gigante do setor de energia, está cumprindo sua pena de 24 anos. Skilling foi condenado por sua participação no enorme escândalo contábil que acabou levando a Enron à falência.

Nos Estados Unidos, 1.000 americanos em média são condenados por corrupção a cada ano nas cortes federais. No Brasil, contam-se nos dedos. Um levantamento feito por seis estudiosos da Universidade de Illinois mostra que Chicago é a cidade com mais corruptos – ou que mais prende corruptos.

Nas prisões americanas estão “abrigados” ex-senadores, governadores, magistrados, administradores públicos de altas patentes e grandes e poderosos empresários que cumprem integralmente suas penas, perdem os bens no caso de corrupção e alguns ainda pagam para ser mantidos atrás das grades. Diferente do Brasil onde roubar, corromper e ser corrompido virou itens obrigatórios para a maioria dos políticos. Diante da indecente e cruel impunidade roubam descaradamente em todas as escalas da Administração Pública sejam ministros, governadores, senadores, deputados, prefeitos, pequenos e grandes agentes da Administração. A farra deslavada com o dinheiro público brasileiro deixa milhares de miseráveis famintos, fecham hospitais, atingem escolas públicas e obras de assistência social. Todos os assaltantes de terno e gravata apostam na impunidade que os deixam livres e ricos.

Dosimetria: o palavrão do Mensalão

Até a entrega desta coluna ainda não haviam sido definidas as penas dos réus condenados pelo STF integrantes no núcleo político do Mensalão. Lendo o grande Carlos Chagas não me surpreendi com mais um texto impecável que bem descreve o quadro que vive o Brasil diante do que nos dirão os ministros que julgam os bandidos e assaltantes petistas. “Sempre que um palavrão entra num debate qualquer, a temperatura sobe e fica mais difícil chegar a uma solução harmônica. O palavrão desta semana é DOSIMETRIA. Algo que teria mais a ver com a repartição de pós e de líquidos que nos tempos de antanho caracterizavam o que se chamava de aviar uma receita.

Pretende-se da mais alta corte nacional de justiça que exercite a própria, ou seja, a Justiça. Depois de meses de julgamento, seus ministros chegaram à conclusão da culpa de uma quadrilha de bandidos que desonrou o poder público e as atividades privadas. Mesmo discutindo-se a absolvição de alguns, devemos aceitar a decisão de nosso maiores juízes, pela condenação dos outros.

Pois é. Na hora de fixarem as penas para os bandidos, amplia-se a confusão. O ministro-relator pede punição para o primeiro dos réus, Marcos Valério. O ministro-revisor concorda mas luta para reduzir o tempo de reclusão de seus clientes. Parece briga entre dona Mariquinhas e dona Maricota. Só que a querela entre as duas solteironas contagiou o plenário. Nem terça-feira nem ontem o processo andou. Imagine-se quanto tempo levará até que todos tenham recebido suas sentenças. Vem aí o recesso do Supremo, o Natal, o Ano Novo, depois o Carnaval, a Semana Santa, as festas de São João…

Tudo por conta de uma palavra até pouco desconhecida: DOSIMETRIA. A distância entre o Brasil Real e o Brasil Formal amplia-se a cada dia. Logo os plebeus irão para o alto de um monte qualquer e não haverá patrício que dê jeito, mesmo vestido de torneiro-mecânico…

As peripécias de Galba Novaes

O deputado Dudu Holanda abriu o verbo contra o vereador presidente da Câmara e candidato derrotado à Prefeitura de Maceió, Galba Novaes. Afirmou que ele não tem nada de puritano e o acusou de cometer irregularidades nas contas da Casa de Mário Guimarães. . “A palavra desse rapaz (Galba Novaes) não vale nada em nenhuma parte de nosso estado. Chega dessa enrolação. Sou deputado de toda Alagoas, mas é preciso que Maceió fique atenta com essa postura”,

O deputado disse que quando foi presidente do Legislativo municipal lançou o projeto Câmara Itinerante, que levava o parlamento a diversos bairros da capital fiz um projeto semelhante ao desse rapaz e custeava tudo com R$ 5 mil. Apenas isso. Apesar do projeto ser muito parecido, a atual presidência da Câmara faz isso com mais de R$ 60 mil. Algo há de errado. Vamos investigar tudo isso.

O conceito do atual presidente da Câmara de Maceió anda mesmo em queda por conta de suas “lorotas”. Tenta se passar por bom moço, mas comete pecados mortais para um bom político, coisa que ele nunca foi.

Governo Rui tem que ser o novo

O prefeito eleito de Maceió tem que ter o maior cuidado na formação do seu secretariado, pois ao anuncia-lo vai mostrar a cara do governo que Maceió escolheu para os próximos quatro anos. Não significa que tem que ser “jovem” , mas precisa ser novo no sentido de não repetir nomes vindos já de outras administrações ou mesmo do governo do Estado. Colocar em alguma secretaria alguém que já foi secretário municipal e não teve bom desempenho é mostrar que quer repetir o filme ruim. Buscar nomes que estão ou já passaram pelo governo estadual vai parecer que a administração de Maceió é um apêndice do governo estadual e isto é péssimo. Claro que existem as exceções mas têm que ser mínimas. Precisa pensar em técnicos bons, profissionais competentes sejam jovens ou não tão jovens. Buscar lá fora? Claro que deve se achar que assim é melhor. O que não pode é começar o governo com a cara de quem já vai terminar. Nesta pauta Rui Palmeira não tem o direito de iniciar errando. Espero que ele não erre.

Tem gato na Tuba

Tive informações de fontes muito acreditadas que não há o menor interesse do prefeito Cicero Almeida em “escancarar”  as entranhas de sua administração para o futuro prefeito Rui Palmeira e sua equipe de transição. Pelo contrário: a ordem é que os relatórios se detenham apenas em informações superficiais e nada de “ se aprofundar” até porque seria mostrar à futura Administração os erros e desvios que não são poucos de uma gestão marcada por denúncias de improbidade, fraudes em licitações e outros crimes de responsabilidade nos quais estão incursos o prefeito, auxiliares diretos e fornecedores.

A equipe de transição designada pelo prefeito não merece confiança até por sua origem e não vai colaborar muito. Vários auxiliares de Cicero Almeida , integrantes do seu secretariado, chegaram a se insinuar para integrar o grupo de transição na vã tentativa de agradar o futuro e quem sabe  conquistar um lugar ao sol mas não foram levados em conta.

Resta a equipe de Rui Palmeira ter muito cuidado, colher o necessário e ao assumir auditar, apurar e denunciar para não herdar também a culpa dos erros do passado. 

Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...