segunda-feira, 17 de outubro de 2011



EM PALMEIRA
QUEREM ROUBAR O AEROCLUBE DOS PALMEIRENSES




Palmeira dos Índios viveu tempos áureos e esteve no centro das atenções de grandes eventos em Alagoas. Seu carnaval era referência e chegava a ganhar de Maceió em animação a criatividade. Grande número de jovens trocava os festejos da capital pela animação contagiante da folia palmeirense. Também assisti muitos casamentos apressados pelas famílias resultado dos excessos das festas de Momo.
Tínhamos um grande carnaval de rua animado por blocos e troças irreverentes e alegres formados por várias gerações da sociedade local. A cidade virava uma grande família e cada casa era aberta para receber os amigos e até desconhecidos que se juntavam para um congraçamento de irmãos com o único propósito de se divertir e curtir aqueles poucos dias de animação.
Nas quatro noites de carnaval o templo sagrado da folia estava preparado para receber os foliões de todas as idades. Falo do nosso Aeroclube, que gloriosamente acolheu a sociedade palmeirense em seus salões, em inesquecíveis bailes.
Mas não foi apenas no carnaval que o Aeroclube viveu seus dias de “majestade”. Grandes bailes levavam para seus salões os palmeirenses e grande número de visitantes. O inesquecível “Baile Macabro”, as festas juninas, as grandes Orquestras do país que por lá passavam. Abrigava ainda reuniões do Lions e Rotary Clube e as principais solenidades cívicas e políticas locais.
Os mais velhos, seus fundadores, tinham orgulho de terem construído aquele patrimônio sócio-cultural para as futuras gerações. Juca Sampaio, Manoel Passos, José Mendes, Nezinho Oliveira, José Leite, Severino Branco, Luiz de Barros, Darci Pitta, apenas para citar alguns dos seus construtores que me vêem à memória, pois muitos outros haverão de ser citados. Sua fundação foi no ano de 1943.
O Aeroclube é patrimônio nosso, das gerações que vieram depois de nossos pais, é de nossos filhos e netos. Esta é a história que conheço e que não pode ser mudada ou escrita diferente.
De repente me chega a notícia de que pessoas que agiram sorrateiramente e de má fé se dizem “donos” do Aeroclube. Compraram de quem? Herdaram de quem? Onde estão as procurações dos antigos sócios proprietários lhes outorgando o direito à propriedade? Tudo uma grande farsa engendrada no descaminho da ilegalidade e da imoralidade para se apossar do patrimônio alheio como se todos fossem idiotas ao ponto de aceitar tamanha afronta.
Que se unam os palmeirenses pelos caminhos legais para impedir a usurpação de um legado de nossos pais, construído com amor e sacrifício.
Não se enganem os mal intencionados. O Aeroclube pertence aos palmeirenses.

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