Para
refletir: “A agenda positiva do Congresso não tem sido suficiente para
atender às reivindicações do povo. É preciso a construção de uma proposta
"diferente" de modo a incorporar as "idéias e sonhos" dos
brasileiros. ( Senador Cristovam Buarque).
Os gritos
das ruas já não os incomodam
O senador
Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) foi duro na Tribuna do Senado se referindo a matérias na imprensa, mostrando
que senadores usam a verba indenizatória oficial para abastecer jatinhos e
pagar hotéis de luxo. “Isto mostra um
descompasso da instituição com a sociedade”. Para Ranfolfe, as informações
revelam que a aprovação de projetos em consonância com os pedidos das ruas, nos
últimos dois meses, foi pontual: - Parece que as ruas estão falando um monte de
coisas, mas que o Senado não está ouvindo. É um perigo para a democracia quando
as instituições se autodesmoralizam.
Pretensamente se tenta fazer uma reforma, mas o que
tem que mudar são os comportamentos e a estrutura do funcionamento do Senado.
Não adianta tentar responsabilizar os salários dos servidores, como se fosse a
grande mazela, se não se corta no principal, que são os privilégios dos
parlamentares. O maior problema é comportamental.
O senador disse ainda que o chamado grupo
independente do Senado - formado por ele e pelos senadores Pedro Taques, Jarbas
Vasconcelos e Ana Amélia Lemos – vai se reunir
para debater esta pauta negativa do Senado e a falta de sintonia com “o
grito das ruas”. Denunciou também a ameaça que ele teria sofrido de um
parlamentar líder de partido quando defendia a aprovação imediata do projeto
que prevê a exigência de ficha limpa para a contratação de assessores para o
Congresso. – O projeto foi aprovado nesta terça feira pelo Senado. Não me
curvarei, não vou ser intimidado, não vou ser coagido e ameaçado. Os únicos
inimigos que cultivei na minha vida são ligados ao crime organizado. Não
concordo com a utilização de senador como instrumento de revanche, com ameaça e
constrangimento para vendeta privada.
O
senador que recebeu solidariedade de vários colegas traduziu em seu discurso a
inquietação de alguns congressistas com om jogo de cena praticado no Senado
Federal onde os comportamentos nos bastidores não correspondem ao que é dito no
plenário e muito menos do que a sociedade cobrou e espera soluções.
Na
verdade “o grito das ruas” que parece acomodou-se e precisa reaparecer, causou
um temor temporário a deputados e senadores que não são lá de boa convivência
com o moral e o legal, mas por falta da continuidade dessa reação da sociedade nada acontece de novo nas
entranhas putrefatas do Congresso Nacional. Continuam podres como antes e
afrontando a sociedade.
A
Assembleia pode mudar?
Esta semana um fato me chamou a atenção em especial. A “nota técnica”
emitida da lavra do procurador geral da Assembleia Legislativa, Fábio Ferrário,
com aprovação da Mesa Diretora. No meio de um turbilhão de denúncias atingindo
de frente os integrantes da Casa aparece algo coerente e se colocado em prática
muda radicalmente a cara e corpo do carcomido daquele poder. É bom aguardar para ver a reação dos
demais deputados pois nem todos gostariam de ver nada mudando por ali porque
vai atingir-lhes diretamente os bolsos e as costumeiras práticas nocivas de
acharem que tudo podem. A nota estabelece mecanismos de controle interno,
moralização e vai além: recomenda uma postura renovada da Assembleia no trato
com a coisa pública. a valorização do servidor que de fato trabalha e o
investimento na capacitação e aperfeiçoamento desses funcionários. A Assembleia
tem uma biblioteca “invisível” para a qual são locados recursos todos os anos e
não se acha um livro para ler ou pesquisar e também uma “Escola Legislativa”
que tem até “diretor” e nunca ensinou
nem um “bê-á-bá”, sequer para seus servidores ou parlamentares, que teriam
muito que aprender. Se as mudanças acontecerem vão causar surpresa, com
certeza.
Milho no galinheiro
A Comissão
Mista de Orçamento do Senado aprovou esta semana matéria que abre crédito
extraordinário de R$ 1,5 bilhão para auxílio financeiro aos municípios.
Os recursos
deverão chegar a todos os municípios com distribuição proporcional, de acordo
com as regras do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).Na opinião do deputado Claudio Cajado
(DEM-BA), a inclusão de verbas para os municípios é uma “excepcionalidade”, que
não deve voltar a ocorrer.
- Fizemos
para atender aos prefeitos do Brasil afora, que fizeram pedidos com pires na
mão na marcha. O governo precisa ter capacidade de gestão para agir - declarou.
Resta agora
saber o que tantos prefeitos irresponsáveis e desonestos farão com o dinheiro
que chegará as prefeituras? Como é boa uma farra com o dinheiro da gente.
Uma Câmara de “negócios”
Não é nada bom o ambiente no plenário da Câmara de Vereadores de Maceió.
Aliás, nunca foi, pois as tratativas ali e em seus gabinetes não são as mais
recomendáveis para “menores de idade”. A hipocrisia leva alguns edis declarar
cinicamente que “ aqui é uma casa de
plurais”. Eles brigam entre si apenas em busca de espaços políticos e mais
dinheiro para suas “necessidades” sem ligar a mínima para os interesses da
comunidade. Praticam politicagem de quinta categoria e mostram-se
constrangidos, pois toparam com um prefeito que não se dobra à costumeira
chantagem e barganha de intenções canalhas. Sobre a luta intestina na qual
cabem traições, ameaças e acordos espúrios na Câmara de Maceió fala o vereador
pastor João Luiz “não é a primeira vez
que há uma luta em surdina para se barrar um projeto de lei. Longe dos
holofotes, da honesta discussão em plenário, mas simplesmente medindo forças
nos bastidores”. Dessa podridão os que sobram não dão os dedos de uma mão.
A burrice do PT
No quesito desonestidade está provado
que os petistas são competentes, como o são também na arte de “negociar” cargos
e espaços no poder que lutam pra não
largar tão cedo. Mas como são incompetentes no trato com a política e as
composições eleitorais partido sai sempre a reboque de outras siglas e quando
inventa diferente é um desastre. Refém de caciques de outros partidos aliados os petistas alagoanos
têm sempre se dobrado aos encantos da expectativa de poder ou por alguns
trocados. Um dos poucos valores éticos que possui, aliás, o seu melhor valor, é
descartado pela maioria burra talvez por não aceitar sua excessiva postura moral. O nome do deputado Judson Cabral, a
representatividade mais valiosa do petismo alagoano, sempre é desdenhado por
aqueles que preferem a via da marginalidade e da improbidade, coisas que ele
abomina.
Criatura e criador em
choque
O ex-prefeito Cicero Almeida, alvo de
uma enxurrada de denúncias de improbidades em suas duas desastrosas gestões não
teve dúvidas em culpar secretários e auxiliares pelos erros e desvios de
conduta administrativa apontados pelo Ministério Público, na busca ensandecida de fugir de algumas
condenações que se encaminham em sua direção. Está agora a receber o troco que justamente parte de uma de suas
“criações” o engenheiro Mosart Amaral,
que era inclusive o seu preferido candidato a prefeito em sua sucessão. Sobre
novas acusações de supostas irregularidades ele diz:” Quem tem que falar é
o ex-prefeito . Eu não tenho que dizer nada”. Já se comenta
que outros ex-auxiliares de Almeida estariam em grau de insatisfação no limite
o que poderá trazer mais transtornos e novas revelações.Dispolitizando a corrupção
Em
sua estreia no julgamento do mensalão, o ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF) Luís Roberto Barroso afirmou que a corrupção não pode ser politizada,
descolando, desta forma, o esquema ocorrido em 2005 do PT. "Não existe
corrupção do PT, do PSDB ou do PMDB. Existe corrupção. Não há corrupção melhor
ou pior, dos ‘nossos’ ou dos ‘deles’. Não há corrupção do bem. A corrupção é um
mal em si e não deve ser politizada", disse o ministro Barroso em seu
voto, tornando-se o destaque da sessão que retomou o julgamento ao analisar
recursos dos condenados.Ao embasar seu voto, Barroso comparou o mensalão -
inclusive os valores envolvidos - a outros escândalos de desvios de recursos
públicos. E afirmou que a lista de casos recentes de envolvimento de políticos
em esquemas de corrupção é uma consequência do modelo político eleitoral
brasileiro. O ministro será o relator do chamado "mensalão mineiro",
que atinge políticos do PSDB, no STF
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