Um ato de grandeza
![]() |
Desembargador Alcides Gusmão |
O cargo de presidente do Tribunal de Justiça é o
terceiro na linha sucessória de governo logo após o vice-governador e o
presidente da Assembleia Legislativa, porém em se tratando de “poder” nenhum
outro dele se aproxima, pelas próprias características de seu desempenho e
atribuições constitucionais. O sonho maior de todos que fazem carreira na
magistratura é chegar ao seu topo, mas poucos conseguem e muito menos ainda
ocupar a presidência da corte.
Pois bem, aqui em Alagoas acontece algo inusitado:
alguém chegou e não o quis. O
desembargador Alcides Gusmão da Silva, eleito para o exercício da Presidência
do Tribunal de Justiça de Alagoas no biênio 2019/2020, oficializou, no início
da semana sua renúncia ao cargo, “de modo irrevogável”, em documento endereçado
ao presidente Otávio Leão Praxedes.
De acordo com a carta, o desembargador Alcides agiu
“compelido pela incompatibilidade absoluta entre os encargos da Presidência e
as necessidades inadiáveis de prestar auxílio, de toda ordem, a seus pais,
ambos idosos e fragilizados pelas doenças próprias de sua condição”
Alcides ratificou que “pretendeu conciliar umas e
outras funções, no afã de corresponder à confiança que os senhores
desembargadores lhe devotaram, mas ao fim e ao cabo entendeu que a conciliação
não era possível sem sacrificar ou o amor que devota aos pais ou qualidade que
a administração do Tribunal exige”.
O ato do desembargador surpreende, mas quem o
conhece sabe perfeitamente que se trata de um fato normal de desprendimento e
desapego ao poder, mas acima de tudo um gesto exemplar de amor e grandeza.
Otávio Lessa na presidência do TC
Segundo noticias que circularam
durante a semana a eleição para presidente do Tribunal de Contas, que deverá
ocorrer amanhã (sábado) estaria sob ameaça em função de manobra perpetrada por
conselheiros quando constatada a lógica matemática de que perderiam a disputa
para compor a alta direção da corte.
A tendência natural seria que o
conselheiro Otávio Lessa, decano no corpo deliberativo do TC, seja eleito
depois de contabilizado o empate de votos com a atual presidente, Rosa
Albuquerque.
O conselheiro Otávio Lessa já
esteve na presidência da casa quando empreendeu uma gestão de resultados
positivos, deu visibilidade às ações do tribunal, qualificou e prestigiou
servidores e impôs regras de transparência e governança pública.
Na última sessão do pleno esta
semana o conselheiro Anselmo Brito defendeu o direito de alterar a regra do
jogo da eleição na última hora. O conselheiro Otávio Lessa foi enfático no
contraditório: “ Exijo e não abro mão apenas da LEGALIDADE”.
Ao fechar a coluna tudo estava
assim. Ao ser publicada tudo poderá estar assado. Coisas bem próprias do nosso
Tribunal de Contas.
Se nada acontecer de anormal, se
realmente não vingar a manobra para alterar
as regras da eleição o Tribunal de Contas terá como seu novo presidente o
conselheiro Otávio Lessa de Geraldo Santos, por merecimento.
Imprensa cerceada
No final de seu mandato, o mais
rejeitado pela população na história recente da política, o presidente Michel
Temer aumentou a restrição de jornalistas aos gabinetes ministeriais
do Palácio do Planalto.
A ideia é que, nas estruturas de
segurança, sejam instalados sistemas eletrônicos, que permitirão a
passagem pelas portas de vidro apenas de servidores com crachás autorizados.
Assim, os profissionais da imprensa só
poderão acessar os gabinetes ministeriais informando previamente com quem
falarão e acompanhados de um assessor de imprensa.
A instalação das portas de vidro foi
uma decisão do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), comandado pelo
general Sérgio Etchegoyen, e teve oposição do ministro da Casa Civil, Eliseu
Padilha.
Segundo relatos de auxiliares
presidenciais, a mudança era programada desde o início do ano, mas foi
implementada agora para tentar reduzir críticas de entidades em defesa da
liberdade de imprensa.
O órgão negou que a instalação da
estrutura tenha sido um pedido da equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro.
Alagoas
no negativo
O
Estado de Alagoas registrou um salto negativo, entre os anos de 2014 e
2017: subiu de 30,8% para 35,9% o índice de alagoanos que não estudam e
nem trabalham. Segundo o IBGE, são 301 mil jovens entre 15 e 29 anos que não
avançam na educação ou profissão. E o governo do estado mente descaradamente,
dizendo que está tudo bem. O estado também registrou a menor taxa nacional de pessoas com nível
superior completo. Apenas 8,4%, uma grande queda se comparado com 2016, quando
este universo era de 12%. No Brasil, esse índice teve alta de 15,3% para 15,7%.
Brasília lidera, com 33,2%. Uma vergonha para os alagoanos diante tantos que
nos perguntam, por que não aprendemos a votar?
Protegendo poderosos
Estão chegando novas regras que
serão impostas ao brasileiro, com aprovação do Congresso Nacional, pelas quais
o contribuinte é penalizado. Com a influência do setor imobiliário e a anuência
de bancadas podres compradas pelo lobby a matéria estabelece penalidades
severas para a desistência da compra de imóveis na planta.
O texto fixa novas regras para o
chamado “distrato”, que acontece se o cliente desistir do negócio ou em caso de
inadimplência. O projeto de lei ainda terá que passar pelo Senado, onde poderá
ser modificado, antes de seguir para sanção presidencial. A multa é de 50%
sobre todas as parcelas pagas. É a pancada batendo sempre no mais fraco, que
não pode comprar parlamentares.
PETISTAS CONTINUAM ajuizando ações contra a eleição
de Bolsonaro, mesmo após sua diplomação pelo TSE. Não se conformam com a
derrota e apostam em um “terceiro turno”. Além de ladrões, malucos.
PREFEITO JULIO CEZAR de Palmeira dos Índios vai
perder a paz e pode mergulhar em verdadeiro “inferno astral”, gastando muito tempo
tentando se defender. Os órgãos de controle começam a receber denúncias contra
sua administração. Não são poucas.
INDAGAÇÃO DE UM LEITOR: “Se o governador promete
investir no estádio Rei Pelé e o fazer competir com as melhores “arenas” do
país, por que também não em relação ao HGE onde faltam médicos, medicamentos,
insumos e gestão, pondo em alto risco a população mais carente”?
Para refletir:
“O princípio democrático reside não só na observância incondicional da supremacia da ordem jurídica, mas também no respeito às minorias”. (Ministra Rosa Weber – Presidente do TSE).
Coluna pulicada no Jornal Extra - Jornal Tribuna do Sertão - Sites ( Painel Notícias - Tribuna do Sertão - Tribuna do Agreste -
pedrojornalista@uol.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário