sábado, 12 de fevereiro de 2011


Para refletir: Já não há indignação espontânea, que é a boa, a verdadeira indignação. Existe uma doença do espírito: o mal da indiferença dos cidadãos. ( José Saramago)

O corpo e a alma do Judiciário
O novo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Sebastião Costa Filho tem uma missão a cumprir, em seu mandato, que beira realmente o impossível: transformar a imagem do Judiciário alagoano. Juiz probo, com uma história digna registrada nos anais da magistratura, fez uma carreira brilhante e por mérito chegou ao topo na hierarquia estadual. Avesso a badalações e pirotecnias é um servidor público obcecado pelo trabalho. Os princípios da moralidade e da legalidade sempre serviram como guias em suas ações desde que ingressou nas fileiras da Justiça. Chega com uma árdua vontade de acertar, mas terá muita dificuldade a começar pelos seus companheiros de plenário. Muitos vícios nocivos estão arraigados nas entranhas daquele Poder, carcomido por gestões irresponsáveis, levianas e muitas vezes sob acusações graves de corrupção e desvios de finalidade. Ao declarar que quer um Judiciário mais ágil, transparente, com novos juizes e a modernização de suas ações, exprime sua vontade de fazer diferente e suas intenções são reais. Quem o conhece sabe o quanto ele se esforçará para mudar o corpo e a alma do Judiciário alagoano, hoje tão distante da credibilidade e do respeito de outrora. O problema está, entretanto em alguns que preferem os caminhos fáceis dos atos secretos e imorais, das decisões suspeitas e vergonhosas. E estes têm vencido até agora. Resta-nos a esperança de que ele como um vencedor em sua brilhante e respeitável trajetória possa virar uma página negra e contribuir para a construção de um Judiciário com dignidade e com o respeito da sociedade. Chega também com o novo presidente do Tribunal de Justiça um sopro tênue de esperança.


Carioca é a mãe!
Estava esta semana na sala de espera para uma consulta médica e como todo consultório que se preza tem que ter a revista “Caras”. Ao folhear a edição 882 (out/2010) da revista fui surpreendido com uma bonita frase: “Há sempre um copo de água para um homem navegar”. Atribuída ao poeta “carioca” Jorge de Lima. Pode? Quando é Fernando Collor dizem que é alagoano. Agora se tratando do nosso consagrado poeta querem nos tirar sua alagoanidade. Carioca é a mãe!


A morte de um homem
Faleceu na terça feira uma das mais admiráveis figuras que conheci e convivi por um período. Noé Simplício do Nascimento. Embora não tenha nascido em Palmeira dos Índios fazia questão de se dizer palmeirense onde viveu por toda a sua vida, construiu família e fez fortuna ás custas de trabalho e extraordinária capacidade para os negócios. Afável, conhecedor do mundo, tinha uma conversa agradável e gestos de grandeza. Quando fui secretário de saúde do município tive a oportunidade de dar o seu nome a um posto de atendimento construído em terras doadas de sua generosidade. Na caderneta de débitos e créditos Palmeira fica a lhe devendo muito.

Paripueira não
No imbróglio criado por jornalistas irresponsáveis do Correio Braziliense, através de uma reportagem que denunciava superfaturamento em obras da Prefeitura de Marechal Deodoro e uma empresa de construção “fantasma” tentaram envolver também o município de Paripueira. Tudo porque a suposta firma picareta teria uma sede na região geográfica da cidade. O prefeito Abrahão Moura agiu de pronto e protestou: Epa! Aqui não! Administrador probo e responsável não permitiu que a dúvida permanecesse. É assim que se faz: “mata a cobra e mostra o pau”. No bom sentido, claro!


E se aqui fosse assim?
No Rio Grande do Sul, o juiz da Comarca de Três Passos, Marcelo Colombelli Mezzomo recebeu a pena de demissão após julgamento de processo administrativo disciplinar pelo Tribunal de Justiça, por conduta incompatível com as funções de magistrado. O crime: o juiz teria feito “comentários e elogios impróprios a uma jovem casada”. Ele declarou que apenas “elogiou a beleza da moça”. A decisão foi unânime pelo pleno do Tribunal de Justiça e em sessão pública. Já aqui o cara bate, esfola, pratica atos de improbidade e tem como pena uma gorda aposentadoria compulsória. É por estas e outras que o ministro Jorge Hage (CGU) me fez a pergunta se referindo a Alagoas: Por que lá é assim?

Equívoco e injustiça
O vice-governador José Thomaz Nonô, ainda no exercício do cargo foi infeliz quando declarou esta semana que “o governador quase perde a reeleição por causa da comunicação”. Em primeiro lugar não entende do assunto. Depois faz uma injustiça com Nelson Ferreira e Eliane Aquino que foram os salvadores de uma situação. Se houve uma comunicação que não funcionou foi a de campanha, de responsabilidade dos marqueteiros dos candidatos. Graças à sustentação da comunicação oficial a coisa não foi um desastre. Falar é muito fácil. Vai fazer!

Dilma é Dilma?
A presidente Dilma Rousseff adota uma postura que me faz “morder a língua” e eu acho isto muito bom. Quem imaginava seu governo com a cara de Lula começa a pensar diferente, pelo menos por enquanto. Algumas atitudes suas: no primeiro dia de trabalho mandou retirar de seu gabinete a bíblia em sua mesa e um crucifixo afixado na parede. O Brasil é um país laico e religião não pode estar no gabinete do chefe da Nação. Indicou para o STF não um “ministro petista”, mas um magistrado respeitado e preparado, diferente do seu antecessor. Mostra que não é de “verborragia”, tem falado o estritamente necessário, oportuno e conveniente.


O estilo Dilma de ser
Outro aspecto interessante, esse já um tanto conhecido, da presidente Dilma: Não permite erros de informação de seus subordinados e os corrige em público. Esta semana em uma reunião de ministros o titular da Fazenda, Guido Mantega, falando sobre o reajuste do salário mínimo afirmou que cada um real de reajuste representa uma despesa extra para a União de 313 milhões de reais mês para a Previdência. A presidente o interrompeu mesmo antes que iniciasse a frase seguinte – “Ô Guido. Não são 313 milhões. São 282 milhões. Mostrou que sabe das coisas e deu um recado para os outros. O estilo Dilma está agradando, só espero que o PT não atrapalhe.

PÉ DE PÁGINA
“Educação, Saúde, Saneamento são o nosso foco principal, mas também trabalharemos intensamente na capacitação dos gestores do nosso Estado”. (Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes).


Na falta do que fazer, a Câmara de Murici acaba de criar a “Medalha Olavo Calheiros”, para homenagear ex-vereadores da cidade. Nem tem méritos a medalha, muito menos o patrono.


Esta semana por onde andei foram unânimes as opiniões em defesa do desembargador Antonio Sapucaia e contrárias as palavras ensandecidas da ex-presidente do Tribunal de Justiça. Magistrados, políticos, jornalistas, doutores e gente do povo. Agora cá pra nós: ainda bem que não é minha conterrânea, pois não nasceu em Palmeira dos índios, como muitos pensam.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010


Revelação: Porque Lula torcia por Vilela
Fiquei de contar essa história depois das eleições. Brasília – Em um café da manhã na residência do primeiro casal Lula e Marisa, estavam além dos anfitriões a minha fonte e dois ministros da Casa. De repente caiu a pauta Alagoas na mesa farta do poder. Lula foi enfático: – “Isto é uma m…., esta semana tive que a contragosto fazer uma gravação pedindo voto para o candidato Ronaldo Lessa, por insistência do PT e de Renan. Mas também lá não vou de jeito nenhum e a Dilma também não vai. Vejam a situação: Não confio um tostão furado no Collor e o seu passado contagia qualquer um e Ronaldo Lessa é um chato e despreparado. O Teotônio Vilela fez um excelente governo, pegou um Estado destroçado e arrumou todo, é um cara de excelente caráter e pense numa figura humana extraordinária. É meu amigo e onde eu puder ajudá-lo sem me expor em função das alianças locais vou fazer isto. Tenho falado com ele por telefone, o encorajando e dado a maior força. Ele tem que ganhar esta eleição. Falei isto para Dilma”. Esta semana ao encontrar-se com Teotônio Vilela na inauguração de um navio no Estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro, Lula não procurou esconder o seu contentamento. Com um forte e público abraço falou para que todos ouvissem: ”Parabéns Téo, gostei muito da sua eleição (no privado já havia telefonado para o governador um dia após a vitória). No abraço disse alguma coisa (demorada) no ouvido de Vilela e os dois riram pra valer. Nota: Minha fonte não é de Alagoas, não faz parte do governo Lula, mas goza de um grande prestígio e estima do primeiro casal. Contou-me a história e pediu apenas que eu não noticiasse antes da eleição. Promessa cumprida. Fonte não revelada.
Na sala de aula
As professoras Alessandra Nely, Etelvina Janiete, Tânia Carvalho e Anapuan Monteiro viviam no “bem bom” trabalhando na sede da Coordenadoria Regional de Ensino em Arapiraca. Até que a coordenadora Mônica Pessoa resolveu estabelecer mudanças técnicas e todas foram transferidas para salas de aulas ou atividades em escolas do município para as quais prestaram concurso. Nada de anormal, mas ai como ninguém quer mesmo nada com o labor ficam com a história de que é “perseguição política”. Outras mudanças acontecerão e novas reclamações vão aparecer. Vamos trabalhar gente!
Armações ilimitadas
Ronaldo Lessa, Renan Calheiros e Fernando Collor não se conformam com a derrota sofrida na eleição para o Governo do Estado. O trio e ainda o deputado eleito João Lyra têm se reunido frequentemente aqui e alhures e não é para tratar de nenhum assunto do interesse de Alagoas. Muito pelo contrário, pois ao que se comenta a pauta é conspiração desmedida, típica daqueles que optam pelo “quanto pior melhor”.
Pastor sem seguidores
O vereador/pastor João Luiz foi candidato a deputado estadual e teve os votos que merecia (16.575). Imaginava que o seu “rebanho” da Igreja Quadrangular seria bem maior e o levaria à vitória. Inconformado com uma segunda suplência tentou impugnar o deputado Alberto Sexta Feira, que não tem igreja para se escorar, mas tem votos e uma biografia para exibir. Levou mais um tombo na Justiça Eleitoral e agora vem com a conversa fiada de que “não se deve misturar política com religião”. Coisa que ele sempre fez. Precisa melhorar as pregações!
O grande Álvaro
O secretário da Casa Civil, Álvaro Machado, tem sido por mérito próprio um dos auxiliares do governo que mais tem recebido homenagens. Na quarta-feira, em um evento muito prestigiado, tomou posse no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas sucedendo na cadeira de número quatro Dom Fernando Iório. Discreto, altamente competente e extremamente leal, Álvaro é dessas figuras difíceis de encontrar hoje em dia. Constrói sua jornada pelos caminhos da dignidade e do desejo de servir Alagoas. Eu o conheço.
Vem CPI por ai
Uma forte corrente de vereadores já se mobiliza em busca da proposta da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de irregularidades na Prefeitura de Maceió. Na pauta a suspeita e ilegal suspensão da Lei que proíbe o tráfego de caminhões na Avenida Fernandes Lima, além de assuntos pontuais como o aparente (muito embora terceirizado) aumento do patrimônio de alguns gestores da Administração Municipal. O grupo não quer se precipitar e primeiro vai pedir ajuda ao Ministério Público.
Vereador sem votos
O vereador Ricardo Barbosa que com a desprezível votação obtida (453) chegou onde nunca deveria ter chegado pelos 29.516 votos de Heloisa Helena, dá uma mostra do seu caráter ao atacar injustamente aquela que lhe fez parecer gente. Heloisa é bem maior que o PSOL que fundou e sobrevive de seu prestígio nacional. O vereador é um pigmeu da política cujo destino, sem dúvida, está traçado para voltar muito em breve para o local de onde nunca deveria ter saído: o nada.
Lessa e o seu Inferno
O ex-governador Ronaldo Lessa derrotado nas eleições agora parte para cumprir e viver o seu muito provável longo “inferno astral”. Acaba de ter confirmada nas costas uma condenação pelo STJ pela qual terá que pagar 300 mil de indenização por danos morais ao desembargador Orlando Manso, pena de reclusão de um ano e quatro meses (Convertida em prestação de serviços à comunidade) e ainda a possibilidade de ser recolhido nos finais de semana a uma casa de albergado junto com outros condenados. Segundo me revelava um magistrado “Isto é apenas o começo. Agora como cidadão comum ele se prepare para o que vem por ai e pode dar adeus a qualquer projeto para 2012”. O destino é realmente implacável!
Ação de resultados
O governador Teotônio Vilela e o secretário Luiz Otávio foram os dois grandes heróis do final feliz da novela do Estaleiro Eisa. Acompanhei de perto e penetrei nos bastidores dos acontecimentos. Houve o jogo baixo, a canalhice e o trabalho contra, mas infelizmente não posso dar os nomes e sobrenomes (pelo menos por enquanto). Poucos participantes da bancada federal ajudaram de verdade e um deles ainda vem com a lorota de que “não fui porque não me convidaram”, como se fosse uma festa. O empresário German Efromovich, dono do estaleiro, disse-me “O governador Teotônio Vilela e o Secretário Luiz Otávio salvaram a situação do Eisa”. Alagoas agradece.
PÉ DE PÁGINA
“Além de a sua política econômica ter sido basicamente aquela que ele tanto combateu o Lula não fez o pacto federativo, não acrescentou nada à República. Temos a oportunidade com Geraldo Alckmin de recuperar a ética, de um governo com compromisso social porque a grande questão que o Lula fala do Bolsa Família nada mais fez que aperfeiçoar um programa do Fernando Henrique”. (Ronaldo Lessa ex-governador Alagoas outubro de 2006)

“O Mercadante é um trapalhão, um aloprado de sempre, mesmo sem ser senador [o mandato dele se encerra em dezembro] ele quer influir na eleição para a presidência do Senado, uma coisa ridícula. Toda vez em que ele tentou articular no Senado, perdeu. É desastroso nisso. (Senador Renan Calheiros antecipando a briga pelo poder)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010


Não apenas canalhas, mas também bandidos
Ao que parece a aterrorizante novela do estaleiro em Alagoas não mais caminha para o trágico final que alguns queriam. Estive com o secretário Luiz Otávio no aeroporto, minutos antes de seu embarque para o Rio de Janeiro onde participa nesta sexta feira com o governador Teotônio Vilela ao lado do presidente Lula, do lançamento de mais um navio construído pelas empresas de German Efromovich, o dono do nosso futuro estaleiro. Na ocasião será dado conhecimento ao presidente da conspiração para barrar o empreendimento que trará milhares de empregos para os alagoanos. Espero que passem também ao presidente os nomes desses conspiradores, por sinal todos seus conhecidos. E a partir de agora toda vigilância é preciso, pois a canalhice explícita e venal não vai parar por ai. Não são apenas canalhas, são também bandidos.
O troco aos imorais
Alguns prefeitos tiveram uma lição nestas eleições. A falta de compromisso com o interesse público os fizeram perder a credibilidade e conseqüentemente os votos para seus candidatos. Deixaram de administrar para cuidar apenas de interesses próprios, alguns até inconfessáveis. Não cuidaram do dinheiro público, mas com certeza engordaram seus patrimônios pessoais e familiares. Não posso apontá-los. Não por qualquer receio, mas apenas porque me faltam documentos probatórios. Mas a sociedade os conhece e identifica: carrões de luxo, visíveis sinais de riqueza, mordomias imorais e a família vai muito bem, obrigado. Tiveram uma resposta agora no fracasso de seus candidatos. O complemento vem nas próximas eleições com suas próprias derrotas.
Desconhece Dom Hélder
O prefeito de Maceió, Cícero Almeida, parece que é mesmo do time do presidente Lula. Não gosta de ler. É um desinformado culturalmente. Não sabe quem é Dom Hélder Câmara. O Rio de Janeiro fez esta semana uma homenagem aos cem anos de nascimento do arcebispo emérito de Recife e Olinda. A comemoração começou com uma missa celebrada pelo arcebispo do Rio. Após a cerimônia, uma estátua em sua homenagem foi inaugurada na esquina das avenidas João Ribeiro e Dom Hélder Câmara. O monumento tem 1,80 m de altura e pesa cerca de 250 kg. Muitos fiéis fizeram questão de tocar na estátua para agradecer e fazer pedidos. A homenagem que Almeida negou ao grande bispo.
José Wanderley
Não importa para onde ele vá, ou mesmo se vai ou não. O vice-governador José Wanderley honra qualquer governo e em qualquer posição faz o jogo crescer. É competente, ético e trabalha sempre com ações e resultados, Profissional vencedor em sua atividade privada, não precisa do poder público para se locupletar. Rigidamente disciplinado sabe o que quer e mostrou que nem as mais caras amizades o fazem fugir da sua rota de conduta moral ou política. O conheço desde os nossos tempos do Colégio Pio XII, na nossa Palmeira dos Índios. Nasceu para brilhar.
Lessa perdeu em Maceió
Essa história de que Ronaldo Lessa saiu-se vitorioso na eleição de Maceió só na cabeça destrambelhada do próprio e de seus “xeleléus” de plantão. Vejamos: no primeiro turno perdeu por 6.050 votos para Teotônio Vilela na capital. No segundo turno juntando aos supostamente seus, somaram-se os votos de Fernando Collor, além do esforço concentrado de Renan Calheiros, João Lyra e outros circunstantes. A diferença foi apenas de 2.269. E ainda quer botar banca?
Não será candidato em 2012, pois vai estar inelegível se não estiver preso, mas se fosse perderia a eleição.
Algo estranho no ar
No processo de autorização para instalação do estaleiro Eisa rumores de que um grupo de políticos até se reuniu para traçar estratégias de “barrar” o empreendimento que gerará 7.000 empregos diretos só na sua construção. Até sugeriram a Bahia para receber a importante industria naval. O IBAMA a serviço desses marginais da política criou dificuldades absurdas e inaceitáveis.
“Incrível, na Bahia pode, em Pernambuco pode, no Espírito Santo pode e no Rio de Janeiro também. Em Alagoas não pode. O que está acontecendo?”. (Palavras do indignado secretário Luiz Otávio Gomes)
Enganados pela Net
Usuários de TV por assinatura e Internet Banda Larga que trocaram suas antigas operadoras pelas promessas de bons serviços e excelente programação da Net se confessam em grande parte super arrependidos. Nada do que foi oferecido na venda é real e para completar os sinais de televisão e Internet têm passado mais tempo fora do ar do que na efetiva prestação de serviços. Tem consumidor que há uma semana está sem televisão ou internet.
Muita gente já caminha para o Procon e a Justiça para cancelar o contrato com e Net e pedir ressarcimento de danos.
E viva o nepotismo
O prefeito de Palmeira dos Índios, James Ribeiro está sendo acusado da prática de nepotismo na Administração Municipal, contando com o beneplácito da Câmara de Vereadores local. Até que enfim o Ministério Público viu o que todos viam há muito tempo. A poderosa e rentável Secretaria de Finanças, a lucrativa SMTT, a Secretaria de Administração e outros órgãos importantes e “estratégicos” todos ocupados pela parentada do prefeito. Espera-se agora que depois que viu o promotor comece a agir em defesa da legalidade e da moralidade.
Trabalho reconhecido
As quinze entidades e instituições que têm assento no conselho Deliberativo do Sebrae-Alagoas decidiram reconduzir ao cargo de superintendente, o arquiteto Marcos Vieira e os diretores Roberval Cabral e Renata Fonseca, para um mandato de quatro anos. Significa que a instituição continuará em boas mãos, com excelentes resultados para o micro e pequeno empresário.
PÉ DE PÁGINA
Ouvi de Ronaldo Lessa quando perdeu a eleição para Collor que “tinha sido roubado”. Agora se junta com quem supostamente lhe roubou para atacar Teotônio. Dá pra entender?

“Nenhuma palavra pode expressar melhor o que aconteceu até agora com a polêmica instalação do Estaleiro Eisa em Alagoas do que esta: canalhice”. (Jornalista Ricardo Mota)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010


Termina a luta de um valente guerreiro

Conheci Mendonça Neto logo quando ele chegou a Maceió na década de 70, vindo do Rio de Janeiro. Convidou-me para fazer parte do seu jornal semanário “O Estado de Alagoas”. Acompanhei de perto sua corajosa campanha para a Assembléia Legislativa em 1974. Pena afiada, orador brilhante, com o carisma do seu grande ídolo Carlos Lacerda, conquistou os alagoanos e obteve a maior votação até então para deputado estadual ( mais de 15 mil votos). Honrou o mandato que recebeu das urnas. Sua atuação parlamentar se distanciava dos demais. A tribuna era seu mais constante local na Assembléia. A galeria lotava de curiosos para ouvir “a voz que não se cala”. O poder o temia e não tinha armas nem argumentos para enfrentá-lo. Quatro anos depois foi eleito deputado federal, sendo reconhecido nacionalmente como um dos melhores parlamentares daquela legislatura. Voltou a Assembléia Legislativa em 1982, mais uma vez com a maior votação naquela eleição. Após ser derrotado numa campanha adversa para o Senado, retornou em 1990 à Câmara Federal sendo um competente e implacável adversário do presidente deposto, Fernando Collor. Desencantou-se com a política e dela afastou-se voluntariamente. Homem de uma coragem cívica incomparável, nada temia. No jornal Extra como o principal articulista enfrentou o crime organizado, os políticos corruptos e o podre poder. Deu-nos lições de destemor e intransigência quando se tratava do interesse público. Desde o ano passado travou uma nova trincheira de luta contra um câncer. Como era de seu espírito lutou bravamente. Saiu de um leito de hospital no Rio de Janeiro e veio participar das eleições em Alagoas, mesmo debilitado e com “a voz” já fraca, mas não calada. Dizia-me no sepultamento o seu grande amigo e fiel escudeiro Zé Romariz que lhe deu o conforto do ombro e o carinho de irmão nos últimos tempos: ”Não ouvia dele uma reclamação, um lamento. Pelo contrário, até os últimos dias fazia planos e falava sobre o futuro”. Os heróis morrem assim: íntegros, fieis às suas convicções, com a certeza do dever cumprido e de ter combatido o bom combate. Calou-se a voz de Mendonça Neto, mas suas lições foram aprendidas e serão pautas de luta. Esta será a nossa homenagem ao querido companheiro.
Um tiro no pé
O PDT e seu imperador deram literalmente um “tiro no pé”. Ainda sob o abalo de uma derrota irreparável e irreversível, com os corações carregados de ódio e rancor pensaram fazer um estrago na administração de Cícero Almeida determinando que “os lessistas e pedetistas largassem seus cargos na Prefeitura ou deixassem o partido. O prefeito agiu rápido e demitiu sumariamente todos os “aspones” que haviam sido indicados para mamar nas tetas oficiais. E o mais grave: as duas principais figuras visadas pela ira de Lessa (Pedro Alves e Arnóbio Cavalcante), secretários competentes e prestigiados, deram-lhe as costas e mandaram o PDT às favas (ou a outras paragens mais adequadas). Agiram na medida certa e vão seguir em frente.
Para orgulhar Alagoas
O jovem e brilhante advogado Adriano Avelino por seus méritos está com o nome na mesa do presidente Lula formando a lista tríplice de onde sairá o futuro ministro do Tribunal Superior do Trabalho. A escolha agora é pessoal e política, e se os nossos políticos tiverem um mínimo de sentimento de ética e respeito a esta terra se unirão em torno do nome de Adriano para a conquista do cargo que dignificará Alagoas. A face negativa que carregamos não pode ser acentuada com indicações de profissionais marcados por falta de caráter, comprometidos com atos escusos e afeitos ao ilícito, para qualquer Corte em Brasília. Com a escolha do nome do advogado Adriano Avelino Alagoas cresce, para o lado do bem.
Nelson & Eliane
A comunicação oficial de Alagoas ganhou outra cara e comprovação de eficiência nas mãos da dupla Nelson Ferreira e Eliane Aquino. Profissionais extremamente respeitados conseguem unir a classe formadora de opinião pela capacidade de fazer acontecer e no trato respeitoso com todos indistintamente. Sem ferir a legislação eleitoral e cumprindo rigorosamente a regra do jogo salvaram a imagem do governo e preencheram a lacuna da pobre comunicação política da campanha de Teotônio, que se usar o juízo vai não apenas manter, mas sobretudo dar o maior apoio as futuras ações de comunicação.
Caixinhas milionárias
A Polícia Federal e o Ministério Público já estão com as informações prestadas em um depoimento de um importante empresário da construção. Disse que “em governos passados as propinas chegavam em caixas de sapato recheadas de dólares para pagar os gestores da época”. No depoimento estão lá: nome, sobrenome e valores repassados pela corrupção aos que facilitavam suas vidas e seus sujos negócios. O teor do depoimento é estarrecedor e quando explodir e nitroglicerina pura. E o outro é que é desonesto?
A escolha pela eficiência
O procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares Mendes, mudou a cara e o corpo do Ministério Público de Alagoas. Ao assumir o cargo implantou um novo paradigma de ética, celeridade nas ações e respeito profissional à respeitável classe que dirige. Diferente da gestão que o antecedeu angariou o respeito e a admiração da sociedade para as atividades da instituição. O MP avançou na defesa intransigente da preservação do meio ambiente, do direito à cidadania e acima de tudo fez valer o interesse público. Por justiça e por mérito deverá ser reconduzido ao cargo, para fazer ainda melhor.
PT também saindo
Esta semana por ocasião do sepultamento de Mendonça Neto me vi cercado por um grupo de influentes petistas. Não me bateram, são meus amigos. Deram-me a informação de que o PT estará fora da Administração Cícero Almeida na próxima semana. Deixaram claro um detalhe: “Não têm nada a ver com o PDT, mas apenas uma decisão de que chegou a hora de sair, pelos rumos do governo municipal”.
O Extra é o culpado
O candidato perdedor Ronaldo Lessa é hoje um homem rancoroso, cheio de ódios e passa estes sintomas aos que lhe cercam. Pasmem: sua assessoria jurídica entrou com uma ação contra o vencedor Teotônio Vilela na qual assegura que o jornal Extra contribuiu para o resultado das eleições ao publicar matérias com denúncias e várias capas com acusações a ele. Vilela não tem culpa e tampouco o jornal se Lessa carrega nas costas um “caminhão” de denúncias de crime de responsabilidade, formação de quadrilha, fraudes em licitações e outros crimes cometidos contra a Administração Pública. O jornal vai continuar cumprindo a sua missão e quanto a Vilela assume o seu segundo mandato o qual foi negado pelas urnas ao reclamante.

PÉ DE PÁGINA
O líder do prefeito Cícero Almeida, vereador Galba Novaes, entrega o cargo nos próximos dias. Vai para a oposição e assume a presidência da Câmara no próximo ano. A barra vai pesar para o alcaide.
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Passados dois anos agora é que o promotor de Palmeira dos Índios descobre indícios de irregularidades na Administração Municipal. Ou nunca quis ver, do contrário teria agido há muito tempo.

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Tem desembargadores no Tribunal de Justiça ansiosos esperando alguns processos contra o ex-governador Ronaldo Lessa. “Nada de perseguição, apenas faremos cumprir a lei com relação a um cidadão comum”. Revelava-me um desses magistrados.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010


Os votos dos indecisos
Um dado tem chamado a atenção nas pesquisas eleitorais além da manjada e desmoralizante manipulação de resultados. Trata-se do elevado número de eleitores que ainda sabem em quem votar principalmente na eleição proporcional. O Guia Eleitoral no rádio e na televisão não tem contribuído para oferecer opções e mesmo para governador e senador ainda existem muitos indecisos. Também não poderia ser diferente. Faltam propostas, sobram acusações e ao que parece tudo está conduzindo para que se tenha uma Assembléia e uma bancada federal com a mesma cara marginal e despreparada da legislatura atual. Taturanas, ratazanas e todo tipo de bandido com mandato mostram-se com mais chances de ganhar a eleição. Isto é muito ruim, mas é a regra do jogo democrático. Não importa se o voto é comprado nos balcões imundos da política do clientelismo, dos imorais “cadastros”. O que vale é que ele é espontâneo, livre e secreto. Então as escolhas equivocadas e a podridão das bancadas de amanhã serão construídas pela maioria dos eleitores. Amanhã não vale reclamar, pois eles serão eleitos, mesmo bandidos, pela escolha realmente democrática, por imoral que seja.

Paulão na mira por mentira
Por suas palavras irresponsáveis e levianas o deputado Paulão vai amargar mais um processo nas costas e esse poderá lhe trazer sérias conseqüências, até porque deverá enfrentá-lo sem o manto protetor da excressente imunidade parlamentar, pois é muito provável que esteja sem mandato a partir de janeiro. Será interpelado criminalmente pelo secretário Luiz Otávio Gomes. A quem fez acusações caluniosas e repletas de inverdades. Não terá como provar suas inconseqüentes e insanas palavras. Mentiu descaradamente como é o seu costume e cometeu um ato criminoso como é bem do ser caráter.

O risco de perder
Pelos índices de rejeição da administração do prefeito James Ribeiro, de Palmeira dos Índios, torna-se muito arriscado qualquer candidato ter o seu apoio nestas eleições. Nas ruas, no comércio e até nas repartições públicas do município a conversa é uma só: “Se for candidato do prefeito não tem o meu voto”. Portanto um aviso aos circunstantes: se afasta do homem mandacaru. “Não dá sombra nem encosto”, como dizia o sábio deputado Pedro Ferreira.

Trapalhadas do BNDES
O presidente Lula cometeu um grave erro quando colocou o BNDES para administrar 1 bilhão de reais em crédito para os empresários vitimas das enchentes em Alagoas e Pernambuco. Se tivesse destinado diretamente para o Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco do Nordeste tudo já estaria resolvido e ninguém estaria sendo enganado pela estúpida burocracia de tecnocratas de merda. O tratamento dado aos processos de empréstimos para os pequenos comerciantes tem sido humilhante e o pior: a bronca sobra para o governo estadual que não tem culpa alguma.

Dançando e crescendo
O deputado Benedito de Lira já deu provas evidentes em eleições anteriores que é muito bom de voto. Agora, candidato ao Senado Federal, mostra mais uma de suas habilidades: a dança. Não perde a oportunidade para demonstrar ser um verdadeiro “pé de forró”. Juntando uma coisa com outra vai alavancando sua candidatura e já disputa de perto uma das vagas nas próximas eleições. Que ninguém se engane, pois o Biu pode muito bem surpreender mais uma vez.


Criticar é fácil
Os dois principais adversários do governador Teotônio Vilela adotam como principal tema de seus discursos o índice de violência em Alagoas. Se fazem de desentendidos ou são “analfabetos funcionais”. Não lêem informações para saber que a violência e o tráfico hoje representam uma epidemia nacional com ascendência no Brasil inteiro. Nem tampouco dizem o que fariam se fossem eleitos, para diminuir esta violência que tanto atacam. O governador investiu em equipamentos, armamentos, obras físicas e aumento de número de policias. Não pode fazer milagres, mas tem tentado combater setores pontuais do crime. E já mostrou que tem planos concretos para cercar a criminalidade com ações sociais e educação dirigida.

O declínio de Collor
O clima não é nada animador no Comitê Central do senador Fernando Collor. Depois das últimas pesquisas e do “esfriamento” das ruas com sua espalhafatosa campanha os números começam a definhar e este resultado tem deixado o candidato com os nervos à flor da pele. Seu comando de campanha já anda cabisbaixo e começam aparecer confrontos para se descobrir “culpados”. Um dos mais tristes é o suplente Euclides Mello que já anunciava sua posse definitiva como senador, cargo para o qual jamais esteve preparado em todos os sentidos.

Porque Lula e Dilma não vêm
Não interessa para o jornalista a proximidade com os donos do poder. Às vezes até prejudica. Mas a relação com o “entorno”, com fontes privilegiadas é fundamental. Esta me veio direto do Palácio do Planalto: Lula e a candidata Dilma Rousseff desde o início da campanha decidiram não vir a Alagoas. “Aquilo é um saco de gatos”, teria dito o presidente em determinada conversa. Um detalhe: o presidente Lula tem conversado bastante com o governador Teotônio Vilela por estes dias e olhe que não é apenas sobre a tragédia e as ações dos desabrigados. Minha fonte especialíssima (com proximidade absoluta nas conversas no Palácio do Planalto) me contou outras histórias interessantes. Mas estas os leitores terão que esperar mais um pouco. Mas eu vou contar.

O destino de Rui Palmeira
O deputado Rui Palmeira vai conquistar uma vitória marcante para a Câmara Federal por alguns motivos entre os quais sua postura no exercício do mandato na Assembléia Legislativa onde deu mostra do seu caráter e do modo como encara o interesse público. Outro aspecto é a sua história de vida a exemplo do avô e do pai, duas figuras que honram a política alagoana pelas vertentes da moralidade e da legalidade. Político derrotado, sem história honrada para contar e que não exibe currículo, mas Folha Corrida, não pode jamais competir com ele, quanto mais tentar atacá-lo. Rui tem destino e vocação política e sua caminhada de vitórias está apenas começando.

Olha o cadastro ai gente!
Esta semana na porta de uma das mais conhecidas escolas de ensino superior três jovens em um carro plotado com nomes de candidatos montaram uma “banca” para abordar os estudantes com proposta de compra de votos. Ao que parece fizeram um bom movimento, pois no dia seguinte voltaram, receberam várias cópias de títulos eleitorais e preencheram alguns “cadastros”. Um detalhe o valor subiu para 70,0o reais (voto qualificado). Todos viram, muitos venderam, mas a Justiça Eleitoral estava aonde?

PÉ DE PÁGINA
Nenhum político, independente de sigla partidária, possui autoridade para garantir o fim da violência. Na verdade, crime organizado ficou maior do que o Estado, formado pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Os marginais se armam e se instalam profissionalmente, com estratégias estudadas pra destruir a sociedade. (da Coluna de José Elias/Gazeta de Alagoas).

O candidato Fernando Collor, segundo se comenta, ficou literalmente humilhado com a multidão que o prefeito Cícero Almeida tem arrastado em suas caminhadas pela periferia de Maceió em companhia do governador. Almeida promete partir também para o interior e quer mostrar “quem se identifica mais com o povão”. Nessa briga o prefeito ganha com ampla vantagem

terça-feira, 27 de julho de 2010


Vendeu a filha para não morrer de fome

A tragédia das águas que deixou milhares de desabrigados em 19 municípios do interior de Alagoas persiste em seu rastro de miséria implacável, apesar do grande sentimento de solidariedade de muitos alagoanos, pessoas de outros estados e até de fora do país.
Para muitos que perderam tudo restam poucas esperanças no amanhã e nem a fé em Deus (demonstrada pela maioria) é capaz de lhes fazer crer que um dia possam restabelecer suas vidas, seus negócios, o sustento de suas famílias.
Conversei com um cidadão que perdeu tudo com a enchente. Tinha uma boa residência, uma casa comercial construída em 35 anos de luta diária, com sacrifícios, uma família para sustentar e muitas dívidas com fornecedores. Ele e sua família, desabrigados estão morando de favor na casa de um cunhado em Maceió. Todos os dias volta à sua cidade e visita o local onde outrora viveu e trabalhou duro e honestamente. Confessa-me que nem ele sabe o que vai fazer ali, pois a cada visita “é um aperto no coração que não tem tamanho. Venho aqui mais para chorar sem a presença de minha família, para não deixá-los mais tristes ainda. Já tive vontade de fazer uma besteira, mas de que adiantaria? Deixaria ainda mais desespero e dor para aqueles que mais amo”. Foi procurado por um de seus credores que lhe disse dar um prazo razoável, mas não poderia perdoar-lhe a dívida. Pagar como? Como o que se nada lhe restou? E ele diz do intimo do seu caráter de homem honesto: “Vou à luta, reconstruirei tijolo por tijolo e pagarei todas as minhas dívidas, com a graça e os desígnios de Deus”. Para mim é um herói anônimo na multidão de sobreviventes da fúria da natureza e Deus há de dar-lhe forças para reconstruir a vida.
Na mesma cidade outra história de cortar o coração me foi contada e fui conferir de perto. J.M.S. é agricultor e está desempregado há quase um ano. Vivia de fazer bicos e sua mulher trabalhava como empregada doméstica para sustentar quatro filhos menores. A criança mais nova, uma menina de seis meses de idade. Com a enchente perderam o barraco na beira do rio, tudo o que tinha dentro de casa, inclusive um modesto aparelho de televisão que era o único divertimento da família. E não ficou por ai: a mulher também perdeu o emprego, pois a casa na qual trabalhava foi levada pelas águas e os seus antigos patrões saíram da cidade. Levaram também a filha mais nova do nosso personagem lhe pagando a quantia de quatrocentos reais. Perguntei-lhe: como você teve coragem de vender a sua própria filha? Recebi uma resposta e uma lição: “Vendi não seu moço. Eu dei minha filha pra ela não morrer de fome e sei que aquelas pessoas são gente de bem. O dinheiro é para dar de comer aos meninos enquanto durar. Depois só Deus sabe como a gente vai viver. O senhor já viu um filho seu chorar de fome e não poder lhe dar nada, pois nada tem? Queria eu que aparecesse outras almas bondosas e levassem os outros, só assim eu teria sossego, pois do jeito que a coisa tá eu não sei até quando eles vão viver”.
Você que está lendo este artigo pode também promover um gesto de cidadania e amor ao próximo. Não custa muito caro e terá um significado imenso. Vá a uma dessas cidades atingidas pela tragédia, saia do conforto do seu lar, do aconchego do seu escritório e conheça de perto a dor do seu irmão. Pratique um gesto de amor. Adote uma família!

Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...