
Para refletir: Já não há indignação espontânea, que é a boa, a verdadeira indignação. Existe uma doença do espírito: o mal da indiferença dos cidadãos. ( José Saramago)
O corpo e a alma do Judiciário
O novo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Sebastião Costa Filho tem uma missão a cumprir, em seu mandato, que beira realmente o impossível: transformar a imagem do Judiciário alagoano. Juiz probo, com uma história digna registrada nos anais da magistratura, fez uma carreira brilhante e por mérito chegou ao topo na hierarquia estadual. Avesso a badalações e pirotecnias é um servidor público obcecado pelo trabalho. Os princípios da moralidade e da legalidade sempre serviram como guias em suas ações desde que ingressou nas fileiras da Justiça. Chega com uma árdua vontade de acertar, mas terá muita dificuldade a começar pelos seus companheiros de plenário. Muitos vícios nocivos estão arraigados nas entranhas daquele Poder, carcomido por gestões irresponsáveis, levianas e muitas vezes sob acusações graves de corrupção e desvios de finalidade. Ao declarar que quer um Judiciário mais ágil, transparente, com novos juizes e a modernização de suas ações, exprime sua vontade de fazer diferente e suas intenções são reais. Quem o conhece sabe o quanto ele se esforçará para mudar o corpo e a alma do Judiciário alagoano, hoje tão distante da credibilidade e do respeito de outrora. O problema está, entretanto em alguns que preferem os caminhos fáceis dos atos secretos e imorais, das decisões suspeitas e vergonhosas. E estes têm vencido até agora. Resta-nos a esperança de que ele como um vencedor em sua brilhante e respeitável trajetória possa virar uma página negra e contribuir para a construção de um Judiciário com dignidade e com o respeito da sociedade. Chega também com o novo presidente do Tribunal de Justiça um sopro tênue de esperança.
O novo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Sebastião Costa Filho tem uma missão a cumprir, em seu mandato, que beira realmente o impossível: transformar a imagem do Judiciário alagoano. Juiz probo, com uma história digna registrada nos anais da magistratura, fez uma carreira brilhante e por mérito chegou ao topo na hierarquia estadual. Avesso a badalações e pirotecnias é um servidor público obcecado pelo trabalho. Os princípios da moralidade e da legalidade sempre serviram como guias em suas ações desde que ingressou nas fileiras da Justiça. Chega com uma árdua vontade de acertar, mas terá muita dificuldade a começar pelos seus companheiros de plenário. Muitos vícios nocivos estão arraigados nas entranhas daquele Poder, carcomido por gestões irresponsáveis, levianas e muitas vezes sob acusações graves de corrupção e desvios de finalidade. Ao declarar que quer um Judiciário mais ágil, transparente, com novos juizes e a modernização de suas ações, exprime sua vontade de fazer diferente e suas intenções são reais. Quem o conhece sabe o quanto ele se esforçará para mudar o corpo e a alma do Judiciário alagoano, hoje tão distante da credibilidade e do respeito de outrora. O problema está, entretanto em alguns que preferem os caminhos fáceis dos atos secretos e imorais, das decisões suspeitas e vergonhosas. E estes têm vencido até agora. Resta-nos a esperança de que ele como um vencedor em sua brilhante e respeitável trajetória possa virar uma página negra e contribuir para a construção de um Judiciário com dignidade e com o respeito da sociedade. Chega também com o novo presidente do Tribunal de Justiça um sopro tênue de esperança.
Carioca é a mãe!
Estava esta semana na sala de espera para uma consulta médica e como todo consultório que se preza tem que ter a revista “Caras”. Ao folhear a edição 882 (out/2010) da revista fui surpreendido com uma bonita frase: “Há sempre um copo de água para um homem navegar”. Atribuída ao poeta “carioca” Jorge de Lima. Pode? Quando é Fernando Collor dizem que é alagoano. Agora se tratando do nosso consagrado poeta querem nos tirar sua alagoanidade. Carioca é a mãe!
A morte de um homem
Faleceu na terça feira uma das mais admiráveis figuras que conheci e convivi por um período. Noé Simplício do Nascimento. Embora não tenha nascido em Palmeira dos Índios fazia questão de se dizer palmeirense onde viveu por toda a sua vida, construiu família e fez fortuna ás custas de trabalho e extraordinária capacidade para os negócios. Afável, conhecedor do mundo, tinha uma conversa agradável e gestos de grandeza. Quando fui secretário de saúde do município tive a oportunidade de dar o seu nome a um posto de atendimento construído em terras doadas de sua generosidade. Na caderneta de débitos e créditos Palmeira fica a lhe devendo muito.
Paripueira não
No imbróglio criado por jornalistas irresponsáveis do Correio Braziliense, através de uma reportagem que denunciava superfaturamento em obras da Prefeitura de Marechal Deodoro e uma empresa de construção “fantasma” tentaram envolver também o município de Paripueira. Tudo porque a suposta firma picareta teria uma sede na região geográfica da cidade. O prefeito Abrahão Moura agiu de pronto e protestou: Epa! Aqui não! Administrador probo e responsável não permitiu que a dúvida permanecesse. É assim que se faz: “mata a cobra e mostra o pau”. No bom sentido, claro!
No imbróglio criado por jornalistas irresponsáveis do Correio Braziliense, através de uma reportagem que denunciava superfaturamento em obras da Prefeitura de Marechal Deodoro e uma empresa de construção “fantasma” tentaram envolver também o município de Paripueira. Tudo porque a suposta firma picareta teria uma sede na região geográfica da cidade. O prefeito Abrahão Moura agiu de pronto e protestou: Epa! Aqui não! Administrador probo e responsável não permitiu que a dúvida permanecesse. É assim que se faz: “mata a cobra e mostra o pau”. No bom sentido, claro!
E se aqui fosse assim?
No Rio Grande do Sul, o juiz da Comarca de Três Passos, Marcelo Colombelli Mezzomo recebeu a pena de demissão após julgamento de processo administrativo disciplinar pelo Tribunal de Justiça, por conduta incompatível com as funções de magistrado. O crime: o juiz teria feito “comentários e elogios impróprios a uma jovem casada”. Ele declarou que apenas “elogiou a beleza da moça”. A decisão foi unânime pelo pleno do Tribunal de Justiça e em sessão pública. Já aqui o cara bate, esfola, pratica atos de improbidade e tem como pena uma gorda aposentadoria compulsória. É por estas e outras que o ministro Jorge Hage (CGU) me fez a pergunta se referindo a Alagoas: Por que lá é assim?
Equívoco e injustiça
O vice-governador José Thomaz Nonô, ainda no exercício do cargo foi infeliz quando declarou esta semana que “o governador quase perde a reeleição por causa da comunicação”. Em primeiro lugar não entende do assunto. Depois faz uma injustiça com Nelson Ferreira e Eliane Aquino que foram os salvadores de uma situação. Se houve uma comunicação que não funcionou foi a de campanha, de responsabilidade dos marqueteiros dos candidatos. Graças à sustentação da comunicação oficial a coisa não foi um desastre. Falar é muito fácil. Vai fazer!
O vice-governador José Thomaz Nonô, ainda no exercício do cargo foi infeliz quando declarou esta semana que “o governador quase perde a reeleição por causa da comunicação”. Em primeiro lugar não entende do assunto. Depois faz uma injustiça com Nelson Ferreira e Eliane Aquino que foram os salvadores de uma situação. Se houve uma comunicação que não funcionou foi a de campanha, de responsabilidade dos marqueteiros dos candidatos. Graças à sustentação da comunicação oficial a coisa não foi um desastre. Falar é muito fácil. Vai fazer!
Dilma é Dilma?
A presidente Dilma Rousseff adota uma postura que me faz “morder a língua” e eu acho isto muito bom. Quem imaginava seu governo com a cara de Lula começa a pensar diferente, pelo menos por enquanto. Algumas atitudes suas: no primeiro dia de trabalho mandou retirar de seu gabinete a bíblia em sua mesa e um crucifixo afixado na parede. O Brasil é um país laico e religião não pode estar no gabinete do chefe da Nação. Indicou para o STF não um “ministro petista”, mas um magistrado respeitado e preparado, diferente do seu antecessor. Mostra que não é de “verborragia”, tem falado o estritamente necessário, oportuno e conveniente.
A presidente Dilma Rousseff adota uma postura que me faz “morder a língua” e eu acho isto muito bom. Quem imaginava seu governo com a cara de Lula começa a pensar diferente, pelo menos por enquanto. Algumas atitudes suas: no primeiro dia de trabalho mandou retirar de seu gabinete a bíblia em sua mesa e um crucifixo afixado na parede. O Brasil é um país laico e religião não pode estar no gabinete do chefe da Nação. Indicou para o STF não um “ministro petista”, mas um magistrado respeitado e preparado, diferente do seu antecessor. Mostra que não é de “verborragia”, tem falado o estritamente necessário, oportuno e conveniente.
O estilo Dilma de ser
Outro aspecto interessante, esse já um tanto conhecido, da presidente Dilma: Não permite erros de informação de seus subordinados e os corrige em público. Esta semana em uma reunião de ministros o titular da Fazenda, Guido Mantega, falando sobre o reajuste do salário mínimo afirmou que cada um real de reajuste representa uma despesa extra para a União de 313 milhões de reais mês para a Previdência. A presidente o interrompeu mesmo antes que iniciasse a frase seguinte – “Ô Guido. Não são 313 milhões. São 282 milhões. Mostrou que sabe das coisas e deu um recado para os outros. O estilo Dilma está agradando, só espero que o PT não atrapalhe.
PÉ DE PÁGINA
“Educação, Saúde, Saneamento são o nosso foco principal, mas também trabalharemos intensamente na capacitação dos gestores do nosso Estado”. (Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes).
Na falta do que fazer, a Câmara de Murici acaba de criar a “Medalha Olavo Calheiros”, para homenagear ex-vereadores da cidade. Nem tem méritos a medalha, muito menos o patrono.
Esta semana por onde andei foram unânimes as opiniões em defesa do desembargador Antonio Sapucaia e contrárias as palavras ensandecidas da ex-presidente do Tribunal de Justiça. Magistrados, políticos, jornalistas, doutores e gente do povo. Agora cá pra nós: ainda bem que não é minha conterrânea, pois não nasceu em Palmeira dos índios, como muitos pensam.




