sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Tudo como dantes no reino das togas

Para meditar: “Todas as grandes coisas são simples. E muitas podem ser expressas numa só palavra: liberdade; justiça; honra; dever; piedade; esperança”. (Winston Churchill).


Esta semana o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, concedeu medida liminar em mandado de segurança suspendendo ato da Corregedora Nacional de Justiça, a atuante e politicamente correta, ministra Eliana Calmon, que determinava a quebra de sigilo de dados bancários e declarações de imposto de renda de magistrados, servidores e familiares, em vários tribunais do país, sem autorização judicial prévia..Pegou mal a decisão pois pode ser considerada “em causa própria”.

O jornal Folha de São Paulo noticiou que Lewandowski e o ministro Cezar Peluso., presidente do STF estão entre os beneficiários de pagamentos que chamaram a atenção do CNJ. Os dois ministros eram desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo antes de irem para o STF. Três outros ministros do Supremo, que aceitaram falar à reportagem do jornal sobre o caso desde que não fossem identificados, disseram que Lewandowski deveria ter evitado se pronunciar sobre o assunto, por causa do seu envolvimento com a questão.

A ação impetrada pela Associação dos Magistrados Brasileiros tem o único e suspeito propósito de barrar processos contra juízes que supostamente cometeram crimes contra a Administração Pública e não desejam ser investigados. É uma aberração e um atentado ao moral e ao legal, pois quem pensam que são esses “senhores da lei”? A própria ministra já disse que “O Judiciário está cheio de juízes corruptos”, e com certeza não errou em suas afirmações. Pergunta-se: Por que o cidadão comum tem sua vida devassada pela mesma Justiça que quer esconder suas mazelas nos tapetes sujos dos tribunais e nas gavetas comprometidas dos gabinetes de magistrados? É mais um ato na busca de enfraquecer o CNJ que com sua atuação tem incomodado e assustado magistrados fora da lei e envolvidos em algumas tipicidades de crime. É preciso que não se permita na democracia brasileira tamanho retrocesso. Ao cometer crime, magistrados, parlamentares, autoridades públicas, pobres e ricos têm que ter um tratamento isonômico na apuração e no julgamento de seus atos. Nada pode ou deve ser diferente na “República das Togas”. Mas não é assim que eles pensam. E eles são todos iguais.

Faz por merecer

O secretário do Planejamento e do Desenvolvimento, Luiz Otavio Gomes, recebeu homenagem da Federação das Indústrias que lhe outorgou a Medalha do Mérito Industrial Gustavo Paiva. Em seu discurso, o presidente da FIEA, José Carlos Lyra, ressaltou o secretário Luiz Otavio como um dos grandes responsáveis pela geração de emprego e renda em Alagoas em função da atração de novas empresas. Declarou: “Ao observar o trabalho denodado de Luiz Otávio, crio novo ânimo para acreditar no futuro, acreditar na atual geração e ser otimista com o Brasil e com Alagoas. Vejo meu Estado unido em idéias e esforços tanto no que diz respeito às entidades empresarias, como no relacionamento com o Poder Público”. Luiz Otávio é um exemplo concreto de que quando se quer fazer acontecer nós somos competentes.

Que autoridade tem?

Um velho e experiente político já na “aposentadoria” falava esta semana diante da onda de violência que assusta Alagoas e o Brasil: “ Que autoridade tem o senhor Ronaldo Lessa para falar em violência e descontrole? Foi em seu governo que tudo começou. Ele foi negligente, leniente e imprudente em relação a políticas de Segurança Pública. Lotou os “palácios” de policiais militares para fazer serviços burocráticos e servirem de serviçais de suas vaidades, deixando a população desguarnecida e as ruas sem segurança”. A violência recrudesceu nos últimos anos no Brasil. Em Alagoas a coisa tomou proporções epidêmicas. O Estado perdeu a guerra contra o crime. Mas não foi agora que isto começou. Resta-nos saber como vai terminar?

Vai vestir saia

O vice-governador José Thomaz Nonô no seu estilo espirituoso e eloqüente não perde oportunidade de dar o troco. Discursando na cidade de São José da Laje na inauguração das casas para os desabrigados fez a seguinte pergunta: “Cadê o cidadão que disse que vestiria saia se as casas fossem entregues?” Fazia referencia ao vereador Amauri Fonseca, que também trabalha em uma rádio local, que teria anunciado que o governo estava enganando e não entregaria as moradias. No momento o vereador não foi encontrado, mas está sendo procurado para cumprir sua promessa e desfilar de saia na cidade. Quem manda falar demais?

Baixando as calças

Tudo caminha para que seja liberado o consumo de bebidas alcoólicas durante os jogos da Copa do Mundo em 2014 no Brasil. Assim quer o governo petista em obediência ao que determinou a FIFA e assim será. Foi a violência nos estádios que motivou a proibição e trouxe resultados, mas diante da imposição de “fortes argumentos” o país rasga sua legislação e se submete ao vexame de “trincar” sua soberania e sermos tratados como idiotas. Lia esta semana declarações sensatas e procedentes do promotor alagoano Max Martins sobre o assunto: “A decisão é casuística e atende interesses econômicos. É algo vergonhoso. Tudo no Brasil é feito assim. As coisas foram abafadas para atender aos interesses da FIFA. As bebidas alcoólicas acirram os ânimos dos torcedores e já havia sido determinada a proibição da venda nos estádios. Vão autorizar na Copa e depois proibir? Acho um absurdo esse tipo de legislação por conveniência”.

Um Conselho de verdade

O Conselho Estadual de Segurança Pública vai se consolidando como instituição respeitada e acreditada pelos alagoanos em tempos de tanta insegurança. Esta semana duas atitudes pontuais: Descobriu e escancarou para a sociedade o absurdo de mordomias para presos militares que tinham em suas “celas” TV de Plasma, Microondas, Ar condicionado e “momentos de amor” (O Comandante disse que não sabia de nada. Será que é do time do Lula?). Em outro momento o presidente, Paulo Breda, sabiamente colocava sua opinião sobre a importância e oportunidade da Polícia Comunitária que tem dado certo em todos os lugares do mundo, mas aqui o seu papel é invertido. “A Polícia Comunitária deveria ser a elite da PM, mas aqui não é isto que acontece”. Em minha opinião os policiais que lotam os palácios do ócio no Estado bem que poderiam formar uma excepcional Polícia Comunitária. Fica a sugestão.

PÉ DE PÁGINA

“Um tribunal onde o presidente se ausenta da sessão na hora do julgamento para atender um telefone, que uma ministra anuncia que não vai e acaba indo, bom, mas deixa para lá, agora é seguir a vida”. ( Lorota de Ronaldo Lessa sobre o julgamento no qual foi derrotado no TSE)

“As pessoas não confiam na Justiça, nos políticos, no governo, na polícia. As pessoas não confiam em ninguém”. (Secretário de Defesa Social, Dário Cesar sobre a situação de insegurança da população). Valha-nos Deus!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A derrota da arrogância no “terceiro turno”

Para meditar: “Esse governo tem que cair. Até janeiro ou fevereiro, Alagoas terá um novo governo. Disso tenho certeza”. (Palavras do devaneio de Ronaldo Lessa).

O candidato derrotado nas eleições para governador, Ronaldo Lessa, como sempre não se conformou com a decisão soberana dos alagoanos em não aceitar o seu nome. Foi assim quando, por sua soberba e arrogância, foi derrotado em 2006 por Fernando Collor, que em apenas 15 dias de campanha o “destronou” de uma eleição tida como “favas contadas” por ele e seus seguidores. Ao perder para o governador Teotônio Vilela usou dos mesmos argumentos, movido pelo devaneio e alimentado por patronos que sabiam da inconsistência de suas ações (tanto que perdeu todas), mas queriam alimentar seu ego inflado e sua ensandecida busca pelo cargo perdido a qualquer custo.

Sofre porque não é um vitorioso nas urnas, pois ganhou sempre circunstancialmente. Assim foi para vereador quando venceu por um minguado voto, ganhou em 1998 pela conturbação político/administrativa do governo que sucedeu. Em 2002 tinha tudo para perder. Os prefeitos e lideranças políticas do interior não o toleravam, dada à maneira hostil e desprezível com que os tratava acompanhado nessa ação por uma incompetente assessoria que seguia seu exemplo no trato com essas lideranças. Foi preciso que o seu candidato a vice-governador, Luis Abílio, hábil, cordato e respeitado, percorresse praticamente todos os municípios desculpando-se e prometendo um jeito diferente de tratar, caso fossem eleitos. Ganharam, mas o tratamento foi o mesmo por parte do governador. O troco foi dado pelas mesmas lideranças quando foi candidato a senador, votando em Fernando Collor e derrubando-o do frágil pedestal. Em 2010 não aconteceu nada de circunstancial. Disputou com Fernando Collor e Teotônio Vilela e perdeu porque votos não os teve. Mesmo com apoios expressivos no segundo turno como o senador Renan Calheiros e do próprio Fernando Collor.

Mas como todo déspota é um inconformado com a derrota, culpa a todos, até os seus mais fiéis amigos. Jamais faria qualquer reflexão para verificar que existe um grande culpado de seu fracasso: ele.

Sua derrota no Tribunal Superior Eleitoral era previsível. Iludiu-se com os que lhe cercam em busca de um “pedaço de poder”. Mais uma vez prevaleceu a arrogância doentia e o desequilíbrio emocional que o dominam. Anunciou aos quatro cantos que “era o governador” e vaticinou a cassação do vencedor.

Antecipou um julgamento que em sonho se viu vencedor. Só que como na conhecida história de Mané Garrincha e o técnico Vicente Feola “esqueceu de combinar com os russos”. O Tribunal não conheceu de seus devaneios e com uma “lavada” de 6 a 1 manteve o governador no cargo para o qual foi eleito pela maioria dos alagoanos. O terceiro turno derrotou a arrogância e tudo continua azul.

Família ausente

Alguém me perguntou por que nenhum irmão de José Aprígio Vilela compareceu à entrega do prêmio que leva o seu nome? Respondi: todos foram convidados.

A explicação pela ausência quem tem que dar são eles. Uma coisa posso afirmar e quem esteve lá confirma: foi a maior festa do gênero realizada em Alagoas nos últimos tempos. Não é sem razão que os prefeitos batizaram o prêmio como o “Oscar” da Gestão Pública de Alagoas.

O brilho de Thomaz Nonô

Presidindo a solenidade de entrega do Prêmio José Aprígio Vilela de Gestão Pública Responsável e Empreendedora, quando foi também homenageado com a outorga da Medalha do Mérito Dom Hélder Câmara, o vice-governador José Thomaz Nonô impressionou a platéia que lotava o auditório com sua eloqüência já conhecida. Prefeitos, vereadores, as autoridades e lideranças empresariais fizeram questão de cumprimentá-lo após seu discurso, agradecendo e homenageando José Aprígio, Dom Hélder e o Instituto Cidadão.

Como dizia um prefeito: “Isto não é um discurso. É uma peça histórica”.

Candidatura tucana

Ou os tucanos se cuidam e começam a “asfaltar” a candidatura do deputado Rui Palmeira para a Prefeitura de Maceió, do contrário “vão dar com os burros n’água”. Se começa com esse jogo de “deixa pra depois” por pura burrice de dirigentes partidários que só olham para seus umbigos quando acordarem a oposição estará léguas à frente e ai ninguém segura mais. Será um jogo difícil enfrentar o poderio eleitoral do prefeito Cícero Almeida, o PSDB não possui ninguém em seus quadros com consistência eleitoral suficiente a não ser o próprio Rui, que também não está disposto a esperar muito tempo por uma definição.

Confesso que tive medo

Uma de minhas confiáveis fontes narrava conversa sua com importante figura do Poder Judiciário que lhe disse: “Confesso que em certo momento tememos com relação ao julgamento no TSE. Não merecíamos tamanha maldição. O governo atual recebeu Alagoas em frangalho, destruída pela irresponsabilidade e falta de respeito à coisa pública. A duras penas conseguiu recuperar as finanças dilapidadas, implantou seriedade e desenvolvimento ao Estado. Diante dessa cruel realidade claro que de alguma maneira procuramos mostrar aos senhores ministros o caráter de um e de outro e o perigo de um julgamento equivocado”. É assim que se constrói.

João Lyra ganhando fôlego

O deputado João Lyra quer um tempo para refletir sobre uma possível candidatura à Prefeitura de Maceió. Sabe que não pode entrar para perder.

Tem “farinha no alforje”, possibilidade de uma ampla aliança e o apoio do dono da popularidade de Maceió o prefeito Cícero Almeida. Com certeza sua candidatura arrastará o apoio do senador Renan Calheiros e também é possível ter o senador Fernando Collor. Almeida já disse que nada decide sobre apoios até a palavra final do parceiro. Se topar poderá fazer a diferença e conquistar a Prefeitura. A chapa pode ser Lyra e Mozart Amaral.

PÉ DE PÁGINA

“Ao final, Lessa pode ter sido o promotor – o acusador – de si próprio. O poder fez muito mal a ele e a muita gente do seu entorno, embora poucos tenham ficado após a derrocada”. (Blog do Ricardo Mota).

O discurso raivoso, e por vezes, desrespeitoso de Ronaldo Lessa, até atrai a simpatia de uma parcela do eleitorado, que o estimula a continuar dizendo o que vem lhe “vem na telha”.Mesmo que depois tenha de passar por um oceânico vexame, como no caso do desembargador James Magalhães.

Lembrando: Lessa fez publicar na imprensa local um texto assinado por ele dizendo que havia inventado tudo o que dissera sobre o magistrado – tendo como consequência um processo em que foi derrotado em todas as instâncias.
O texto é de fazer qualquer pessoa que se respeite corar até não mais poder. (Ricardo Mota).

domingo, 11 de dezembro de 2011


Com o auditório completamente lotado de personalidades do mundo político e empresarial alagoano aconteceu na noite da última sexta feira a entrega do Prêmio José Aprígio Vilela de Gestão Pública Responsável e Empreendedora, evento em sua terceira versão promovido pelo Instituto Brasileiro de Municipalismo, Cidadania e Gestão – Instituto Cidadão.

O evento premiou os 5 municípios que se destacaram no cenário político alagoano com as melhores ações de desenvolvimento social e administração pública responsável. Foram premiados os prefeitos de Arapiraca Luciano Barbosa, de Atalaia Chico Vigário, de Junqueiro Fernando Pereira, de Cajueiro Antônio Palmery e de Piranhas Melina Freitas.

Na oportunidade também receberam a Medalha do Mérito Dom Hélder Câmara o Vice-governador José Thomaz Nonô, o superintendente do Sebrae/AL Marcos Vieira e o delegado titular do 7º D.P. Denisson Albuquerque.

Para o vice-governador é uma honra receber uma comenda que leva os nomes de quem sempre se dedicou a cidadania. “José Aprígio era uma unanimidade em Alagoas e Dom Hélder uma figura extraordinária. Esta noite é de muita ale-gria e reconhecimento. O Instituto Cidadão pinçou os melhores gestores, e hoje temos aqui a pessoas excelentes que elevam Alagoas a patamares mais altos. Para essas pessoas eu digo: muito obrigado!“, declarou Thomaz Nonô.

O presidente do Instituto Cidadão, Pedro Oliveira ressaltou a forma criteriosa da escolha da Comissão Especial de Atividades Institucionais. “Há uma avaliação rígida dos municípios. O Instituto é parceiro daqueles que querem contribuir para uma nova Alagoas”, afirmou Pedro Oliveira, concluindo com a frase “Sei que não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser dá pra mudar o final”.
Para a prefeita de Piranhas Melina Freitas é uma honra ser merecedora do prêmio. “Esse é o ‘Oscar’ da gestão pública, que reconhece aqueles que buscam o desenvolvimento e o progresso em suas cidades”, disse a prefeita.

Durante a solenidade, o secretário do Planejamento e Desenvolvimento Econômico Luiz Otávio Gomes foi homenageado com o honroso titulo de “Cidadão Benemérito”.

Estiveram presentes a solenidade o vice-governador José Thomaz Nonô, que também na ocasião representou o governador Teotônio Villela Filho, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Luiz Otávio Gomes, o deputado federal Rui Palmeira, o deputado estadual Joãozinho Pereira, os desembargadores Washington Luiz e Nelma Padilha, a secretária de Turismo, Danielle Novis, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Alagoas, Omar Coelho, a Controladora Geral do Estado Rosa Tenório, a diretora técnica do SEBRAE/AL Renata Fonseca, o procurador-geral de Justiça substituto Sérgio Jucá, o diretor presidente da ALGÁS Geoberto Espírito Santos, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Alagoas, Antonio Carlos Lessa, além de vereadores e lideranças políticas de vários municípios.

PRÊMIO - O prêmio é conferido anualmente a 05 (cinco) municípios que tenham obtido no exercício destaques positivos nos itens: Desenvolvimento Social; Geração de Emprego e Renda; Administração Moral e Legal; Programas de Saúde; Programas de Educação; Projetos de Apoio ao Micro e Pequeno Empresário; Administração Empreendedora; Gestão Participativa, Defesa e Preservação do Meio Ambiente.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O governo sem Luiz Otávio

Para meditar Solidariedade em “off” não é solidariedade. É “media”. Tem que mostrar a cara. Tem que tornar pública.
Para quem não sabe eu e Luiz Otávio Gomes somos amigos há quase quarenta anos. Nunca fomos desses de “viver grudados”, mas conservamos uma amizade pautada na lealdade, no respeito e na reciprocidade. Sempre acompanhei com orgulho sua trajetória de vencedor. Foi meu sucessor na presidência da ABRP na década de 70, onde realizou uma profícua gestão. Ganhou o mundo e conquistou espaços no Brasil e no exterior. Por seus méritos e sua inteligência privilegiada transformou sua empresa em uma das mais respeitáveis no campo da consultoria empresarial do país, ocupou cargos de relevo nacional e internacional. Porém no meio do caminho tinha uma pedra (tal qual a poesia de Drummond) tinha uma pedra no meio do caminho. Ao aceitar o apelo do amigo governador para comandar os mais importantes projetos de desenvolvimento do Estado, talvez não imaginasse por quantas agruras e decepções iria passar. É um executivo de resultados e assim fez a diferença no geral da Administração. Ganhou superpoderes não porque buscou, mas pela sua capacidade de fazer acontecer. Ganhou também o ódio daqueles que percebendo uma Alagoas diferente, não puderam ou não tiveram a coragem de atacar o governador. Contra ele se voltou a ira dos que apostam no quanto pior melhor, dos invejosos, dos incapazes de construir. Fala-se agora em sua saída do governo. Não estive com ele ultimamente, mas a última vez que nos vimos estava triste, decepcionado e disposto a retomar suas atividades privadas, voltar para a família e para as coisas que gosta de fazer. Para mim não importa: se ficar estou ao seu lado, se sair também estarei, defendendo intransigentemente sua honra, seu caráter e sua dignidade que jamais serão abalados pelos “mequetrefes” do caos. Acho que lhe faltou solidariedade. Não vi nenhum de seus companheiros de governo sair em apoio público nos momentos em que foi injustamente atacado. A própria defesa do governador foi tardia e acanhada, embora sabendo o quanto o preza e respeita. No caso do Banco Panamericano, cujo grande e único vilão é o PSDB, nem uma nota para esclarecer, não assumiu a culpa que lhe cabia e a seus dirigentes faltou a coragem cívica de arcar com a responsabilidade: sobrou para Luiz Otávio. Se pudesse dar um conselho ao amigo eu diria: - Saia! Esse jogo sujo não lhe cabe. Volte a ser feliz e tire essa pedra do seu caminho. Você merece.

Não sei como será o governo sem Luiz Otávio. Só sei que não será a mesma coisa. O Tempo dirá!

A ética na imprensa
A imprensa e em especial os jornais deveriam ter mas cuidado para não comprometer suas linhas editoriais e se tornarem desacreditados diante dos seus leitores. Por estes dias um amigo lia um jornal diário e afirmava: “Com certeza o governo está com pagamento atrasado do acordo ”. E assim é feito: como forma de pressão a linha editorial muda radicalmente e o veículo parte para a “oposição explícita”. Tão logo a dívida é sanada a paz volta a reinar e as notícias passam a ser favoráveis. Está não é a ética que aprendemos, mas infelizmente é a de alguns.
Transparência, mas não muito
O Tribunal de Contas chiou com relação a obrigação dos municípios em manter o Portal da Transparência com informações detalhadas sobre a movimentação financeira da Administração e o número insignificante de Prefeituras que cumprem a determinação. Mas não adianta apenas exigir “transparência”. O importante é fiscalizar com rigor, de preferência “in loco” e punir os irresponsáveis. Dizia um prefeito: “Montar o Portal da Transparência é fácil e mais fácil ainda “maquiar” os números para enganar a população. Dos municípios citados como exemplo pelo conselheiro tem um pendurado em denúncias cabeludas de desvio de recursos e fraude em licitações”. Onde está a tal transparência?
Combatendo a corrupção
O chefe do Ministério Público estadual, procurador Eduardo Tavares Mendes esta semana se disse estarrecido com o nível da corrupção em Alagoas, principalmente nas Prefeituras Municipais. Sabemos que boa parte dos prefeitos rouba descaradamente o dinheiro da merenda escolar, das obras sociais e das verbas que serviriam para diminuir a fome de muitos que vivem na miséria. Frauda licitações, fabrica “notas feiras”, assaltam os cofres públicos e aposta na impunidade. Para Tavares “O estado não suporta mais a onda de corrupção e chegou a hora de dar um basta definitivo. O índice de corrupção é alarmante. Precisamos construir uma nova realidade e a participação dos outros Poderes é de fundamental importância no combate a esse tipo de crime”.
Afronta à soberania
O prepotente secretário geral da FIFA, Jerome Valcke, em entrevista à imprensa internacional deu o tamanho do valor que a entidade dá ao Brasil e a nossa soberania nacional. “Não me importo com dinheiro público. O que me importa é a estrutura de cada cidade. Se é dinheiro público, essa é uma decisão de governo. O Brasil não vai vencer a FIFA. Romário ou outros deputados não vão vencer a FIFA. Não entendo por que as pessoas insistem que queremos substituir a lei e o governo brasileiro durante os 32 dias da Copa. “O que temos de garantir é que ir ao Brasil seja um sonho e não um pesadelo”. Essa Copa não vai dar certo!
Uns com tanto
A partir de agora consultas, exames e internações dos 81 senadores em hospitais de luxo vão nos custar mais R$ 66,1 milhões aos cofres públicos, apesar da existência de moderno e equipado serviço médico do Senado. Quatro contratos, todos com dispensa de licitação, valem por 60 meses. O Hospital Santa Luzia pode faturar R$ 45 milhões, o centro médico Carpevie, R$ 17 milhões, e o Centro Urológico de Brasília R$ 1,2 milhão para cuidar das próstatas dos senadores. Enquanto isso brasileiros comuns morrem nos corredores de hospitais públicos por falta de assistência todos os dias. É este o país que merecemos?
Magistrados suspeitos
A Corregedoria Nacional de Justiça está fazendo um levantamento sigiloso sobre o patrimônio de 62 juízes atualmente sob investigação, boa parte deles acusados de “vender sentenças” e praticar outros crimes. Associações de juízes acusaram o CNJ de abusar dos seus poderes e recorreram ao Supremo Tribunal Federal para impor limites à sua atuação e estancar esse tipo de investigação. Querem “blindar” os corruptos.
"Os números confirmam a veracidade das críticas que fiz, pois, além de revelar a existência de grande número de investigações e processos, mostram que em muitos casos a inoperância da corregedoria local ou do desembargador responsável pelo processo acarreta grande número de prescrições e consequente impunidade", afirma a ministra Eliana Calmon.
PÉ DE PÁGINA
O prefeito Cícero Almeida homenageou ex-governador Luis Abilio Sousa Neto ao entregar uma moderna e equipada creche-escola com o seu nome no Conjunto Cidade Sorriso II. Na ocasião o secretário de Educação Thomaz Beltrão ressaltou o caráter, a grandeza e o espírito público do homenageado. 
Petistas aloprados, sob comando marginal, quebraram a cara quando tentaram montar mutreta para tomar de assalto a diretoria do SEBRAE/AL. Esqueceram que ali é lugar de gente séria e que em seu Conselho não cabe as falcatruas e desvios de conduta.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Gestão Pública Eficiente

Governo do Estado prossegue capacitando servidores públicos
O Governo de Alagoas iniciou esta semana mais uma etapa do curso de capacitação para servidores públicos. A Escola de Administração Pública deve beneficiar, inicialmente, cerca de 360 servidores de três cidades-pólo: Maceió, Arapiraca e Santana do Ipanema. A iniciativa faz parte do Programa de Qualificação promovido pela Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp), através da Escola de Governo de Alagoas (EGAL), em parceria com o Instituto Cidadão.

Neste segundo módulo, o curso abordará temas como Gestão de Pessoas, Atualização Ortográfica da Língua Portuguesa e Redação Oficial. Este módulo, só será oferecido em Maceió, nesta segunda. Em Arapiraca e Santana do Ipanema, terça (22) e quarta-feira (23), as duas turmas de 120 alunos terão o II Seminário “Profissionalismo e Qualidade no Serviço Público”.

A programação vem sendo executada através de aulas e seminários, com profissionais capacitados – na maioria das vezes psicólogos ou instrutores com formação pedagógica -, que conseguem diluir valores ao conteúdo programático, como: Ética, Respeito e Moral. “Estamos, apenas, na primeira etapa do projeto. Nosso objetivo é percorrer todas as regiões administrativas do estado até o fim do ano”, assegura a superintendente da Egal, Cícera Pinheiro.

Em Matriz do Camaragibe, por exemplo, o projeto deve ser retomado no próximo dia 30. As etapas vêm sendo acompanhadas, de perto, por Pinheiro e mais duas diretoras e da Escola de Governo, Kátia Costa e Síria Libânia. Assim, o comprometimento com a nova proposta de reposicionamento estratégico com excelentes resultados para a Gestão Pública de Alagoas.

De acordo com o secretário da Gestão Pública, Alexandre Lages, o incentivo à capacitação técnica do servidor público está nas diretrizes do programa “Alagoas Tem Pressa”. “O projeto Escola de Administração Pública leva aperfeiçoamento, capacitação e empreendedorismo a servidores espalhados pelos quatro cantos do estado. Respeitando cada particularidade existente, o projeto serve como um instrumento agregador entre a Escola de Governo e o servidor. A capacitação continuada é uma das ações prioritárias desta segunda gestão do governador Teotonio Vilela”, conclui.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quem mente rouba

Para refletir: "Aposentadoria não pode ser punição para ninguém. Foi no passado, mas agora não dá mais". (Ministra Eliana Calmon sobre a punição para juízes corruptos que vão de mera advertência à aposentadoria compulsória, com preservação dos vencimentos).

Meu velho pai gostava muito de usar esta expressão quando alguém era apanhado mentindo, principalmente se tratando de político. Sempre acreditando em suas lições comecei a contabilizar os adeptos da mentira e a checagem era batata: normalmente os que mentiam também roubavam.

A situação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT) se complica a cada dia. Mentiu em depoimento à Câmara dos Deputados, ao dizer que não conhecia o gaúcho Adair Meira, dono de três ONGs que têm contratos milionários com a pasta. A mentira em depoimento à Câmara configura crime de responsabilidade e por isso a oposição prometeu agir. O dono da ONG é muito ligado a Lupi, mas o ministro disse que não o conhecia e que jamais utilizara avião em viagens do gênero. Fotografias do próprio Lupi desembarcando do avião, no aeroporto de Grajaú (MA), desmascarou de vez a mentira. Adair estranhou e lamentou que o ministro tivesse medo de afirmar que o conhece. Foi Adair quem providenciou o avião King Air prefixo PT ONJ, no qual Carlos Lupi cumpriu agenda oficial, em dezembro de 2009. O ex-secretário de Políticas Públicas de emprego do Ministério Ezequiel Nascimento disse a revista Veja que coube a Meira, dono das ONGs que fraudaram o governo, pagar o passeio de Lupi.

Carlos Lupi não mentiu apenas ao Congresso Nacional. Mentiu também para o Palácio do Planalto. Quando o governo soube que seria divulgada reportagem na revista "Veja" sobre a viagem de Lupi ao Maranhão, o ministro enviou ao Planalto a informação de que não tinha ligação com o empresário Adair Meira.

Nas palavras de um interlocutor direto da presidente Dilma Rousseff, a sobrevida dada a Lupi até a reforma ministerial em janeiro já não existe. Avaliação feita até o fechar desta coluna por integrantes do núcleo do governo foi a de que Lupi deve uma explicação pública convincente. E, se isso não ocorrer, o Planalto espera que o PDT conduza o processo de substituição de Lupi o mais rápido possível
Segundo um ministro, Lupi está extremamente fragilizado e só piorou sua situação com declarações polêmicas nos últimos dias. No Planalto, Lupi é chamado de "fanfarrão". Já há avaliação interna de que sua permanência começa a contaminar a agenda do governo. Tivesse eu acesso à presidente Dilma lhe diria: ouça as palavras sábias de seu Nezinho – “ Quem mente rouba”.

Falou e disse

“Gente, pelo amor de Deus, eu fui eleito senador agora, tenho oito anos de mandato para cumprir e eu tenho o maior respeito pelos meus eleitores. Essas especulações agora não acrescentam nada, pelo contrário, pode ficar parecendo que eu sou tarado por mandatos e não é isso. Temos muita coisa para fazer. Alagoas tem indicadores sociais negativos que precisam ser eliminados de uma vez por todas e esse é o meu papel no Senado”. Esta foi a resposta irritada do senador Renan Calheiros à imprensa que tem a mania de antecipar as eleições. O pior é que nem chegamos ao pleito de 2012 e alguns já querem trazer para hoje a disputa de 2014. Calheiros está correto e a pergunta foi inconveniente.

Mais falcatruas

O ministro (ou ex-ministro?) do Trabalho, Carlos Lupi, concedeu registro a sete sindicatos patronais no Amapá para representar setores da indústria que, segundo o próprio governo local, não existem no Estado.

Os certificados saíram a pedido do deputado Bala Rocha (PDT-AP), dirigente do partido de Lupi, que afirma ter se valido da proximidade partidária com o ministro.

Nenhum dos presidentes desses sindicatos é industrial. São motoristas de uma cooperativa de veículos controlada por um aliado de Rocha. Os sindicatos têm registros em endereços nos quais não há estrutura montada.

As certidões foram dadas pelo ministério em abril e agosto de 2009 e levam a assinatura de Lupi, ao lado da inscrição "certifico e dou fé", e do então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros. O ministério foi avisado por ofício pela Federação das Indústrias do Estado do Amapá, em fevereiro de 2009, de que esses sindicatos não tinham representação.

Nossos corruptos

O jornalista Juan Arias, correspondente do jornal espanhol El País no Brasil, escreveu um artigo indagando onde estão os indignados do Brasil. Por que não ocupam as praças para protestar contra a corrupção e os desmandos? Não saberiam os brasileiros reagir à hipocrisia e à falta de ética dos políticos? Será mesmo este um país cujo povo tem uma índole de tal sorte pacífica que se contentaria com tão pouco? Ao assistir a mais uma pífia manifestação promovida pelo MCCE aqui em Maceió, no feriado de 15 de novembro com o objetivo de protestar contra a corrupção percebi o quanto está certo o colega espanhol. Mas, se somos nós que elegemos nossos corruptos, por que então condená-los?

Jalecos sujos

É impressionante o número de profissionais da medicina e enfermagem usando seus jalecos brancos nos restaurantes nas imediações da UNIMED, no Farol. Na maior cara de pau eles adentram ao ambiente de refeição (trazem no bolso a marca do hospital), sujam e contaminam as vestes com as quais voltarão ao trabalho e pobre dos pacientes que estarão expostos a essa contaminação. Uma falta de vergonha que a vigilância sanitária não vê e certamente a direção da empresa permite. Vamos fotografar?

Aperto na Eletrobrás

Na quarta feira estive em Atalaia. A convite do prefeito Chico Vigário fui assistir a uma audiência pública, na Câmara de Vereadores. Presentes representantes da comunidade local e da Eletrobrás. O “caos elétrico” ali se instalou. Há dias em que o fornecimento de energia é suspenso nada menos de 30 vezes. Diariamente acontecem apagões, alguns rápidos outros com horas de duração. Estive na cidade por algumas horas e pude constatar pelo menos três interrupções de energia. O pessoal pegou pesado com os representantes da empresa. Até a Igreja Católica ameaçou sair às ruas com seus fiéis caso alguma providência não seja tomada. Os vereadores estavam revoltados e a população idem.O prefeito já não agüenta tanta reclamação.

PÉ DE PÁGINA

“Além das irregularidades denunciadas, que passam por cobrança de propinas, utilização de avião e a utilização também de diárias frias, o ministro, de forma atabalhoada na Câmara dos Deputados, como um boquirroto despreparado, faltou com a verdade e insultou o Congresso Nacional e a sociedade brasileira. Esse insulto não pode ficar sem reparação. Ficou comprovado que o Ministro Carlos Lupi mentiu, e a mentira oficial é crime de responsabilidade – ( Senador Álvaro Dias PSDB/PR).

Segundo o Paulinho da Força, um poço até aqui de picaretagem, disse ao Estadão que Dilma considera as denúncias frágeis e pediu para que Lupi fique no cargo. “Ele (Lupi) disse com todas as letras que a Presidente quer que ele fique. Ele disse que ela considerou as denúncias frágeis e que ele deveria ficar. O ministro disse à Presidente que quer ficar para enfrentar as denúncias. Ele vai ficar e o partido vai apoiar. A Dilma pediu para ele ficar e ele vai ficar”, disse Paulinho.
Caso Dilma tenha dito isso, ela se iguala aos dois. (Adriana Vandoni/Prosa&Política)

Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...