domingo, 10 de maio de 2015

Para refletir: “No Brasil as coisas acontecem, mas depois, com um simples desmentido, deixaram de acontecer”. (Stanislaw Ponte Preta)

QUEM SABE FAZ A HORA

Como uma de suas primeiras medidas de adequação da máquina administrativa e ordenamento da estrutura o governador Renan Filho determinou a junção de duas das mais importantes secretarias (Planejamento e Gestão Pública) fato que surpreendeu e deixou dúvidas quanto a eficácia do ato. Se ambas possuindo imensa estrutrura de órgãos, atividades e pessoal já tinham individualmente o caráter de “super-secretarias”, imaginem com tamanho dobrado. Não há dúvidas de que a SEPLAG representa meio governo. O governador Renan Filho delegou a altíssima responsabilidade de conduzir a super estrutura ao jovem e talentoso secretário Cristhian Teixeira, um executivo antenado com a modernização do estado e executor da administração com metas e resultados. Em quatro meses implantou projetos e junto com uma competente equipe, escolhida à dedo, mostra que terá uma caminhada árdua, mas com a garantia de mérito.
Com a atenção voltada para a importante participação da sociedade na construção de políticas públicas a Secretaria de Planejamento, Gestão e Patrimônio está iniciando a implantação do PPA participativo, que vai apresentar objetivos, programas e metas de governo para o período de quatro anos, com interação ativa de representantes da população que venham resultar  em bens e serviços prestados ao Estado, alinhando as necessidades da população com as diretrizes  governamentais.
Uma primeira oficina de trabalho na região Norte reuniu representantes de treze municípios sendo enfocados na oportunidade temas como: Garantia dos Direitos, Saúde, Educação, Habitação, Gestão Pública, Segurança e Transporte. A ideia foi muito acolhida e a participação foi considerada além das expectativas.
É assim que se faz. O governo chegando perto do povo, para junto com ele promover as mudanças necessárias ao desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida da sociedade. Quem sabe faz a hora. Começa bem o secretário Cristhian Teixeira.
Dona Dilma não gostou
O Plenário do Senado aprovou voto de censura ao governo da Venezuela. O motivo é a prisão arbitrária de políticos opositores ao regime do presidente Nicolás Maduro, ato que viola as cláusulas democráticas do Protocolo de Ushuaia sobre Compromisso Democrático no Mercosul.
O autor do requerimento foi o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Ele afirmou que é parceiro da Venezuela e quer o “futuro construtivo” do país vizinho, mas observou que o posicionamento crítico é necessário. Por motivos óbvios a presidente Dilma não gostou nada da proposição de seu aliado e muito menos da aprovação.
“Bairro vivo”, povo pobre
Não adianta a Prefeitura de Maceió anunciar demagogicamente a pífia e improdutiva ação de “levar serviços às comunidades, conhecer de perto a realidade da população, conversar com os moradores e ouvir seus anseios e necessidades” , segundo o vice-prefeito Marcelo Palmeira, que ocupa temporariamente a inoperante cadeira enquanto o titular passeia pela Itália e arredores. Tiveram dois anos e cinco meses e nada fizeram pela população mais necessitada. Esse tal de projeto “Bairro Vivo” nada mais é do que “alegorias” com a participação de diversos órgãos da administração, fingindo para a população que estão trabalhando por um final de semana. Após a “festa” arrumam suas malas e tudo volta ao estado de miséria de sempre. Continuam sem saúde, sem educação e sem o respeito que deveriam receber daqueles nos quais votaram equivocados.
Obras irregulares em Alagoas
O Tribunal de Contas da União (TCU) fiscalizou obras de saneamento básico em cinco municípios do Estado, decorrentes de convênios entre a Fundação Nacional de Saúde e as respectivas prefeituras. A fiscalização ocorreu em obras de saneamento nos municípios de Viçosa, Piranhas, Marechal Deodoro, Pariconha e Cacimbinhas. O tribunal verificou: atrasos que podem comprometer o prazo de entrega das obras, descumprimento dos procedimentos necessários para operacionalização dos repasses de recursos e obstrução ao livre exercício da fiscalização pelo TCU.
Os auditores verificaram que os atrasos na implantação dos sistemas de esgotamento sanitário revelam ineficiência das gestões municipais, que mesmo com disponibilidade de recursos financeiros não conseguem executar os empreendimentos nos prazos contratados originalmente.
Animais protegidos
A vereadora Heloisa Helena e um grupo de amigos temos nos encontrado com frequência e defendido uma pauta positiva em respeito ao trato e atenção com os animais na capital. Vários apelos já foram feitos ao prefeito Rui Palmeira que nunca demonstrou a menor sensibilidade para as reivindicações justas da construção de um hospital público e um cemitério para animais. Em certo ponto tem até razão: se não cuida dos miseráveis humanos imagine dos bichos. Praticamente todas as capitais possuem além desses dois equipamentos, uma delegacia especializada para os crimes contra animais. Aqui como tudo o mais, nada acontece. O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou recentemente o Projeto de Lei que criminaliza condutas contra a vida, a saúde ou a integridade de cães e gatos. Pelo seu descaso já dá para criminalizar o prefeito de Maceió.
Renan abre guerra à Dilma
“Renan ligou a metralhadora giratória e está atirando em tudo o que vê", disse um parlamentar amigo do presidente do Senado, explicando: "O que ele está vendo é Dilma, Eduardo Cunha, o PT e agora até o Temer". Estes têm sido os alvos de Renan desde que foi reeleito presidente do Senado.
Na disputa pela presidência do Senado, ele precisou cobrar fidelidade do PT, o que foi feito em conversa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na última hora, um grupo de pelo menos cinco senadores que tinha disposição de votar no outro candidato, senador Luiz Henrique (PMDB-SC), acabou mudando o voto e assegurando a vitória de Renan. 
O episódio seguinte foi a saída do competente profissional Vinicius Lages, do Ministério do Turismo, para dar lugar a Henrique Eduardo Alves, o que simbolizou a vitória de Eduardo Cunha – com quem, hoje, Renan disputa protagonismo no Legislativo. "Lutamos pela democracia para deixar as panelas falar; precisamos ouvir as panelas", disse Renan, como que tripudiando com o temor do governo de ouvir novo panelaço caso Dilma convocasse rede nacional de rádio e televisão. (Com informações do Blog de Cristiana Lobo - G1).
“Bengala” derrota Dilma
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou esta semana, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição 457/05, que aumenta de 70 para 75 anos a idade de aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dos tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União. A proposta foi aprovada com 333 votos favoráveis, 144 contrários e 10 abstenções e será promulgada em sessão do Congresso para começar a valer. Mais uma derrota de dona Dilma.
A alteração na idade de aposentadoria terá impacto na composição, entre outros, do Supremo Tribunal Federal. Pela regra atual, até 2018, cinco ministros alcançariam 70 anos e seriam aposentados. Dessa forma, a presidente Dilma Rousseff terminaria o mandato tendo escolhido a maioria dos ministros da corte. Com a ampliação da aposentadoria, ela perderá esse poder de escolha se os atuais ministros permanecerem no cargo até o limite de 75 anos, deixando de gerar vaga a ser preenchida.
Agora algumas perguntas que não podem deixar de ser feitas: por que sempre os privilegiados são os mais poderosos? Por que aposentadoria apenas aos “bengalados” dos tribunais superiores? Os demais servidores não são gente? Não trabalham bem mais que os senhores ministros? Este é realmente o país  dos equívocos.
Conversa fiada
Na segunda feira o “azul piscina” do mar de Maceió, amanheceu com uma enorme mancha negra. Pode até não ser (os senhores técnicos vão dizer), mas a primeira imagem que vem à memoria repetida da população seriam dejetos vindos das galerias de águas pluviais despejados pelos prédios de luxo da nobre orla da capital.
Nada surpreendente as informações divulgadas pelo órgão municipal que deveria cuidar do meio ambiente: “A Sempma constata o lançamento de afluentes nas galerias de águas pluviais em empreendimentos e imóveis residenciais. Precisamos descobrir os responsáveis pelos danos ambientais e punir”.
Ora, se “precisamos” por que não “descobrimos”? E mais: por que não “punimos”? Tudo conversa de que não tem o que dizer.

Não fecharam os supermercados Extra e Bompreço? Mas falta coragem e vontade política para fechar os prédios que jogam merda nas praias de Maceió.

Coluna também publicada no Jornal Extra, Jornal Tribuna do Sertão, Jornal Tribuna Alagoana. Sites: Tribuna do Sertão, Tribuna do Agreste, Primeiro Momento.

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sábado, 2 de maio de 2015

Para refletir: A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa. (Jô Soares)



Pena que seja assim
Diante de minhas críticas nas últimas edições sobre os descaminhos da administração do prefeito Rui Palmeira tenho sido abordado com muita frequência por leitores que também se dizem indignados e decepcionados com a esperança de mudanças sepultadas nestes dois anos e meses de gestão. Alguns não votaram, mas pela trajetória política do candidato acreditaram em mudanças efetivas e prometidas durante campanha. Os que votaram demonstram uma decepção ainda maior e se sentem traídos em suas crenças de estarem escolhendo o melhor. Não é exagero de jornalista: não ouvi uma voz sequer que discordasse de minhas críticas.
Esta semana encontrei casualmente um grande amigo do prefeito e pessoa de influência na sociedade que me abordou sobre o assunto: “Sou leitor de sua coluna há mais de dez anos. Todas as sextas feiras compro o Jornal Extra logo cedo e vou direto à sua página. Confesso que ultimamente faço isto constrangido por suas críticas a administração de Rui Palmeira. Você pega pesado amigo. Mas o meu constrangimento maior é porque você pontualmente tem toda razão. Não ví você fugir uma vez sequer da verdade. Você está dizendo o que toda a população de Maceió gostaria de dizer”.
Deixo claro que também não tenho nenhum prazer em criticar o prefeito. Fui seu eleitor e trabalhei o que pude por sua eleição. Tenho com sua família, principalmente com seu pai, o homem público que mais tenho admiração ( Ministro Guilherme Palmeira) a mais respeitosa relação. Mas disse pessoalmente a ele após sua posse. Estarei ao seu lado, mas não tenho nenhum compromisso com seus erros. Meu lado jornalista é assim: o cidadão pode ser meu amigo, o homem público tem o tratamento igual.
Gostaria de poder estar elogiando o trabalho do prefeito Rui Palmeira, mas os desacertos de sua administração me impedem. Escolheu uma equipe despreparada formada por amigos, colegas e agregados de campanha. Devia ter ouvido um conselho que serve para todo gestor público: “Nunca nomeie alguém para um cargo que você amanhã não possa demitir”. Tem sido arrogante e ausente no trato com as pessoas e me parece desmotivado para administrar. É uma pena que seja assim e isto não vai acabar bem.
Indicação polêmica
Foi concluída nesta quarta-feira (29), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), a leitura do relatório do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) à indicação do jurista Luiz Edson Fachin ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da CCJ, José Maranhão (PMDB-PB), concedeu vista coletiva à matéria e poderá convocar a sabatina do indicado a partir de quinta-feira (7), cinco dias úteis após a leitura do relatório, conforme o regimento.
Questionamentos apresentados nesta quarta-feira anteciparam o clima de polêmica que deverá marcar a sabatina de Fachin.  Assim que Alvaro concluiu a leitura de seu relatório, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) questionou o fato de o indicado ter exercido advocacia privada após ter tomado posse como procurador do estado do Paraná, o que contrariaria lei estadual.
O sabatinado vai passar aperto na próxima semana. Sabe-se nos bastidores e corredores do Sedado que o presidente Renan Calheiros olha atravessado para a indicação da presidente Dilma.
Heloísa continua lutando
Muitas vezes na vontade de chegar na frente ou “dar o furo!” alguns jornalistas pecam pela informação deturpada causando transtornos muitas vezes irreparáveis. O meu mestre Rodrigues de Gouveia, no velho Jornal de Alagoas dizia: “Não adianta chegar primeiro se chegar errado”. A noticia de que a vereadora Heloisa Helena teria anunciado não concorrer mais a cargos públicos e deixar a política não é verdade. É pura especulação.
Heloisa tem nos dito com frequência que não deve concorrer mais uma vez ao cargo de vereadora, sei também de sua frustração com a atividade parlamentar tão suja de lama da corrupção, da política dos “acertos”, dos acordos espúrios e isto não é novidade diante de suas convicções.
Mesmo que não seja candidata a nenhum cargo nas próximas eleições continuará em sua militância politica e pode muito bem esperar o tempo passar, fazendo cidadania mesmo sem mandato e mais tarde quem sabe topa uma candidatura. A verdade é que a bandidagem política torce para que ela não dispute uma eleição, mas é muito maior o número daqueles que pedem e precisam de sua presença na política. Hoje (quarta feira) conversei bastante com ela. Continua a mesma guerreira de sempre, inconformada com a canalhice, mas disposta a enfrenta-la em sua guerra santa.
Antônio Moura
Dentro do caos administrativo que predomina na prefeitura de Maceió, um secretário se sobressai e desponta perante a comunidade como um gestor competente e empreendedor. Mesmo enfrentando as dificuldades financeiras e as verbas escassas da pasta tem realizado um trabalho elogiável.
Trouxe para a administração pública a agilidade da iniciativa privada, a vontade de fazer certo e o compromisso com o interesse público. É um defensor intransigente do esporte como instrumento de incentivo à promoção de qualidade de vida, principalmente nas comunidades mais carentes. Tem mostrado que se pode fazer muito com poucos recursos, mas com criatividade.
Tenho acompanhado seu trabalho e ouvido as melhores referencias sobre sua gestão de resultados à frente da Secretaria Municipal de Turismo e Lazer. O jovem Antônio Moura tem feito a diferença. Muito bom se seu exemplo fosse adotado.
Você acredita nessa história?
Um adolescente suspeito de assalto morreu após uma “troca de tiros” com policias do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), no bairro da Santa Lúcia. Segundo informações dos militares, outro adolescente foi detido e encaminhado para a Central de Flagrantes I, no bairro do Farol.
Ao avistar a viatura do Bope, os adolescentes, que tinham roubado uma moto, de cor cinza e de placa ORD-6156, tentaram fugir. Durante a fuga, o carona da motocicleta atirou contra a viatura dos militares. No confronto, o adolescente foi atingido nas costas, o condutor perdeu o controle e os dois caíram da moto em que estavam.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Alagoas (Samu) socorreu, mas o suspeito não resistiu aos ferimentos e morreu ao chegar no Hospital Geral do Estado (HGE). ( Com informações da Gazeta Web).
E o povo que se ferre
Para que serve o Fundo Partidário? O fundo partidário é dinheiro público (o nosso dinheiro) usado para custear gastos dos partidos. Cada sigla define como utilizará a grana alta. Muitas aplicam em campanhas, manutenção de sedes estaduais e os chamados gastos partidários. A maioria entanto entende que o dinheiro deve ser gasto com mordomias de seus dirigentes, viagens nacionais e internacionais, farras e até a distribuição “social” com correligionários, amigos e afilhados e também pagando gordos salários a dirigentes sem mandato. Tenho a convicção de que um dos negócios mais lucrativos hoje é a criação de um partido político. Não é sem razão essa briga constante de políticos em busca de um partido “para chamar de seu”. Se já era um bom negócio imagine agora com a irresponsável sanção da presidente Dilma que vem triplicar os valores de repasses do Fundo Partidário.
Pequenos milionários
Para se ter uma ideia  o repasse  para o nanico PEN (Partido Ecológico Nacional), com só dois deputados federais, aumenta (670%): de quase R$ 908 mil para R$ 6,98 milhões. E isto vai acontecer com as demais siglas pequenas, algumas criadas apenas para servir de “aluguel” e “montaria” para os maiores.
No projeto original, o governo destinava R$ 289,5 milhões para o fundo, mas o valor foi elevado para R$ 867,5 milhões pelo relator do Orçamento no Congresso, o desprezível senador Romero Jucá (PMDB-RR), serviçal do Palácio do Planalto e sancionado sem cortes pela presidente Dilma Rousseff, que naturalmente ordenou que fosse feito com o objetivo de comprar votos para sua rebelde base aliada.
Outros exemplos da roubalheira explícita: O PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) de Levy Fidelix, que tem um deputado federal, ( Cicero Almeida) poderá receber R$ 5,176 milhões em 2015, bem mais do que levou em 2014 (R$ 1,321 milhão).

O PSDC (Partido Social Democrata Cristão), que no ano passado lançou Eymael como candidato à Presidência e que conseguiu eleger dois deputados, receberá R$ 5,605 milhões.

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sábado, 25 de abril de 2015

Para refletir: “Os vices são como ciprestes só crescem à beira do túmulo”- Sebastião Nery


Contra os trabalhadores
Na noite da última quarta-feira (22), a Câmara dos Deputados, sob o comando de seu presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apunhalou os trabalhadores e suas conquistas históricas aprovando a emenda que autoriza a terceirização em atividade-fim nas empresas do País – até agora, a terceirização só podia ser feita nas atividades-meio, como segurança e limpeza.
Ao todo, 230 deputados votaram favoráveis à emenda e 203 contra. A proposta foi apresentada pelo relator do projeto, o deputado federal Arthur Maia (SD-BA). O PT apresentou uma proposta que impedia terceirização nas atividades-fim, mas ela não foi sequer apreciada.
Além da terceirização em atividade-fim, a Câmara também aprovou a emenda que reduz de 24 para 12 meses, a quarentena que o ex-funcionário de uma empresa deve cumprir para que possa prestar serviços por meio de uma terceirizada.
Apesar dos deputados terem piorado o Projeto de Lei 4330, com muito mais prejuízos para a classe trabalhadora, o presidente da CUT continua confiante na capacidade de mobilização e luta dos/as trabalhadores/as, até mesmo porque a aprovação na Câmara não encerra a tramitação do projeto.
“A luta não acaba com a votação na Câmara, o projeto ainda passará no Senado. Nós estaremos na rua e teremos um 1º de maio de muita luta e mobilização em todo o País. Vamos ampliar as mobilizações, fazer novos dias de paralisações e, se necessário, uma greve geral para barrar esse ataque nefasto e criminoso aos direitos da classe trabalhadora brasileira”, declarou.

Coisas da província
Esta semana lia o blog de um colega que criticava o uso do helicóptero do estado ou de aeronaves fretadas para os deslocamentos do governador Renan Filho. Fiquei a analisar e a me perguntar quando nós da imprensa vamos sair desse provincialismo caboclo e deixar de se prender a coisas miúdas e sem o menor sentido, quando temos uma pauta altamente positiva para explorar? Parece-me até que há a imposição do “dever da crítica”. “Se hay gobierno soy contra”, coisas de um ultrapassado e arcaico Che Guevara.
As mesmas críticas eram feitas ao governador Teotônio Vilela, que nunca se deu ao trabalho de responder. É preciso que os arautos da moralidade “tupiniquim” entendam que a agenda de um governador não é a de um jornalista. Os deslocamentos, muitos são inesperados ou urgentes, e também deve se levar em conta a privacidade que faz parte da liturgia do cargo. Logo  vão querer que o governador faça seus deslocamentos de ônibus. Coisas de Alagoas.

Renan bate forte
Ainda repercutem as duras críticas do senador Renan Calheiros sobre a manutenção no Orçamento Geral da União de 2015, pela presidenta Dilma Rousseff, da  verba destinada ao Fundo Partidário. Durante a tramitação da proposta o valor foi triplicado pelos parlamentares passando de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões.
Segundo Renan, que não anda nada amigável com o palácio do Planalto, “Aconteceu o que de pior poderia acontecer. A presidenta sanciona o fundo partidário com aumento muito grande e desde logo anuncia que vai contingenciar. Ela, sem dúvida nenhuma, escolheu a pior solução, ela deveria ter vetado como muitos pediram, porque aquilo foi uma coisa que foi aprovada no meio do orçamento sem que houvesse debate suficiente, de modo que aconteceu o pior”.

Governo imprensado
O Senado decidiu adiar a votação do projeto que obriga a União a colocar em prática o novo indexador das dívidas dos estados e municípios. Não há acordo sobre a mudança sugerida pelo governo, de adiar a aplicação até janeiro de 2016 e depois devolver aos estados e municípios o que tiver sido pago a mais. Outras mudanças também serão analisadas na próxima semana.
Mesmo que o governo use todo o tempo para promover a negociação, ao final deste prazo, 31 de janeiro de 2016, terá que fazer encontro de contas. Aquilo que foi a maior, terá que ressarcir aos estados e aos municípios — explicou o senador Walter Pinheiro (PT-BA), relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
A troca do indexador é reivindicação antiga de estados e municípios, cuja dívida chega a crescer até 20% ao ano. O texto que altera a indexação virou lei em 2014, mas o governo adiou a regulamentação em nome do ajuste fiscal.

Contra a corrupção

A Polícia Federal está incomodada e os sinais são evidentes diante da grande movimentação de delegados e agentes buscando o apoio da sociedade e da imprensa à procura de tornar a instituição mais autônoma, com melhores mecanismos para investigar a corrupção e reduzir a impunidade, sem qualquer tipo de ingerências políticas. Esse é o principal objetivo da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que se encontra entre as propostas apresentadas para combater a corrupção e o crime organizado no Brasil.
Os Delegados Federais elaboraram uma série de medidas para valorizar e fortalecer a Polícia Federal. Para a ADPF, o combate à corrupção só será possível com o fortalecimento das estruturas destinadas a apurar o desvio de recursos públicos.
O governo petista é contra qualquer ampliação de autonomia e independência para a Polícia Federal. As razões não precisam ser explicadas.

As escolhas de Rui
Não dá nem para imaginar as dificuldades que o prefeito Rui Palmeira terá que enfrentar em seus dois últimos anos de administração. Em minha opinião, para não ter uma grande decepção, deveria terminar seu mandato, largar a política e cuidar de sua competente e conceituada condição de advogado em Brasília, de onde nunca deveria ter saído.
Rui começou a errar na escolha do seu vice, um nome despreparado, sem votos, sem destino nem vocação política. Ainda bem que por não confiar quase não lhe dá chances de assumir. Escolheu mal o seu entorno político e jurídico o que poderá lhe trazer muitos problemas futuros. Não vejo tempo para mudanças, não vejo tempo para reparos, não vejo também chance de reeleição. É uma pena, mas apenas honestidade e boas intenções não elegem ninguém.

Uma vergonha
É uma vergonha para Alagoas constar mais uma vez da “lista negra” dos maus pagadores perante a União. E o pior: por “apropriação indébita”. Os vilões: Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas (os de sempre) que apesar de recolherem de seus servidores não repassam verbas previdenciárias e débitos com a Receita Federal. O secretário estadual da Fazenda mostra-se indignado, talvez por não conhecer direito as manias e os vícios das duas instituições. Tanto na Assembleia como no Tribunal de Contas ao que parece  é sempre assim: mudam as caras, mas a alma é sempre a mesma. Onde está o Ministério Público de Contas?

A “faixa azul” acabou
Não precisou nenhuma determinação judicial, nem tampouco vontade política da prefeitura para que acontecesse o fim da faixa exclusiva de ônibus na Avenida Fernandes Lima, fato comemorado por muitos e também lamentado por outros. A péssima qualidade dos serviços públicos realizados, a falta de fiscalização e acompanhamento dos problemas que só a prefeitura não vê, fizeram com que em pouco tempo a faixa pintada na cor azul delimitando o corredor de ônibus fosse quase que completamente apagada. Resultado: se ninguém vê ninguém obedece à sinalização que deve ter custado uma fortuna dos bolsos do contribuinte.

O negócio é “mamar”
O cidadão não era ninguém até assumir um importante cargo no governo passado. Com uma gestão carregada de críticas e suspeitas “largou o osso” no último momento e ainda tentou emplacar uma candidatura ridícula, sem consistência ou votos. Encantou-se com o poder, para o qual nunca esteve preparado, e agora bateu saudade. Por um cargo qualquer se oferece para mudar de partido e muda até a “cor dos olhos” se for preciso, contanto que lhe seja dado algo em troca. Como dizia Noaldo Dantas (o pai): “É uma questão de caráter”.

Mesa de bar

Jornalista gosta de conversar em dois lugares: na redação e em mesa de bar (preferencialmente). Reuni-me com quatro colegas esta semana no “Bar do Lula” para um papo e entrou o diabo da política no meio. Fizemos uma enquete para 2016 e vejam o resultado: todos votaram em Rui Palmeira na última eleição. Na próxima dois votariam em Ronaldo Lessa, dois em Cicero Almeida e o meu voto ainda falta um tempo para decidir, mas muito dificilmente repetirei o meu candidato. A mesa vizinha também quis se pronunciar e o resultado foi muito parecido. A pauta: o preço das promessas não cumpridas.

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terça-feira, 14 de abril de 2015

Para refletir: A democracia não se restringe ao momento do pleito, mas acontece em todo o tempo e o povo pode derrubar a presidente. Cansamos de tudo”. ( Movimento Brasil Livre)

Ai então é preciso ter cuidado
São positivas e alvissareiras as notícias da diminuição do índice de violência no estado, pois segundo esses dados fomos o “campeão da redução” nos últimos três meses no Nordeste. É o resultado de ações eficazes empreendidas sob o comando de um competente, abnegado e corajoso promotor de justiça, com história e vontade férrea de fazer acontecer o que tanto a sociedade alagoana clamava. Alfredo Gaspar de Mendonça não surpreende a quem o conhece, mas enche de esperança a tantos que já não acreditavam mais que houvesse solução para o grave problema da segurança da população.
Deixaram-me preocupado, no entanto, as palavras do jovem “xerife” quando afirmou que “ agora bandido ou se entrega ou morre”. Deveria ter dito “ bandido que reagir à ação da polícia morre, para que policiais não morram”. Seria mais adequado. Temos uma maioria de policiais sem o mínimo preparo para absorver uma conduta equilibrada nas palavras do secretário. Existem bons policiais, mas ao mesmo tempo a corporação abriga bandidos, assassinos profissionais e elementos maus, capazes de usar a “recomendação” para dar vazão às suas crueldades e tendências criminosas. Fico a me perguntar: e se o suposto “bandido”  não se entregar e correr, vai ser morto pelas costas? E se depois esse bandido não for bandido? Olha gente, já vi algo muito parecido em um governo do qual eu fazia parte e a coisa não terminou bem. É temeroso e tenebroso colocar nas mãos generalizadas de policiais o direito de matar, mesmo um bandido. As vezes o bandido está do lado que mata. Por conhecer e índole e os princípios do secretário Alfredo Gaspar sei que suas palavras careceram de mais detalhes, mas ai então é preciso ter cuidado.
Em tempo o governador surge em apoio ao seu brilhante auxiliar e ai sim, fez a colocação na medida e no tamanho certo: “O Alfredo disse duas coisas. Disse que, em uma operação policial, se a polícia abordar o bandido, ele tem duas formas: ou se entrega, ou, se reagir, morre... Pode morrer. Ou então, ele vai matar o policial. Porque só têm essas duas alternativas. Agora, o que ele disse, no complemento, é o que é muito verdade também. É muito melhor que, ao invés de morrer o policial, que morra o bandido. Isso não é só o Alfredo quem diz, é toda a sociedade”. (Declaração dada ao site Cada Minuto).
Jacaré com cobra d´agua
Essa história de fusão do DEM com o PTB ainda vai dar muito que falar. Não dá para entender como um partido de oposição iria se fundir com uma sigla governista. Na hora das votações seria mais ou menos assim: metade votando contra o governo e metade a favor. 
E eles já não estão se entendendo desde agora antes da anunciada fusão. Horas após a cúpula do oposicionista DEM aprovar o encaminhamento da proposta, a executiva nacional do Partido Trabalhista Brasileiro rejeitou a união imediata das duas siglas. Por maioria, a direção do PTB decidiu consultar as bases até setembro e manter os cargos que ocupa no governo, como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Eles são todos iguais.
Parece com Dilma
O prefeito de Maceió, mesmo sendo do PSDB, carrega em sua administração alguns traços que o fazem parecer com a presidente Dilma Rousseff e o seu governo petista. A ressaltar o seu “convincente” discurso e promessas de campanha que o levaram a ganhar a eleição. Passados mais de dois anos de mandato a população em sua maioria só tem a lamentar a grande decepção pelas mudanças não acontecidas. Em outro aspecto não bastassem a exorbitância de IPTU, taxas e mais taxas por serviços públicos, multas de trânsito duvidosas, agora quer empurrar para o bolso do contribuinte a cobrança de estacionamento em vias públicas com a recriação da famigerada “zona azul”. Não está dando a mínima para o interesse público.
Puxão de orelhas
Por outro lado paga o prefeito Rui Palmeira um preço alto pela péssima assessoria política e jurídica em seu entorno. O diligente e cauteloso promotor Marcus Rômulo Maia de Mello, barrou de imediato a tresloucada ideia gestada no gabinete  do prefeito sob as bênçãos de seu  secretário de governo,  para criação das “zonas azuis” por decreto, naturalmente com orientação da Procuradoria Municipal. Entre as várias lições de Direito ofertadas pelo brilhante integrante do Ministério Público  à desastrosa equipe do prefeito está: “O Executivo não pode definir por decreto onde será implantada a Zona Azul porque, para ele, “a ausência de lei demarcando as áreas que serão retiradas do uso comum do povo não é um detalhe qualquer, pois envolve a ausência de deliberação social e comunitária sobre qual destinação pretendemos dar às nossas áreas públicas. Um tema delicado e que envolve um fenômeno moderno que é a paulatina privatização dos espaços públicos”. Vão ter que começar tudo de novo e a possibilidade da implantação chega muito perto de zero. Duvido que tenham aprendido a lição.
Oposição em alvoroço
Esta semana a oposição protocolou três pedidos de criação de CPI no Senado para investigar desvios de recursos em várias instituições relacionadas ao governo. O líder do DEM, senador Ronaldo Caiado (GO), colheu assinaturas nos últimos meses para criar uma comissão parlamentar de inquérito que investigará denúncias de irregularidades no BNDES.  Entre as supostas irregularidades devem ser investigados empréstimos concedidos principalmente a países da África, América Latina e Caribe, que teriam mais vinculação ideológica com o Brasil.
Vai ter racionamento
“O Brasil não deverá sofrer racionamento de energia hidrelétrica por causa do baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas”, declarou  o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Ao comparar a situação atual à de 2001, quando ocorreu a crise do apagão, o ministro ressaltou que o risco de racionamento é baixo, apesar da crise hídrica que o país enfrenta atualmente .
Pode anotar: vai ter racionamento. Eles mentem sempre.
A lógica idiota do futebol
Um juiz de Direito sugere as partidas de futebol  sem torcidas ( só equipes no gramado e os torcedores  assistindo em suas casas pelo rádio e televisão). Uma operação da Polícia Civil cumprindo mandados de apreensão e busca nas sedes das torcidas organizadas apreende bandeiras, faixas, camisas, adereços e até instrumentos musicais. Em uma das sedes foram apreendidas “armas” (um rojão e um pedaço de pau). Não seria mais lógico rigor no acesso ao estádio, reforçar o policiamento e meter na cadeia os infratores? Mas prevalece a velha lógica idiota dos que fazem o futebol.

Mauricio Quintela
O deputado Mauricio Quintella é hoje o nome mais visível da bancada alagoana na Câmara Federal. Construiu com inteligência uma caminhada que o equipara às maiores lideranças do Congresso. Respeitado por seu conhecimento em política externa foi eleito Presidente da UIP (união interparlamentar) para o biênio 15/16. A UIP é um organismo internacional com mais de 180 anos e 166 países membros (a "ONU" dos parlamentos). Mauricio que esteve recentemente em missão no Vietnã, onde fez elogiado pronunciamento e deu destaque ao Brasil que estava sem voz e sem poder decisório e desacreditado no importante fórum internacional. Da delegação brasileira ainda fizeram outros deputados e senadores.
Superfaturados não
O governador Renan Calheiros já deixou bastante claro que não vai permitir o pagamento de contratações com qualquer grau de suspeição. Tudo tem que ser revisado, provado e constatado dentro dos princípios da legalidade e da moralidade. No caso dos comentados kits escolares cujo processo licitatório é contestado pelo governo já disse: não pago!

Se todos fizessem assim a administração pública teria outros saudáveis caminhos.

Publicado também no Jornal Extra, Jornal Tribuna do Sertão, Jornal Tribuna Alagoana,  Sites: Tribuna do Agreste, Tribuna do Sertão, Primeiro Momento.

sábado, 28 de março de 2015

Para refletir: “Exatamente por pretender proteger os servidores, Suruagy sofreu o grande revés de sua longa carreira. Foi – repentina e injustamente – transformado em algoz daqueles que tentou desesperadamente ajudar”. (Enio Lins, jornalista, secretário de Estado da Comunicação)



Com Suruagy morre um pedaço de Alagoas
Digo com toda a convicção que Divaldo Suruagy foi a maior referência de homem público nas últimas cinco décadas em Alagoas. Junto com outro político, Guilherme Palmeira, construíram e mantiveram por todos esses anos imagens de exemplo de probidade, liderança e muito fizeram nos mandatos que desempenharam pelo desenvolvimento do Estado.
Fui apresentado a Divaldo em 1974 por Guilherme que acabava de ser reeleito  para a Assembleia Legislativa enquanto ele se preparava para assumir o governo do estado pela primeira vez. A partir dai nossa amizade foi se solidificando e sempre estive muito presente na sua caminhada ao ponto de muitos imaginarem que trabalhasse em sua administração. Era sempre uma confusão que faziam em função da proximidade de Suruagy e Guilherme com quem sempre trabalhei. Tive o privilégio de conviver com essa figura impar, frequentando sua casa e vendo crescer suas “meninas” (Mônica, Valquíria, Cristina e Patrícia), hoje mulheres de sucesso profissional conquistados por mérito, sob o manto protetor dessa exemplar figura de mãe, companheira e alicerce familiar Luzia.
Governando Alagoas em termos de obras ninguém o igualou, entregou milhares de casas populares para famílias pobres, da mesma forma com relação a empregos e geração de renda através de programas na agricultura e pecuária. Rasgou o estado de canto a canto com estradas e também foi quem mais construiu escolas e postos de saúde.
Firme em suas convicções e propósitos tinha verdadeira paixão por Alagoas e por ela “iria até ao ferimento mais grave”, nas palavras do jornalista Noaldo Dantas. Combatia o bom combate, sempre respeitoso até com os adversários. Em toda nossa convivência nunca ouvi uma atitude sua que caracterizasse  perseguição de qualquer natureza. Pautou sua vida em fazer o bem e assim o fez.
Foi implacavelmente injustiçado na política que ele tanto honrou, mas como diz  Enio Lins “Como jornalista acompanhei o desastre de 1997, eclodido por várias razões, dentre as quais se destaca o fato do governador Suruagy, em seu terceiro mandato, ter buscado manter – contra toda a lógica da economia – sua histórica postura de “pai do funcionalismo”.
Isto é um pouco do que foi Divaldo Suruagy. Um homem digno, um político exemplar, um modelo a ser seguido. O maior homem público da história contemporânea de Alagoas.
Sua coragem cívica
Certa vez ouvi de Mendes de Barros sobre a “coragem cívica” de Divaldo Suruagy em um dos momentos tensos de decisão política que antecedeu a indicação de Guilherme Palmeira como seu sucessor. Os opositores “minaram” o Palácio do Planalto e plantaram informações que comprometiam a escolha. Na véspera da decisão, nós do grupo de Guilherme estávamos em Brasília já há mais de vinte dias, tivemos a noticia de que o todo poderoso Golbery do Couto e Silva teria vetado a candidatura. Divaldo pediu uma audiência urgente com o presidente Ernesto Geisel que não “morria de amores” por nosso candidato, mas respeitava e admirava Suruagy. Peitou os generais e disse-lhes que só aceitaria um nome para governar Alagoas: Guilherme Palmeira. Em seguida o anúncio foi feito para a imprensa pelo professor Heitor de Aquino e Guilherme chamado ao Palácio do Planalto. “Que ninguém duvide da coragem cívica desse cidadão”, atestou para todos nós o sábio Mendes de Barros.
O seu lado do humor
Na intimidade Suruagy era um grande gozador e seu humor nos divertia muito. Um detalhe: não admitia ser o foco da gozação. Mesmo assim eu o peguei algumas vezes e o deixei com raiva de mim. Passava logo. Certa vez a gente estava no Rio de Janeiro no Hotel Othon e ele inventou que eu havia pedido um “chá” no café da manhã e que nosso amigo e meu conterrâneo palmeirense, seu secretário de Comunicação, José Osmando, se alarmou com o pedido e retrucou: ”Está doente Pedro”?  Ai ele mesmo completava: ”saiu de Palmeira, mas Palmeira não saiu dele”. Contou essa história inventada pra meio mundo.
Quase seria presidente
No momento do sepultamento em emocionado discurso o ex-governador de Sergipe e hoje prefeito de Aracaju, João Alves, contou um fato que eu já conhecia, mas que foi surpresa para muitos. Suruagy quase foi presidente da República. Sempre foi o candidato da preferencia de Tancredo Neves para seu vice, por sua condição de líder no Nordeste e sua história de vida política. Disse isto a Guilherme Palmeira, Marco Maciel, Jorge Bornhausen e outros líderes da Frente Liberal. Circunstâncias da composição que assegurava a vitória de Tancredo fizeram com que o nome indicado fosse o de José Sarney, fato que visivelmente contrariou o candidato, mas os objetivos buscados eram maiores para o Brasil e tiveram que “engolir” o coronel do Maranhão, que com a trágica e inesperada morte de Tancredo Neves assumiu a presidência da República.
Um texto de Davi Soares
No episódio traumático da morte de Divaldo Suruagy ouvi e li muitos depoimentos, relatos e declarações sobre a vida e a obra do emblemático político alagoano . Um deles me tocou profundamente e me levou a emoção. É de autoria de um jovem e talentoso profissional, (Davi Soares) que não conheço pessoalmente, mas tenho muito respeito por seus textos éticos, impecáveis e corajosos. Reproduzo abaixo uma parte de sua matéria publicada no site Cada Minuto em homenagem ao bom jornalismo.
Em uma resposta anterior, Suruagy já havia considerado “uma piada, uma brincadeira” o processo de impeachment pelo qual foi condenado em setembro de 1997. Sobre as dificuldades do último governo, que atingiu em cheio milhares de servidores públicos, falou do contexto difícil para Alagoas, a partir da estabilização da moeda.  E ainda desafiou: “Ninguém conseguiu encontrar nada que diminuísse a minha pessoa”
Apesar de o registro de sua candidatura a deputado estadual ter sido cassado pela Justiça Eleitoral, em agosto de 2014, por conta de sua condenação no caso das “Letras Podres”, ninguém conseguirá diminuir Divaldo Suruagy, um homem de grandes realizações e erros fatais que não conseguirão apagar sua passagem pela vida pública.
Ele mesmo tinha consciência plena disso: “Ninguém fez mais em Alagoas do que eu. Mas ninguém mesmo. Mande juntar todo mundo e ver meus governos. Eu dou um banho”.
Depois da entrevista, o simpático ex-governador me presenteou com um exemplar autografado do livro Poeiras da Vida. Pedi para fazer novas fotos e registrei um olhar sereno, após aquela que pode ter sido a última entrevista para a imprensa alagoana. Um convite para que retornasse sempre que quisesse foi retribuído com um “boa sorte”. Mas o agravamento de seu quadro de saúde resultou em seu falecimento neste sábado (21).
Aos familiares, amigos e assessores, os sentimentos deste repórter que relata aqui a experiência de ter conhecido o político e o ser humano Divaldo Suruagy.”


Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...