sábado, 22 de outubro de 2011





Para refletir: A corrupção na administração pública agora é organizada, partidarizada. Uma barbaridade inaceitável. (Mário Covas)



Farra imoral com dinheiro do povo
Conheço a desembargadora Nelma Padilha há bastante tempo. Nosso primeiro encontro foi nos idos de 70 na redação do velho Jornal de Alagoas (Diários Associados) onde eu trabalhava como editor de política. Colega de profissão foi-me apresentada por Antonio Sapucaia que mais tarde viria a se tornar também desembargador do Tribunal de Justiça, onde deu lições de ética, respeito à coisa pública e intolerância com atos lesivos ao interesse social. Sem os arroubos do seu colega é também uma magistrada de escol, com história digna para contar e deixar como legado, diferente de muitos que passam por aquele poder.
Esta semana, ao seu estilo, desceu a lenha nas contratações espúrias de bandas famosas por Prefeituras do interior, pagando valores astronômicos, a maioria das vezes superfaturados e pior: pagamentos calcados com “notas fiscais frias” para lavagem do dinheiro imundo roubado dos cofres públicos. Aqui é assim: enquanto os municípios vivem à míngua, a miséria se alastra em ampla escala, a merenda na escola é deficiente e de má qualidade (quando existe), faltam remédios e assistência aos necessitados muitos prefeitos preferem gastar fortunas com a contratação de bandas e artistas para deleites próprios e de olho no dinheiro que levam por fora.
Concordo com a desembargadora quando afirma que deveria haver uma proibição para a contratação dessas atrações milionárias, principalmente nos municípios mais pobres. “O munícipes é que sofrem com esse tipo de atitude dos gestores, que desviam o dinheiro que poderia ser investido em saúde e educação para esses eventos”, ressaltou Nelma Padilha.
Prefeituras do interior de Alagoas estão na mira da Controladoria Geral da União e também do TCU, já que os daqui não fiscalizam. Ninguém perde por esperar e será bom que uma desejada e esperada “operação caça ratos” aconteça no próximo ano. Ano de eleição quando muitos poderão se tornar inelegíveis.
Para se ter uma idéia só para este ano de 2011 aproximadamente R$ 500 milhões em emendas parlamentares foram destinados para prefeituras do Nordeste para se gastar com patrocínio de festas e pagamentos de artistas e bandas. Alguém há de pagar por essa farra imoral com o dinheiro público.


Competência e trabalho
O secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação Profissional, Herbert Motta. Foi uma escolha pessoal do governador Teotônio Vilela. Não teve padrinho político, tampouco foi “trocado por votos”. Com humildade, mas ao mesmo tempo com grande competência e capacidade de fazer acontecer, dá lições a quantos imaginem pela arrogância e prepotência, que sejam os mais capazes. Herbert Motta não busca holofotes, não polemiza para aparecer. Ele faz e o faz na hora e no lugar certo. Comemora os índices positivos com a criação de milhares de vagas de empregos. Está preocupado com a inclusão social e tem pressa no que está fazendo. E fazendo certo.

Relações promiscuas do PCdoB
Antes da Revista Veja publicar as revelações do soldado João Dias Ferreira, setores da imprensa, já vinham revelando os esquemas de arrecadação do PCdoB que envolvem tanto o ministério dos Esportes e seu ministro Orlando Silva, quanto o governo do Distrito Federal e seu governador Agnelo Queiroz, ex-PCdoB e hoje PT. A operação das ONGs dentro do Ministério do Esporte começou pelas mãos do doutor Rafael Barbosa, mentor intelectual do soldado 4 estrelas João Dias Ferreira e braço direito do Governador do DF Agnelo Queiroz, desde o início de sua carreira política como deputado distrital em 1990. Rafael, ao lado de João Dias, montou todo o esquema para abastecer o Caixa 2 do PC do B. Os donos do cofre, no escândalo das ONGs, eram Agnelo Queiroz e Orlando Silva.


Partido gente boa
A ex-senadora Marina Silva (AC) admitiu esta semana a possibilidade de criação de um novo partido antes das eleições presidenciais de 2014. Ela afirmou que não pretende criar uma legenda "para disputar eleição" em 2012, mas contou que desde que deixou o PV integra um movimento batizado "nova política" que pode convergir para a criação de uma nova legenda.Para ela, as atuais legendas estão vazias de propostas e têm apenas projetos eleitorais. "Não se cria partido político por causa de eleição. Se cria partido político quando se tem visão, projeto e alguma argamassa em termos das pessoas que estão em torno desse ideal".
Especula-se que o novo partido poderá ter nomes de peso como Heloisa Helena e os senadores Eduardo Suplicy e Cristovam Buarque. Esse é um partido que me agrada.


São mesmo marginais
Segundo o jornal Folha de S. Paulo o PT vai montar uma “patrulha virtual” e treinar militantes para fazer propaganda e criticar a imprensa em sites de notícias e redes sociais como Twitter e Facebook.
O partido quer promover cursos e editar um “manual do tuiteiro petista”, com táticas para a guerrilha na internet. A idéia é recrutar a tropa a tempo de atuar nas eleições municipais de 2012.
Os filiados serão treinados para repetir palavras de ordem e usar as janelas de comentários de blogs e portais noticiosos para contestar notícias “negativas” contra o PT. É a petralhada agindo para censurar a imprensa e evitar a divulgação de suas falcatruas. São ou não são uns calhordas?


Por que não viram antes?
O governo viu-se envolvido no maior enrosco com o imbróglio criado em torno do pagamento das prestações das casas das famílias vítimas das enchentes e que em barracas e em condições subumanas aguardam suas moradias. Por descuido, displicência ou sabe-se lá o que, jogaram uma bomba de efeito retardado no colo do governador Teotônio Vilela e do vice- José Thomaz. Desencontros nas declarações de um e de outro tudo fruto de tropeços de auxiliares que foram negligentes ao não acompanharem, conhecerem e informarem a realidade de tudo a todos os envolvidos em seu devido tempo. Sobrou para os chefes a culpa e os prejuízos.

PÉ DE PÁGINA
DIAS ATRÁS conheci a Educação no Piauí, que tem a escola pública modelo do país: A Casa Escola Meio Norte. Confesso que na ocasião tive dois sentimentos: inveja e vergonha! Contarei a história.

SERMÃO do padre na Igreja da Ressurreição, em Copacabana, Rio de Janeiro na missa do último domingo:
— Em todas as áreas, há pessoas que são exemplos de vida. Na arte, na literatura, no esporte, na música... Vocês talvez tenham também na política. Mas eu não tenho, não...










Esta coluna é publicada também no JORNAL EXTRA, TRIBUNA DO SERTÃO e Site TUDOGLOBAL

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