Para refletir: “A solidão da virtude é estar perto do coração das pessoas". (Governador Teotônio Vilela
respondendo a um jornalista que comentou a falta de partidos na chapa tucana).
Vamos
fazer uma nova política?
Estamos caminhando
para o inicio de uma campanha eleitoral que promete ser bastante acirrada,
mesmo com um eleitorado completamente desmotivado. Lia um texto de Carlos Chagas, na Tribuna da
Imprensa, no qual dizia algo real e preocupante: ”Assiste-se, de ano
a ano, ou de eleição em eleição, a rejeição cada vez maior aos políticos. Não
será por falta de motivos, é claro, em especial depois que o PT, no
governo, mostrou-se igual aos demais, empenhados em aproveitar-se do poder para
praticar nepotismo, ilegalidades e corrupção generalizada. Saída não há para
esse impasse, pois ruim com eleições, pior sem elas. A registrar, porém, emerge
um fato novo: não há mais candidatos-salvadores, aqueles falsos heróis que no
passado despertaram multidões entusiasmadas e ilusões desmedidas. Hoje
são todos iguais, nivelados pela ausência de expectativas populares”.
O pleito aqui em
Alagoas não será diferente, com um eleitorado desmotivado para o voto que será
disputado por três candidaturas de peso e outros tantos de “poca-urnas” que de
nada servem a não ser encher nossa paciência no detestável Horário Eleitoral e
terminar com meia dúzia de votos para se vender eventualmente a qualquer preço.
Dos candidatos pra
valer: Benedito de Lira, Eduardo Tavares e Renan Filho, por conhecê-los, ainda
acredito em uma campanha propositiva, sem os ataques chulos, as “munhecadas” e
a falta de propostas para o eleitorado. Que não se rendam aos marqueteiros da
maldade e da podridão eleitoral, para os quais o que conta é a ofensa ao
adversário, a baixaria e o ridículo de exibições fantasiosas e os erros
passados de cada um.
Aqui eu farei a
minha parte. Já conversei com as assessorias dos principais candidatos e expus
a linha de ação da coluna. Desejaria receber de cada um todas as semanas pelo menos
uma proposta positiva para Alagoas e me comprometo a publicar. Quero aqui criar
um “debate propositivo”, para que assim o eleitor conheça o pensamento e os
projetos daqueles que desejam nos governar e fazer suas conclusões de quem é o
melhor.
Creio que ainda há
tempo para se motivar o eleitor tão descrente dos nossos políticos e não tenho
dúvidas de que o caminho serão propostas que possam trazer um sopro de
esperança depois de tantos e tantos desenganos no voto de cada um.
A despedida: Joaquim
Barbosa
O ex-presidente
do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, 59 anos, declarou
na terça-feira (1º) que se aposentava com “alma leve” e que não tem interesse
em seguir carreira na política. Ele participou da última sessão como ministro
do STF. Saiu antes do fim da sessão e não fez pronunciamento de despedida em
plenário. “A partir do dia em que for publicado o decreto da minha
aposentadoria, serei um cidadão como outro qualquer, livre para tomar as
posições que eu entender necessárias e apropriadas. A política não tem na minha
vida essa importância toda, a não ser como objeto de estudos e reflexões. Eu
não tenho esse apreço todo pela política no dia a dia. Isso não tem grande interesse
para mim”.. Joaquim Barbosa disse deixar o STF com a sensação de “cumprimento
do dever”. Segundo ele, é importante que os brasileiros se conscientizem da
importância do cumprimento da legislação. “Esse é o norte principal da minha
atuação: pouca condescendência com desvios, com essa inclinação natural a se contornar
os ditames da lei, da Constituição”.
Álvaro
Machado
Na última edição da revista “Folha da Barra” a matéria de capa é uma
interessante entrevista com o secretário chefe do Gabinete Civil, Álvaro
Machado, falando sobre o desenvolvimento de Alagoas nos últimos anos e dizendo
muita coisa que muita gente desconhece. Homem sensato, administrador com alta
competência, “conhece o caminho das pedras” e tem sido o grande articulador e
condutor da máquina estatal. Quando Álvaro fala deve ser ouvido e anotado.
Entre outras anotei esta suas palavras: “Como médico especialista em Saúde
Pública (deixou sua marca em Brasília)
,orgulho-me de muito em ver que o governador Teotônio Vilela foi o que
mais investiu em saneamento básico. Se a gente não fala ninguém lembra, porque
é subterrâneo. Investir em saneamento é investir na preservação da vida.. Quem
é da área de saúde pública sabe da importância disso para a saúde do povo.
Maceió não chegava a 25 por cento a cobertura. Vamos deixar a cidade mais de 60
por cento saneada”. É assim que se faz!
Com a
palavra os candidatos
Benedito de Lira
É preciso buscar alternativas para a economia
alagoana. Como Senador, Benedito de Lira destinou recursos e a Codevasf já está
desenvolvendo o projeto de cultivo de 4 milhões de pés de caju em diversas
regiões do Estado. Ele destinou recursos, por meio de emendas parlamentares,
para a sede da Embrapa em Marechal Deodoro, até porque ele acredita que a
Embrapa terá condições de, uma vez instalada em Alagoas, desenvolver novos
cultivares mais adequados à região
A região dos Vales Úmidos (Boacica e
Marituba) também necessita de atenção do poder público. Benedito acredita que
nessa região pode ser criada uma nova Bacia Leiteira. Cooperativismo. A
experiência de Pindorama é uma das mais bem sucedidas. Benedito tem ideias para
apoiar o cooperativismo
Eduardo Tavares
“Quem
me conhece sabe que eu não sou de negar desafios. Assumo agora a missão mais
importante da minha vida: me candidatar ao cargo de governador de Alagoas. É
uma honra, e ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade.
Vamos fazer de Alagoas um Estado
cada vez mais digno de se viver. Vamos nos unir a esse novo jeito de fazer
política”
Precisamos
pensar na agricultura familiar, na profissionalização da agricultura. Arapiraca
merece um olhar especial. É um grande polo industrial, de serviços, fica no
centro do Estado. O Agreste pode se tornar um celeiro para o Brasil e para o
exterior. Potencial para isso nós temos. Projetamos para Alagoas um novo
horizonte. Um horizonte de crescimento. Mas quero fazer uma gestão notabilizada
pelo desenvolvimento humano. Quero focar no povo, acabar com a pobreza extrema.
Temos que traçar o nosso próprio caminho. É necessário uma nova forma de ser,
um novo jeito de fazer”.
Renan Filho
“Investir na Capital é uma
necessidade estratégica para o governo do Estado, pois a Grande Maceió abriga
não só a maior concentração demográfica de Alagoas, como funciona como centro
de acolhimento de moradores vindos de todos os municípios em busca dos serviços
ofertados na cidade. Estabelecer uma parceria objetiva, transparente e proativa
com a prefeitura maceioense é uma atitude que ajuda a todos os alagoanos e não
apenas aos moradores locais.
Sem
equacionamento dos desafios acumulados em Maceió não será possível um processo
sustentável de interiorização do crescimento econômico e inclusão social. A
Capital reflete o potencial e os problemas de todo Estado.
Ao mesmo
tempo, além dos recursos próprios, o governo estadual deve estabelecer
parcerias com o governo federal no sentido de interiorizar serviços, ampliar a
infraestrutura em todas as regiões alagoanas, num esforço a médio e longo prazo
voltado para redução das disparidades econômicas e sociais, espalhando projetos
de urbanidade, desenvolvimento econômico e inclusão social para todos os
municípios”.
Ainda pode acontecer tudo
Inclusive nada
Amanhã (sábado) é o último dia para o fechamento das atas das convenções
partidárias que estabelecem coligações e candidaturas de todos os partidos. Até
lá prosseguem as confabulações, as tratativas de alcovas e negócios nos
gabinetes, corredores e nas estradas do poder político. Mudanças inesperadas
podem ocorrer, surpresas agradáveis para alguns e muito desagradáveis para
outros podem surgir, Amanhã será outro dia e tudo pode acontecer. Inclusive
nada.
Coluna publicada no Jornal Extra, Jornal Tribuna do Sertão, Sites: Acesse Alagoas, Tribuna do Sertão, Tribuna do Agreste - www.resumopolitico.blogspot.com.br
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