sábado, 12 de junho de 2010


PEDRO OLIVEIRA
Alagoanos que orgulham
O presidente da Braskem, Bernardo Gradin, fez no seu discurso em solenidade no Palácio do Governo, revelação que surpreendeu a maioria da platéia. Ao citar “alagoanos ilustres que orgulham o Brasil” a exemplo de Graciliano Ramos e Aurélio Buarque, fez elogiosas referências ao professor José de Freitas Machado como “o precursor da Química Industrial no país”. Alagoano de Pão de Açúcar formou-se na Bahia e estudou Química em Paris. Foi o fundador e primeiro diretor da Escola Nacional de Química. É, na verdade considerado “o pai da Química Industrial no Brasil”. Um alagoano admirado aqui e no exterior, mas com certeza não existe uma obra em Alagoas com o seu nome. Os nossos administradores preferem “homenagear” aqueles que lhes dão votos ou prestígio.
Em tempo: O professor José de Freitas Machado é tio-avô do nosso querido amigo Álvaro Machado, secretário da Casa Civil do governo.
Mal educado e arrogante
O prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, sempre foi considerado arrogante e metido a ser o que não é. Não compareceu a inauguração do Terminal Rodoviário de Arapiraca e tem ignorado a presença do governador na cidade, ato bem característico de sua pouca educação. Chegou onde está pelas mãos de Célia Rocha, a verdadeira dona dos votos e da admiração do eleitorado. Foi desonesto com o seu vice Rogério Teófilo que o ajudou a se eleger e pensa que é um “menino prodígio”. Não passa de um fanfarrão.
Ronaldo Lessa senador
Em recente encontro de amigos estavam seis pessoas que sempre votaram em Ronaldo Lessa. Para deputado, prefeito e governador por duas vezes. Na conversa a convicção de que Lessa foi na onda de Renan Calheiros, vai ser enganado e perderá a eleição. E também na mesma conversa uma constatação: candidato a governador perderá os seis votos, mas se for candidato a senador terá todos.
Os dois votos de Heloisa
A história dos dois votos para Heloisa Helena está pegando pra valer. Na coluna anterior confessei essa minha disposição em votar nela duas vezes e recebi muitos e-mails de eleitores que se diziam “engajados” na proposta da candidata ao senado. Há quem levante a possibilidade do segundo voto de HH (nulo) superar o senador eleito para a segunda vaga. Uma coisa não se pode duvidar: ninguém segura a disparada de Heloisa que tem discurso e muita história pra contar dos adversários. Ora se tem!
Um péssimo vice
Os dois outros candidatos ao governo ainda não anunciaram seus vices, mas ao que parece Ronaldo Lessa deverá mesmo ter que carregar nas costas o petista Joaquim Brito. Este sempre desejou o cargo, fez jogo de cena para enganar o delegado Pinto de Luna, deu uma de “democrático” na disputa interna do partido, mas sempre trabalhou nos bastidores por dois caminhos: a reeleição de Renan Calheiros e a inclusão de seu próprio nome na chapa majoritária. Lessa pagará o preço das alianças impostas e terá ao seu lado um péssimo candidato a vice.
Dilma não veio
Como Lula, a candidata Dilma Rousseff não quer nada com Alagoas. Isto aqui é um “balaio de gatos” e os palanques que a apóiam estão repletos de figuras que atrapalham mais que ajudam. Um integrante da comitiva presidencial me dizia: “Vai ser difícil a Dilma vir a Alagoas durante a campanha, pois aqui o seu apoio, com raras exceções, é formado por uma quadrilha e isso vai pegar mal no Brasil inteiro”.
Não manda em nada
A mesma fonte me adiantava sobre a informação de que o prefeito Cícero Almeida havia sido convidado para coordenar a campanha de Dilma em Alagoas: “Isto é mais uma armação de Renan Calheiros em Brasília. Pensa que o Almeida é um tolo e quer enganá-lo com um “pirulito”. Sabe que quem vai mandar na campanha é ele, pois assim já decidiu Lula, qualquer outro fará apenas figuração.
Mataram o Pinto
Foi triturado pela “máquina de moer gente”, como diz França Moura, mas não foi por falta de aviso. Empolgou-se com uma candidatura impossível e acreditou nos aloprados do PT que lhe enganaram vergonhosamente. Agora já devaneia com a promessa de que poderá ser candidato a deputado federal ou estadual. Também não será, pois os compromissos já estão amarrados entre todas as facções pútridas do partido. Vai ficar chupando dedos, o inocente Pinto de Luna. É bom para aprender a não confiar em bandidos.
O grande embate
Caso permaneçam em campo as três candidaturas ao governo não temos como fugir de uma disputa em segundo turno em Alagoas. Com o caminhar da proximidade do pleito uma coisa deverá ficar evidente: o grande embate será entre o governador Teotônio Vilela e o senador Fernando Collor. Ronaldo Lessa terá um bom desempenho, mas não chegará à disputa final. Vão lhe faltar apoios e para completar seu carma a lhe perseguir, mais uma vez. O fantasma da inelegibilidade o acompanhará, pois o Ministério Público e o Judiciário não lhe darão trégua.
O nome é Rogério
Quem for a Arapiraca e conversar sobre política verá claramente que o nome de Rogério Teófilo é a bola da vez para as eleições já não tão distantes de 2012. Com uma folha enorme de serviços prestados a região, escorado em uma história de vida digna e exemplo de homem público tem tudo para dar certo. Se tiver o prometido apoio de Célia Rocha ai não deixará nada para ninguém. Quem não está gostando da história é o prefeito atual, mas esse não terá peso político e sua história não se compara nem de longe à de Teófilo.
O exemplo de Delmiro
O prefeito Luiz Costa, tem dado lições de gestão pública a maioria dos administradores alagoanos através de suas ações de investimento em setores vitais do município de Delmiro Gouveia. Depois de administrações desastrosas e desonestas, enfim alguém que encara o interesse público como prioridade absoluta. A população reconhece e dá ao prefeito o maior índice de aprovação já alcançado por um administrador. Paga em dia seus fornecedores, não usa o dinheiro público para proveito pessoal e tem uma visão voltada para o futuro. Se todos fizessem assim Alagoas estaria em outra situação.
Vingança dos aloprados
Jorge Bastos Moreno, o mais palaciano repórter brasileiro, resumiu tudo no jornal O Globo:
“Nem em off Pimentel diria o que está acontecendo. Mas eu digo. O PT paulista, Palocci à frente, quer derrubar Pimentel. O PT de Minas e Lula não gostam dele. Dirceu veio tentar salvá-lo. É a vingança dos aloprados contra Dilma. Pimentel não faria Dossiê nem contra uma mosca. Paga o preço por ter contratado o Lanzetta. Franklin Martins odeia o Pimentel. No comando da campanha, Pimentel só tem a Dilma e eu”. (Da Coluna do Sebastião Nery).
Teotônio Vilela é o cara
PEDRO OLIVEIRA
Foram cômicas as cenas protagonizadas durante a visita do presidente a Maceió . Políticos com mandato e outros tantos “reservas” fizeram de tudo para aparecer junto a Lula e demonstrar prestígio. Os candidatos que apóiam a ex-ministra Dilma Rousseff, cada um a seu modo, queriam mostrar que contavam com a simpatia lulista, o que lhes renderia um bom marketing eleitoral. Todos morderam a língua. O presidente teve aqui uma postura eqüidistante das futricas políticas e das disputas locais pelo seu apoio. Todos os interessados compareceram e tentaram grudar em Lula, mas o grude não colou. Fernando Collor, Renan Calheiros e Ronaldo Lessa foram tratados dentro da liturgia oficial, sem nenhum sinal de preferência ou simpatia especial. Collor que foi a São Miguel dos Campos para festejar Lula preferiu não comparecer ao evento promovido pelo Sinduscon à noite. Lessa e Renan foram e mais uma vez tratados sem o entusiasmo esperado e desejado.
O próprio Lula aconselhou a pré-candidata Dilma Rousseff a não vir a Maceió para não se desgastar Um integrante da comitiva presidencial, militante do Palácio do Planalto e meu amigo, confidenciava: “Com esse palanque dificilmente Dilma virá a Alagoas. É um preço negativo muito alto a nível nacional pelos personagens que estão compondo sua base de apoio aqui. Veja como estão as coisas: O próprio Lula relutou em vir. Mas não tinha como ”quebrar“o roteiro elaborado para o Nordeste e depois pelo governador Teotônio Vilela, pelo qual tem profunda consideração”

O presidente Lula deu demonstrações claras do carinho pelo governador Teotônio Vilela. Não faltou oportunidade em que não o elogiasse. Falou do “salto de qualidade que o Estado em seu governo”. Disse claramente que Alagoas do passado era vista pelo lado do negativismo. Enumerou as principais empresas de grande porte que se instalam aqui, a exemplo do Estaleiro Eisa, da mineradora em Craibas e da duplicação da planta da Brasken. Sabia de tudo, conhecia de tudo e creditou à seriedade e competência do governo estadual estes importantes investimentos que gerarão milhares de empregos.
Parecia até, em alguns momentos, que o candidato do presidente Lula ao governo de Alagoas seria Teotônio Vilela Filho. E quem sabe se não é?
A visita de Lula com certeza não agradou os aloprados do PT que ficaram como peixes fora d’água, sem espaço para exibições pirotécnicas e também frustrou os pré-candidatos da oposição que se imaginaram atores principais na visita presidencial e não passaram de meros e despercebidos coadjuvantes. O dia teve apenas dois atores principais: o presidente Lula e o Governador Teotônio Vilela Filho. Esse é o cara!

sábado, 6 de fevereiro de 2010


O martírio de Lessa
O ex-governador Ronaldo Lessa, caso decida mesmo disputar o governo do estado, tem que se preparar de corpo e alma para enfrentar um verdadeiro e tenebroso “inferno astral”. Plantou muita discórdia, teve a coragem de desafiar poderosos e criou feridas incuráveis com grande número de magistrados e integrantes do Ministério Público. Tem pendências judiciais complicadíssimas e tudo com certeza virá à tona durante o processo eleitoral. Esta semana eu ouvia de um conceituado operador do Direito: “Sua candidatura não vinga, pois seus desafetos dentro e fora da Justiça esperam apenas o momento certo para detoná-la”.

A nossa violência

“Cidade perigosa, as pessoas com medo de sair de noite e até durante o dia. Os lugares mais concorridos são os mais procurados pelos assaltantes”.Foi assim que começou a reportagem da rede Globo no Bom Dia Brasil desta quarta feira sobre a violência em Maceió. A matéria não faltou com a verdade em nenhum momento, pois é assim mesmo que a coisa está acontecendo por aqui, ou até pior.
Por culpa exclusiva da incompetência dos que fingem comandar a segurança pública a rede Globo deu amplo destaque a insegurança para os turistas que nos visitam nesta alta temporada. Mostrou ao vivo um assalto a um restaurante. A policia chegou uma hora após o roubo. Vários bares e restaurantes estão prestes a fechar.
Muitos turistas estão cancelando viagens e pacotes para Maceió temendo a violência descontrolada.
Em vão o trabalho competente da Secretaria Estadual de Turismo, dos hoteleiros e de todo o segmento. Prejuízos para o setor e vergonha para todos nós.

A nossa violência II

Por sua vez o prefeito Cícero Almeida dá uma tremenda pisada de bola ao criticar a imprensa pela reportagem exibida na televisão. Exagerou nas falácias e perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. Tentou justificar afirmando que “Maceió foi indicada a segunda cidade como destino turístico do Brasil. Tudo é inveja”.
Meu caro prefeito, o prêmio não anula a violência desenfreada que estamos a mercê. Sem segurança as famílias estão reféns em suas próprias casas e os turistas expostos a assaltos e até assassinatos. Ninguém está tentando denegrir a imagem de Maceió. Os turistas que lotam nossos hotéis estão assustados e outros cancelaram suas viagens com medo de nossa violência. Somos o que somos e não adianta tergiversar.

João Lyra

Tive por estes dias um agradável encontro com o empresário e ex-deputado João Lyra. Nunca tínhamos conversado. Falamos de política, de negócios e principalmente dos problemas alagoanos. Uma conversa franca, sem interlocutor, olho no olho. Prometemos voltar a nos encontrar o que certamente deverá ocorrer. O futuro a gente constrói unindo opiniões responsáveis, sem dar ouvidos aos arautos da discórdia. Foi um encontro no qual aprendi.

Benedito de Lira

O deputado Benedito de Lira não tem poupado a sola do sapato em andanças por todos os municípios do interior. Onde chega é uma festa com correligionários e eleitores buscando espaços para abraçá-lo. Plantou serviços prestados em todos esses municípios e agora colhe os frutos na construção de sua candidatura ao Senado. Agora ninguém o segura mais;

Guilherme, o grande

É disparado o maior político alagoano que conheço. Dos poucos com os quais trabalhei é o único do qual me orgulho. Tem caráter, respeito à coisa pública e visão de estadista. Foi de longe o melhor governador das últimas décadas e implantou sua marca por onde passou. Hoje dá lições de política, mas não quer entrar nessa disputa suja que já não lhe cabe mais. É muito grande diante dos pigmeus da política local. Este é Guilherme Palmeira.

Propaganda antecipada

Conversava esta semana com um integrante do Ministério Público Eleitoral que se dizia indignado com a falta de respeito de alguns pré-candidatos diante da legislação. – “Fazer propaganda subliminar ou acintosa nas barbas da Justiça Eleitoral é imaginar que somos todos burros ou idiotas. Mais na frente estes políticos imorais vão pagar o preço da ilegalidade cometida”. Aqueles ou aquelas que se “deslumbram” com a fuça exposta em propagandas, em outdoors, cartazes em ônibus, se mostrando como salvadores dos miseráveis vão acertar contas e podem ver impedidas suas candidaturas.

Para eles tudo

O salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) foi reajustado e, a partir deste mês, passa de R$ 25.725 para R$ 26.723,13, segundo decreto publicado no “Diário Oficial” da União.O aumento já estava previsto pela lei 12.041, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aumentou em duas etapas os salários dos ministros. O primeiro reajuste foi em setembro do ano passado. Eles podem tudo.

O golpe dos “naníqueis”

Atenção senhores da política: está aberta a caça aos pequenos partidos para aumentar o horário no Guia Eleitoral, completar coligações e até para futuras “laranjadas”. A Justiça Eleitoral, no entanto está de olho na desavergonhada venda de siglas e não só promete cassar candidaturas, como mandar marginais para a cadeia. Esses partidos de aluguel não são apenas nanicos, e se trocam por qualquer dinheiro.

FHC e os negócios

O Instituto FHC não é apenas um ponto de encontro de certos grupos de intelectuais. Por ali estão passando alguns negócios portentosos. O ex-presidente parece estar interessado em fusões e aquisições no setor de comunicação. A conferir os resultados destas conversas…


PÉ DE PÁGINA

“Antes o estado não tinha gestão, não tinha governo, não tinha rumo e não aplicava bem os recursos que a União mandava. O presidente Lula sabe que Alagoas agora tem governo que leva a sério suas ações. Alagoas agora tem gestão, tem rumo e aplica os recursos com responsabilidade” (Governador Teotônio Vilela comparando os avanços de sua gestão com o antecessor Ronaldo Lessa).

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


Eu acho é tome!

O marketing competente que ajudou a eleger o prefeito Cícero Almeida em seu segundo mandato me deixou algumas marcas. Gostava de ver no Guia Eleitoral o “banho” que ele dava em todas as exibições. De inicio com um programa fraco e sem conteúdo, tudo veio a melhorar quando algumas “estrelas” foram descartadas e o comando foi entregue ao competente Marcelo Firmino. Ai não deu pra mais ninguém. Tentaram criar uma onda negativa em torno de uma música composta pelo prefeito e a coisa se reverteu, pois só se ouvia o refrão ecoar nas feiras, nas praças e onde houvesse um aglomerado. A frase de uma figura andrógina e seus trejeitos, exibida nos programas – “eu acho é tome” – para substituir o “eu acho é pouco” era odiada pelos adversários e repetida milhares de vezes pelo povo nas ruas.
É esta frase que me vem à memória quando vejo uma pesquisa feita pelo site tudoglobal.com.br a qual mostra que 73% das opiniões são para que o prefeito não seja candidato a governador e continue à frente de sua administração de resultados.
Particularmente não acho que seja a hora de uma candidatura de Cícero Almeida ao governo do estado. É o seu momento, mas não é a sua vez. Pode ser o dono dessa eleição e para onde pender o peso é imenso, porém não pode nem deve se precipitar.
Todos querem lhe agradar e lhe oferecer apoios, porém cada um desses está pensando unicamente em si, na sua própria sobrevivência, no seu umbigo. Renan Calheiros, Fernando Collor e outros não estão nem ai para o resultado do Cícero, mas todos rogam, pedem e imploram pelas bênçãos do “Santo Ciço”. Juram-lhe fidelidade e votos, mas só Deus sabe o que poderá acontecer mais pela frente. Pergunte a qualquer um deles se abriria mão da própria candidatura para facilitar uma composição ampla ou mais espaços para aliados, pelo bem de Alagoas?
No quadro eleitoral é quem mais está em desvantagem. Teria que se afastar até o dia 3 de abril se decidisse concorrer ao governo. Correia com isso um risco premeditado de uma morte política anunciada. Deixar a prefeitura nas mãos da vice-prefeita Lurdinha Lyra seria além de uma maldade com Maceió, a concessão de um papel assinado em branco no qual os que não o toleram colocariam o texto que pretendessem para sacramentar o seu fim.
Iria para uma eleição incerta na qual o governador Teotônio Vilela persegue uma reeleição possível e imaginável. Lutaria o bom combate, mas com o provável e palpável risco de perder.
Cícero Almeida tem sido um predestinado em sua trajetória política, mas não tem o direito de brincar com o destino e vê-se ameaçado de jogar fora um arquivo de conquistas e o futuro brilhante que o aguarda. Se ouvir a voz das ruas, e ela está ai nos 73% dos que querem que permaneça na prefeitura, escolherá seus candidatos, comandará alianças que contribuam para sua administração, determinará os rumos de uma campanha política com resultados que não lhes trarão agruras no amanhã.Dos que supostamente estão ao seu lado hoje, com exceção do deputado Benedito de Lira e de Ronaldo Lessa, Cícero Almeida dantes nunca recebeu carinho, afagos ou votos. Muito pelo contrário. Os principais interessados na sua candidatura sempre o consideram um leproso, um inferior e nunca por ele nutriam o respeito que hoje cinicamente fingem ter.
Decida sua vida meu caro prefeito. Converse com o povo humilde das ruas, ouça em suas orações a voz de Deus e siga o destino que lhe é reservado. Lembre-se que os que lhe prometem encantos hoje são os que o desprezavam antes e com certeza os que lhe enganarão amanhã.
Com toda certeza se você conduzir este processo com humildade, com desprendimento e com os olhos voltados para a razão, poderá mais tarde com ar de vitorioso olhas para trás e dizer aos “mequetrefes”: EU ACHO É TOME!
Dando exemplos
Os senadores Pedro Simon (PMDB/RS) e Marco Maciel (DEM/PE) foram os únicos que não utilizaram nem um centavo da escandalosa verba indenizatória, que é imoralmente usada pela maioria dos parlamentares. Um exemplo ao contrário foi o senador Fernando Collor que com “competência” usou os R$180 mil a que tinha direito. Da bancada alagoana os senadores João Tenório e Renan Calheiros gastaram respectivamente R$ 18,80 mil, e R$ 64, 78. Menos mal.

Lessa e os “amigos”
Em papo informal na ante-sala do presidente da Federação das Indústrias estavam Ronaldo Lessa, Kátia Born e outros políticos. De repente a ex-prefeita se dirige a Lessa: – “Me diga uma coisa Ronaldo, você não tem medo de ser traído por Renan Calheiros e Fernando Collor no meio do caminho?”. No que o ex-governador respondeu curto e grosso:- “Ora Kátia… já fui traído por pessoas que ajudei e que os tinha como amigos. Não custa nada fazer nova experiência”. Silêncio total no recinto. Não sabe se alguém vestiu a carapuça.

Coronel Jobim
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, sempre dado a fanfarronices e exibições, viajou para o Haiti representando o governo brasileiro fantasiado de militar. Essas suas aparições em público bancando o “coronel” não agradam os comandantes das Forças Armadas, que não toleram sua empáfia e despreparo para a função.

Como se fossem “vestais”
Os deputados estaduais de Alagoas, que no conceito da população não valem lá muita coisa, não se cansam de aprontar das suas. Recebido o Orçamento do Estado para aprovação, sabem da importância de sua aprovação e da necessidade de certa urgência. Não importa o que aconteceu antes, o importante é o agora e o futuro. Mas ai aparece o deputado Sergio Toledo que junto com outros iguais tentam atrapalhar e colocar dificuldades na tramitação. São tão burros a ponto de esquecer que prejudicam a todos. Ou é maldade mesmo?

Sabe o que quer
Perguntei ao ex-governador Ronaldo Lessa como via seu encontro com o presidente Lula marcado para a próxima semana? Respondeu-me com tranqüilidade: – “Sei que o presidente está buscando construir o palanque da Dilma Rousseff em Alagoas, mas só posso avaliar qualquer coisa depois de ouvi-lo. Minha disposição é a candidatura ao Senado e meu candidato a governador é o Cícero Almeida. Não descarto, no entanto, caso o Cícero não queira ser candidato uma candidatura ao governo dentro de um grande e sólido acordo político”.

Perdendo dinheiro
É simplesmente caótica a situação de Defesa Civil nos municípios alagoanos. Levantamento feito recente mostra que dos 102 apenas 4 desse municípios possuem uma Coordenação de Defesa Civil nos moldes exigidos pela legislação brasileira, com pessoal capacitado, estrutura técnica e condições de atendimento e prevenção de desastres. Os prefeitos alegam falta de condições para a instalação e com isto deixam de receber milhões que poderiam ajudar em ações de prevenção, reparação e projetos cujos recursos do podem ser liberados para quem atenda aos requisitos do Sistema Nacional de Defesa Civil. Os prefeitos estão apelando para a ajuda do Estado na solução do problema.

PÉ DE PÁGINA

Vota no governador
O ex-governador Manoel Gomes de Barros disse em entrevista à imprensa: – “Meu voto para governador é de Teotônio Vilela, pelo sério trabalho que está fazendo e pelo muito que poderá fazer por Alagoas em um segundo mandato”.
D. Zilda Arns. Cidadã do Mundo

PEDRO OLIVEIRA
“Desde muito jovem eu sonhava em trabalhar como missionária para poder ajudar crianças e famílias pobres a ter mais oportunidades e melhor qualidade de vida. Quando decidi ser médica, pensava em ir para lugares como as comunidades ribeirinhas da Amazônia e as favelas do Rio de Janeiro, para cuidar de crianças”. (Zilda Arns) .


Sempre tive profunda admiração por duas extraordinárias mulheres com atuação no campo social do Brasil: Ruth Cardoso e Zilda Arns. Com a primeira tive um contato mais próximo, conversei com ela e a acompanhei em uma viagem feita à cidade de Paulo Afonso (BA) quando juntamente com as maiores expressões do empresariado brasileiro ali esteve para tratar do seu programa Comunidade Solidária. No período em que seu marido foi presidente da República teve dedicação sem precedentes para cuidar da causa dos menos favorecidos, sem o uso do dinheiro público e com a parceria saudável da iniciativa privada. Não necessitou de cargos públicos nem do glamour do poder para brilhar. Detestava ser chamada de “primeira dama” coisa que as demais sempre adoraram e algumas até exigiram. Em alguns momentos brilhou mais até que o próprio marido, quando se tratava de ação social. Não praticou o clientelismo e o jogo da mendicância tão útil eleitoralmente para os políticos que estão no poder.
Discordou muitas vezes da política social do governo e fez isso publicamente. Morreu em 2009, deixando uma grande lacuna.
Com a outra figura nunca tive um contato pessoal. Sei muito dela por conta de sua atuação a nível nacional e por informações que me foram passadas pelo amigo frei Betto. Trata-se da médica sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e que morreu tragicamente no terremoto do Haiti. Lá estava participando de uma série de visitas a paises da região e foi atingida por escombros quando caminhava por uma rua. Cumpria mais uma de suas missões humanitárias entre tantas que realizou no Brasil e no exterior.
Zilda Arns Neumann, 73 anos, era coordenadora internacional da Pastoral da Criança e também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa,organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Era representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Em 1983, a pedido da CNBB, a Dra. Zilda Arns cria a Pastoral da Criança juntamente com Dom Geraldo Majela, Cardeal Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia, que na época era Arcebispo de Londrina. Foi então que desenvolveu a metodologia comunitária de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre da multiplicação dos dois peixes e cinco pães.
Em 2004 Zilda Arns recebeu da CNBB outra missão semelhante, fundar, organizar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de 129 mil idosos são acompanhados todos os meses por 14 mil voluntários.
Pelo seu trabalho na área social Zilda Arns recebeu condecorações tais como: Woodrow Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007; o Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA), pelo inovador programa de saúde pública que ajuda a milhares de famílias carentes, em 2006; Heroína da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002); 1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000); Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988); Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997); Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994); títulos de Doutor Honoris Causa das Universidades: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina. Dra. Zilda é Cidadã Honorária de 10 estados e 35 municípios; e foi homenageada por diversas outras Instituições, Universidades, Governos e Empresas.
Nasceu para fazer o bem e morreu praticando o amor ao próximo. Sua vida ficará gravada na história da cidadania do Brasil e do Mundo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010


Aliado vai presidir Comissão que julgará Arruda


O deputado distrital Geraldo Naves (DEM) foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O deputado Dr. Charles (PTB) foi escolhido vice-presidente do colegiado.
Caberá à CCJ julgar a constitucionalidade dos pedidos de impeachment contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM) e dos processos disciplinares contra dez deputados distritais envolvidos em um suposto esquema de corrupção no governo local.
A base aliada de Arruda também ficou com a maioria das vagas da CPI da Corrupção. Durante quase toda a manhã de hoje, os 24 deputados distritais discutiram a formação dos colegiados.
Para a CPI da Corrupção foram escalados os deputados Batista das Cooperativas (PRP); Alírio Neto (PPS); Raimundo Ribeiro (PSDB); Eliana Pedrosa (DEM) e Paulo Thadeu (PT).
A Comissão especial será conduzida por Chico Leite (PT), Cristiano Araújo (PTB), Alírio Neto (PPS), Batista das Cooperativas (PRP) e Geraldo Naves (DEM). A CCJ será formada por Batista das Cooperativas (PRP), Doutor Charles (PTB), Eurides Brito (PMDB), Geraldo Naves (DEM) e Chico Leite (PT).

Alguns deputados como José Antonio Reguffe (PDT) e Jaqueline Roriz (PMN) não puderam participar das comissões, porque não fazem parte de nenhum bloco partidário.
Na avaliação de Reguffe, como os aliados de Arruda são maioria nas comissões, é pouco provável que o esquema de corrupção envolvendo o governo local seja investigado pelo Legislativo. "A solução vai passar pelo Judiciário. Não vai partir da Câmara onde a maioria é governista", disse Reguffe.
Ele informou que, durante a reunião geral realizada hoje foi pedido ao deputado Leonardo Prudente para que deixe a presidência da Casa, uma vez que ele também é alvo de investigação.
O pedido foi feito pelos quatro deputados do PT e Reguffe, que formam o bloco oposicionista. Prudente, no entanto, insiste em permanecer no cargo. "É um deboche com a população o Prudente continuar na presidência. Em nenhum país sério um investigado conduz sua própria investigação.

Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...