sábado, 31 de maio de 2014


Para refletir: “Qualquer que fosse a decisão do governador, estaria a seu lado, em qualquer circunstância”. (Álvaro Machado ensinando ética, lealdade e respeito, aos que traíram vergonhosamente).

A NOTA DOS TRIADORES
Pífia, desconectada e covarde
Confesso que não tive acesso à “nota de repúdio” que seria publicada e distribuída com a imprensa pelas lideranças dos partidos que traíram o governador e se debandaram para “ninhos” que lhes pudessem dar melhores “vantagens”. Sua circulação foi acanhada e praticamente se limitou aos corredores de algumas instituições. Na imprensa apenas li alguns trechos que não me surpreenderam pelas origens e posturas éticas de seus subscritores.
Não tiveram a coragem de um confronto direto, mas preferiram seguir os caminhos dos subterfúgios rasteiro e bem característico àqueles que nada têm para dizer diante de fatos e atos que os desabonam.
Tentaram, grosseiramente, atingir o secretário Álvaro Machado, um homem cordato, com história de dignidade para contar, respeitado por toda a sociedade alagoana, diferente de muitos dos traidores autores da nota.
Álvaro Machado cumpre o papel de articulador político do governador que deposita nele uma merecida e reconhecida confiança, em retribuição a sua capacidade de dar equilíbrio nas ações e se fazer acreditado por sua competência no desempenho de suas atribuições.
Mostrou apenas o que todos sabiam: “Eduardo Tavares é o candidato do governador Teotônio Vilela” e do grupo que o segue. Qualquer outro que pretendeu que assim não fosse, o fez por conta própria e até irresponsavelmente. Deu um recado duro a um grupo de seguidores de outra candidatura: que o palácio só tem um candidato: Eduardo Tavares.
O senador Benedito de Lira sempre foi candidato dele mesmo e se esperou ser o candidato do governador seria muito ingênuo (coisa que nunca foi)  ou se imaginou “ungido” para uma missão que não lhe está reservada. Há muito ouço de cada um dos palacianos e das pessoas mais próximas do governador que não haveria hipótese de se abraçar a candidatura de Benedito de Lira, por fartos e justificáveis motivos narrados. Sei disso há seis meses, Será que ele não sabia?

Onde está a chantagem?

Os lideres dos partidos traidores chegam a falar em “chantagem”, o que seria “falar em corda em casa de enforcado”. Há muito mais possibilidade no perfil histórico de alguns dos subscritores da nota do que nas vias do Palácio do Governo, até porque não tinham nenhum motivo para chantagear. Se valorizaram demais e se julgaram “os donos dos votos”, num blefe que não deu certo e ficou extremamente visível a má fé e o oportunismo.

Cada um com sua traição

Por mais que os traidores queiram, cada um a seu modo, justificar o gesto com desculpas esfarrapadas, acusando pessoas e criando “factoides” todos sabem  que não há argumentos que possam convencer de que tudo não intencionalmente planejado e executado cada um  tratando de defender o seu quinhão e sua sobrevivência pessoal. É assim que eles agem, é assim que eles são.

Resta agora aguardar como se sairão nas urnas em outubro esse rol de políticos que estão marcados com a tinta suja da traição. Acredito que cada eleitor, cada segmento da sociedade terá as informações suficientes para fazer sua analise e condena-los ou absolver,

Fica mais difícil,
Mas está melhor assim

Por unanimidade de seu plenário, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou esta semana que Alagoas vai perder uma vaga de deputado federal já nas eleições deste ano:  diminuirá  de nove para oito os  integrantes a bancada na Câmara.
Na Assembleia Legislativa a coisa é mais grave pois também terá uma redução de três cadeiras em disputa  de outubro.
A decisão dificilmente será revertida e isto criará ainda mais dificuldade aos pretendentes as vagas na Assembleia e  Câmara Federal
Pelo deplorável nível de nossos parlamentares é melhor que seja assim. Quando menos melhor.

O que falou Eduardo Tavares

Em meio a compromissos políticos e encontros com representantes de diversos segmentos sociais e econômicos do Estado, o procurador de Justiça e pré-candidato do PSDB ao governo do Estado, Eduardo Tavares, concedeu entrevistas a emissoras de rádio da capital e interior de Alagoas. Entre os questionamentos, Tavares apresentou suas ideias principais para áreas de importância fundamental para a condução dos rumos do Estado, como segurança pública, educação, saúde e economia, considerando que seu nome seja confirmado pelo partido na convenção a ser realizada em junho. O pré-candidato também aproveitou os espaços nas rádios para se apresentar aos alagoanos, falando de sua trajetória desde a juventude em Traipu, município onde nasceu e onde exerceu mandato de vereador aos 18 anos de idade, sua atuação como jornalista, professor, até seu ingresso no Ministério Público Estadual, órgão que comandou entre os anos de 2009 e 2012.  

Por sua experiência na Procuradoria Geral de Justiça, como presidente por quatro mandatos da Associação do MPE de Alagoas (Ampal) e como vice-presidente da Confederação Nacional do Ministério Público (Conamp), Tavares diz sentir-se preparado para disputar o cargo maior do Poder Executivo em seu Estado. “Eu me sinto muito à vontade para governar o Estado de Alagoas.  (Pré-candidato ao Governo pelo PSDB)

 
O que falou Renan Filho

O deputado federal Renan Filho tem semanalmente lotado sua agenda de atividades e encontros com lideranças comunitárias e empresariais com o proposito de conversar e colher ideais  desses  setores para a construção de seu programa de governo a ser apresentado em breve aos alagoanos. Esta semana fez uma pausa para ir a Brasília ter encontro com a presidente Dilma Rousseff de quem recebeu todo o apoio à sua candidatura.  

“O apoio da presidente Dilma e do ex-presidente Lula são fundamentais para que a gente possa dar substância ao nosso projeto de governar Alagoas. São exemplos de sucesso dessas políticas públicas a interiorização da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a expansão do Ifal e dos programas sociais como Bolsa Família e programas para os pequenos agricultores, como o PAA, o Bolsa estiagem e Auxílio Seca. Portanto, o apoio da presidente Dilma é fundamental nessa pré-campanha. Além disso, temos um compromisso de fazer um governo preocupado com as áreas sociais, principalmente com aquelas onde se presta políticas públicas fins para a população, como educação e saúde. Portanto, o apoio do governo federal será imprescindível para que a gente possa garantir os recursos para estas ações”. ( Pré-candidato ao Governo pelo PMDB )

Vingança em prato quente

 A frase conhecida é “a vingança é um prato que se come frio”, mas pelo que ouvi e senti a coisa não vai ser bem assim com relação  àqueles que se refastelaram com as mordomias e as excelentes vantagens politicas ( e outras) do governo Teotônio Vilela e no final da gestão pularam do barco . Sabe-se que em algumas das secretarias a coisa é tão escabrosa que o mínimo de fiscalização vai encontrar “na superfície” broncas das mais pesadas que se possa imaginar.  Fala-se até no interesse para que os órgãos de Controle Externo ( Ministério Público e Tribunal de Contas) façam uma varredura para que os novos gestores trabalhem com segurança. Uma coisa é certa: o passado poderá ferrar com muita gente .
 
A CHARGE DA SEMANA
Por Roque Sponholz
 
Publicado também no Jornal Extra, Jornal Tribuna do Sertão, Jornal Tribuna Alagoana,  Site Tribuna do Agreste, Site Tribuna do Sertão, Portal de Notícias Acesse Alagoas.

sábado, 24 de maio de 2014


Para refletir: "A política é a arte de procurar problemas, encontrá-los em todos os lados, diagnosticá-los incorretamente e aplicar as piores soluções." (Groucho Marx)

 

Gestão Pública competente
Alagoas da exemplo ao Brasil

Quando se trata do tema gestão pública competente e empreendedora o estado de Alagoas tem se destacado diante das demais unidades da federação. Este fato foi comprovado durante recente encontro nacional de secretários de Administração que teve como foco principal “a modernização da gestão pública brasileira”. Sob o comando do secretário Alexandre Lages o setor teve nos últimos uma evolução de qualidade com resultados altamente positivos o que deve ser motivo de orgulho para os alagoanos.

Os participantes da reunião nacional não apenas aplaudiram, mas também solicitaram para implantar em suas administrações alguns modelos de eficientes práticas adotadas em Alagoas, a exemplo do “Sistema de Gestão Digital da Vida Funcional” como exemplo de boas práticas do governo. O Sistema tem como principal objetivo, aperfeiçoar o fluxo processual de solicitação das aposentadorias dos servidores públicos, a fim de que os processos em questão atinjam um padrão de celeridade e de excelência.

Para chegar a este padrão de celeridade, vários desafios foram superados e reunidos numa palestra ministrada por intermédio da Mestre em Modelagem Computacional do Conhecimento, Fabiana Toledo, que participou do processo de criação do sistema desde a ideia até a implantação.

O secretário de Estado da Gestão Pública, Alexandre Lages, destacou que um dos principais impasses para a solicitação da aposentadoria do servidor era a coleta de dados, que nem sempre estavam disponíveis em um mesmo local. “Com a centralização dos dados na esfera virtual, o tempo para o procedimento de solicitação da aposentadoria está sendo reduzido. A Gestão Pública está se modernizando para dá suporte a administração e integrar soluções na esfera governamental”, disse o secretário.

A gestão do secretário Alexandra Lages ficará marcada como uma das mais profícuas da administração pública de Alagoas destacando vários aspectos positivos a exemplo da valorização da capacitação do servidor público da capital e do interior. O secretário vai encerrar sua gestão tendo realizado o maior programa de capacitação de servidores da história de Alagoas, atingindo milhares de funcionários públicos . Ponto para Alagoas do bem.

 O Jogo sujo do oportunismo

Nenhuma outra atividade, como a política, no sentido da luta pelo poder, implica tanta disposição a trair aqueles que antes eram tidos como companheiros e amigos. Maquiavel colocou a traição dentro da "virtú" política, que pouco tem a ver com a moral e com o ódio. A traição pode plasmar a dialética hegeliana (só que sem a ideia de progresso) na qual se nega o anterior: não se trai para ser igual ao traído. Isso explica que alguém que estava aliado e sendo beneficiado por seu aliado de ontem acabe sendo muito diferente ao chegar à cúspide. Para ser traidor deve se ter resistência. As traições ocorrem dentro de uma mesma família (política).

Não se trata de se passar ao inimigo, mas de trair o amigo, o companheiro, e o sistema que lhe deu guarida durante anos, sustentando sua fome de poder e sua ganancia por cargos.

Quem é capaz de trair
É capaz de roubar

Há muito ouço a frase “quem mente rouba” e se assim levarmos ao pé da letra a maioria dos políticos está inserida neste contexto. Mas também acho que a traição não fica nada a dever ao “mentir” ou “roubar”. Fico pasmo e o eleitor comum deve ficar sem entender o jogo sujo e deprimente armado na política, principalmente nesta fase de composições e alianças de partidos para disputar a eleição.

Chega a ser asqueroso o comportamento de certos políticos cujo objetivo está apenas em “sobreviver” a qualquer custo, mesmo que tenha que vender a alma ao diabo e a própria mãe para alcançar seus objetivos..

São esses oportunistas que mandam o interesse público às favas e usam os votos dos incautos ou dos “burros” apenas como instrumentos para alcançar seus inconfessáveis objetivos.

Há quem confunda traição
com “habilidade”

Assistindo a um determinado clássico do cinema “A Rainha Margot”, há uma cena na qual Catarina de Médici diz ao futuro rei da França, Henrique de Navarra: “Que é traição? A habilidade de se adaptar aos acontecimentos” O ardil tinha por intenção transformar o erro em virtude para justificar a falta de princípios no ambiente sórdido da corte francesa no ano de 1572, quando as disputas sem limites pelo poder e a desmesurada ambição da nobreza fizeram dessa trama, baseada em fatos reais, símbolo perfeito do vale tudo para se dar bem.

Assim também é na realidade política brasileira. Muitos dos traidores ainda se arvoram de “astutos” e donos da “habilidade” de saber montar com competência o xadrez eleitoral , mas com um único objetivo: se dar bem.

Por que Eduardo Campos
e o PSB traíram Lula e Dilma?

O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato a presidente da República, Eduardo Campos durante seu governo foi um dos aliados mais prestigiados pela dupla Lula/Dilma. Ninguém pode deixar de reconhecer que sua administração deve muito ao apoio e as verbas generosas do governo petista que ele e o seu PSB resolveram trair. Chegou ao absurdo de no final de seu mandato inaugurar obras totalmente bancadas pela União, sem ao menos convidar alguém do governo para o ato. Fez pior: ao entregar um conjunto de casas do Programa Minha Casa Minha Vida fez críticas ao governo federal que construiu a obra. Chamo a isto falta de caráter no duro. Campos e o seu partido oportunista sugaram nas tetas do Planalto durante longo e farto tempo, até que a “mosca azul” pousou em sua careca  trazendo o devaneio de ganhar mais poderes caso pudesse ganhar a eleição. Se perder não tem problema, pois há a possibilidade de se juntar intencionalmente ao provável vencedor de um segundo turno e continuar “mamando” até a próxima traição.

Nós também temos os
nossos traidores

Na política local a coisa não poderia ser diferente, muito pelo contrário, pelo perfil de nossos políticos tende a ser até pior no quesito traição. Não dá para citar todos, pois a lista é grande, mas vamos ficar com mais “notáveis”. Benedito de Lira, Alexandre Toledo, Givaldo Carimbão e Regis Cavalcante, cada um em sua devida proporção se aproveitou o quanto pode do governo de Teotônio Vilela. Foram úteis ao projeto do governador? Só quem pode responder é ele mesmo e ao seu estilo ele não o fará. Uma coisa porém é certa: todos se aproveitaram das benesses e dos encantos que a embriaguez do poder lhes proporcionou. Fim de governo? É cada um cuidar de sua sobrevivência e garantir a permanência no poder por mais alguns anos, não importando ai esse negócio de ética, compromisso e até gratidão. Seguem, com precisão e astúcia, as palavras de Catarina de Médici “Traição é a habilidade de se adaptar aos acontecimentos”.

É assim o político brasileiro e os nossos não poderiam fugir à regra. Trabalham com eficiência para cuidar dos próprios interesses e não estão dando a mínima para o interesse público e para um monte de idiotas que lhes dão votos e os mantêm no poder. É uma pena que seja assim.

Publicado também no Jornal Extra, Jornal Tribuna do Sertão, Jornal  Tribuna Alagoana, Site Tribuna do Agreste, Site Tribuna do Sertão, e resumopolitico.blogspot.com.br 


domingo, 18 de maio de 2014


Para refletir: “Não apareça pensando que o Brasil é a Alemanha. É difícil se locomover pelo país. Na Alemanha você pode dormir em seu carro. Nem imagine fazer isto no Brasil”. ( Jérôme Valcke, secretario geral da Fifa).

 

Não façam o que eu fiz

Com toda convicção pode se assegurar que Ronaldo Lessa foi um dos piores governadores de Alagoas nos últimos tempos. Eleito em um primeiro mandato graças a uma situação circunstancial que lhe beneficiou e reeleito pelo uso da máquina e também a grande rejeição do adversário, fez governos medíocres, recheados de denúncias de corrupção. Foi arrogante, prepotente e desrespeitoso com qualquer pessoa ou instituição que contrariasse suas sandices e desequilíbrio emocional. Saiu do governo carregado de processos de improbidade administrativa com origem na Policia Federal, Ministério Público Federal e também no estadual e ações movidas contra ele por magistrados atingidos em suas honras e no mister de suas funções  pela irresponsabilidade de seu temperamento descontrolado. Pagou e ainda está pagando por suas aleivosias. Dele se afastaram os mais fiéis amigos e correligionários, foi condenado em diversas ações judiciais e o pior: também condenado nas urnas. Foi a sua própria história que o derrotou em três eleições seguidas. Perdeu em 2006 para o Senado para Fernando Collor que fez apenas 15 dias de campanha, em 2010 levou uma surra de Teotônio Vilela para o governo e em 2012 se a Justiça não interrompe sua falida candidatura teria sido derrotado com grande margem pelo vitorioso Rui Palmeira para a Prefeitura de Maceió. É um fracassado.

Vem agora, sem nenhuma autoridade para tal, opinar sobre o perfil para o próximo governador de Alagoas:

“Os oito anos de atraso quando Alagoas perdeu o bonde do desenvolvimento no que diz respeito ao cenário econômico. Não acompanhamos o crescimento da região Nordeste. Não fizemos o dever de casa e estamos pagando caro por isso até agora. Provavelmente, vamos arcar por mais alguns anos com essa situação. Sem produzir receita, não há emprego e não há renda”.

Vemos ai duas situações: o cara enlouqueceu de vez ou está fazendo uma autoanálise de suas catastróficas administrações.

O governador Teotônio Vilela herdou um estado desacreditado no Brasil e no exterior, escolas destruídas, a saúde mergulhada em um caos, os indicadores sociais os piores do país, o setor de segurança sem nenhum investimento capaz de melhorar a condição das famílias  na capital a  no interior. Os índices hoje são favoráveis nos setores de segurança. Educação e saúde? Evidentemente que não, porém muita coisa mudou para melhor. Basta citar o incremento socioeconômico com a implantação de mais de 100 novos empreendimentos empresariais que foram conquistados porque o empresariado nacional e internacional começou a acreditar em uma nova Alagoas, sem burocracias, sem subterfúgios, com incentivos reais e sem propinas.

Pelo visto o senhor Ronaldo Lessa não aprendeu. E por não aprender pode caminhar para mais uma derrota nas urnas sepultando de vez sua vazia e inócua história política.

Líder de nada

Esta semana questionei um importante personagem da Frente de Oposição sobre a esdrúxula posição de “coordenador geral” ocupada pelo ex-governador Ronaldo Lessa em momento tão importante e decisivo do jogo político alagoano diante de sua notória incapacidade para exercer tal função.. Ai recebi a resposta à minha observação: “ Pedro , você conhece o jogo político, as armações e os afagos de egos. Mandam e tomam as decisões no Chapão Renan Calheiros e Fernando Collor, além de um ou outro com mais ou menos expressão. Quanto a Lessa a gente finge que ele é coordenador e ele acredita. Fala , mas não manda em nada. É como a rainha da Inglaterra. Para todos o importante é o tempo do PDT no Horário Eleitoral”.   Pronto, agora está explicado.

Bem articulado

O deputado Renan Filho, após o anúncio de sua pré-candidatura ao governo, meteu o pé na estrada e não perdeu tempo. Lotou sua agenda de encontros com setores da sociedade civil com qual tem conversado e mostrado suas metas e propósitos se sair vitorioso das urnas. A todos tem impressionado sua desenvoltura e capacidade de articulação. Começa bem sua caminhada para uma guerra que se anuncia como das mais renhidas da história política alagoana.

Tem escola, adquiriu experiência e também tem destino e vocação política. Está pronto para o jogo.

Mídia negativa

Não desejo aqui fazer nenhum juízo de valor ou acusar ou defender nenhum dos personagens até porque pouco os conheço. Registro apenas esta semana mais uma “mídia negativa” para se juntar a tantas já sofridas por nós alagoanos. O ex-ministro Ciro Gomes, um nome de expressão nacional mesmo na polêmica, desbancou em cima do deputado alagoano Givaldo Carimbão e chamou de corrupto  outro alagoano, Marcos Fireman, suposto pretendente a ocupar importante cargo no governo petista por indicação precipitada do parlamentar, que já havia convidado pelo menos três pessoas para o mesmo cargo e estas não aceitaram por não acreditar em seu poder.

Há uma briga em Brasília envolvendo a vontade de Carimbão, os desejos por um cargo de Fireman e o protesto dos Gomes ( Ciro e Cid) . Não importa quem vença, Alagoas ficou mal na fita.

No caminho da política

Quem pensava  que o procurador Eduardo Tavares, pré-candidato ao governo, iria se conformar em ser apresentado aos alagoanos apenas  como um técnico e gestor responsável e empreendedor, como um cidadão ilibado e de ficha limpa, enganou-se redondamente. Eduardo tem sangue político no seu DNA, foi vereador em sua cidade natal e sempre esteve envolvido com a política até chegar a sua honrosa e brilhante carreira no Ministério Público. Tem circulado pelo interior e por Maceió com postura de “gente grande”. É o novo, mas dá sinais que “sabe o caminho das pedras” e tem surpreendido alguns e assustado outros.
 
 

Um ministro falastrão e

uma copa desastrosa

A menos 30 dias do início da Copa do Mundo, o irresponsável ministro do Esporte, Aldo Rebelo, (infelizmente alagoano radicado em São Paulo) afirmou  que “prevalecerá o ambiente de festa e de confraternização durante o torneio e que manifestações violentas serão casos isolados”. “Manifestações, se houver, serão atos isolados. Acho que o país está preparado porque a legislação brasileira protege as manifestações pacíficas e coíbe as manifestações violentas. Acho que não tenha tanta gente interessada em que a Copa seja tumultuada por manifestações violentas. Eu creio que estamos preparados, que a segurança pública vai funcionar.

Aldo Rebelo é uma figura desprezível a serviço das migalhas que os petistas lhe oferecem. Como o farsante Lula culpa a imprensa brasileira pelo fracasso pré-anunciado da Copa e diz: “uma parte da mídia brasileira faz campanha contra a Copa e uma parte da imprensa do mundo repercute isto”.
É sempre assim: o governo faz suas trapalhadas e culpa a imprensa. Há a real expectativa desta Copa do Mundo ser considerada uma das mais desorganizadas do planeta (segundo a própria FIFA). Sem aeroportos, hotéis, estradas, portos e principalmente segurança, fato que tem sido destaque na imprensa internacional que não está mentindo, mas apenas prevenindo seus concidadãos.

Fujam: a PF vem ai

O serviço reservado da coluna apurou que a Polícia Federal deverá deflagrar uma nova fase de Operações antes das eleições em todo o país e Alagoas é um dos “preferidos”. Segundo a mesma fonte a operação ainda não tem nome , mas  grande número de mandados de prisão e busca já estariam  expedidos. Tudo está sendo guardado em segredo absoluto para não vazar e apenas a cúpula e alguns especialistas da PF tratam do assunto. Políticos (claro) administradores públicos e empresários fazem parte da longa lista de “agraciados”. Pelo tamanho das ações planejadas bem que poderia ser chamada “Operação Purificação”. Fica a sugestão.

Logo após a “Copa do Caos” a madeira vai cantar. Quem for podre que trate de fugir.
 
Coluna também publicada no Jornal Extra, Jornal Tribuna do Sertão, Jornal Tribuna Alagoana, Site Tribuna do Agreste, Site Tribuna do Sertão e Resumopolitico.blogspot.com.br

sábado, 10 de maio de 2014


Para refletir: “A política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros”. (Henri Millon de Montherlant).

 

A barbárie que nos ronda

A falta de políticas públicas no país voltadas para a educação, saúde cidadania e segurança estão levando a sociedade para temerosos e imprevisíveis caminhos.. Os valores sociais vão se deteriorando a cada dia e a falta de credibilidade das instituições estão levando as pessoas a tomarem posições  nada convencionais e mais perto do irracional. O não confiar na Justiça e no aparato de Segurança Pública tem provocado o equivocado e perigoso ato de “justiça com as próprias mãos”, A pergunta: até onde esta tragédia anunciada irá nos levar?

Ao som de gritos de “queremos justiça", a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi enterrada no Cemitério Jardim da Paz, no Guarujá, litoral de São Paulo. Fabiane foi linchada por moradores do bairro Morrinhos , após ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças para ritual de magia negra cujo retrato falado estava sendo divulgado na internet.

Cerca de 300 pessoas foram ao cemitério prestar uma última homenagem a Fabiane. O grupo cantou ao menos três vezes um dos cantos religiosos preferidos da dona de casa, que diz “meu advogado mora lá no céu. Verdadeiro e justo ele é sempre fiel. Meu advogado é Jesus!”.

Amigos da dona de casa descreveram Fabiane como uma mulher dedicada à família e à igreja. Frequentadora da Igreja São João Batista, no mesmo bairro onde ocorreu o linchamento, ela foi espancada enquanto segurava uma bíblia, onde guardava fotos das duas filhas - de 12 e 1 anos.

Amigos acreditam que as agressões começaram depois que Fabiane entregou uma banana que havia acabado de comprar para uma criança que estava na calçada. O ato teria sido mal interpretado por transeuntes.

Especialistas dizem que o linchamento da dona de casa Fabiane é resultado da falência do sistema de segurança pública e da falta de credibilidade de parte da população na Justiça. - Há uma falta de confiança na polícia e na Justiça, principalmente. Essas pessoas, então, resolvem fazer uma suposta justiça num julgamento sumário, na base do ‘ouvi dizer’. Não há o direito de defesa. Se parte direto para o justiçamento. Também não há lei, nesse caso, onde é instalada uma verdadeira barbárie, com justiceiros tão criminosos quanto os que eles dizem estar combatendo.

Recentemente durante comentário no "SBT Brasil", a apresentadora] Rachel Sheherazade disse que a ação de "justiceiros", que prenderam um suposto assaltante a um poste na zona sul do Rio, era "compreensível". A declaração culminou com a revolta de políticos, artistas, internautas, pessoas que defendem os direitos humanos e jornalistas.

Um deles foi Ricardo Boechat. Ele disse que a opinião dela é uma "bosta", mas que tem o direito de se expressar. Em seu programa na rádio Bandnews FM, ele ainda a chamou de "fascista". Já jornalistas como César Filho e José Luiz Datena a defenderam.

Não pretendo buscar culpados, mas o fato nos  assusta e nos leva a temer o amanhã com tanta violência e a barbárie que nos ronda.

Por que Dilma mente?

A presidente da República, infelizmente, mente aos brasileiros no momento em que diz que o reajuste de 10% no Bolsa Família permite que a remuneração alcance aquele patamar mínimo estabelecido pela ONU de 1,25 dólares por dia, com uma renda mínima para se estar acima da linha da pobreza. Para que isso fosse verdade, o reajuste teria que chegar a R$ 83 e não a R$ 77 como ela falsamente anunciou. Na verdade, o que estamos assistindo é a presidente que acha que a crise da Petrobras é responsabilidade da oposição e não daqueles que a transformaram em um grande balcão de negócios suspeitos. Infelizmente, a presidente fala que vai dialogar com os trabalhadores e eu não a vejo aqui hoje ou não tenho notícias dela em qualquer evento dos trabalhadores. Acho sim que é uma presidente que está acuada pelas pressões internas e, infelizmente, pelos atos do seu governo que levaram ao recrudescimento da inflação, isso sim, algo perverso com a classe trabalhadora.

Certamente, uma orientação do seu marqueteiro e é um discurso mais uma vez extremamente marqueteiro querendo se apropriar de um sentimento que é extremamente amplo na sociedade brasileira que quer mudanças. Mas é preciso que ela saiba que esta mudança, que este sentimento de mudança da grande maioria da população, não inclui a permanência da presidente da República no governo (Aécio Neves).

O mesmo DNA, meu camarada

Não duvido da capacidade e da experiência do jovem deputado Renan Filho, pré-candidato da oposição ao governo do estado. Tem tido uma trajetória com saltos largos. É um politico articulado, carismático e cumpre com competência o seu mandato de deputado federal. Se está pronto para governar Alagoas, só o tempo e as urnas dirão.

Achei apenas desnecessário que o senador Renan Calheiros, pai, destacasse em seu discurso que “a escolha do nome do deputado não tem nenhuma ligação com parentesco”. Um ato falho que não convence ninguém.

O grande e imbatível candidato ao governo seria o próprio senador, que por conveniências políticas abdicou da candidatura e fez a indicação. Não tivesse seu sangue e o de dona Verônica nas veias, jamais teria sido o escolhido, mesmo sendo um nome eleitoralmente potencial.

Os excluídos e marcados

Não é possível que os integrantes do PRTB e PMN, expulsos da Frente de Oposição, com a motivação de “depuração” tenham saído sem um grande constrangimento após a medida que os deixa em situação de muita dificuldade no jogo eleitoral que se inicia. A  referência mais amena ouvida na reunião do chapão com relação aos excluídos foi de “impuros”. Outros colocavam: “o palanque não vai suportar o peso das consciências”, ou “ com esse time os  adversários terão munição para uma guerra de cem anos”.

A verdade é que os nomes expulsos “pelos maus costumes” e “fichas sujas” ,segundo os lideres da oposição, carregarão essa marca onde quer que estejam, o que pesará muito para atrapalhar suas eleições.



Jogo feito. Cartas na mesa

Está praticamente montado o cenário das eleições para governador de Alagoas. Com o lançamento das pré-candidaturas de Eduardo Tavares, Renan Filho e Benedito de Lira não há muito mais o que discutir a não ser a composição  para o companheiro de chapa de cada um ( vice) e a definição do quadro para a disputa do Senado. Estão em cena os três protagonistas de um dos maiores embates políticos de nossa história recente. Os que aparecerem daqui pra frente serão apenas coadjuvantes, sem nenhuma expressão na disputa eleitoral.

Ai estão três candidaturas de peso e medida e qualquer tentativa de dizer quem vai levar não passará de especulação antecipada e precipitada.  As três “seleções” vão entrar em campo como se fossem para uma guerra, mas tudo só acontece depois da Copa do Mundo de Futebol. A dos votos terá que esperar mais um pouco.

Enquanto isto a preparação: marqueteiros em ação em busca de formar a mais “vendável” imagem do candidato; articulações de bastidores na busca de fortificar as coligações, os cálculos contados e recontados dos preciosos minutos de televisão; a preparação dos “arquivos da maldade” com a vida pregressa, os pecados e os “deslizes” de cada um e o principal: a contabilidade financeira em busca de juntar milhões ( lícitos e ilícitos) para torrar no pleito que será um dos mais caros também da nossa história eleitoral.

Estão ai para apreciação do eleitorado os três nomes dentre os quais sairá o sucessor de Teotônio Vilela Filho. Eduardo Tavares, Renan Filho e Benedito de Lira. Que cada um apresente seu currículo eleitoral, seu passado e o que tem para oferecer para Alagoas do futuro.

Que se faça uma campanha limpa ( se é possível) , voltada para propostas de desenvolvimento e que gere confiança no eleitorado tão descrente dos nossos políticos e suas falácias.

As pesquisas (muitas) dão sinais que o eleitor está levando mais a serio o seu papel e isto pode fazer a diferença. As redes sociais têm contribuído para maior conscientização do voto e vão ter papel decisivo no próximo pleito, não se tenha dúvidas. Há um evidente clamor por mudanças, mas não de “faz de conta”. Aquele que tiver a capacidade de passar para o eleitor a real possibilidade de que a coisa vai mudar, sairá na frente.

Esse é hoje nosso quadro sucessório eleitoral. O resto ainda é muito cedo para previsões. O jogo está feito. As cartas estão na mesa. Ganhará quem melhor jogar.
 
 
Também publicado no Jornal Extra, Jornal Tribuna do Sertão, Site Tribuna do Agreste, Site Tribuna do Sertão .

domingo, 6 de abril de 2014


Para refletir: "A política é constituída por homens sem ideais e sem grandeza." (Albert Camus).

 

Prefeito Rui Palmeira:
a coragem de fazer o certo

Há bastante tempo venho insistindo e denunciando o absurdo cometido por prefeitos de Maceió, do interior e do próprio governo ao dar nomes de pessoas vivas a obras públicas. Estive pessoalmente com alguns administradores fazendo ver o flagrante desrespeito à norma jurídica que proíbe em todo território nacional atribuir nome de pessoa viva a bem público, de qualquer natureza. O principio constitucional da Impessoalidade, contido no artigo 37 da Constituição Federal é ferido de morte no ato irresponsavelmente praticado,  afrontando a proibição da promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos, além de servir apenas como “moeda hipócrita” para bajular poderosos ou angariar votos por conta dessas homenagens imorais e na maioria das vezes imerecidas ( salvo raríssimas exceções).

Tenho acompanhado no país inteiro ações propostas pelo Ministério Público e acatadas pelo Judiciário mandando retirar nomes de pessoas vivas de bens públicos, inclusive várias  dessas decisões atingindo  alguns Tribunais de Justiça e Tribunais de Contas. Enquanto que por aqui a complacência e o compadrio entre a política, a Justiça e os  poderosos , jamais permitiram que se cumprisse a legislação e a própria  moral pública.

Já há algum tempo atrás o Ministério Público Federal recomendou que o Governo do Estado e a Prefeitura de Maceió alterassem a denominação de ruas, avenidas, viadutos e demais prédios públicos que tivessem nomes de pessoas vivas, dando um prazo de 60 dias, sob pena de ação judicial. O tempo passou nada foi mudado e nada aconteceu de novo.

O que se vê em Maceió é um festival imoral de homenagens ilegais  a figurões da política, dos poderes, da imprensa e também do próprio Ministério Público. Senadores, Deputados, Magistrados, Jornalistas e pessoas de famílias influentes que deveriam estar mortas para receber as homenagens estão ai “vivinhas da silva”. Segundo levantamento só em Maceió estão mais de 100 obras denominadas irregularmente com nomes de pessoas vivas.

O prefeito Rui Palmeira, por sua índole intolerante com o imoral e ilegal, não fez por esperar. Mostra sua coragem cívica e sua disposição de conviver com o positivo dos princípios que devem nortear o administrador público. Usando de sua prerrogativa e cumprindo a lei encaminhou à Câmara de Vereadores  matéria do mais alto valor moralizador “proibindo a utilização de qualquer nome de pessoas vivas em logradouros e bens da capital”.

Fez o que seus antecessores deveriam ter feito e não o fizeram por falta de vontade política  ou mesmo porque nunca ligaram para o interesse público. O ato imoral e ilegal pode ate dar votos, mas compromete a dignidade do administrador e também do homenageado.

Parabéns senhor prefeito.

Financiamento de campanhas em “coma”

Por 6 votos a 1, a maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votou na última  quarta-feira  a proibição de doações de empresas a campanhas eleitorais e partidos políticos. Ainda faltam os votos de quatro magistrados.

O julgamento foi suspenso porque o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo. Quando for retomado, o que não tem data para ocorrer, o STF definirá se a regra vale para 2014 ou só nas eleições posteriores. A Corte também terá de definir se cabe a ela mesma ou ao Congresso estabelecer algum teto para doações de pessoas físicas.

Nesta quarta-feira, os ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski pediram para adiantar suas posições e também votaram contra a doação por empresas, e o ministro Teori Zavascki foi o único a divergir, votando por manter a regra como está.

"No Brasil, os principais doadores de campanha contribuem para partidos que não tenho identidade política e se voltam para obtenção de  acordos com o governo. As empresas investem em todos os candidatos que tem chance de vitória", afirmou Marco Aurélio ao votar. "A comunidade jurídica nacional não pode acreditar num patrocínio desinteressado. A pretensão formulada dessa ação é indispensável para se colocar o fim da não equidade do processo eleitoral." Para Lewandowski, último a votar na sessão  as doações de pessoas jurídicas desequilibram o poder dos partidos. "O financiamento fere profundamente o equilíbrio dos pleitos, que nas democracias deve se reger pelo princípio do 'one man, one vote' [um homem, um voto]. A cada cidadão deve corresponder um voto, com igual peso e idêntico valor. As doações milionárias feitas por empresas a políticos claramente desfiguram esse princípio multissecular, pois as pessoas comuns não têm como contrapor-se ao poder econômico".

Para tristeza de muitos com a retomada da votação é muito provável que o irresponsável e desigual financiamento de campanha chegue ao fim. O Brasil merece.

A sabedoria de Renan e Teotônio

O senador Renan Calheiros já disse e repetiu que “tudo acontecerá em seu devido tempo” em se tratando do processo de escolha dos candidatos majoritários para a próxima eleição que deverão sair de seu grupo e dos que o seguem. Esta posição tem deixado muitos descontentes e alguns até “ à beira de um infarto”, porém ninguém ousa se rebelar contra o experimentado comandante.  Do lado de lá a mesma acontece em relação ao governador Teotônio Vilela, que vai no mesmo passo e compasso de Calheiros , parecendo até que ambos combinaram como tudo deveria acontecer ( será que não acertaram esta encenação?). .A grande verdade é que os dois reinam absolutos como os “donos da eleição” e sabem perfeitamente o que estão fazendo. Se os correligionários de Renan e os que supostamente formam com ele o “chapão” de oposição estão à beira de um colapso nervoso, os governistas e aliados ( principalmente os pretensos candidatos)  que rodeiam Teotônio  estão consumindo mais “Lexotan” do que hospital de doido. Uma abelha xereta me confessava esta semana: “Sabe qual  maior temor em ambos os lados?  Que os dois se juntem mais uma vez, o que não seria nada a  estranhar. Ai não sobraria pra ninguém”.

Governo quer CPI de araque

A decisão do presidente Renan Calheiros de rejeitar questão de ordem da oposição e admitir a ampliação das denúncias a serem investigadas pela CPI da Petrobras recebeu duras críticas da oposição. A posição apresentada com base em decisões do STF e no Regimento Interno do Senado, ainda vai passar pelo exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Os senadores da oposição alegaram que a inclusão do metrô de São Paulo no âmbito de investigação da CPI é apenas uma manobra do governo para desviar o foco da Petrobras e empurrar para baixo do tapete as denúncias.

– A CPI proposta pelo governo é uma CPI de araque. É apenas para abafar a CPI da oposição – protestou o líder do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (SP).

Ele ressaltou que não se intimida com uma possível investigação de denúncias relacionadas a contratos do metrô de São Paulo, mas defendeu o pedido inicial da oposição, com uma CPI exclusiva para investigar supostas irregularidades na Petrobras.

– Temos direito líquido e certo de instalar a CPI proposta pelo senador Alvaro Dias [PSDB-PR]. Estou examinando a possibilidade de ir ao Supremo Tribunal Federal para que o nosso direito seja preservado - anunciou Aloysio.

Ministro “flana” em Alagoas

 Por falta do que fazer o ministro Aldo Rebelo não perde oportunidade de juntar sua trupe e vir flanar em suas plagas naturais. Neste fim de semana mandou inventar uma programação bastante divertida com a justificativa ridícula de que “vai visitar obras executadas no Estádio Rei Pelé”  e falar sobre o andamento dos preparativos por todo o país com o dinheiro suspeito da Copa do Mundo. Mesmo com uma agenda mínima deve passar o fim de semana mentindo em Alagoas. Para completar o périplo lança (sic)  uma coletânea do escritor Nelson Rodrigues, que se vivo estivesse não permitiria tamanha afronta à sua história e ao seu talento.



Para bom entendedor

O neófito Marcos Fireman, que a todo custo tenta forçar o seu inconsistente nome como candidato a qualquer coisa, inclusive governador, recebeu uma ducha gelada nas palavras do governador em entrevista ao jornalista Lula Vilar: ”O PSDB tem o Marcos Fireman, mas também tem o Luiz Otávio e outros nomes seus filiados e possuem potencial. O prefeito Rui Palmeira é  um deles, mas tem mais”. Quem conhece o jeito Vilela de ser  sabe que Fireman nunca fez parte de seus preferidos.

Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...