sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

 Os canalhas nos ensinam mais

Arnaldo Jabor

Nunca vimos uma coisa assim. Ao menos, eu nunca vi. A herança maldita da política de sujas alianças que Lula nos deixou criou uma maré vermelha de horrores. Qualquer gaveta que se abra, qualquer tampa de lata de lixo levantada faz saltar um novo escândalo da pesada. Parece não haver mais inocentes em Brasília e nos currais do País todo. As roubalheiras não são mais segredos de gabinetes ou de cafezinhos. As chantagens são abertas, na cara, na marra, chegando ao insulto machista contra a presidente, desafiada em público. Um diz que é forte como uma pirâmide, outro que só sai a tiro, outro diz que ela não tem coragem de demiti-lo, outro que a ama, outro que a odeia. Canalhas se escandalizam se um técnico for indicado para um cargo técnico. Chego a ver nos corruptos um leve sorriso de prazer, a volúpia do mal assumido, uma ponta de orgulho por seus crimes seculares, como se zelassem por uma tradição brasileira.

Temos a impressão de que está em marcha uma clara “revolução dentro da corrupção”, um deslavado processo com o fito explícito de nos acostumar ao horror, como um fato inevitável. Parece que querem nos convencer de que nosso destino histórico é a maçaroca informe de um grande maranhão eterno. A mentira virou verdade? Diante dos vídeos e telefonemas gravados, os acusados batem no peito e berram: “É mentira!” Mas, o que é a mentira? A verdade são os crimes evidentes que a PF e a mídia descobrem ou os desmentidos dos que os cometeram? Não há mais respeito, não digo pela verdade; não há respeito nem mesmo pela mentira.



Mas, pensando bem, pode ser que esta grande onda de assaltos à Republica seja o primeiro sinal de saúde, pode ser que esta pletora de vícios seja o início de uma maior consciência critica. E isso é bom. Estamos descobrindo que temos de pensar a partir da insânia brasileira e não de um sonho de razão, de um desejo de harmonia que nunca chega.

Avante, racionalistas em pânico, honestos humilhados, esperançosos ofendidos! Esta depressão pode ser boa para nos despertar da letargia de 400 anos. O que há de bom nesta bosta toda?

Nunca nossos vícios ficaram tão explícitos! Aprendemos a dura verdade neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Finalmente, nossa crise endêmica está em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha. Vemos que o País progride de lado, como um caranguejo mole das praias nordestinas. Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades sórdidas estamos conhecendo, fecundas como um adubo sagrado, tão belas quanto nossas matas, cachoeiras e flores. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras. Como mentem arrogantemente mal! Que ostentações de pureza, candor, para encobrir a impudicícia, o despudor, a mão grande nas cumbucas, os esgotos da alma.

Ai, Jesus, que emocionantes os súbitos aumentos de patrimônio, declarações de renda falsas, carrões, iates, piscinas em forma de vaginas, açougues fantasmas, cheques podres, recibos laranjas de analfabetos desdentados em fazendas imaginárias.

Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!… Assistimos em suspense ao dia a dia dos ladrões na caça. Como é emocionante a vida das quadrilhas políticas, seus altos e baixos – ou o triunfo da grana enfiada nas meias e cuecas ou o medo dos flagrantes que fazem o uísque cair mal no Piantella diante das evidências de crime, o medo que provoca barrigas murmurantes, diarreias secretas, flatulências fétidas no Senado, vômitos nos bigodes, galinhas mortas na encruzilhada, as brochadas em motéis, tudo compondo o panorama das obras públicas: pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, orgasmos entre empreiteiras e políticos.

Parece que existem dois Brasis: um Brasil roído por ratos políticos e um outro Brasil povoado de anjos e “puros”. E o fascinante é que são os mesmos homens. O povo está diante de um milenar problema fisiológico (ups!) – isto é, filosófico: o que é a verdade?

Se a verdade aparecesse em sua plenitude, nossas instituições cairiam ao chão. Mas, tudo está ficando tão claro, tão insuportável que temos de correr esse risco, temos de contemplar a mecânica da escrotidão, na esperança de mudar o País.

Já sabemos que a corrupção não é um “desvio” da norma, não é um pecado ou crime – é a norma mesmo, entranhada nos códigos, nas línguas, nas almas. Vivemos nossa diplomação na cultura da sacanagem.

Já sabemos muito, já nos entrou na cabeça que o Estado patrimonialista, inchado, burocrático é que nos devora a vida. Durante quatro séculos, fomos carcomidos por capitanias, labirintos, autarquias. Já sabemos que enquanto não desatracarmos os corpos públicos e privados, que enquanto não acabarem as emendas ao orçamento, as regras eleitorais vigentes, nada vai se resolver. Enquanto houver 25 mil cargos de confiança, haverá canalhas, enquanto houver Estatais com caixa-preta, haverá canalhas, enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas. Com esse Código Penal, com essa estrutura judiciária, nunca haverá progresso.

Já sabemos que mais de R$ 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas. Não adianta punir meia dúzia. A cada punição, outros nascerão mais fortes, como bactérias resistentes a antigas penicilinas. Temos de desinfetar seus ninhos, suas chocadeiras.

Descobrimos que os canalhas são mais didáticos que os honestos. O canalha ensina mais. Os canalhas são a base da nacionalidade! Eles nos ensinam que a esperança tem de ser extirpada como um furúnculo maligno e que, pelo escracho, entenderemos a beleza do que poderíamos ser!

Temos tido uma psicanálise para o povo, um show de verdades pelo chorrilho de negaças, de “nuncas”, de “jamais”, de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo. Nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Céus, por isso é que sou otimista! Ânimo, meu povo! O Brasil está evoluindo em marcha à ré!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Para meditar: "A política e os destinos da humanidade são forjados por homens sem ideais nem grandeza. Aqueles que têm grandeza interior não se encaminham para a política." (Albert Camus)

Eles detestam Controle na Administração

Em maio próximo será realizada em Brasília a Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social. Criada através de Decreto o evento reunirá todos os Estados da Federação e seus municípios na mais ampla e democrática discussão da atuação da sociedade no controle da Administração Pública. Em Alagoas igualmente o governador criou a Conferência que será realizada em 30 de março e entregou sua organização à Controladoria Geral do Estado e instituições públicas e privadas envolvidas com o tema. A comissão organizadora e os técnicos da CGE têm realizado um notável trabalho de organização, preparação e capacitação em todas as cidades com vistas à realização das etapas municipais. Mais da metade dos municípios alagoanos já realizaram ou estão com suas Conferências marcadas, todas também criadas por Decreto dos senhores prefeitos. Causa-me estranheza no entanto o fato de 46 administrações municipais, cujos nomes divulgaremos oportunamente, não terem dado a menor importância a um evento de caráter nacional cujos olhos dos órgãos de Controle Externo, Tribunais de Contas, Ministério Público e CGU estão voltados e dando todo o apoio. Vejo ai duas vertentes para as quais acho adequadas aos prefeitos que não realizarem as Conferências: O desejo de não mostrar os números de sua administração à sociedade à qual tem o dever legal de prestar contas. Ai fica explícita a desconfiança de suas honestidades e responsabilidade. Ou a pura e inconseqüente irresponsabilidade para com a coisa pública, apostando em que neste país nada acontece aos que cometem crimes, principalmente os políticos. É preciso que o Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público e a própria sociedade estejam atentos aos nomes dos municípios que não realizarão suas Conferências sobre Transparência e Controle Social. Na hora em que “o bicho pegar” não terão justificativa, pois não haverá como justificar uma irresponsabilidade e falta de cumprimento do dever de prestar contas e obediência ao interesse público.

Aprendendo a fazer

Técnicos do governo de Alagoas estiveram reunidos esta semana, na sede da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), para discutir os processos de aquisições e licitações exigidos pela instituição financeira.

O encontro foi ministrado pelo especialista em contratações do Bird, o advogado Sinuê Aliram, consultor há 15 anos do Banco, que já atuou na coordenação de projetos nos Estados de Pernambuco e do Piauí. O consultor repassou todas as normas adotadas na negociação, que visa a promoção do desenvolvimento local. Aos técnicos alagoanos resta agora trabalhar em obediência às regras e garantir os investimentos.

Todos iguais

A Polícia Federal está investigando o sumiço de R$ 2,4 milhões de verbas do programa Pintando a Cidadania, do Ministério do Esporte, repassados à ONG "Instituto Cidade", de Juiz de Fora (MG), para a produção de materiais esportivos, como bolas, camisas e redes de vôlei. A ONG mineira terceirizou os serviços contratando uma cooperativa local para produzir os materiais

Mais de um ano após o início do contrato, em 3 de dezembro de 2010, porém, a ONG, que recebeu 100% da verba (R$ 2,409.522,44 milhões), produziu apenas 10% do material, e encerrou a produção depois disso. Pepino para o alagoano Aldo Rebelo.

A AMA de sangue novo

Com a chegada definitiva do prefeito Palmery Neto à presidência da Associação dos Municípios de Alagoas a entidade ganha não apenas a credibilidade do espírito empreendedor do titular, mas também o caminho para projetos que venham trazer unidade e fortalecimento das administrações municipais. Bom articulador, respeitado em todas as esferas de governo o jovem prefeito de Cajueiro, escolhido como um dos melhores administradores do estado, com certeza fará uma administração exitosa. Sua chegada teve aprovação unânime dos seus companheiros.

Os negócios suspeitos do PP

A imprensa nacional tem uma longa pauta para os próximos dias investigando algumas suspeitas negociações entre as principais lideranças do PP, o Ministério das Cidades e empresas de prestação de serviços.

Pelas informações circulantes o “enrosco” é muito maior do que se imagina e envolve gente de todo tamanho e largura.

Encontros de lideres do partido com “fornecedores”, lobistas e até com a presença do ministro seriam impróprios para menores. Pouca vergonha!

Quem pariu que o embale

Durante este mês de janeiro tenho sido procurado por vários prefeitos, procuradores e escritórios de contabilidade diante do imbróglio criado com a Resolução do Tribunal de Contas que obriga processo licitatório para a contratação de serviços jurídicos e contábeis. Praticamente ninguém está sabendo como fazer para trilhar os caminhos da competição duvidosa. Está acontecendo tudo o que previ e deixou raivosos alguns integrantes do TC. As dúvidas são muitas. Desde os choques da resolução com a própria lei 8.666, até as dificuldades naturais nas prefeituras do interior. A tendência de muitos é fazer uma “arrumação caseira” e deixar tudo como está. A todos tenho dado a mesma resposta: - Procurem o TC, em especial o Ministério Público de Contas. Provoquem o Tribunal, exijam orientação. Ora, quem pariu Mateus que o embale!

Cobra e não ajuda

É muito cômodo para os dirigentes da Defesa Civil Estadual culpar sempre os prefeitos dos efeitos danosos da ocorrência de desastres naturais e tragédias como a acontecida em 2010 em Alagoas. Falam em “ações macro” e responsabilizam os municípios pela falta de planejamento, planos de ação e prevenção. Esquecem no entanto a situação de calamidade financeira e de pessoal técnico dos miseráveis municípios alagoanos que não têm ajuda para nenhuma de suas ações de Defesa Civil. Antes de cobrar e reclamar deveriam ajudar, capacitar e contribuir para que todos as coordenações de Defesa Civil sejam legal e tecnicamente instaladas o que não acontece. Sendo Alagoas um dois mais deficientes Estados no quesito Defesa Civil do país.

PÉ DE PÁGINA

Já pensou se cada cidadão alagoano ameaçado de morte fosse ao Conselho de Segurança pedir proteção policial para cuidar de sua integridade física?

Art. 5.º CF Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade,

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Para refletir:"Uma imprensa livre pode, é claro, ser boa ou má, mas uma imprensa sem liberdade é sempre má." (Albert Camus).



Perdemos nas diferenças

(Buenos Aires) Termino nesta quinta feira meu merecido giro de descanso na capital portenha. A cada passagem por aquí gosto mais desta terra, apesar de ter percebido o argentino mais irritado, o custo de vida mais alto e os taxistas mais ladrões. Nem por isso deixei de fazer meu roteiro gastronómico de sempre e exercitar minha veia de “enólogo” amador saboreando excelentes vinhos.

Apesar de tudo e do desgaste do governo tudo aquí está na mais perfeita ordem. Assisti pelo menos quatro manifestações de rua motivadas pela insatisfação de trabalhadores, artesãos e estudantes. Em todas muitasfaixas, palavras de ordem e muita acusação aos governantes , sempre sob vigilancia da Polícia, que não reprime, apenas acompanha para garantir a ordem. Diferente das nossas nenhuma manifestação atrapalha o trânsito, priva o cidadão do seu direito de transitar, não se queima pneus nem se obstruí ruas. Se o fizer vai para cadeia. Aquí decisão judicial é cumprida e os Poderes se respeitam.

O turismo aquí é uma realidade organizada, e encarado com profissionalismo pelos setores públicos e privados. Sem as nossas potencialidades naturais os argentinos investem na história, na cultura, gastronomia e lazer de qualidade. Tudo é motivo para exploração turística. Não percebi a “exploração do turista” fato que tem afastado muita gente do destino Alagoas e Maceió em particular. Um colega jornalista de São Paulo me confessava que em quatro capitais do Nordeste que visitou“ foi literalmente roubado em Maceió” e não apenas uma vez. Não esqueceu de ressaltar que “se assustou com a violencia alagoana”. Também pudera, somos quase campeões mundiais na materia.

Dilma em destaque
Os jornais argentinos trouxeram ontem em primeira página materia sobre o prestigio internacional da presidente Dilma Roussef e sua influência mesmo entre as grandes potencias mundiais, colocando-a como um dos gobernantes mais importantes.no contexto das relações internacionais. Bom para o Brasil, no entanto da maneira que vai sua gestão pode ser marcada pelo estigma da corrupção e pior: sua complacencia com os corruptos. O desgaste sofrido com a saida de seis ministros acusados de improbidade e novas acusações a varios de seus auxiliares diretos também fizeram parte das matérias publicadas.

    
Los "tupamaros” protestam
Está mesmo para lá de azeda a relação entre os governos do Uruguai e Argentina com acusações pesadas de ambas as partes. Hoje o Uruguai conta com uma média de 80 por cento do seu turismo oriundo da capital e diversas regiões argentinas, porém o governo de Cristina Kircher tem feito de tudo para boicotar o país vizinho. Para se ter uma idéia nas principais casas de câmbio de Buenos Aires há troca para todas as moedas com exceção do peso uruguaio, inclusive com placa indicando não existir disponibilidade. O governo do Uruguai temreagido com veemência inclusive falando em “guerra”. A coisa tá preta por aquí.

Os votos do prefeito
Que ninguém se engane, o prefeito Cícero Almeida é o “dono” da eleição para a escolha de seu sucessor fato que só não encherga quem não quer. Indices de aceitação nas alturas, popularidade testada e aprovada, caneta na mão e muita tinta para escrever essa história. Tolo quem imaginar sua incapacidade de transferir votos e isto só será confirmado ao abrir das urnas e proclamar o resultado. Se lança o secretario Mozart Amaral vai ter um candidato sem densidade eleitoral, mas também sem índices de rejeição e com lealdade absoluta em quem Almeida pode confiar. O importante para ele é não acreditar em seu “entorno político” pois pode ser traido mais uma vez.

Cadastros em ação
Nas barbas da Justiça Eleitoral e da Polícia Federal começam a proliferar os malditos “cadastros eleitorais” como a forma mais eficiente e garantida de elegir vereadores em Maceió. È a forma mais desavergonhada de comprar votos de maneira “organizada” e com garantía de “sucesso”. A prática tem garantido a eleição de muitos que têm mandato hoje e também daqueles que buscam chegar lá. Dias atrás em um papo com políticos ouvia de um dos protagonistas da próxima eleição: - “ Quem não aderir ao “cadastramento” particular de eleitores difícilmente conseguirá sucesso nas urnas. Os meus já estão em andamento”. Pouca vergonha e nada de fiscalização!

A grande guerreira
A vereadora Heloísa Helena é disparada entre os políticos alagoanos aquela que tem a mais bela história de vida pública para contar. Deputada Estadual, Vice-Prefeita de Maceió, Senadora da República, por onde passou deixou a marca de sua identidade e jamais cedeu em suas convicções e posturas éticas. Sei o quanto isto tem lhe custado e quantas amarguras e frustrações lhe trouxeram, mas é assim que ela vai continuar sendo. Vem ai uma eleição difícil que vai lhe colher sem a saúde da anterior, sem o dinheiro desonesto de muitos. Chega apenas com o discurso da moralidade e sua vontade férrea de apostar no políticamente correto. Faz “vôo solo” na política podre de Alagoas, mas conta com milhares de seguidores e pessoas do bem que entendem e propagam a sua lição. Uma grande guerreira.

Ministra agradecida
Da ministra Eliana Calmon recebi gentil mensagem de agradecimento pela criação do grupo “O Brasil que queremos é o da Ministra Eliana Calmon” no Facebook, onde os participantes expõem suas idéias, postam noticias e comentarios em defesa da pregação da corregedora do CNJ contra magistrados corruptos em grande quantidade pelo país. A página tem conquistado grande número de participantes.Em sua mensagem diz a ministra “ O apoio e a solidariedade dos cidadãos de bem servem de incentivo a continuidade a mina caminhada em prol de um Judiciário transparente, eficaz e respeitado”. É este exemplo que é odiada por magistrados corruptos e inescrupulosos.

 
PÉ DE PÁGINA

Afinal ficará Alagoas um dia sabendo a verdade do que aconteceu no execrável episódio envolvendo varios parlamentares da Assembléia Legislativa com crime de encomenda, transações altamente suspeitas e muito dinheiro? Se a Polícia Federal e a Polícia Civil não têm respostas imaginem nós!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Corrupção: aqui também é epidêmica

Para meditar: Dizem que o título eleitoral é uma arma contra a corrupção.
Eu acho o contrário, pois é através dele que nascem muitos corruptos.


(Buenos Aires) Nem bem cheguei à capital portenha e já estou aqui falando do tema que mais me pautou durante o ano passado: Corrupção. Será que essa gente não me deixa em paz nem nas “férias”? O fato que me fez insistir no assunto foram os jornais argentinos que trazem denúncias de corrupção no Executivo, no Legislativo e também no Judiciário (pensou o caro leitor que era somente o nosso?).


Para a imprensa argentina a corrupção na era Kirchner tem práticas mais sofisticadas e agressivas do que as implementadas na época de do ex-presidente Menem. É o que pensa, por exemplo, o jornalista Luis Majul, autor dos livros "O Dono. A história secreta de Néstor Kirchner" e "Ele e Ela", nos quais explica com riqueza  de informações casos de corrupção vinculados à família presidencial. – “Com Kirchner passamos a ter uma corrupção estrutural, uma ocupação do Estado para favorecer empresários amigos e prejudicar inimigos”.


O problema aqui na Argentina quanto a impunidade dos corruptos também tem grande semelhança com o nosso. É que a Justiça federal não fará nada enquanto os Kirchner estiverem no poder. Já no Brasil não acontece nada antes, durante ou depois.


Suspeitas sobre o relacionamento entre Kirchner e Hugo Chávez chegaram aos tribunais de Miami, que, em 2008, condenaram venezuelanos por terem atuado como agentes secretos nos EUA. O objetivo dos enviados de Chávez era encobrir a participação do governo da Venezuela no chamado escândalo da mala do empresário Guido Alejandro Antonini Wilson, residente em Miami, que, em 2007, desembarcou em Buenos Aires com US$ 790 mil. No julgamento, promotores americanos disseram que o dinheiro era uma contribuição de Chávez à campanha de Cristina à presidência da República.


Um dos últimos escândalos que, como todos os demais casos, não abalou a fortaleza da presidente, foi protagonizado pela fundação das Mães da Praça de Maio. O ex-administrador da fundação Sérgio Schoklender foi acusado de desviar cerca de US$ 191 milhões concedidos pelo Estado à fundação para a construção de casas populares.Além da presidente, outros funcionários também aumentaram de forma expressiva seu patrimônio.


A exemplo do Brasil a corrupção na Argentina se estende em toda sua história política, especialmente quando referring to the past six presidents that have occupied office since the economicse refere aos últimos presidentes. meltdown in 2001.Corruption has become a norm in Argentine culture.A corrupção tornou-se uma norma na cultura do país. It can be seen in Ela pode ser vista em every facet of everyday life, whether it be a corrupt judiciary, police force, and vote-cada registro da vida cotidiana, quer seja um Judiciário corrupto, força policial, compra de votos nas eleições e até em altos registros de “corrupção privada” onde mais de 50% da população portenha (pessoas que vivem em Buenos Aires) tem televisão à cabo ilegal (o nosso famoso “gato”).


Conflituosa relação com a imprensa


Como o ex-presidente Lula e sua sucessora o governo argentino não suporta a liberdade de imprensa e o fato de denúncia de corrupção estar na pauta dos maiores veículos de comunicação. A imprensa acusa a gestão de Cristina Kirchner de tentar intimidar opositores e direcionar a publicidade oficial do governo para veículos de comunicação aliados, em detrimento dos demais. Cristina reage às críticas acusando a mídia de "golpista" e evita entrevistas coletivas a jornalistas. A presidente é acusada de utilizar o sindicalista Hugo Moyano e a Confederação Geral do Trabalho da Argentina (CGT), como "tropa de choque" visando intimidar a imprensa. O governo Cristina Kirchner minimiza as ações dos sindicatos contra a imprensa, afirmando tratar-se de um conflito trabalhista e não atentados contra a liberdade de imprensa. Tem ainda muito o que falar sobre a corrupção argentina, “irmã siamesa” da corrupção brasileira. Voltarei ao assunto. ( Com informações de El Clarin e La Nacion).


Respirando cultura


Buenos Aires tem mais livrarias do que todo o Brasil. É a cidade mais literária da América Latina. Recentemente foi divulgado que as vendas de livros na Argentina cresceram 12,6%, enquanto estão despencando em todo o mundo. E falar em literatura portenha é falar no grande Jorge Luis Borges, que foi freqüentador assíduo do Café Tortoni, na avenida Del Mayo, onde até hoje alguns objetos pessoais do escritor estão expostos. Tomar um café no Tortoni e respirar o mesmo ar que um dia Borges respirou é uma experiência especial qualquer mortal. Este é um programa sagrado sempre que venho à terra portenha.


Cristina vai bem


A presidente Cristina Elisabet Fernández de Kirchner  que recebeu alta sábado passado após médicos descartarem a existência de um câncer na glândula tireóide, modificando o diagnóstico inicial que apontava um tumor maligno, passa bem e  descansa na residência oficial em Olivos, aqui nos arredores da capital Argentina.


Durante sua internação partidários do governo fizeram uma vigília em frente ao hospital Austral, segurando pôsteres e cartazes que diziam “Força, Cristina”. Em frente a Casa Rosada, onde funciona o Palácio Presidencial, ainda se pode ver  faixas em solidariedade à saúde de Cristina.


Sensível ao caos


A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, ficou espantada com a situação de miséria dos aparelhos de Medicina Legal e Criminalística em Alagoas em sua recente visita. Por uma grande coincidência sua chegada a Maceió aconteceu no momento em que se providenciava a exumação de um jovem assassinado e que foi enterrado com balas em seu corpo por falta de condições de trabalho no Instituo Médico Legal. Por um lado foi oportuno até porque a situação de miserabilidade tocou a secretária que prometeu ajudar.


Palavras sensatas


No imbróglio da “trama” para assassinar dois deputados as únicas palavras sensatas e com responsabilidade que consegui vislumbrar foi do Ministério Público Estadual. O diligente procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares, foi categórico: “Estamos acompanhando toda a situação através dos meios de comunicação. Não vamos perder tempo neste caso”.


E foi além: “O MP recebe diversas denúncias anônimas quase todos os dias. Mas seria irresponsabilidade dar publicidade a todas.


A “opereta bufa” que mobilizou aparatos de Segurança Federal e Estadual, Assembléia Legislativa e até o Conselho  de Segurança, serviu para mostrar a fragilidade dessas instituições e a procura incessante de “holofotes” por parte de alguns desses  “bufões”.  Coisas de Alagoas.


PÉ DE PÁGINA


"Os kirchneristas não pedem um percentual dos negócios feitos com a ajuda do Estado, eles entram nas empresas e terminam obrigando seus donos a vendê-las a empresários amigos. Caso contrário, passam a ser perseguidos por organismos como a AFIP (a Receita Federal argentina)". Opinião do jornalista argentino Luis Majul, autor do livro “Ele e Ela”. – O “modus operandi” é diferente dos corruptos brasileiros, mas o objetivo é o mesmo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

As balelas do ministro Bezerra

Para meditar: “O jornalismo já é em si mesmo a realização de uma ética Ele consiste em publicar o que os outros querem esconder, mas que o cidadão tem o direito de saber”.  (Eugenio Bucci).




A situação dos municípios brasileiros em relação a prevenção de acidentes naturais é uma coisa de assombrar pela precariedade e pouco caso que faz o governo. No caso os próprios prefeitos carregam suas culpas, pois não investem em projetos apenas lembram de pedir socorro quando as tragédias acontecem. Ai vêm  as decretações de “Calamidade e Emergência” de onde saem as licitações fraudadas as compras superfaturadas e os assaltos aos cofres públicos e isto eles adoram.

Por sua vez o governo federal investe mal, politiza suas ações e os órgãos de Defesa Civil fazem parte da bandalheira e contribuem para o caos absoluto instalado no setor em todo o país.

Agora surgem as graves denúncias de que o ministro da integração nacional, Fernando Bezerra, teria super privilegiado o seu Estado na liberação de verbas em detrimento na situação de miséria e da necessidade dos demais. Pernambuco teria recebido em 2011 aproximadamente 90 por cento de todo o dinheiro que deveria ser enviado para os diversos Estados. Em entrevista nesta quarta feira o ministro à beira de um  descontrole emocional mostrou ser um desinformado ou um grande mentiroso. Segundo ele “a distribuição de verbas obedeceu a critérios técnicos”. E foi além em seus impropérios: “Pernambuco sofreu o maior desastre do país em 2010 e precisava de atenção especial”. Esqueceram de lhe avisar que Alagoas sofreu o mesmo desastre e de proporções relativamente maiores e com mais estragos. Mesmo assim não chegamos nem perto na contemplação de recursos do governo federal. O Rio de Janeiro e Santa Catarina sofreram idênticos desastres em função das chuvas que desalojaram milhares de famílias e ceifaram as vidas de muitas pessoas, além de prejuízos incalculáveis. Mas o ministro Bezerra e suas equipes só enxergavam a situação de Pernambuco, onde estão os votos que facilitam sua eleição e de seus aliados à custo do dinheiro que é de todos e que poderia salvar vidas e reparar os irreversíveis danos causados pela violência da natureza. A entrevista do ministro serviu apenas para mostrar o quanto ele é despreparado para o cargo e constatar a veracidade das denúncias do protecionismo político e imoral ao seu “curral eleitoral”. O Palácio do Planalto ficou de se pronunciar sobre o caso. Sabem o que vai acontecer? Absolutamente nada. E a dinheirama este ano vai jorrar em Pernambuco pois é ano de eleição que se faz com muita trapaça e  uso indevido do dinheiro do povo.

Uma história mal contada

Nos últimos dias o mais badalado assunto na imprensa foi o suposto plano descoberto pela Polícia Federal e Polícia Civil cujo objetivo seria o assassinato dos deputados Dudu Holanda e Maurício Tavares e o  mandante seria o deputado Cícero Ferro. Nada de consistente foi informado pelos órgãos de segurança e já está se falando em “armação” o que seria um absurdo. Acontece que o próprio acusado está exigindo uma “apuração rigorosa e que sejam  apresentadas as provas da acusação”, no que está certo. A PF nos encaminhou uma nota no mínimo estranha com o seguinte teor: “Informo a todos os veículos de comunicação que em relação à notícia veiculada na imprensa sobre suposto assassinato das pessoas mencionadas, a Policia Federal de Alagoas não irá se pronunciar”. A nota é assinada pelo assessor de Comunicação Social, Diogo Lima Medeiros.  Qual o interesse do silêncio? Seria mesmo uma armação? A sociedade quer saber.

Imprensa ética

Sou do tempo em que jornalismo se fazia com a alma e o coração embolados. Sou da escola de Rodrigues de Gouveia, Noaldo Dantas, Joarez Ferreira, Teófilo Lins, José Otávio Rocha e Tobias Granja. Aprendi com este time que jornalismo se faz com paixão, mas antes de tudo com ética e respeito à verdade. Jornalista pode e deve ter opinião, mas esta não pode ser posta à venda, pois isto é fraqueza e falta de caráter. Tem que ter “endereço certo e declarado” para ser citado quando necessário e responder sobre tudo o que escreve e opina. É preciso ter coragem para fazer imprensa ética, mas essa é que é a verdadeira missão sagrada que nos cabe.

De padre a padreco

Os padres pedófilos de Arapiraca, Luiz Marques, Raimundo Gomes e Edilson Duarte, receberam esta semana outra merecida condenação após a decisão da Justiça alagoana em mandá-los para a cadeia. Foram formalmente expulsos da Igreja Católica por decisão do Vaticano.

A partir de agora, eles estão proibidos de celebrar missas e exercer qualquer atividade utilizando o nome da igreja. O documento da Santa Sé com a decisão  teve cópias enviadas para os jovens ex-coroinhas Fabiano da Silva, Cícero Flávio e Anderson Farias, vitimas da ação criminosa dos “padrecos” que agora também ficam sem emprego. Vão fundar uma Igreja para jovens e crianças?

Pegando pesado e direto

O governador Teotônio Vilela e o secretário Dário Cesar perderam a paciência e pegaram pesado contra os “arautos do caos” que vêm tumultuando a situação com a produção de boatos e “factóides” nos últimos dias. Afirmaram que “a onda de boataria que atingiu Maceió tem rosto, partido e cunho político”. O secretário foi além: “Essas pessoas idolatram o sentimento da mediocridade e aplaudem o terror, medo e a morte. Quanto pior mais eles gostam. É o próprio caos glorificado pelos perdedores”. Após seu discurso, o secretário recebeu caloroso cumprimento do governador que reforçou as suas declarações. “Não vamos deixar que o financiamento do terror vença. Os alagoanos sonham com dias melhores e vamos trabalhar nesse sentido”. (Com informação do site Cada Minuto).

Paninhos de bunda

Uma velha e experiente raposa política me confessava esta semana: “Se os tucanos encastelados em gabinetes de luxo, que não conhecem o rumo das ruas e o cheiro de povo, cometerem o ato de burrice de não optar pelo nome de Rui Palmeira para disputar a Prefeitura de Maceió estarão assinando antecipadamente  um “atestado de óbito” eleitoral. Não existe nenhum outro nome dentro ou fora do partido com a densidade de votos, carisma e “ficha limpa” do jovem deputado federal. Se fizerem uma opção diferente é porque  optaram mesmo pela derrota anunciada”. Resumindo: Não sendo  Rui, junta os “paninhos de bunda” e pede pra sair.

PÉ DE PÁGINA

Perguntinha indiscreta Sobraram milhões no final do ano no Tribunal de Justiça e na Câmara de Maceió. O primeiro fez um “rateio” apenas com os graúdos do poder e o segundo informa que devolveu a sobra. Com que razão essa gente ainda busca aumento no duodécimo? Apostando em novas sobras e novas “farras”?

Equipes estão sendo contratadas para postar nas redes sociais, (Twitter/ Facebook) e comentar em sites. Está virando moda. Se escondem em nomes falsos e falam  o que querem sem ser identificados. A coisa vai piorar daqui pra frente.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Para meditar: O Judiciário sofre de gravíssimos problemas causados pela infiltração de bandidos escondidos atrás da toga”. (Ministra Eliana Calmon).

Um Judiciário carcomido pela corrupção

Ministra Eliana Calmon
O experiente jornalista J.R. Guzzo fala sobre o Judiciário brasileiro na última edição de Veja. Diretor de Redação da revista por 16 anos hoje comanda o grupo Exame, também da Editora Abril. É filho de um juiz de Direito que honrou a toga. Eu também sou genro de um desembargador diferente dos magistrados de hoje. Em vida me deu muitas lições. Uma delas está na frase que costumava dizer: ”Desembargador ou juiz que ficar rico sem herdar ou ganhar na loteria é ladrão”. A bravura perseguida da ministra Eliana Calmon e a reação da corruptela da Magistratura me fez lembrar suas lições e certamente fez o competente jornalista ter mais orgulho de seu pai. Aqui vão alguns trechos do artigo de Guzzo: “É pouco provável que exista no mundo algum outro país em que juízes, desembargadores, ministros de tribunais superiores e integrantes do Poder Judiciário em geral apareçam tanto na imprensa como acontece hoje no Brasil.

Bom sinal com certeza não é, sobretudo quando se considera o tipo de noticiário em que costumam aparecer. Ora é porque estão em greve, ou ameaçando entrar em greve, por aumento de salário.

Ora é porque estão processando o governo, em ações que serão julgadas por colegas nas instâncias acima deles, para receber equiparações, compensações e outros benefícios em dinheiro.

Vivem através das suas associações de classe, publicando manifestos a favor de si próprios. Vão a resorts de luxo, com despesas pagas por gente de quem deveriam estar longe, e ficam revoltados quando a imprensa publica informações sobre isso. Com freqüência inquietante, e pelo país inteiro, saem notícias sobre magistrados investigados ou processados por ofensas ao Código Penal.

Episódios de conduta incompatível com a função judicial tornam-se cada vez mais comuns.Como aconteceu com a notícia, divulgada no começo de dezembro, revelando que dezessete desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo estão sendo investigados pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça sob a acusação de receber pagamentos ilegais; há investigações, também, sobre magistrados paulistas suspeitos de ter patrimônio incompatível com a sua renda.

Brasília, então, é um capítulo à parte. Como descreveu recentemente uma reportagem de VEJA, juízes das mais altas instâncias do país vivem em estado de aberta promiscuidade com advogados dos grandes escritórios do Rio de Janeiro, de São Paulo e de lá mesmo, políticos envolvidos em processos de corrupção e grandes empresários enrolados com a Justiça — para não falar de réus com processos em andamento.

Todo esse caldo vem sendo consideravelmente engrossado, de uns tempos para cá, pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça e atual titular da Corregedoria Nacional de Justiça. Essa ministra tem um problema sério: acredita que deve cumprir, realmente, suas obrigações de corregedora, segundo determina a lei. Solicita investigações. Ouve denúncias. Tenta apurar delitos, violações éticas e outras malfeitorias atribuídas a autoridades judiciárias. É apenas o seu dever — mas por fazer o que manda a lei a ministra Eliana está com índices de popularidade próximos a zero entre os seus colegas”.

O artigo me impressionou pela sua clareza, uma narrativa perfeita e uma fotografia de corpo inteiro de um poder hoje carcomido por focos de corrupção em todo o país, envolvendo juízes, desembargadores e até ministros dos Tribunais Superiores. É preciso se dar fim a essa promiscuidade escancarada principalmente entre os que deveriam preservar a honestidade na Administração Pública. A ministra Eliana Calmon começou, mas é pouco provável que consiga prosseguir em sua jornada de moralização. No país dos corruptos não há lugar para a ética e a moralidade.

Violência que não é só nossa

Fui passar o Natal em Recife e pude fazer uma constatação “in loco”: o estado de violência é assustador. Estava no Shopping Center quando o local foi invadido por 180 famílias de “sem tetos” e por pouco não aconteceu um incidente de grandes proporções. Diferente do “arrastão” inventado por aqui lá foi de verdade e os invasores só deixaram o local quando receberam Cestas Básicas providenciadas às pressas pelos lojistas. Conversando com um policial ele me informava que ali perto naquela tarde aconteceu uma troca de tiros entre a Polícia e bandidos com um resultado de três mortos. O fim de semana na grande Recife deixou um saldo de 36 homicídios. Fui aconselhado e evitei sair à noite com a família. Então vê-se que a violência não é coisa  só nossa. Há uma epidemia generalizada.

A violência de Lessa

O derrotado Ronaldo Lessa está sempre a procurar algo para falar mesmo quando todos já conhecem seu desequilíbrio emocional por ele mesmo confessado quando teve que pedir desculpas ao desembargador James Magalhães para não ser condenado por calúnia e difamação. Passou por um vexame de envergonhar qualquer político com o mínimo de vergonha na cara. Mas ele não se conforma e quer mesmo é falar. A cada derrota fica a procura de culpados quando o verdadeiro responsável pelos sucessivos fracassos é ele mesmo. Agora sua tônica é a violência. A mesma que começou a degringolar em seu governo medíocre.

Adeus a Bastinho

Já não o via há algum tempo, mas não sabia que estava doente. Nossos encontros eram sempre muito agradáveis. Confessava meu leitor assíduo e comentava comigo cada lance de minha coluna. José Sebastião Bastos, o nosso Bastinho, se foi como viveu: discreto, sem alarde, mas deixou um grande vazio. Foi um alagoano do bem e sempre plantou otimismo. Era um apaixonado por futebol e chegou a ocupar o cargo de vice-presidente da CBF. Amigo pessoal e estimado por João Havelange teve voz e voto de qualidade no esporte brasileiro. Sua morte quase passou despercebida. Se fosse um bandido ou um político corrupto teria primeira página.

Quem não deve suporta

O secretário Luiz Otávio Gomes comunicou ao chefe, amigos e auxiliares que fica no cargo por mais um tempo. Mesmo contrariando a vontade de familiares e o seu próprio desejo sucumbiu não apenas aos apelos do governador Teotônio Vilela

e do vice Thomaz Nonô, mas de uma legião de lideranças empresariais, instituições representativas da sociedade, companheiros de governo e amigos de vários cantos do país, fato que presenciei algumas ocasiões em que o visitei. Lia esta semana na imprensa honesta a previsão de que “2012 é um ano eleitoral, quando a pancadaria tende atingir o seu paroxismo. Resta saber se o secretário suporta mais uma inevitável saraivada”. Sei que suporta e está preparado, pois tem a consciência do dever cumprido e a tranquilidade dos que nada temem porque nada devem. Os setores que o caluniam não o conhecem ou estão a serviço de alguém.

PÉ DE PÁGINA

“O prefeito Cícero Almeida, diante dos índices de aprovação de sua administração e sua popularidade não terá dificuldade em fazer seu sucessor, que ele já escolheu: Deputado João Lyra ou o secretário Mozart Amaral, que também poderá ser vice”. (De um político adversário do prefeito de Maceió).

Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...