sexta-feira, 28 de março de 2014


Para refletir: “O instinto de sobrevivência supera sempre as “identidades políticas”, que têm base também nos interesses do momento”. (Ricardo Mota).


Começou a eleição e também o jogo sujo
Alguns jornalistas por preguiça ou às vezes mesmo intencionalmente para beneficiar ou prejudicar alguém, costumam usar a expressão “informações de bastidores” para veicular futrica, mentiras e factoides. Também recebem informações de fontes não confiáveis e não se dão ao trabalho de checar divulgando apenas boatos e não fatos. Setores da mídia publicaram esta semana que “o ex-secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes, mandou avisar ao partido (PSDB) que estava fora do jogo”. Mentira em duplo grau: LOG jamais afirmou para qualquer um que “era candidato a governador”, depois se não era para que comunicar algo ao partido?
Tudo isto é parte de um jogo sujo arquitetado por alguém do próprio governo, candidato apenas de si próprio, que irresponsavelmente insiste em uma ridícula e inviável candidatura, pois o cidadão em questão sabe-se não tem destino nem vocação política.
Enquanto o ex-secretário de Planejamento cuida de sua vencedora vida profissional (o encontrei esta semana em seu escritório transformado em um canteiro de obras em reformas para os muitos contratos que virão), não mantem nenhum contato com políticos,( mas tem sido procurado por muitos) inclusive o próprio governador e fala apenas de “negócios”, o outro, por não ter o que fazer, se aventura em uma candidatura própria e só dele , monta uma verdadeira estrutura de campanha, contrata caros profissionais e gasta muito dinheiro com a mídia ( uma pergunta que se tem feito com insistência :arranjou tanto dinheiro onde?).
Quem começa tentando fazer política nos dias de hoje, com o dinâmico processo de informação de massa às mãos, com mentiras e jogo de baixa categoria não pode ser levado a sério e não merece o respeito da imprensa ética e responsável.

A palavra sensata de Luiz Otávio

Aqui está a nota que me foi entregue por Luiz Otavio em nosso encontro na quarta feira, redigida em minha presença e que seria encaminhada para a imprensa com a sua palavra final sobre o imbróglio que setores interessados pretenderam criar envolvendo o seu nome. Da próxima vez é bom que informações desse tipo sejam checadas e não se dê credito a conversa fiada:

- “Aprendi com Teotônio Vilela Filho que política é um processo e existe hora certa para tudo. Acredito que uma candidatura a governador só vale a pena se representar um projeto de desenvolvimento transformador. Um projeto capaz de fazer convergir esforços, recursos, inteligências, lideranças e pessoas em torno de causas coletivas, como a superação da pobreza extrema, a diminuição da pobreza, da violência e da desigualdade crônica que ainda existe entre nós – essa a mãe de todas as injustiças.

Quando convocado pelo amigo, e Governador, Teotônio Vilela, para liberar o meu nome como um dos seus pré-candidatos ao governo, o atendi. Vislumbrava a remota possibilidade de ser candidato, não para fazer política nos moldes tradicionais, mas para representar as ideias que vêm transformando a paisagem do desenvolvimento econômico e do planejamento no nosso Estado.

Não cultivo ilusões, mas estou pronto para o debate. Vamos provar aos alagoanos que nenhum outro governo fez mais por Alagoas do que o governo Teotônio Vilela Filho, nesses quase oito anos. Tenho consciência de que estamos numa encruzilhada - entre continuar para avançar muito mais, ou correr o risco de retroceder, perdendo tudo o que foi conquistado até aqui!

Concluo afirmando novamente: nunca disse que era candidato a governador, como também nunca declarei que não o era. Só não serei candidato de mim mesmo.

E, se escolhido fosse, pelo grupo de apoio ao atual governo, como candidato a governador, pediria 24 horas para decidir, pois, como executivo, não trabalho com hipóteses e conjecturas e sim sobre análises da realidade. Até porque lutamos para mudá-la para melhor”. (LOG).

Caciques com medo

Tive acesso a uma pesquisa que certamente jamais será publicada e está guardada a sete chaves. Acostumado com “coisas da política” confesso que tomei um susto. Um resultado surpreendente e sintomático mostra que a grande maioria dos alagoanos cansou das velhas e arraigadas práticas políticas e pretende fazer a diferença nas próximas eleições. A rejeição aos “caciques” das eleições é geral e absoluta. Não sobra ninguém. Outro quesito que também me surpreendeu: os milhares de eleitores consultados ( de todas as faixas sociais, econômicas e culturais)  demonstram que não rejeitam apenas os velhos, mas também seus herdeiros, como se velhos também fossem. Com esse quadro ao qual tiveram acesso alguns desses “coronéis dos votos” deixou muitos assustados e até dispostos a mudar de rumo. Quem viver verá. Mas só vamos conferir após os votos contados. ( Em tempo: a “apavorante” pesquisa me foi mostrada por um dos velhos “caciques”).

Descontentamento em Arapiraca

Segundo informação do competente jornalista Roberto Gonçalves a situação da Administração Célia Rocha vai a cada dia desagradando mais ao arapiraquense que nela votou. Ele chama a atenção para a quantidade de denúncias e reclamações do povo nas emissoras de rádio da cidade, principalmente nos programas mais populares. – “Os microfones abertos permitem à população denunciar o caos vivenciado na Saúde do município e em outros setores. Há muita revolta na população de Arapiraca”.

Se essa revolta se transformar em votos os candidatos da prefeita estão ferrados nas próximas eleições.

Por falar em eleição Célia Rocha vai romper com quem: Luciano Barbosa (seu maior eleitor) ou Fernando Collor (seu padrinho)?

Como “trair e coçar e só começar”... Vamos aguardar.

Corrupção rima com eleição

BRASÍLIA — O diretor de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Oslain Santana, terceiro na hierarquia da instituição e tradicionalmente avesso a declarações públicas, afirma que pelo menos metade dos casos de corrupção tem relação com financiamento de campanhas eleitorais. Ele coordenou todas as grandes operações de combate contra fraudes em licitações, superfaturamento de contratos e contratação de ONGs de fachada desde 2011. “Cinquenta por cento das operações da Polícia Federal contra corrupção têm como pano de fundo financiamento de campanha. Quando você investiga um caso de corrupção, desvio de dinheiro público, vai ver lá na frente que tinha um viés para financiar campanha política”.

O jeito Teotônio e a agonia dos candidatos

O governador Teotônio Vilela ao não ser candidato nas próximas eleições imediatamente se transformou no mais cobiçado eleitor para todos os pretendentes ao seu lugar. Tem sido insistentemente abordado e cortejado por setores de sua base de governo, seus adversários e pelos que habitam os “intestinos” palacianos e adjacências. Um sábio com o trato da política tem se mantido enigmático no quesito “seu candidato”. Acho até que não revelou nem para ele mesmo. O fato tem deixado todos os pretendentes literalmente “enlouquecidos”, alguns até prestes a romper com o governador pela sua previsível, como é o seu estilo, postergação de anuncio que venha a apresentar o seu preferido.

O tempo de Teotônio é só dele e assim ele o fará acontecer. Sabe que não pode correr riscos de apresentar uma candidatura que não seja confiável e inclusive à prova de “tiroteio cerrado”.

Sabe também que os adversários e seus “staffs” buscarão e até criarão eficientes pautas negativas à busca de desvios de conduta do candidato, do filho, da mãe e até da amante. Se tiver “rabo de palha” toca fogo, se não tiver cria. Teotônio é macaco velho e sabido e não vai dar mote para adversário.

Agora é esperar...esperar...esperar.
 
Publicado no Jornal Extra/Tribuna do Sertão / Sites: Tribuna do Sertão e Tribuna do Agreste / resumopolitico.blogspot.com

segunda-feira, 3 de março de 2014


Para refletir “A sociedade não é vitima, é a culpada. Reclama do político e se esquece de que quem os colocou lá foi ela própria” (Ministro Marco Aurélio, presidente do TSE)


 

Um chapão de dúvidas e confusões

(RECIFE) -  Nesta sexta feira se reúne em Arapiraca os partidos de oposição ao governo estadual cujo objetivo principal é mostrar força eleitoral e exibir o ego de alguns dos que se dizem lideres do grupo, que está mais para “balaio de gato” do que para que coligação partidária. Mas, por que “balaio de gato” perguntaria o leitor. E aqui vai a explicação: não existe unidade de pensamento entre os que comandam o amontoado de partidos, cada um quer a “fatia melhor e maior do bolo”, vivem em momentos de “amor e ódio”, na pauta não está o interesse público, mas de grupos e pessoais e no final ninguém ainda sabe para onde vai nas próximas eleições.

O ex-governador Ronaldo Lessa que se arvora de “líder supremo” do chapão busca apenas sua salvação política pois nesta eleição está a sua única e terminal chance de sobrevivência, quando corre o calculado risco de ser derrotado nas urnas se for candidato a deputado federal. Os demais o aturam apenas por conveniência estratégica, pois o tempo de televisão do seu partido (PDT) vale ouro. Alguns dos principais caciques não têm por Lessa o menor respeito e nele não confia. Esta semana um dos mais destacados do grupo me dizia: “É um chato, frustrado em busca de salvação. Um enganador que é aceito pelas circunstâncias, mas não confiamos”.

A principal liderança nas entranhas do chapão é a sua própria ameaça de “implosão” e isto tem apavorado os demais. O senador Renan Calheiros ainda não “bateu o martelo” com relação ao seu rumo e de seu poderoso grupo na disputa e se por acaso pender para outro lado carrega com ele a maioria dos partidos, dos políticos e dos votos. Renan na verdade “é o dono da bola” , sabe disso e está cheio de charme e também de segredos e “sussurros”.

O senador Fernando Collor hoje é imbatível em busca da reeleição, sabe disso, mas também sabe que pode ser surpreendido por algo novo ou inesperado e já cuida, segundo a imprensa noticiou, de um possível “plano B”, com uma consagradora candidatura a deputado federal. Está certíssimo em seu pensamento e sabe o que não é bom é ficar sem mandato. Tem sido um senador atuante e destacado, tem eleitorado certo e um poder de comunicação invejável.

Vamos ver no que vai dar essa reunião de hoje que promete reunir grande número de políticos, mas também observar até quando estarão juntos. Esta eleição ainda vai dar muito que falar.

Em Recife, vendo o progresso

Desde quarta feira estou em Recife tratando de negócios e aproveitando para conhecer um pouco mais o trabalho do empreendedor prefeito Geraldo Júlio, um técnico que entrou na política para surpreender e mostrar que quando se quer se faz. As obras são tantas que não caberia para descrever aqui, a cidade virou um “ canteiro de construções”, vias são rasgadas e alargadas para dar maior fluidez ao trânsito, escolas reformadas, construídas e o ensino melhorado. Na Saúde aconteceram transformações em quantidade e qualidade, com atendimento digno para o usuário, principalmente o pobre. A autoestima do recifense está nas alturas, graças a um administrador que vem honrando suas promessas de campanha e está totalmente comprometido  com o interesse público. O povo  aqui cansou de políticos carreiristas , mudou e deu certo. Domingo retorno e Maceió me acabando de inveja.  Desejando que no futuro possamos ter um prefeito assim. Mas ai tudo vai depender de nós que podemos começar esse exercício de cidadania nas próximas eleições.

Honra ao mérito

O ex-secretário do Planejamento, Luiz Otávio Gomes, recebeu esta semana mais uma emblemática homenagem entre muitas das quais tem sido alvo depois que deixou o cargo. Desta vez foi dos empresários que fazem parte do Polo Multissetorial Governador Luiz Cavalcante, liderados por seu presidente Gilvan Leite de quem recebi convite, mas não pude comparecer. Fui informado de detalhes da grata homenagem ao maior empreendedor da atividade pública nos últimos anos em Alagoas de cuja cabeça saiu a “explosão empresarial” conquistada pelo estado. Soube também que a agenda de Luiz Otávio já não cabe tantos convites para homenagens. Até porque o cara tem que cuidar de seus talentosos e prósperos negócios, dos quais estava afastado há sete anos.

Secretário dá calote

Um importante auxiliar do primeiro escalão da Prefeitura de Maceió deu um “golpe” no Rio de Janeiro e veio se esconder por aqui. O processo foi parar na Justiça que o condenou. Agora o inusitado: mesmo com endereço conhecido, sendo autoridade pública, o oficial de justiça não conseguiu entregar ao secretário a Carta Precatória da Comarca do Rio, encaminhada pelo Juizado local. Fui informado que a peça condenatória está voltando agora com “recomendações” mais consistentes para ser entregue. A vitima do golpe também promete dar ampla divulgação dos fatos os quais ainda não estou autorizado a revelar, mas sei que é coisa pesada. O prefeito já foi informado do caso já há alguns meses.

Cassação com voto aberto

Na primeira votação de um processo de perda de mandato pelo voto aberto, o Plenário da Câmara dos Deputados cassou, nesta quarta feira por 467 votos favoráveis e 1 abstenção, o mandato do deputado Natan Donadon (sem partido-RO). Ele  cumpre pena na Penitenciária da Papuda, em Brasília e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos de prisão por formação de quadrilha e pelo desvio de cerca de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, disse que a Casa “cumpriu o seu dever”. “Não foi uma noite prazerosa, foi uma noite constrangedora, mas esta Casa tinha de realizar esta sessão e cumpriu o seu dever honrando a primeira votação de perda de mandato com o voto aberto”, disse.

O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), lembrou as manifestações de junho do ano passado e disse que o voto secreto, vigente até o final do ano passado, "acobertava" os parlamentares processados. "Agora, com voto aberto, vamos tentar recuperar a imagem do Parlamento da triste noite de agosto de 2013".

É assim que se faz

A Prefeitura construirá no Recife o primeiro hospital veterinário público da cidade, com atendimento de emergência 24 horas. O prefeito Geraldo Júlio assinou, nesta quarta-feira (12), o edital de licitação para o equipamento, cuja construção terá início em junho deste ano, após o processo licitatório, e previsão de entrega para abril de 2015. Orçada em R$ 3,4 milhões, a unidade funcionará  no bairro do Cordeiro, e atenderá cães e gatos, que correspondem a 99% dos animais domésticos da cidade, segundo dados da Secretaria Executiva dos Direitos dos Animais (Seda).Na unidade hospitalar serão atendidos animais de famílias com renda de até três salários mínimos. “Esta é uma política pública necessária para garantir os direitos dos animais. Um terço das pessoas do Recife têm um animal e estimação em casa. Aqueles que têm dinheiro, conseguem levar em uma clínica e resolver o problema de saúde. Mas as pessoas de baixa renda não têm esse atendimento para seus animais. E o hospital virá para suprir essa demanda. A cidade terá um equipamento para cuidar dessas vidas, que são muito importantes para as pessoas que criam esses animais”, explicou Geraldo Júlio.

Fazer mais e gastar menos

Perguntei diretamente, sem interlocutor, ao prefeito Geraldo Júlio, a que ele atribuía o sucesso de sua administração em tão pouco tempo. E ele me respondeu: “Procuramos levar as técnicas administrativas mais modernas para a gestão pública, que deve seguir o que existe de mais moderno para produzir resultados. A prioridade da Prefeitura é fazer uma gestão profissionalizada, com focos em resultados, realizando mais e gastando menos”.  Na ocasião adiantou alguns projetos a serem implementados neste ano de 2014: serviços urbanos, infraestrutura, saúde, educação, cidadania e a nova cidade.  “É importante fazer a interlocução da gestão pública com as pessoas que representam vários segmentos importantes da economia e da sociedade. Levando este conhecimento, podemos melhorar a gestão da Prefeitura”, acrescentou Geraldo Júlio. -  Um exemplo que deu certo e bem que poderia ser seguido por outros prefeitos.

sábado, 22 de fevereiro de 2014


Para refletir: MACEIÓ É UMA FESTA! – Infelizmente contrastando com o nível caótico da Educação, a situação de uma Saúde em coma e a Mobilidade Urbana pessimamente administrada.

A troca: Médici por Marighella

O governo da Bahia encerrou as especulações sobre uma possível recusa da mudança de nome e publicou no Diário Oficial do Estado a nova denominação do antigo Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici. A instituição de ensino fundamental, médio e profissional passa a se chamar Colégio Estadual Carlos Marighella.

A troca foi sacramentada em portaria do secretário da Educação, Osvaldo Barreto Filho, veiculada na sexta-feira.

O general gaúcho Médici (1905-85) governou o Brasil de 1969 a 74, período maIs repressivo da ditadura instaurada em 64. Em seu governo, ao menos 29 agentes de segurança mataram o guerrilheiro baiano Marighella (1911-69), que estava desarmado ao ser surpreendido e fuzilado numa rua  na capital paulista..

O pedido para a substituição do nome ocorreu em dezembro, quando houve uma eleição da qual participaram professores, funcionários, estudantes e pais de alunos. O nome de Marighella recebeu 406 votos, o equivalente a 69% dos sufrágios. O do geógrafo baiano Milton Santos (1926-2001), 128. Perseguido pela ditadura, o célebre cientista teve de passar cerca de uma década no exílio, inclusive durante a administração Médici. Não houve sugestão na escola para que o nome do antigo ditador fosse incluído na cédula. Os votos nulos somaram 25, e os brancos, 27.

A proposta de mudança, ideia antiga de segmentos da comunidade escolar, prosperou depois que alunos da professora de sociologia Maria Carmen organizaram a exposição batizada “A vida em preto e branco: Carlos Marighella e a ditadura militar”.

Filho de um operário italiano e de uma negra filha de escravos, o mulato Carlos Marighella tornou-se famoso na Bahia aos 17 anos, ao responder em versos rimados a uma prova de física. Militou por 33 anos (1934-67) no Partido Comunista. Integrou a Assembleia Constituinte de 1946, na qual defendeu, sem sucesso, propostas como o direito ao divórcio e a adoção do 13º salário. Deputado federal, teve o mandato cassado em 1948, por perseguição política. Comandou uma das greves mais rumorosas do século XX no país, a Greve dos 300 Mil, março-abril de 1953, em São Paulo. Desarmado, foi baleado e preso num cinema carioca em maio de 1964, semanas depois do golpe de Estado que depôs o presidente constitucional João Goulart.  Após romper com o PCB, Marighella foi um dos fundadores e dirigentes da maior organização armada de combate à ditadura, a ALN, Ação Libertadora Nacional. Em novembro de 1968, o governo declarou-o formalmente inimigo público número 1, sendo logo em seguida assassinado.

Segundo informações a repercussão no interior e também fora dos quartéis, entre os militares da reserva, está causando grande “reboliço” e ainda vai render bastante.

Um prefeito com responsabilidade

O prefeito de Recife, Geraldo Júlio, anunciou que a Prefeitura não investirá dinheiro público no “FIFA Fan Fest,” espaço para shows e exibição de jogos durante a Copa do Mundo – o posicionamento foi anunciado em coletiva, da qual participei, quando adiantou  que a medida pode ser plenamente justificada ao se deparar com a necessidade  de investir na melhoria da Educação, Saúde e Mobilidade Urbana.

“Não vamos investir recursos públicos no “FIFA Fan Fest”, Não há problemas na realização do evento, ele pode acontecer. Só não podemos usar o dinheiro público para isso”, reiterou.

 A decisão do prefeito Geraldo Júlio de não gastar 20 milhões com festas durante a Copa do Mundo, mesmo a cidade sendo uma das sedes, repercutiu favoravelmente nas redes sociais. O próprio governador Eduardo Campos foi enfático ao dizer: “É motivo de orgulho ter um prefeito que sabe avaliar cuidadosamente a forma de gerir as contas públicas e pensar no bem da cidade. Geraldo decidiu usar os R$ 20 milhões previstos na festa para atender outras prioridades do povo recifense”.

O direito de sorrir e ser feliz

Quase não acreditei quando li esta semana em um dos mais acessados sites locais a indignação de um de seus blogueiros por encontrar o governador Teotônio Vilela  abraçando um grupo de amigos e na ocasião “demonstrava grande alegria e sorria”. Fiquei a imaginar: não entendi  absolutamente nada ou esse pessoal desaprendeu fazer jornalismo . Usa com muita infelicidade e cita uma matéria publicada em jornal local nitidamente oposicionista e em plena campanha contra o governador para “louvar” seus  argumentos. Vamos com calma gente e vamos ser duros, mas sem perder a ternura de admirar o sorriso e a celebração da amizade. Todos sabemos as dificuldades pelas quais temos passado, principalmente no quesito segurança, mas não somos apenas nós. Qual governante teria prazer sádico em conviver com prazer  momentos de angustia e medo da sociedade que o elegeu? Por que o “antenado” blogueiro não contabiliza o lado positivo desses últimos sete anos de governo? Por que não registrar os 100 empreendimentos empresariais aqui atracados pela confiabilidade nunca dantes conseguida por uma administração estadual? A moralização das contas públicas e um ajuste fiscal competente? Um projeto de Estado voltado para o futuro e cujos frutos estão plantados solidamente? A retomada de credibilidade diante do governo federal e organismos internacionais que hoje investem e confiam em Alagoas, que deixou de ser visto como um covil de assaltantes da coisa pública e dos negócios indecentes da chantagem oficial? Vejo o governador como sempre o vi: um homem determinado, um cidadão feliz e em paz com sua consciência. Não carrega frustrações nem recalques, pois sempre soube ser maior que a adversidade. Como se diz no popular “tem certificado de origem” diferente da maioria dos políticos alagoanos. Tem o direito de abraçar e sorrir, coisa que nem todo mundo tem. Abrace e sorria governador. Nunca seja diferente do que sempre foi.

Ao blogueiro um conselho de um veterano no ramo: "Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho . É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver." (Ariano Suassuna).

Quem deve teme

Nesta quarta feira o  presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, recebeu a carta de renúncia do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG). O documento foi entregue pelo filho do parlamentar, Renato Azeredo, e pelo advogado José Gerardo Grossi. A renúncia do tucano já havia sido confirmada mais cedo pela sua assessoria de imprensa. Alves afirmou haver sido comunicado previamente da decisão. “Ele [Azeredo] ligou pouco tempo atrás antecipando a decisão e [disse que] vai dedicar a vida a defender a honra dele e a família”.

A carta de Azeredo foi lida em Plenário pelo deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), que presidia a sessão. Em um  trecho  o deputado se diz inocente e nega ter participado de qualquer prática de lavagem de dinheiro ou outra conduta ilegal. Azeredo afirma ainda que preferiu renunciar a se submeter a processo de cassação.

Se tem  provas de sua inocência por que então renunciar? Não passa de mais um picareta malandro que se apropriou de dinheiro público, igualmente aos marginais do PT que participaram do Mensalão e estão na cadeia. Que por certo deve ser o destino de Azeredo se tiver um julgamento isento.

 

 

Nossos estadistas

- O senhor já esteve com Dilma Rousseff?  

- Não. Quem é ele?

- É a presidente da República. E de Lula o senhor já ouviu falar?

- Também não.

-Trata-se do ex-presidente, o mesmo sobre quem o presidente Barack Obama declarou: ”Ele é o cara”.

- Obama diz isso pra todo mundo.

Trecho da entrevista do bilionário americano Donald Trump, que quer investir no Brasil, nas “páginas amarelas” da revista Veja. (Os petralhas vão acusar o cara de que?).

domingo, 19 de janeiro de 2014


Para refletir: A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano. (Voltaire)

Um anúncio, uma decisão e um rebuliço

Os atos e fatos produzidos nos últimos dias pelo governador Teotônio Vilela deu uma mexida radical no tabuleiro do xadrez político alagoano. Ao anunciar que permaneceria à frente do governo até o final do mandato (fato inusitado nas últimas décadas) deixou de ser um respeitado concorrente e se transformou no eleitor mais cobiçado das próximas eleições. Deu um “nó de marinheiro” nos principais anunciados pretendentes ao cargo que literalmente “dançaram tango de Gardel”  , principalmente ao anunciar a possibilidade de apoiar outros nomes que nem constavam da lista de notáveis. Verdade mesmo ninguém sabe o que transita pela cabeça de Vilela, enigmático como sempre quando se trata de eleição, mas uma coisa é muito clara: possui uma ou algumas cartas na manga e é disparado um de nossos mais competentes estrategistas quando se trata do quesito política. Se pretendeu “azucrinar” o juízo dos postulantes com suas declarações conseguiu. Daqui pra frente só ele sabe o caminho das pedras e como de costume  não tem pressa, o que deixa uma metade em estado de “catatonia” e a outra em profunda “depressão”. Todos buscam a “unção vileliana”  que hoje vale por  pelo menos meia eleição, mas sabem e sofrem com o estilo Téo de ser: ninguém jamais arrancará de sua cabeça uma definição antes do tempo e da hora que ele determinou. Sempre foi assim e continuará assim. Resta ao séquito pretendente a estressante tarefa de corteja-lo, flerta-lo e quem sabe na caminhada ao escolhido ele mostrará “Le pietre miliari”  e até o conduzirá pela mão. Isto é possível? Pergunta a ele.

A consciência do dever cumprido

Ao anunciar a mudança em seu secretariado o governador incluiu o nome de Luiz Otávio Gomes, do Planejamento e Desenvolvimento surpreendendo vários setores da economia e da política. Como sair agora o melhor secretário de sua equipe? Como ficam as competentes relações institucionais de resultados nunca alcançados? Luiz Otávio já havia dito ao governador que deixaria o cargo em março ele permanecendo ou saindo. Sou testemunha de que há muito ele não queria mais ficar. Mas agora havia chegado ao seu limite pragmático e ele é um homem de cumprir metas. Fez planos e construiu programa de etapas para sua empresa e para a nova empresa que vai cuidar, uma LOG voltada para a “estratégia de negócios de investimentos” em Alagoas e no Brasil, um assunto no qual é Phd. Sei que recebeu convites tentadores  partidos de altíssimas contas nacionais e até internacionais para quando deixasse o governo. Recusou todos. “Não quer ter patrão”.  Perdeu tempo no governo? Não, e até ampliou espaços. Deu em dose cavalar sua cota de colaboração ao desenvolvimento do estado e ao rumo do governo. Mas determinou que era hora de parar. Um fato, porém causou burburinho no anúncio e ganhou os gabinetes políticos e as  redações da imprensa: “se ia sair em março, por que sai em janeiro”? Pimba! É candidato! E é o candidato do governador!

Em busca de um nome

O governador anunciou que o PSDB teria três possíveis nomes para disputar o Governo entre estes o de Luiz Otávio Gomes, que diferente de alguns do próprio governo nunca demonstrou o menor interesse em ser candidato. Conheço de perto seus planos para o futuro e sua pressa em deixar a atividade pública para cuidar de seus negócios e dedicar a sua família que cobra sua presença há muito. Na sua ótica fez o que tinha que fazer. Eu acho que fez muito mais. Foi, junto com o governador, o condutor do processo de desenvolvimento e de credibilidade do estado nos últimos sete anos. Alagoas ainda precisaria muito de sua presença, mas ninguém tem o direito de impedir sua trajetória de sucesso de volta as atividades privadas. Conversava esta semana com dois lideres empresariais da maior importância e ouvia deles insistentes opiniões de que “Luiz Otávio seria o grande nome para governar Alagoas”.  Conversei longamente também com om próprio Luiz Otávio e perguntei: você é candidato a governador ou senador? Não!  Foi a resposta que já sabia e ouvi de novo. E insisti: Se jogarem a bomba em seu colo você descarta? Ele sorriu e não me respondeu.

Nos últimos dias tem sido procurado por influentes políticos, lideranças empresariais e figuras de expressão local e nacional. A todos a mesma colocação: “Tenho planos e quero cuidar urgente de minha vida particular e de minhas empresas”. No fundo revelo minhas conclusões que gostaria fossem a realidade: Luiz Otávio é um apaixonado por Alagoas e “se o cavalo passar selado ele monta e disputa a corrida corrida”.

Palavras de um promotor

Sem comentários transcrevo as palavras do ético promotor Marcus Rômulo, nas redes sociais, sobre o absurdo patrocínio de um orgão público para uma iniciativa privada e lucrativa:

“Bom dia! Para aqueles que irão para o “Lopana Phoenix”, na praia do Gunga, é bom lembrar o infame patrocínio de R$ 300.000,00 dado para o evento pela Prefeitura de Roteiro. Com uma das populações mais miseráveis do país, aquela prefeitura elegeu como prioridade patrocinar um evento de bacanas e suas lanchas. Deveriam estar presos quem deu e quem recebeu o patrocínio vergonhoso. Um pouco de consciência social por parte de quem tem dinheiro seria bom, nesse nosso estado paupérrimo”.

Preso não é bicho

Cometeu crime? Tem que ir para a cadeia. A Justiça não pode ser branda, muito menos complacente com quem roubou, traficou ou matou, inclusive com os bandidos de colarinho branco que com o dinheiro do roubo pagam ricas bancas de advocacia e ficam livres das grades. Mas a prisão não pode ser degradante e o preso não pode ser tratado como animal perverso, mesmo tendo cometido um crime bárbaro. A privação da liberdade é a pena máxima imposta pela lei brasileira. Como pode um local com capacidade para 74 detentos abrigar 714? É o que ocorre no Presídio Rorenildo da Rocha Leão, no município de Palmares, Pernambuco, transformado no maior símbolo da superlotação do sistema prisional. Não existem médicos, nem local para atendimento à saúde. O Ministério Público reclamou e poderão ser removidos apenas 68 presos para outros locais. Como em Pernambuco em outras unidades nos estados a situação é bem parecida, inclusive aqui em Alagoas. Esses presídios são verdadeiras bombas prestes a explodir a qualquer momento. O governo federal é omisso e os governos estaduais negligentes. Até quando? Tudo mudaria se deputados e senadores fossem presos também nesses locais.

Segurança em boas mãos

Não dá para se fazer previsões do que acontecerá com o setor de Segurança Pública e Alagoas com as mudanças efetuadas, mas uma coisa se pode assegurar: está em boas mãos.

Conheço de perto duas das principais figuras do processo de mudanças e não vacilo em assegurar que estão entre os melhores. O procurador Eduardo Tavares nomeado secretário de Defesa Social é um home admirado e respeitado por toda sociedade alagoana. Tem uma carreira caldada no cumprimento dos princípios da moralidade e da legalidade  junto à coragem de agir quando se trata da defesa dos direitos do cidadão e do interesse público. Ponderado, mas nunca omisso, tem o apoio de sua instituição para mudar a face da violência urbana e fará o que estiver ao seu alcance, mesmo com tempo curto para o seu trabalho.

O outro nome é o delegado Carlos Reis. Computo como o melhor quadro da nossa Polícia Civil. Profissional competente e dedicado tem usado sua vocação e inteligência na realização de um trabalho marcante e de pleno sucesso. Se não fez mais é porque não deixaram, mas é quem melhor entende e pratica policia na instituição.

O tempo é pouco, mas alguma coisa poderá ser feita  pela segurança dos alagoanos que estão descrentes e desesperados.

 
Eu queria votar nessa dupla

Não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas sei perfeitamente que pode acontecer tudo, inclusive nada. Mas diante das circunstâncias que se evidenciam, das reais necessidades de Alagoas se desenvolver, do quadro até agora posto aos alagoanos confesso que gostaria muito de votar nessa dupla: Thomaz Nonô e Luiz Otávio Gomes. Com uma chapa de cabeça pra cima ou de cabeça pra baixo, mas que sejam os dois. Nós alagoanos merecemos e somente nós poderemos fazer acontecer. De minha parte já decidi e você o que pensa?

domingo, 12 de janeiro de 2014


Para refletir: Festança, curtir o verão, shows para a população, muita farra e animação. Resta a pergunta: o trabalho quando começa?

A opção por um nome técnico
Uma recente e muito bem elaborada pesquisa à qual tive acesso, feita por uma instituição nacional (encomendada para consumo interno) mostrou, claramente, o desencanto do eleitorado alagoano com os políticos locais. Se dependesse da vontade do povo todos, os novos e os velhos, não seriam votados na próxima eleição. Tudo não passa no entanto de uma ilusão, pois ao alagoano não será dado o direito de optar por escolhas melhores. O “cardápio” que será servido será o mesmo de sempre, com os mesmos vícios e as mesmas caras. E continuará sendo assim: a cada eleição uma decepção.

A pesquisa exibe o descrédito na classe política ao tempo em que também dá sinais de que se houvesse algo de novo como opção a coisa seria diferente.

A constatação do resultado me fez lembrar um episódio de repercussão nacional ocorrido nas eleições de 1986 quando o jovem empresário Tasso Jereissati (foto 1), então com 39 anos de idade, aceitou o desafio de liderar um projeto de mudanças no Ceará, enfrentando o clientelismo e assistencialismo dos “coronéis” da política. Eleito governador pelo PMDB sepultou um ciclo oligárquico que dominava o estado há décadas. Implantou um projeto de moralização, austeridade e transparência na gestão pública. Na época o Ceará foi reconhecido pela ONU como o Estado brasileiro que mais cresceu no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Operou-se significativas mudanças no cenário político , com o resgate da credibilidade e da autoestima do cearense.O Ceará beneficiou-se da credibilidade e do prestígio no país e no exterior, passando a ser referência pelo modelo administrativo e político adotado a partir do “Governo das Mudanças”.

Outro fato mais recente me chamou a atenção aqui pertinho da gente. Fui passar uns dias em Recife e após caminhar, andar de taxi e conversar com moradores da cidade cheguei a uma conclusão: queria um prefeito igual ao deles. Procurei conhecer quem era esse “milagreiro” que em menos de um ano de administração transforma a cidade, melhora o trânsito e joga a autoestima do recifense lá pra cima.

Geraldo Júlio Campos de Mello Filho(foto 2) nasceu em Recife, atuou no terceiro mandato de Miguel Arraes  e, em 2000, foi diretor de planejamento na Secretaria de Administração da Prefeitura do Recife.Entre 2003 e 2006 atuou junto a Eduardo Campos no Ministério da Ciência e Tecnologia durante o primeiro governo de Lula.No governo de Eduardo Campos, assumiu a Secretaria de Planejamento de Pernambuco em 2007 e, quatro anos depois, foi secretário estadual de Desenvolvimento Econômico  e também atuou como presidente do Porto de Suape.Nas eleições de 2012, foi candidato à prefeitura do Recife, pelo PSB, sendo eleito no 1º turno, com 51,15% dos votos válidos. É a maior revelação da safra de prefeitos das capitais, que por sinal não é uma safra a ser levada em consideração.

Com os dados da pesquisa que falei o inicio, com os indicios de frustração generalizada do eleitorado, não seria a hora de se tentar colocar um técnico no governo de Alagoas em busca de coisa melhor? Fica lançada a idéia.

Uma esquerda sepultada

A “esquerda” alagoana há muito tempo não existe de fato e muito menos politicamente. Morreu nas mesas de bares, nos acordos espúrios com as forças econômicas e foi comprada pelos grandes partidos. Como em toda eleição os interesse afloram e aparecem alguns  “esquerdistas”  com bandeiras e programas manjados e ultrapassados discursos que a ninguém convence. Se metem a fazer “análise política” e se arvoram de “cientistas “ da política quando nada sabem.

Falam sem autorização pelos movimentos sociais, as classes trabalhadoras e a opinião pública, quando na verdade não falam nem por eles mesmos.

O lado bom e ético de uma oposição coerente e com propostas prontas para que sejam ouvidas a aceitas pelo eleitor só vejo em dois nomes: Heloisa Helena(PSOL) e Judson Cabral ( PT). Ambos estão em seus lugares, nem na esquerda e também na direita, pois não se vendem, não se trocam nem aceitam barganhas. O resto é “esquerda de mesa de botequim”.

Um gesto de grandeza

O governador Teotônio Vilela surpreendeu a maioria dos jornalistas, políticos e até parte do seu secretariado ao anunciar na segunda feira a decisão de permanecer no cargo até o fim. Eu já tinha conhecimento do anuncio, mas prometi não divulgar. Teotônio Vilela teve um ato de coragem e agiu diferente da norma usual (se afastar para concorrer a uma cobiçada vaga de senador). Ninguém tem dúvidas de que teria amplas chances de ganhar a eleição e principalmente os adversários sabem disso e até comemoraram. Teotônio decidiu que quer concluir seu programa de governo, deixar sua marca e entregar ao seu sucessor um estado saneado, arrumado e pronto para o rumo do desenvolvimento. Mais tarde e aqui lanço um desafio, a história contará as vitórias de sua administração que a sua comunicação não soube contar.

Mostrou aos demais que não é um carreirista e que está bem acima das tratativas fisiológicas, de grupos  e pessoais. É um produto com certificado de origem e uma trajetória digna para contar.

De repente se transforma por vontade própria de pretenso candidato ao mais qualificado eleitor para o próximo pleito. Muitos agora o estão cercando em busca do seu beneplácito, mas como sempre ele saberá a hora, a vez e a quem “abençoar”.

Encerrando o seu mandato tem alguns planos. De imediato curtir muito a família que o espera e cuidar da saúde. Redescobrir o Brasil em seu esporte preferido: motocicleta. E depois ai só ele e Deus devem saber. Parabéns Teotônio, você fez por merecer e a história dirá no futuro.

As praias podres de Maceió

Esta semana criou-se uma vasta discussão nas redes sociais e até na mídia local por conta de uma foto e comentário irônico do ator Bruno Gissoni, da TV Globo, sobre a imundice das praias de Maceió. Entre bobagens e absurdos, como é comum nesse meio a raiva de alguns e aplauso de muitos à justa crítica do ator global que depois pediu desculpas aos alagoanos. Em minha opinião o cara está correto e não tem nada que pedir desculpas. Temos praias imundas, trechos literalmente invadidos por esgotos que os milionários da Ponta Verde e Pajuçara despejam e que a Prefeitura finge que não vê, pois não vai punir “a sua turma”.

O inferno vem ai

O caro leitor anda estressado com o trânsito de Maceió que é dirigido por amadores e nada sabem do setor? Acha que a Avenida Fernandes Lima é um transtorno e pensa duas vezes antes de e aventurar por esta via? Se prepare, pois a coisa vai piorar e muito.

Já estão “pintando” as faixas exclusivas para ônibus anunciadas irresponsavelmente para a Fernandes Lima. Um respeitado especialista em trânsito me dizia: “Está tudo errado e a coisa vai virar um inferno”.  Queria muito “morder minha língua” e ter que desmentir aqui, mas acho improvável. Pagaremos pelo preço da burrice e da incompetência de administrar.

Campanha com “rédeas curtas”

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Marco Aurélio Mello declarou esta semana que, sob seu comando, a Justiça Eleitoral deverá atuar sob "rédeas curtas" para conter abusos. "Sem dúvida, eu vou atuar como sempre atuei, buscando manter as rédeas curtas, para não termos abusos".

Ele disse que as regras existem para manter o equilíbrio da disputa, de forma a evitar que quem esteja em cargos públicos leve vantagem. "A norma visa a um pleito equilibrado, eleições equilibradas, com possibilidade de disputa por todos os cidadãos que se apresentarem como candidatos".

"Como as paixões estão exacerbadas, podem colocar em segundo plano a regência legal. É preciso, no entanto, que todos os candidatos estejam atentos à lei. Mais importante que isso é o eleito compreender o valor do voto. É único, mas se soma a outros para eleger os representantes” .

Mais rigor na fiscalização

Para evitar a interrupção de obras públicas e o desperdício dos recursos aplicados, a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado poderá aprovar projeto que obriga o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) a apresentar relatório anual sobre a situação de obras realizadas com recursos públicos que estejam atrasadas ou paralisadas. O relatório anual, com a discriminação das obras interrompidas, ajudará no trabalho já realizado por órgãos de controle externo e interno da União. O projeto do senador Fernando Collor (PTB-AL), prevê que o Confea envie o relatório até o dia 31 de dezembro de cada ano às comissões de Fiscalização e Controle da Câmara e do Senado, ao Tribunal de Contas da União (TCU), à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público.

Sempre opinei que os Conselhos de Engenharia deveriam acompanhar fiscalizar e avaliar Licitações e execução de obras. Faço isto simplesmente há mais de vinte anos só que os administradores desonestos detestam a ideia.
 
Publicado também no Jornal Extra, Jornal Tribuna do Sertão, Jornal Tribuna Alagoana, Site Tribuna do Sertão, Site Tribuna do Agreste.



sábado, 4 de janeiro de 2014


Para refletir: “Falo pelos que não falam...grito pelas bocas mudas...estou além da mortalha , da mentira e da mordaça” ( Ledo Ivo).

 
Os políticos e as promessas

Terminou o ano e também o primeiro de administração de mais de cinco mil prefeitos brasileiros. Se for feito um balanço dos resultados positivos da maioria, vamos nos deparar com um verdadeiro desastre. No somatório vamos encontrar de tudo: incompetência, irresponsabilidade, descaso com o interesse público e também muita desonestidade. Se há algum que não se enquadre em pelo menos um dos índices citados confesso que não conheço.

Eleição é sempre a mesma coisa, independente da cidade. Centenas de candidatos fazendo de tudo para ganhar os votos dos eleitores. Prometer faz parte das propostas eleitorais desses candidatos, mas como avaliar quais promessas são viáveis à execução e quais são apenas formas de encantar o eleitor?

Não é novidade que o povo está cansado de ouvir promessas. Porém, é de suma importância que nós, eleitores, tenhamos a mínima noção do que está sendo proposto e do que realmente é verdade o que aquele candidato está falando.

Trocando em miúdos, durante as campanhas, inúmeros candidatos prometem que irão fazer coisas, que se cada um deles conhecesse um pouco das suas futuras atribuições, existiria a possibilidade de não iludir os eleitores com promessas impossíveis de cumprir.

E o pior que ao assumir e não cumprir tratam de por a culpa na “herança maldita”, que se perpetua meses e chegam a fazer aniversário, como pano de fundo da incompetência e da falta de eficiência para faze-lo. O maior responsável por isto são as negociatas partidárias e as escolhas equivocadas de pessoas que até ajudaram a eleger, mas que  por serem incompetentes o que fazem mais é atrapalhar.

E quando questionamos o porquê os políticos brasileiros não cumprem suas promessas de campanha, a resposta é simples: por mais boa vontade que os eleitos tenham, prometem coisas impossíveis de cumprir, ou seja, é inviável, prometer aquilo que não vai acontecer, por exemplo, a construção de hospitais, obras necessárias  mas de custos elevados, qualidade na Educação e bom atendimento na Saúde. Quando assumem chegam a piorar os índices de avaliação escolar e alguns deixam até que faltem receituários para prescrever os medicamentos que também não existem.

Há uma PEC em tramitação no Congresso Nacional pela qual o Poder Executivo (nas esferas municipal, estadual e federal) será obrigado a elaborar e cumprir um plano de metas com base nas propostas da campanha eleitoral, que sendo aprovada poderá trazer consequências para esse bando de enganadores.. A matéria, mas conhecida como PEC da Responsabilidade Eleitoral, também prevê a inelegibilidade, por oito anos, para quem descumprir a determinação sem justa causa.

Atualmente, as campanhas eleitorais são pautadas pelos marqueteiros. Que elaboram propostas de sonhos, quando deveriam se basear no orçamento que aquele candidato terá para executar o que foi prometido.

O objetivo principal da PEC é o de qualificar as discussões em período eleitoral.  Na maioria das vezes os candidatos fazem promessas fantasiosas. São propostas que não se convertem em realidade, pois não passam de mera ficção para enganar os bestas dos eleitores.

 No mínimo esquisito

As redes sociais comentaram, mas a imprensa local esqueceu de abordar um fato curioso na derrubada do veto do prefeito de Maceió ao aumento do duodécimo da Câmara de Vereadores. Pareceu-me muito estranho o encaminhamento dado pelo líder do governo, vereador Eduardo Canuto, em apoio à derrubada do veto, enquanto que a combativa e ética vereadora Heloisa Helena (integrante da oposição) se posicionava contraria a manutenção do imoral e escabroso aumento pretendido pela maioria dos vereadores. Se é ilegal, se fere os princípios morais, cabe ao prefeito fazer valer o respeito à coisa pública e recorrer ao Judiciário. Não o fazendo vai ficar no ar um cenário de completa desconfiança.

Quando o ano começar

Passado o “Pão e Circo” de réveillon, quando passar a farra dos festivais de verão, o carnaval com a volta do “pão e circo fantasiado”, será que o ano vai começar? Vai coisa nenhuma, porque ai já se começa a pensar no São João e seus “arraiás” e lá vem o Natal para se pensar e novo réveillon e pipocar de fogos queimando o nosso suado e sacrificado dinheirinho arrecadado via impostos e taxas abusivas.  Tudo isso para substituir escola de qualidade, saúde digna para o pobre e respeito à coisa pública. Entra ano e sai ano e eles não aprendem absolutamente nada. Parece que foram feitos todos na mesma forma.

Renan devolveu, mas errou

O presidente do Senado, Renan Calheiros, divulgou no decorrer desta semana uma nota à imprensa acerca da devolução aos cofres públicos de quantia referente ao uso de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Segue a nota:

O presidente do Senado, Renan Calheiros, recolheu aos cofres públicos, nesta segunda-feira (30), a quantia de R$ 27.390,25. O valor se refere ao uso da aeronave em 18 de dezembro entre as cidades de Brasília e Recife e foi calculado pela Força Aérea Brasileira (FAB). O pagamento foi feito via Guia de Recolhimento da União (GRU).

A devolução não o redime do erro cometido, porém como duvidei que ele devolvesse tenho a obrigação ética de publicar o fato.

Resolve, mas não muito

A preocupação com o abuso do poder econômico nas campanhas eleitorais, assunto atualmente discutido inclusive pelo Supremo Tribunal Federal (STF), vem inspirando iniciativas legislativas no Congresso. Em resposta ao problema, projeto do senador Jorge Viana (PT-AC), que já se encontra pronto para votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), fixa limites de gastos para os candidatos com base nas despesas realizadas na eleição imediatamente anterior ao da vigência da lei.

Para os cargos de presidente da República, governador de estado e do Distrito Federal, prefeito e senador, como previsto na proposta o teto corresponderá à média dos gastos declarados na prestação de contas dos dois candidatos mais votados na correspondente circunscrição eleitoral.

Um deputado federal terá como limite a média dos gastos declarados na prestação de contas dos candidatos eleitos para a Câmara dos Deputados na correspondente unidade da Federação. Cada deputado estadual e vereador, por sua vez, ficariam autorizados a empregar recursos correspondentes à média dos gastos declarados pelos candidatos eleitos para a correspondente Casa Legislativa.

Resta uma pergunta: e os gastos “por baixo dos panos”? Estes ninguém pode controlar e são os mais perversos e imorais.

Eles erram, o povo paga

Um presente de fim de ano para a população. A partir do dia 06 de janeiro, a linha de ônibus Salvador Lyra/Ponta Verde/Via Expressa (602-A), operada pelas empresas Cidade de Maceió LTDA e Auto Aviação Nossa Senhora da Piedade, será suspensa.

A ordem foi do Tribunal de Justiça de Alagoas através do desembargador James Magalhães. Segundo entendimento do magistrado, a criação da linha, em dezembro de 2012, não passou pelo processo de licitatório necessário.

É de se acreditar que faltou ao desembargador tempo suficiente para julgar o processo, muito embora nada tenha de complicado. Faltou tempo também para ler melhor a legislação pertinente e saber que o interesse público está acima de tudo. Por que simplesmente não punir os infratores, os irresponsáveis que deixaram de proceder a licitação? Mas é assim para a Justiça e é assim na vida: sobra sempre para o mais fraco.

Feliz Ano Novo...é possível?

Com a chegada de 2014 aproveito a oportunidade para desejar aos meus queridos leitores um ano melhor, com mais justiça social, mais responsabilidades dos governantes e mais respeito ao povo pelos políticos, esses que nos envergonham e fazem do Brasil o país da corrupção.

Se Deus permitir continuarei aqui nesta minha trincheira de luta, enaltecendo os bons de coração e os que promovem a cidadania e a justiça , perseguindo implacavelmente os corruptos, os maus, os criminosos da dignidade e da dor daqueles que mais precisam. Nós podemos sim fazer um ano melhor, basta querer fazer.

Faço da minha atividade de jornalista um sacerdócio, como sempre o fiz. E sigo as lições do nosso poeta Lêdo Ivo: “Falo pelos que não falam... grito pelas bocas mudas... estou além da mortalha, da mentira e da mordaça”.

Feliz Ano Novo.



 
Publicado também no Jornal Extra, Jornal Tribuna do Sertão, Site Tribuna do Agreste, Site Tribuna do Sertão.

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