sexta-feira, 25 de julho de 2014

Para refletir:
“Quando você vê a Dilma discutindo o futuro do Brasil com Fernando Collor e José Sarney, você não pode imaginar que a vida das pessoas vai melhorar”. (Eduardo Campos).
Acabou a farra imoral e ilegal
Juiz Federal manda retirar nomes de pessoas vivas de obras públicas

Há quase dez anos bato nesta tecla e reclamo dos administradores irresponsáveis que insistem em colocar nomes de pessoas vivas em obras públicas. Mostrei por diversas vezes a afronta ao moral e ao legal daqueles que para agradar poderosos ou “puxar o saco” em busca de votos colocam nomes dessas pessoas em prédios, viadutos, avenidas e outros bens públicos, uma grande parte deles sem o devido merecimento para a homenagem imoral.
Certa ocasião estive com o então prefeito Cicero Almeida e lhe pedia para que colocasse o nome de Dom Hélder Câmara em uma obra importante do município. Ele não só me prometeu como com um mapa nas mãos me mostrou a obra que estava sendo construída e receberia o nome dessa figura emblemática, considerado o brasileiro do século e agora a caminho da canonização, que ele pouco conhecia. Algum tempo depois vi a tal obra receber um nome de um jornalista, vivo e em plena atividade. Uma troca infeliz, mas certamente mais vantajosa para o “alcaide”.
Já estive com o prefeito Rui Palmeira sobre o mesmo tema. Este completamente diferente; sabia e conhecia a história do “padre dos pobres” e é seu admirador, se mostrou contrário a essas homenagens a pessoas vivas e me prometeu (sem mostrar mapas de ficção) dar o nome de Dom Hélder a uma obra importante em Maceió. E vai dar.
O Juiz federal Sebastião José Vasques Moraes, titular da 4ª Vara, decidiu por um fim a essa farra imoral e ilegal adotada por administradores estaduais e municipais na maioria dos casos com fins eleitoreiros ou de interesse pessoal. Chegou muito tarde a decisão e muitos estragos foram feitos em afronta à lei, mas a Justiça é assim mesmo: as vezes tarda, as vezes falta.
Na sua decisão o juiz dá prazos, estabelece punições e vai além: publica uma relação com os bens públicos que deverão ter seus nomes substituídos pelo Estado de Alagoas e o Município de Maceió. Em minha opinião cometeu dois erros: Ao publicar a lista por que não incluiu os bens públicos do Poder Judiciário, muitos com nomes e homenagens a pessoas vivas? Por que os demais municípios ficaram fora de sua decisão? Decisão boa, mas não completa.
É a própria Associação dos Magistrados Brasileiros que apregoa; “A entrega ao povo de qualquer obra, originada de um dos três Poderes, não justifica a fraude; afinal, os governantes devem submeter-se às leis e não servir-se delas para realização de ambições pessoais. O servidor é elevado à função pública exatamente para construir estradas, prédios, escolas, fóruns, monumentos, etc; a execução dessas tarefas implica no simples cumprimento do dever, sem significar favor algum ao cidadão; a lei não autoriza, mas, pelo contrário, proíbe autopromoção à custa do dinheiro público. Os nomes de magistrados, de políticos e de profissionais vivos nas obras públicas tornam as leis descartáveis, profanadas pelo “jeitinho” brasileiro que só acomoda a vaidade dos poderosos”.

Nota da coluna: O prefeito Rui Palmeira já vinha se antecipando aos fatos, não recorrerá da decisão e mandou imediatamente que fosse retirado o nome de sua mãe Suzana Palmeira (uma creche) mesmo sem estar na “lista” publicada  pelo juiz. É assim que se faz.

Sem apoio, renuncia Eduardo Tavares
O ex-procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares, desistiu de sua candidatura ao Governo do Estado porque se sentiu sem apoio. Com um fraco desempenho nas pesquisas eleitorais, sem os recursos financeiros prometidos e abandonado por muitos dos companheiros do próprio partido, ele decidiu que não dava mais pra continuar. Fez muito bem e saiu da mesma maneira que entrou: de cabeça erguida, disposto a ajudar a transformar Alagoas para melhor. Seu nome chegou a representar a esperança de muitos, pela sua bonita história de defensor intransigente da moralidade e da legalidade, construída no Ministério Público. Deixa um vácuo na opção de votar bem, mas não tinha mesmo como continuar. Resta saber como fica o quadro político daqui pra frente. Está pintando a liquidação da fatura no primeiro turno.

Alexandre Murta
Entre a disputa acirrada para nove vagas na Câmara dos Deputados aparece um jovem candidato com perfil diferenciado, muito bem articulado e com consideráveis apoios. Com um competente desempenho nas redes sociais tem angariado simpatizantes e adeptos à sua candidatura. Tem experiência no ramo e sabe exatamente “o caminho das pedras”. Alexandre Murta, é candidato pelo PMDB e poderá ser uma agradável surpresa nas próximas eleições.
Fica calado Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em mais uma de suas falácias que “é preciso acabar com partidos “laranjas, de aluguel” e, em sua mais dura crítica ao financiamento privado de campanha, disse que a iniciativa deveria ser “crime inafiançável”. Para o petista, é preciso realizar uma ampla reforma política, capaz de colocar fim às siglas que “utilizam seu tempo [na propaganda eleitoral na TV para fazer negócio”.
A fala de Lula ocorre logo após a presidente Dilma Rousseff, sua afilhada política, realizar a troca de dois ministros, atendendo demandas do PR, para evitar perder mais tempo de TV no horário eleitoral. Em seu governo o farsante Lula nada fez para mudar este cenário.
Sabatinas e “laranjais”
As entidades que promovem sabatinas para ouvir as propostas dos candidatos ao governo deveriam ter o cuidado de dar qualidade aos debates que cada vez ficam mais esvaziados. Jogam todos em um mesmo nível quando na verdade só existem dois candidatos aptos ao debate já que Eduardo Tavares desistiu: Benedito de Lira e Renan Filho. Os demais nada pesam na disputa e ainda tem os “laranjas”. Já ouvi de um dos candidatos que “vai evitar participar desses debates que não levam a nada”. Por outro lado é bom que as entidades entendam que os candidatos precisam de tempo para se dedicar a campanha interior afora, o que é muito mais produtivo.
Por falar em “laranjas”
Esta semana  eu conversava com dois integrantes da Corte Eleitoral e entrou na pauta a questão dos “candidatos laranjas”. Há uma indignação e constrangimento dentro do TRE com relação a essa prática imoral e os juízes vão agir com rigor e muita fiscalização punindo os infratores até com cassação da candidatura ou do cargo se for eleito.
Uma dessas autoridades me contava que já se tem denúncia até de um candidato que haveria comprado um “jornaleco” apenas para denegrir o adversário. O caso está sendo investigado e há evidencias do fato criminoso.


A PALAVRA DOS CANDIDATOS
Benedito de Lira
O senador Benedito de Lira (PP-AL) afirmou que a campanha eleitoral oferece também uma oportunidade para prestar contas de sua ação parlamentar   especialmente em favor do seu Estado.
Conseguiu transferir quase 2 bilhões de reais por meio de emendas parlamentares, e é reconhecido como aquele que mais conseguiu recursos em favor de Alagoas.
Embora seja um montante considerável, ainda assim falta muito para que o Estado Alagoas atinja um patamar capaz de compensar as suas dificuldades.
Benedito de Lira é um dos parlamentares que mais trabalham para minimizar as desigualdades, principalmente com relação àqueles que vivem no semiárido nordestino.
Como presidente da Comissão de Agricultura do Senado, trabalha em favor de políticas públicas que possam ajudar os que sobrevivem nas condições mais adversas no Nordeste brasileiro.
Renan Filho

“Meu caro Pedro Oliveira, nesta semana compareci a uma reunião com os agentes de Saúde de Maceió, atendendo a convite do Edinho Rodrigues, líder da categoria em Alagoas. E, aproveitando o generoso espaço disponibilizado por sua coluna, afirmo que nosso programa de governo está dando atenção especial ao trabalho desenvolvido por essa categoria essencial para a preservação da Saúde Pública. As pautas apresentadas por essa categoria precisam ser levadas em consideração pelo governo estadual, que deve estreitar e ampliar as parcerias com todos os municípios para que a missão do agente de saúde possa ser cumprida a contento. Estamos falando numa das bases sobre as quais se apoia o esforço para garantir a saúde da maioria da população. Além das reivindicações estratégicas, o governo do Estado precisa também olhar e cuidar de detalhes que muito ajudam nesse trabalho como a utilização da tecnologia contemporânea”. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014



Eduardo Tavares renuncia candidatura ao Governo de Alagoas
O ex-procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares, desistiu oficialmente de sua candidatura ao Governo do Estado, conforme carta enviada ao governador do estado e a direção do PSDB. Com um fraco desempenho nas pesquisas eleitorais, sem recursos financeiros para bancar a campanha e abandonado por muitos dos companheiros do próprio partido Tavares decidiu em caráter irrevogável desistir da candidatura. A decisão já havia sido tomada há alguns dias, porém somente hoje foi oficializada.
A decisão de Eduardo Tavares pegou a maioria de seus correligionários de surpresa uma vez que sua estrutura de campanha estava completamente montada e já começando a funcionar, embora com um grave problema presente : a falta de recursos para tocar as despesas essenciais para a disputa do pleito.
Eduardo Tavares vinha continuamente se queixando da falta de apoio dentro do próprio partido e também da falta de recursos para a campanha. Praticamente sozinho contava com raros dirigentes do seu partido ( PSDB) e um grupo de integrantes do Ministério Público que estava engajado no objetivo de ganhar o Governo do Estado na disputa com dois fortes adversários: Renan Filho e Benedito de Lira.
Em tom de despedida declarou ao jornalista Ricardo Mota: - “Há muitos alagoanos que não se conformam com o atual estado de coisas, inclusive com o processo eleitoral em curso. A todos, eu sou muito grato pelas manifestações de apoio. Mas é preciso entender as nossas limitações e saber a hora de recuar. O governador reconheceu a correção da minha decisão e aceitou-a. Ele foi muito correto comigo”.

O governador Teotônio Vilela também se pronunciou sobre a renúncia de Eduardo Tavares: "Com tristeza, acabei de ser comunicado por Eduardo Tavares que ele desistiu da candidatura ao Governo do Estado. Lamento profundamente essa decisão. Continuo convencido de que a história pessoal, a postura pública e o compromisso dele com uma Alagoas melhor, o capacitam para ser um excelente candidato e um grande governador. De toda forma, estarei junto com o PSDB na disputa eleitoral para assegurar o projeto de mantermos o nosso Estado no rumo do desenvolvimento, com políticas públicas fortalecidas e ampliadas”.

terça-feira, 22 de julho de 2014


Servidores públicos do Estado terão cinco dias de capacitação na cidade de Piranhas e região
Começou nesta segunda feira (21/7) na cidade de Piranhas mais um módulo do Projeto Escola de Administração Pública, realizado pela Secretaria de Estado da Gestão Pública através da Escola de Governo e do Instituto Cidadão, com o objetivo de promover a capacitação e o aperfeiçoamento para servidores públicos da região do Sertão.

O programa denominado PROJETO ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA IV busca desenvolver ações de forma integral e abrangente e tem como objetivos primordiais promover o desenvolvimento institucional, a política de gestão de pessoas e o aperfeiçoamento dos serviços prestados a comunidade e garantir: o desenvolvimento do servidor, propiciando ampla reflexão acerca da missão da Instituição e do seu papel enquanto profissional, da sociedade em que vive e atua e sobre os caminhos de construção da cidadania; a capacitação do servidor para o exercício das atividades de forma convergente com a missão da Instituição; o aprimoramento e inovação dos processos de trabalho e assimilação de novas linguagens e tecnologia e o desenvolvimento dos servidores visando a melhoria dos serviços prestados e ao cumprimento de seus compromissos sociais, fundamentados em sólidos valores morais e democráticos. 
O Projeto Escola de Administração Pública é gerenciado pela Escola de Governo de Alagoas e as ações pedagógicas são desenvolvidas por instrutores e facilitadores do Instituto Brasileiro de Municipalismo, Cidadania e Gestão – INSTITUTO CIDADÃO.


sábado, 19 de julho de 2014

Para refletir:A melhor maneira de ajudar os outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar”. (Dom Hélder Câmara)

Muda Brasil
Está nas mãos dos brasileiros a decisão de mudar o destino do país

Mesmo sem nada entender de futebol tenho certeza que nenhum dos atletas escalados para aquele fatídico jogo contra a Alemanha gostaria de ter vestido aquela camisa, já que fatalmente a história não o esquecerá. Essa derrota será uma perseguição vitalícia, um legado indissolúvel O dia em que o mundo desabou sobre uma seleção pentacampeã. Mais que perder uma Copa, o Brasil pagará ainda caro por ter perdido a oportunidade de resgatar inúmeras dívidas sociais com os US$ 15 bilhões aplicados no “padrão FIFA”, especialmente em estádios que ficarão aí para lembrar quanto imprevidentes e tresloucados foram os governantes do país.
A Copa serviu para fantasiar um país cheio de absurdos e desfilar num Carnaval como país desenvolvido dentro de estádios, deixando de fora 40 milhões de miseráveis que nunca terão acesso a eles – que sobrevivem de esmolas, pior, se satisfazem com elas.
Foi a oportunidade de pautar o Brasil internacionalmente. Foram exibidas  nas redes europeias e americanas reportagens  que entraram nas favelas, nos cortiços e mostraram os “opostos”, as “lendas” do Brasil que ainda fascina o mundo, especialmente quem não o conhece de perto.
Destaque para o gigante, tomado por governantes aloprados e perdulários, que se aproveitam da ignorância funcional de um povo amansado por esmolas, que, ainda, não conta com uma oposição no sentido correto e democrático da palavra. Pois é, o gigante não conseguiu se levantar nem desta vez. A sensação é que voltará a roncar, que a democracia tão almejada continua uma ingênua “criança” engatinhando em volta de seu “berço esplêndido”.
Temos pela frente uma eleição que poderia significar o rompimento do elo podre que suja de lama o país há quase doze anos com a ascensão do petismo ao poder. Está nas mãos dos brasileiros a mudança de rumo de nossa ingênua democracia ou optar pelo conformismo e ver a Nação se desmoronar a cada dia. Não será uma luta fácil diante do aparelhamento corrupto instalado em todos os setores da sociedade em busca de não perder o poder. Mas nada é impossível quando se pensa e se luta juntos e por uma causa nobre. Que Deus nos proteja e nos ajude a mudar o futuro do Brasil. Nós merecemos! 
As previsões do vidente
O vidente Carlinhos de Apucarana, principal atração do Fantástico, na TV Globo, previu tudo sobre a Copa, e acertou em cheio. Depois da vitória contra a Croácia, no início da Copa, quando havia muita empolgação com o Brasil. Ele desfez qualquer esperança no Brasil, apontou os quatro semifinalistas, previu a contusão de Neymar e a derrocada do Brasil, nos vexames diante da Alemanha e da Holanda (“Um gol atrás do outro”, foi a previsão dele ). Por fim, previu a derrota da Argentina. Depois de tudo isso, é claro que perguntaram a ele quem será o próximo presidente do Brasil. Ele respondeu: “Aécio Neves”. 
Benildo Martins
Esta semana a vida nos pega mais uma peça deixando tristes nós jornalistas e políticos alagoanos com a brusca partida do amigo e companheiro Benildo Martins. Dedicado profissional, solidário e competente atuava na Coordenação de Comunicação Social da Assembleia Legislativa. O conheci ainda na década de 70 e por ele sempre guardei muito respeito. O seu coração grande  generoso não suportou o tranco e ele não resistiu. Fica sua lição de humildade e uma saudade grande em todos os que o conheceram.
A podridão na vitrine
A Copa possibilitou ao mundo refletir e não encontrar explicação pelos 50 mil homicídios que se contabilizam no país em apenas 12 meses. Ou em mortes violentas comparando-se com os números do Afeganistão e do Iraque, que vivem a guerra civil. Não bastasse, pareceu que aqui se desenvolveu um dos maiores mercados de consumo de drogas, invadido pelo pó da Bolívia, do “aliado” Evo Morales, a quem Lula e Dilma cobrem de atenção e afagos. E o patético ministro dos Esportes, o paulista/alagoano Aldo Rebelo, ainda vem irresponsavelmente dizer que “foi tudo bem”.
A caminho da santidade



A Arquidiocese de Olinda e Recife depois de consulta feita aos bispos da região Nordeste, através de Dom Antônio Fernando Saburido, deu inicio ao processo de Beatificação e Canonização do grande pastor da paz, Dom Helder Câmara. A carta que foi enviada à Congregação para Causa dos Santos, em Roma foi lida em todas as igrejas da capital pernambucana. Muita alegria para todos que puderam partilhar da vida de Dom Hélder, o pai dos pobres e pastor da paz. Para mim já é santo






A PALAVRA DOS CANDIDATOS

Benedito de Lira
O plano de Governo de Benedito de Lira prevê a melhoria da gestão dos serviços públicos como saúde, educação e segurança com mais investimento nos três setores por meio da contratação de mais servidores e flexibilização. Cada unidade regional terá total autonomia. 
“Cuidar da saúde, educação e segurança é o dever de casa”, afirma ele.
A meta mais consistente do programa de governo de Benedito de Lira é o desenvolvimento econômico e social. O senador tem afirmado que Alagoas está muito atrasada. É preciso investir na infraestrutura para que aconteçam as necessárias transformações.
Os dois maiores investimentos são a ampliação do canal do sertão de forma a abranger os 16 municípios do agreste e a construção do ramal do VLT até o Aeroporto dos Palmares (o projeto alcança bairros importantes como o Poço, Jacintinho, Benedito Bentes).
Se for eleito governador, Benedito vai lutar pela federalização da AL-101 norte, que trará benefícios para cerca de 10 municípios do litoral norte.
Eduardo Tavares
As propostas eleitorais dos políticos se repetem: melhorar a educação, saúde e segurança. Este é o tripé básico para oferecer bem-estar aos cidadãos. Mas bater nas mesmas teclas de quatro em quatro anos não faz com que os problemas sejam resolvidos.
O problema em si não é de proposta, mas de princípio. É preciso que os homens públicos tenham respeito pelas pessoas, honestidade ao gerir o dinheiro do povo e coragem para combater, muitas vezes, pessoas que estão ao seu redor.
Os eleitores precisam saber que a ideia do político-rouba-mas-faz está fora de moda. É o jeito velho de fazer política. O que se quer agora, no novo jeito de fazer política, é que a transformação da sociedade tenha início no gestor: aquele que respeita para ser respeitado é honesto para pedir honestidade e mostra quem é muito mais por ações do que por palavras.
Precisamos de uma política séria, uma política nova, que puna todo delinquente do colarinho branco que se aproveita do dinheiro público. Eu sempre tive esse olhar voltado para combater o crime. Tenho orgulho de dizer que, quando estive no Ministério Público, puni quem tinha de ser punido. Devemos pôr na cadeia todos que contribuem para o atraso de Alagoas. Minhas propostas de governo foram feitas a partir desse princípio. Este é o novo jeito de fazer política.
Renan Filho
"Além de investirmos na Capital, por sua alta concentração populacional e por abrigar um grande número de moradores vindos de todos os municípios do Estado em busca de emprego, o governo precisa planejar e implantar uma estratégia de desenvolvimento municipal, centrada em polos econômicos segundo a vocação de cada área.
O grande exemplo da pujança municipal alagoana é Arapiraca, avaliada pela conceituada revista Exame como sendo uma das cidades que mais cresce em todo Brasil. É um caso de sucesso a ser compreendido e copiado.

Na terça-feira passada, acompanhado por Luciano Barbosa, estive novamente em Arapiraca e fui recebido por empresários locais que me mostraram os avanços conquistados em vários segmentos. Estimular o desenvolvimento municipal, privilegiando os potenciais próprios de cada microrregião é uma das metas que orientam nosso programa de governo"

A coluna é publicada no Jornal Extra, Jornal Tribuna do Sertão, Jornal Tribuna Alagoana. Sites Tribuna do Agreste, Tribuna do Sertão, Acesse Alagoas e  www.resumopolitico.blogspot.com.br 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Para refletir:“Em 2010: estava em 3º lugar nas pesquisas e enfrentava as principais lideranças políticas do Estado. Fui reeleito”. (Governador Teotônio Vilela)
O pesadelo do marginal José Dirceu
Lia por esses dias um texto publicado na Tribuna de Imprensa, de autoria do jornalista Carlos Newton e o seu conteúdo me chamou a atenção. É o relato de uma história que mudou seu rumo e transformou o seu protagonista de herói em vilão, sujou uma biografia e sepultou definitivamente a vida política de um “quase cidadão”.
 A fisionomia de José Dirceu ao sair da cadeia para trabalhar não era esperada pelos repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. Não havia nada daquela alegria demonstrada por Delúbio Soares, que está sempre com o sorriso estampado no rosto, o que até indica um determinado grau de alienação.
Dirceu mandava e desmandava no governo. O presidente Lula o obedecia cegamente, até que foi aprendendo as manhas e passou a dividir o poder, digamos assim. Veio então o escândalo do mensalão, e Lula deu a sorte de ter sido poupado por Roberto Jefferson e pela própria oposição, que ingenuamente achava que o presidente iria cair de podre. “Vamos deixá-los sangrar”, diziam os oposicionistas, festejando antes da hora.
Dirceu demonstrou uma invulgar capacidade de operar o chamado tráfico de influência e ficou rico numa velocidade impressionante. Sua desenvoltura era tamanha que montou um escritório num hotel de Brasília, onde foi flagrado “despachando” com o então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, e outras autoridades federais, inclusive ministros. Nessa incessante e proveitosa atividade, o ex-chefe da Casa Civil fez escola no governo, porque outros influentes petistas também abriram “consultorias” e passaram a faturar no estilo Dirceu. Entre outros, Antônio Palocci, Fernando Pimentel, Erenice Guerra e até Delúbio Soares se tornaram “consultores” bem sucedidos. Mas o final da história é triste. Dirceu ganhou muito dinheiro, mas perdeu todo o resto: a dignidade, a honradez, o futuro político e própria biografia. Até a mulher que ele amava foi embora. Sua fisionomia abatida e desanimada mostra uma transformação brutal. Como ensinava Miguel de Cervantes e o poeta Ascenso Ferreira repetia, pode-se dizer que Dirceu também levou a vida em grande disparada. Para quê? Para nada. Se tivesse feito a coisa certa, estaria hoje no eixo Planalto-Alvorada tentando a reeleição. Seria o presidente José Dirceu e nem saberia onde fica a Penitenciária da Papuda.
O jogo sujo da política
Na política podre e sem princípios é assim: tenta se ganhar no voto e também no “tapetão”. São muitos os que fazem da política um verdadeiro “balcão de negócios”, vendendo legendas, alugando partidos e negociando a própria honra. Percebi esta semana que essa turma de trapaceiros eleitorais começou cedo a agir, sempre em busca de se beneficiar direta ou indiretamente. A ação marginal visando impugnar a candidatura do jovem Pedro Vilela (PSDB) à Câmara Federal dá uma mostra de como deve ser o tom da disputa que apenas está começando. Conversei com um integrante do plenário do TRE que me assegurava: “vamos estar atentos também contra os que querem apenas tumultuar o processo eleitoral”.
Nada a declarar
Os nossos três principais candidatos ao governo iniciam oficialmente suas campanhas sem que o eleitorado possa identificar suas marcas registradas. Dão a impressão de estar cumprindo sem entusiasmo  uma obrigação  burocrática  incapaz de empolgar quem quer que seja.
Quem sabe com o final desastroso da Copa do Mundo para os brasileirosse disponham os nossos candidatos  a apresentar-se aos alagoanos, ainda que muita gente imagine que só o farão em agosto, quando começar o horário de propaganda eleitoral obrigatória. Por enquanto, nada.
O singular nessa pasmaceira é que o povão não está nem aí. Pouco se interessa pela movimentação desses três pretendentes  ao trono. Muito menos dos demais de menor importância, dos “laranjas” e dos “bananas”. Há na verdade um desinteresse que impressiona do eleitorado em votar. Muitos querem mudanças, mas nem sabe para que.
A guerreira em ação
Tem sido impressionante a receptividade à candidaturade Heloisa Helena em praticamente todos  os municípios que tem percorrido em busca do resgate de seu mandato no Senado Federal. São manifestações espontâneas , vindas de grande número  de pessoas que não apenas lhe garantem o voto, mas também o engajamento em sua campanha.
Será uma luta contra gigantes e poderosos, mas com certeza dará muito trabalho a seus adversários e tem tudo para voltar a Brasília por oito anos.
Tem que pagar
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou em caráter conclusivo, proposta que permite a cobrança, pelas associações de moradores, da taxa de condomínio dos imóveis localizados em vilas ou ruas públicas de acesso fechado.
Originalmente, a proposta proibia essa cobrança. A matéria seguirá agora para análise do Senado, exceto se houver recurso para que seja examinada antes pelo Plenário da Câmara.
De acordo com o substitutivo, será adotado coeficiente para participação contributiva de cada usuário do lote com acesso controlado no custeio das despesas de manutenção do loteamento. Esse coeficiente será expresso sob a forma decimal, ordinária ou percentual, conforme dispuser o estatuto ou ato constitutivo da entidade civil responsável. Por aqui a questão tem gerado muitas ações e confusões, o que podeacabar com a lei em vigor.

A palavra dos candidatos
Benedito de Lira
O plano de Governo de Benedito de Lira prevê a melhoria da gestão dos serviços públicos como saúde, educação e segurança com mais investimento nos três setores por meio da contratação de mais servidores e flexibilização. Cada unidade regional terá total autonomia.  
“Cuidar da saúde, educação e segurança é o dever de casa”, afirma ele.
O que preocupa Benedito de verdade é o desenvolvimento econômico e social. Alagoas está muito atrasada e é preciso investir na infraestrutura para que aconteçam as necessárias transformações.
Os dois maiores investimentos são a ampliação do canal do sertão de forma a abranger os 16 municípios do agreste e a construção do ramal do VLT até o Aeroporto dos Palmares (o projeto alcança bairros importantes como o Poço, Jacintinho, Benedito Bentes, etc).
Se for eleito governador, Benedito vai lutar pela federalização da AL-101 norte, que trará benefícios para cerca de 10 municípios do litoral norte.
O setor primário receberá muita atenção, com apoio para a agricultura, pecuária e piscicultura.
Eduardo Tavares
Vou governar Alagoas com a dedicação, a paixão e a esperança com que enfrentamos outras missões.  Trabalhar os interesses sociais sem descurar os avanços na economia é nosso principal desafio. E vamos superá-lo com um novo jeito de fazer, fundado nos compromissos de melhorar a vida da população, de considerar que o dinheiro público tem o povo como único dono e que o governante precisa ser honesto, transparente e usar o dinheiro público com responsabilidade, seriedade e lisura.
Saúde, educação, segurança, turismo, agricultura mantêm-se como grandes prioridades. Vamos sequenciar as boas e efetivas medidas que vêm sendo empreendidas e vamos fazer mais, pois queremos e precisamos fazer mais. Vamos buscar mais recursos e parcerias.Vamos buscar um tratamento diferenciado para Alagoas junto ao Governo Federal.
Um novo jeito de fazer será pautado por posturas vigorosas e firmes, mas buscará incansavelmente a união das diferentes forças e setores
Renan Filho
"A saúde pública é um dos pontos centrais do projeto de governo da nossa coligação. Estamos ouvindo a população e consultando profissionais do setor. A realidade é preocupante, e já esperávamos por isso. Temos muito trabalho pela frente, mas há soluções possíveis para melhorar o sistema.   

Visitei, nos últimos dias, três importantes unidades privadas de saúde em Maceió – a Santa Casa, o Hospital Sanatório e o Hospital do Açúcar. As três possuem leitos para o SUS. Pude confirmar o que todos sabem e a população mais carente sente na pele: o sistema está estrangulado e a crise na saúde pública em Alagoas alcançou a rede privada, ameaçando os serviços prestados por essas instituições não governamentais à população mais carente. Por exemplo, entendo como indispensável estabelecermos em Alagoas um novo modo de distribuição dos recursos do Sistema Único de Saúde. O governo estadual tem de levar em consideração o grande e insubstituível papel desempenhado por estabelecimentos hospitalares como a Santa Casa, o Sanatório e o Hospital do Açúcar, e de todas as demais instituições não governamentais, sejam beneficentes ou privadas, no atendimento à população alagoana”.  

sábado, 5 de julho de 2014

Para refletir: “A solidão da virtude é estar perto do coração das pessoas". (Governador Teotônio Vilela respondendo a um jornalista que comentou a falta de partidos na chapa tucana).
Vamos fazer uma nova política?
Estamos caminhando para o inicio de uma campanha eleitoral que promete ser bastante acirrada, mesmo com um eleitorado completamente desmotivado. Lia  um texto de Carlos Chagas, na Tribuna da Imprensa, no qual dizia algo real e preocupante: ”Assiste-se, de ano a ano, ou de eleição em eleição, a rejeição cada vez maior aos políticos. Não será por falta de motivos,  é claro, em especial  depois que o PT, no governo, mostrou-se igual aos demais, empenhados em aproveitar-se do poder para praticar nepotismo, ilegalidades e corrupção generalizada. Saída não há para esse impasse, pois ruim com eleições, pior sem elas. A registrar, porém, emerge um fato novo: não há mais candidatos-salvadores, aqueles falsos heróis que no passado despertaram multidões entusiasmadas e ilusões desmedidas.  Hoje são todos iguais, nivelados pela ausência de expectativas populares”. 
O pleito aqui em Alagoas não será diferente, com um eleitorado desmotivado para o voto que será disputado por três candidaturas de peso e outros tantos de “poca-urnas” que de nada servem a não ser encher nossa paciência no detestável Horário Eleitoral e terminar com meia dúzia de votos para se vender eventualmente a qualquer preço.
Dos candidatos pra valer: Benedito de Lira, Eduardo Tavares e Renan Filho, por conhecê-los, ainda acredito em uma campanha propositiva, sem os ataques chulos, as “munhecadas” e a falta de propostas para o eleitorado. Que não se rendam aos marqueteiros da maldade e da podridão eleitoral, para os quais o que conta é a ofensa ao adversário, a baixaria e o ridículo de exibições fantasiosas e os erros passados de  cada um.
Aqui eu farei a minha parte. Já conversei com as assessorias dos principais candidatos e expus a linha de ação da coluna. Desejaria receber de cada um todas as semanas pelo menos uma proposta positiva para Alagoas e me comprometo a publicar. Quero aqui criar um “debate propositivo”, para que assim o eleitor conheça o pensamento e os projetos daqueles que desejam nos governar e fazer suas conclusões de quem é o melhor.
Creio que ainda há tempo para se motivar o eleitor tão descrente dos nossos políticos e não tenho dúvidas de que o caminho serão propostas que possam trazer um sopro de esperança depois de tantos e tantos desenganos no voto de cada um.
A despedida: Joaquim Barbosa
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, 59 anos, declarou na terça-feira (1º) que se aposentava com “alma leve” e que não tem interesse em seguir carreira na política. Ele participou da última sessão como ministro do STF. Saiu antes do fim da sessão e não fez pronunciamento de despedida em plenário. “A partir do dia em que for publicado o decreto da minha aposentadoria, serei um cidadão como outro qualquer, livre para tomar as posições que eu entender necessárias e apropriadas. A política não tem na minha vida essa importância toda, a não ser como objeto de estudos e reflexões. Eu não tenho esse apreço todo pela política no dia a dia. Isso não tem grande interesse para mim”.. Joaquim Barbosa disse deixar o STF com a sensação de “cumprimento do dever”. Segundo ele, é importante que os brasileiros se conscientizem da importância do cumprimento da legislação. “Esse é o norte principal da minha atuação: pouca condescendência com desvios, com essa inclinação natural a se contornar os ditames da lei, da Constituição”.
Álvaro Machado
Na última edição da revista “Folha da Barra” a matéria de capa é uma interessante entrevista com o secretário chefe do Gabinete Civil, Álvaro Machado, falando sobre o desenvolvimento de Alagoas nos últimos anos e dizendo muita coisa que muita gente desconhece. Homem sensato, administrador com alta competência, “conhece o caminho das pedras” e tem sido o grande articulador e condutor da máquina estatal. Quando Álvaro fala deve ser ouvido e anotado. Entre outras anotei esta suas palavras: “Como médico especialista em Saúde Pública (deixou sua marca em Brasília)  ,orgulho-me de muito em ver que o governador Teotônio Vilela foi o que mais investiu em saneamento básico. Se a gente não fala ninguém lembra, porque é subterrâneo. Investir em saneamento é investir na preservação da vida.. Quem é da área de saúde pública sabe da importância disso para a saúde do povo. Maceió não chegava a 25 por cento a cobertura. Vamos deixar a cidade mais de 60 por cento saneada”. É assim que se faz!
Com a palavra os candidatos
Benedito de Lira
É preciso buscar alternativas para a economia alagoana. Como Senador, Benedito de Lira destinou recursos e a Codevasf já está desenvolvendo o projeto de cultivo de 4 milhões de pés de caju em diversas regiões do Estado. Ele destinou recursos, por meio de emendas parlamentares, para a sede da Embrapa em Marechal Deodoro, até porque ele acredita que a Embrapa terá condições de, uma vez instalada em Alagoas, desenvolver novos cultivares mais adequados à região
A região dos Vales Úmidos (Boacica e Marituba) também necessita de atenção do poder público. Benedito acredita que nessa região pode ser criada uma nova Bacia Leiteira. Cooperativismo. A experiência de Pindorama é uma das mais bem sucedidas. Benedito tem ideias para apoiar o cooperativismo
Eduardo Tavares
“Quem me conhece sabe que eu não sou de negar desafios. Assumo agora a missão mais importante da minha vida: me candidatar ao cargo de governador de Alagoas. É uma honra, e ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade.
Vamos fazer de Alagoas um Estado cada vez mais digno de se viver. Vamos nos unir a esse novo jeito de fazer política”
Precisamos pensar na agricultura familiar, na profissionalização da agricultura. Arapiraca merece um olhar especial. É um grande polo industrial, de serviços, fica no centro do Estado. O Agreste pode se tornar um celeiro para o Brasil e para o exterior. Potencial para isso nós temos. Projetamos para Alagoas um novo horizonte. Um horizonte de crescimento. Mas quero fazer uma gestão notabilizada pelo desenvolvimento humano. Quero focar no povo, acabar com a pobreza extrema. Temos que traçar o nosso próprio caminho. É necessário uma nova forma de ser, um novo jeito de fazer”.
Renan Filho
 “Investir na Capital é uma necessidade estratégica para o governo do Estado, pois a Grande Maceió abriga não só a maior concentração demográfica de Alagoas, como funciona como centro de acolhimento de moradores vindos de todos os municípios em busca dos serviços ofertados na cidade. Estabelecer uma parceria objetiva, transparente e proativa com a prefeitura maceioense é uma atitude que ajuda a todos os alagoanos e não apenas aos moradores locais.
Sem equacionamento dos desafios acumulados em Maceió não será possível um processo sustentável de interiorização do crescimento econômico e inclusão social. A Capital reflete o potencial e os problemas de todo Estado.
Ao mesmo tempo, além dos recursos próprios, o governo estadual deve estabelecer parcerias com o governo federal no sentido de interiorizar serviços, ampliar a infraestrutura em todas as regiões alagoanas, num esforço a médio e longo prazo voltado para redução das disparidades econômicas e sociais, espalhando projetos de urbanidade, desenvolvimento econômico e inclusão social para todos os municípios”.
Ainda pode acontecer tudo
Inclusive nada

Amanhã (sábado) é o último dia para o fechamento das atas das convenções partidárias que estabelecem coligações e candidaturas de todos os partidos. Até lá prosseguem as confabulações, as tratativas de alcovas e negócios nos gabinetes, corredores e nas estradas do poder político. Mudanças inesperadas podem ocorrer, surpresas agradáveis para alguns e muito desagradáveis para outros podem surgir, Amanhã será outro dia e tudo pode acontecer. Inclusive nada.

Coluna publicada no Jornal Extra, Jornal Tribuna do Sertão, Sites: Acesse Alagoas, Tribuna do Sertão, Tribuna do Agreste - www.resumopolitico.blogspot.com.br 



Em defesa do Sistema S O Brasil inteiro, (principalmente aqueles setores que produzem, formam e criam milhões de oportunidades de ...